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Combatendo genocídios silenciosos desde 1996

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siga a estrada de tijolos amarelos: Blog Carla Bruni versus Bento XVI

Carla Bruni versus Bento XVI


Combatendo genocídios silenciosos desde 1996

Carla Bruni ganhou a atenção da mídia esta semana após uma entrevista a revista feminina francesa 'Femme Actuelle'. Basicamente ela publicamente abandonou sua postura religiosamente neutra numa série de críticas ao Papa e a atual política de combate a métodos contraceptivos na Africa.

Ela abandonou seu posto diplomático e acusou a igreja católica de ferir povos miseráveis privando-os ideologicamente de métodos de combate a doenças sexualmente transmissíveis e  do controle de natalidade. Arriscando-se a atrair a ira do público católico ao redor do mundo a ex-super-modelo finalizou suas declarações reafirmando a necessidade da igreja "evoluir".

Em Março de 2009 o Papa Bento XVI colocou lenha na polêmica ao visitar países africanos desolados pela AIDS e insistiu em sua postura de que "a distribuição de camisinhas não solucionará o problema, mas o agravará."  Nas declarações a primeira dama da França acusa o pontífice de um genocídio silencioso.

Bruni Sarkozy afirmou: "Eu nasci católica, fui batizada, mas em minha vida me sinto hoje profundamente secular. Acho as controversas declarações do Papa extremamente perigosas. Na Africa são as pessoas da igreja que mais aparecem doentes depois. É perturbadora a diferença entre teria e realidade. Acho que a igreja deveria evoluir nesses aspectos. Ela apresenta os preservativos como um contraceptivo proibido ainda que esta seja a única proteção existente para muitos.”

Os comentários certamente causarão desconfortos a primeira dama de um país que já teve Joana Darc para morrer por sua fé e que apesar da separação entre igreja e estado possui uma maioria católica bastante influente.

André Roux, historiador francês analisou a situação: "Não há precedentes de uma primeira dama criticar o Papa. A esposa de Charles de Gaulle era muito católica e jamais teria esta postura, era discreta. O mesmo é verdade com Bernadette Chirac que jamais deu uma opinião sobre religião ou assuntos internacionais. Mesmo Danielle Mitterrand, esposa de François Mitterrand que não era crente nunca atacou o Papa desta forma."

Esta falta de precedentes talvez explique o que aconteceu com a França em 1940 durante a II Guerra, até hoje eles tinham carência do mesmo sangue das veias de Mussolini nas cúpulas do poder.


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