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siga a estrada de tijolos amarelos: Demonologia Estudos de Demonologia Goetia para Homicidas

Goetia para Homicidas

M "Eu vos trarei a vitória e o júbilo: eu estarei em vossos braços na batalha & vos deliciareis em matar. O sucesso é a vossa prova; a coragem é a vossa armadura; avante, avante em minha força; & vós não retrocedereis por nada!"  - Liber AL III;46


Pode ser que eu suje minha carreira de bom rapaz agora. Dane-se.

Longe de ser minha estréia no mundo de homicídios, esse pecado vale a pena confessar. Eu não tinha nada em mãos, a não ser uma vontade firme de de dar um fim em uma dada situação, através de um ponto final na linha de vida de um certo individuo. Todo mundo pode ser uma Moira grega em algum ponto da sua vida, apesar de al

uns pegarem certo apego a esse tipo de pratica.

O assassinato também pode virar uma paixão. Vale a pena memorar sobre que a responsabilidade se deve dar a responsáveis, e não usar da pratica em si, como uma desculpa para qualquer tipo de infantilidade. De qualquer jeito, o único real peso sobre alguém é a sua própria consciência. Você pode esconder do mundo, o que fez. Mas não pode esconder isso de si mesmo. Beba de mim, com moderação.

O objetivo desse texto é demonstrar a minha experiencia e como eu fiz para conseguir um objetivo com goetia. Ele não será passo á passo, simplesmente porque eu não faço rituais para m
gia. Sem triangulo, sem velas (ou quase sem), sem circulo, sem espelho negro. Todos esses instrumentos são mais, pontos para alinhar a mente em uma perspectiva de segurança entre você e o espirito. Uma forma sutil de masturbação mental.

Antes de começar, vale a pena salientar alguns pontos;

"O Homem é capaz de ser e usar qualquer coisa que percebe; porque tudo que ele percebe é, de certo modo, uma parte de seu ser. Ele pode, desta forma, subjugar todo o Universo do qual ele é ciente a sua Vontade Individual." - Aleister Crowley, O que é Magick ?

Entender isso é o principio da sua carreira de futuro mago goético. Todos esses espíritos a partir do momento que você toma consciência deles, viram parte de você, usa-los é como usar qualquer parte do seu corpo; mover um dedo, ou pé, ou qualquer parte do seu corpo. É exatamente isso o que magick te ensina. Você é Nuit, É Hadit, É Ra Hoor Khuit. Você é qualquer principio do Universo, desde que, a sua consciência se foque naquilo em que se propõe. Você é o Universo experienciando uma individualidade, ou na melhor metáfora, uma individualidade buscando tomar consciência de que É o Universo.

Você é uma mentira ególatra de si próprio. Um disfarce de Nuit, um esconderijo dela. (Vide Liber Al Vel Legis, "Nu ! O esconderijo de Had.' - II;1)

Longe de toda a Télema, porém utilizando-se de metáforas dela, quero que absorva esse principio. Um principio bem fundamentado em sua mente é a base da Obra. De qualquer Obra de sucesso, você precisa inicialmente retirar da sua cabeça as armadilhas do teu pensamento criar a partir disso, uma nova consciência/visão de si próprio. É assim que se inicia magick. É esse o propósito dos banimentos.  Somente com a ideia de si própria adulterada do padrão social normal, para o padrão do novo Eon, é que você pode começar a trabalhar no Universo com uma nova relação. Sua fornicação com Nuit deixa de ser um principio aonde existe dois. Hadit e Nuit são um só.

Voltando para as margens da goetia, esse entendimento é dado através da Invocação ao Não Nascido. Você invoca o que é chamado de Ain Soph, a existência pré existência, o Deus por trás de qualquer outra divindade, e se identifica com ele. Você invoca a força divina e se torna ela. Por isso que inicialmente você chama "Eu te invoco ó Não Nascido, tu que criaste os céus e a Terra"  e no fim da conjuração você afirma "Eu sou Ele, o forte fogo imortal", (vide as conjurações tradicionais de goetia), elas são, um método simples, do antigo Eon para firmar em sua mente o fato de que você, é o Deus. Você é o Adonai. Você é o Universo experienciando uma individualidade ou uma individualidade em busca da consciência de que é o Universo, repito novamente.

Essa é a base de toda goetia. Sua relação com o Universo é o segredo de todas as vias iniciáticas. Todas as vias verdadeiras de magia ensinam a mesma coisa com linguagens diferentes, elas querem te dar consciência sobre o teu poder sobre o universo e sobre quem é você no universo. Toda concepção cristã só irá atrapalhar sua jornada na magia. Essa visão de 'entidades superiores', de que você é 'um nada perante a qualquer entidade' e todo pensamento relativo á isso, inverte a situação, já que sua posição perante ao universo, reflete a posição dele á você. Ver-se como inferior a qualquer coisa, te torna inferior á isso. Lógico que, essa consciência, é conseguida de apenas uma única forma: agindo.

A partir do momento em que, você toma consciência do que você é realmente, como o Universo, você joga com teu próprio corpo. E qualquer ser que queira prejudicar sua manifestação, é imediatamente destruída. É a lei do Universo. É a sua lei. Assim como a mamãe Natureza nos dá um furacão de presente como resposta as frequentes agressões, você pode responder as suas agressões.Afinal, você é a mamãe natureza, ou se esqueceu disso ?

 


Enfim, aqui está meu pecado. Dia 14 de novembro, numa quarta feira a noite, eu não tinha nada. Absolutamente nada ritualístico. Sem uma vela sequer. Porém, eu tinha vontade e energia, o que é o suficiente. Eu peguei a goetia impressa que tenho aqui e procurei por algum espirito que compartilhasse do meu desejo. Eu não irei explanar sobre a história por trás disso, por ser longa demais. Irei falar exatamente o que fiz e como fiz. Revirando o manual impresso em mãos, eu achei o Malphas e o Forcalor. Qualquer um dos dois poderia matar o Gustavo.  Não tinha sequer o selo do demônio impresso. Porém eu tinha a imagem dele na minha mente, e isso bastava.

Sentei na minha cama, lembrei bem da imagem do Malphas e comecei a chama-lo. Não queria conversar, então não precisava entrar em transe. Não queria ver o espirito, então não precisaria de fumaça. Eu só queria matar o Gustavo. Comecei a concentrar energia nas minhas mãos, igualmente se faz numa esfera psíquica (psy ball), enquanto chamava o demônio. Três vezes repetindo o nome dele, foi o suficiente para eu sentir a presença dele ao meu lado. Fui demasiadamente claro e direto, apenas falei, "Malphas, mate o Gustavo" e logo em seguida, ofereci a energia para ele. Juntei mais um pouco de energia e dei.

Fui dormir. 

Comecei a invocar direto o demônio dessa forma,  chamava e repetia os desejos enquanto dava energia para ele. Nos três primeiros dias, eu repeti o chamado. Depois disso, chamava um dia sim, um dia não. Eu me masturbava e focalizava meu orgasmo no nome do demônio, e logo após gozar, eu repetia meu desejo, brevemente. Eu invocava o demônio, ás vezes duas vezes por dia, ou um dia sim/dia não, não havia ordem correta para a pratica. Parafraseando Crowley, "Invoque com frequência". E assim foi, até o dia 1 de dezembro quando recebi a boa noticia. Eu comecei dezembro dando parabéns pro Obito, recebendo parabéns da diretoria do MS e recebendo a noticia de que, o Gustavo havia falecido no dia 29. Qualquer pessoa que beba e dirija tem esses riscos. Ainda mais se tem um encosto goetico inflamando esse futuro acidente. 

 

Resumindo a formula, eu chamava frequentemente e alimentava com energia. Energia tanto vindo de esferas psíquicas como também de orgasmos. Esse é o maior segredo da magick, insistir. Demônios não vão beber vinho, não vão comer suas oferendas. Eles não tem sistema digestivo. Eles precisam somente de energia para realizar algo. Eles são partes de você, que você pode despertar e usar a qualquer momento. Isso é magia. É você usar seu corpo para atingir um fim, seja ele qual for. A necessidade de aparatos é uma premissa do Éon Osiriano e consequentemente uma regra passada. Você precisa de você mesmo, em você há tudo que precisa para realizar algo. 

Em ultimo instante vale a pena citar que a sensação de divindade pós um assassinato é fenomenal. Logo depois, acaba batendo alguns momentos de tristeza, mas passam quando você se recorda do merecimento do individuo. 



Por Anarco Thelemita