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Argentina aprova nova lei que privilegia Igreja Católica


O espírito do rádio e da tv desde 1996

Domínio da Igreja católica continua a passos largos na América Latina. Após um recente acordo do vaticano com o governo brasileiro, chegou a hora da Argentina mostrar ao mundo o quão bem catequizado nosso povo foi. Conforme informa o portal de notícia Limão.com  a recente lei de radiodifusão proposta por Cristina Kirchner e aprovada no senado determina que a Igreja Católica Apostólica Romana será a única entidade religiosa com o direito a licenças rádio e televisão sem necessidade de autorizações prévias ou licitações de quaisquer tipo.

Acostumados com o o domínio dos meios televisivos os evangélicos do país já demonstraram sua insatisfação, caracterizando a decisão como "uma dolorosa e inexplicável discriminação religiosa". Interessante notar como o corpo evangélico esbraveja a qualquer sinal de privilegio a outras religiões, mas permanece eternamente calado quanto aos privilégios que ele mesmo recebe. Assim como no Brasil, as igrejas de todo o tipo possuem diversas isenções fiscais.

Com isso alguns podem ficar pensando: Que tipo de mundo é este onde órgãos responsáveis pela educação não tem privilégios? Outros, se perguntam por que instituições que ganham tais privilégios não são obrigadas a contribuir diretamente com sociedade? Meditando um pouco mais fica a pergunta: por que ao invés de se dar este tipo de concessão não se criam "concorrências" com empresas laicas ou religiosas para ver quem mais colabora com serviços comunitários? Tudo isso é importante, mas a questão mais crucial é que as igrejas, dia a dia deixam de lado o verniz de preocupação com a divindade para se ocupar com seus respectivos pedaços do bolo corporativo.

A cada dia que passa existem cada vez menos argumentos ou líderes preocupados em mostrar que Nietzsche estava errado quando afirmou que o único cristão morreu na cruz. O "Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios" é substituído pelo "um lucro menor do que o que tivemos ano passado, não é aceitável, a concorrência não deve levar a nossa fatia do mercado. Time is money!"


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