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siga a estrada de tijolos amarelos: Alta Magia Magia Cerimonial História da Magia Iniciação e Provas

Iniciação e Provas


História da Magia

Os que os adeptos chamam grande obra não é somente a transmutação dos metais, é também e sobretudo a medicina universal, isto é, o remédio a todos males, entre os quais, a morte.

O grande mistério da vida e de suas provas acha-se representado na esfera celeste e no ciclo do ano. As quatro formas da Esfinge correspondem aos quatro elementos e às quatro estações. ...Todo homem que pensa é um Édipo que tem de adivinhar o enigma da esfinge ou morrer. Todo iniciado deve ser um Hércules a realizar o ciclo de um grande ano de trabalhos para merecer, pelos sacrifícios do coração e da vida, os triunfos da apoteose. A prova, tal é a grande palavra da vida; a vida é uma serpente que se procria e se devora sem cessar; é preciso fugir aos seus abraços e por-lhe o pé sobre a cabeça.

As grandes provas de Mênfis e Eleusis tinham por alvo formar reis e sacerdotes. Para ser admitido nestas provas, era preciso entregar-se de corpo e alma ao sacerdócio e fazer abandono da própria vida. Descia-se então a subterrâneos escuríssimos onde se deveria atravessar alternativamente fogueiras acesas, correntes de água profunda e rápida, pontes móveis lançadas sobre abismos e isso sem deixar extinguir-se e sem perder uma lâmpada que se levava à mão.

Aquele que vacilasse ou tivesse medo não deveria jamais rever a luz; o que transpusesse com intrepidez todos os obstáculos era recebido entre os mistos, isto é, era um iniciado nos pequenos mistérios. Mas ainda faltava provar sua fidelidade e seu silêncio e só no fim de muitos anos ele se tornava epopta, título que corresponde ao de adepto. ...Pitágoras exigia o silêncio e a abstinência durante cinco anos; Platão não admitia em sua escola senão geômetras e músicos e reservava uma parte de seus ensino para os iniciados e sua filosofia, tinha seus mistérios.


Necromancia e Goétia

As experiências da Teurgia e da Necromancia são sempre funestas aos que se abandonam a elas. Quando se pôs uma vez o pé no limiar do outro mundo, é preciso morrer e quase sempre de um modo estranho e terrível. A vertigem começa, a catalepsia e a loucura concluem. É certo que em presença de certas pessoas e depois de uma série de atos embriagadores, faz-se uma perturbação na atmosfera, as madeiras estalam, portas tremem e gemem. Sinais extravagantes e às vezes sanguinolentos parecem imprimir-se sobre o pergaminho virgem ou sobre a roupa branca. Estes sinais são sempre os mesmos e os magistas os classificam sob o nome de escrituras diabólicas

Inferno Grego

Em sua descrição alegórica dos infernos os hierofantes gregos ocultaram grandes segredos da magia. Quatro rios se encontram ali, como no paraíso terrestre ...Um rio de dores e gemidos, o Cocito; um rio do esquecimento, o rio Lete; um rio de água rápida que a tudo arrasta, o Aqueronte; e um rio de fogo, o Flegetonte. Os dois últimos se cruzam: o Flegetonte aquece e faz fumegar as águas frias e negras do Aqueronte e o Aqueronte cobre de espessos vapores as chamas líquidas do Flegetonte. Destes vapores, saem aos milhares, larvas e lêmures, imagens vãs dos corpos que viveram e dos que não vivem mais e todos, tenham bebido ou não do rio das dores, todos aspiram ao esquecimento do Lete, cuja água soporífica lhes restituirá a juventude e a paz.


Mistérios da Morte

Não é além da tumba, mas na vida mesma que se deve procurar os mistérios da morte. A salvação e a reprovação começam aqui e o mundo terrestre tem também seu céu e seu inferno. Sempre aqui a virtude é recompensada, sempre, aqui, o vício é punido; e o que nos faz crer, as vezes, na impunidade dos maus, é que as riquezas, estes instrumentos do bem e do mal, parecem agraciar a vida dos maus por mero jogo do acaso. Mas infelizes os homens injustos quando possuem a chave do ouro, ela não lhes abre senão a porta do túmulo e do inferno. Todos os verdadeiros iniciados reconhecem a imensa utilidade do trabalho e da dor. ...Aprender a sofrer, aprender a morrer, é a ginástica da Eternidade, é o noviciado eterno.

No Fédon, de Platão, Sócrates discorre sobre os destinos da alma: os espíritos depurados pela provação libertam-se das leis da gravidade e, sobretudo, da atmosfera das lágrimas; os outros rastejam nas trevas e são estes que aparecem aos homens fracos e criminosos. Os que se libertaram das misérias da vida material não voltam mais a compartilhar dessa existência de crimes e erros.

Os que perturbam o repouso do túmulo sempre foram considerados ímpios. Chamar os mortos à Terra é condená-los a morrer duas vezes ...Depois da morte, a alma pertence a Deus e o corpo à mãe comum, que é a terra. Quando um homem atrai, por uma cadeia de conjurações, as almas que nadam nas trevas, eles vêm à luz como filhos do conjurador; filhos póstumos que se alimentam do sangue e da alma de quem os evoca. Os necromantes são produtores de vampiros; não os lastimemos se morrerem roídos pelos mortos.


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