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Fantasistas em Magia


História da Magia

Afonso Esquiros

Há vinte anos [a autor escreve em setembro de 1789], um de nossos amigos de infância, Afonso Esquiros, publicou um livro de alta fantasia intitulado O Mágico. ...Pela publicação desse romance, fundou uma escola de fantasistas em magia cujo representante mais distinto é, atualmente, Henri Delage. Delage é um escritor fecundo e um taumaturgo desconhecido; ele declarou que durante um inverno onde reinava a terrível moléstia de peito que se chama gripe, bastava-lhe entrar num salão para curar imediatamente todas as pessoas que aí se achavam. É verdade que ele foi vítima do milagre, porque ganhou uma rouquidão que não o deixou mais. Muitos amigos de Delage nos asseguraram que ele tem o dom da ubiqüidade [estar em vários em dois ou mais lugares ao mesmo tempo]. ...Ele declara-se sinceramente católico e proclama seu respeito e amor pela religião. Ora, a religião poderá fazer dele um santo, o que um título mais estimável e mais glorioso do que o de feiticeiro.

Conde de Ourches

Homem venerável pela sua idade, consagra sua vida e sua fortuna às experiências magnéticas. ...Durante muito tempo o Conde foi dominado por uma idéia fixa: o receio de ser enterrado vivo e por isso escreveu muito sobre a necessidade de verificar os óbitos de modo mais certo do que se faz habitualmente. Ourches tinha razão para temer posto que seu temperamento pletórico [sangüíneo, agitado] e sua extrema suscetibilidade nervosa, diariamente sobreexitada por suas experiências... o expõe, talvez, a ataques de apoplexia. O Conde de Ourches é, em magnetismo, discípulo do abade Faria e, em nocromância, pertence à escola do Barão de Guldenstubbé.

Barão de Guldenstubbé

O Barão de Guldenstubbé publicou um livro intitulado: Pneumatologia positiva experimental: a realidae dos espíritos e o fenômeno maravilhoso de sua escritura direta. Eis como ele mesmo narra sua descoberta:

Foi no corrente ano de 1850, cerca detrês anos antes da epidemia das mesas girantes, que o autor quis introduzir na França os círculos de espiritualismo da América, as pancadas misteriosas de Rochester e a escritura puramente maquinal dos mediuns.

Guldenstubbé ...[formou] o primeiro círculo segundo o modo dos americanos, graças ao concurso precioso que lhe prestou M. Roustan, antigo medium da Sociedade de Magnetizadores Espiritualistas, homem simples mas cheio de entusiasmo pela santa causa do espiritismo. ...É sabido que os círculos americanos são baseados... sobre a distinção dos princípios magnéticos ou positivos e elétricos, ou negativos. Estes círculos se compõem de doze pessoas, seis das quais representam os elementos positivos [magnéticos] e as seis outras, os elementos negativos ou sensitivos [elétricos]. A distinçãodos elementos não deve ser feita segundo o sexo das pessoas, se bem que as mulheres tenham, geralmente, atributos negativos e sensitivos e que os homens, sejam dotados de qualidades positivas ou magnéticas. Deve-se pois estudar bem a condição moral e física de cada um antes de formar os círculos, porque há mulheres delicadas ue têm qualidades masculinas bem como, homens vigorosos, que não são mais que mulheres no moral.

Vampiros: Enterrados Vivos


As pessoas enterradas vivas não podem ter, debaixo da terra, senão sonhos rápidos, de pouca duração, podendo viver, todavia, muito tempo, conservadas pela luz astral, num estado completo de sonambulismo lúcido. Suas almas acham-se, então, sobre a terra, ainda, presas ao corpo adormecido por uma cadeia invisível; se são almas ávidas e criminosas, elas podem aspirar [absorver] a quintessência do sangue das pessoas adormecidas de sono natural e transmitir essa seiva a seu corpo enterrado para conservá-lo por mais tempo, na esperança vaga de serem restituídas à vida. É este espantoso fenômeno que se chama vampirismo, fenômeno cuja realidade foi constatada por numerosas experiências e tão bem atestadas como tudo o que há de mais solene na história...

Existe ainda um grande número de atas sobre exumação de vampiros. As carnes estavam em notável estado de conservação mas tresandavam a sangue. Seus cabelos haviam crescido extraordinariamente e saíam em anéis entre as fendas do caixão. A vida não existia mais no aparelho que serve à respiração, mas somente no coração que, de animal, parecia ter-se tornado vegetal. Para matar o vampiro, era preciso atravessar-lhe o peito com uma pua [estaca de madeira]; então, um grito horrível anunciava que o sonâmbulo do túmulo se despertara em sobressalto numa verdadeira morte. Para tornar essa morte definitiva, cercava-se a sepultura do vampiro com espadas plantadas no solo com as pontas voltadas para fora, porque os fantasmas da luz astral se decompõem pela ação [contato] das pontas metálicas... que lhes destroem o corpo coagulado [de luz astral coagulada, densificada]... Os casos de vampirismo são muito raros e uma pessoa sã de espírito e de corpo não poderia ser vítima [desse mal] se não abandonou, em vida, seu corpo e sua alma, por qualquer cumplicidade em crime ou paixão desregrada.

 


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