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Tony Blair iguala ateus à fanáticos religiosos


Pela agressão secular desde 1996

Em um discurso na Universidade de Georgetown, Washingthon, EUA, o ex-primeiro ministro Tony Blair igualou ateístas de todos os tipos aos extremistas religiosos, colocando-os na mesma categoria de inimigos que devem ser combatidos.

Segundo matéria do Examiner, Blair disse que as pessoas de fé enfrentam do lado de fora "a agressão secular" e do lado de dentro "a ameaça do extremismo" e prosseguiu numa retórica fraquíssima tentando igualar os descrentes com aqueles que fazem guerra e espalham terror em nome da religião.

Disse o político: "Este desafio não é apenas dos muçulmanos, cristãos, judeus, hindus, budistas ou o que for. São desafios para todas as pessoas de fé. Aqueles que negam a Deus e aqueles que usam a violência em nome de Deus, ambos representam visões religiosas e ambos não oferecem esperança para a Fé do século vinte e um. A única esperança para a fé no século vinte e um é enfrentarmos isso juntos."

A sutileza da retórica de Blair é tão antiga quanto a religião institucionalizada: encontrar bodes expiatórios e se livrar do sentimento de culpa e da responsabilidade daquilo que ele sabe estar errado. Ao colocar-se entre os ateus e os fanáticos ele tenta argumentar que a religião em si não é a responsável pelos atos de barbárie que mancham a história do cristianismo, islamismo e demais cultos ciclicamente durante a história.

Ele propõe ainda que pessoas de todas as fé se unam para combater o ateísmo e o fanatismo. Mas qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento de geografia sabe que a religião é sempre um dos fatores que mais cobalora para desunião das pessoas. Se a única esperança de Blair para a Fé do futuro está na união de muçulmanos e judeus, de hindus e budistas, então os livre pensadores do mundo ficar tranqüilos. O século vinte e um será nosso.


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