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siga a estrada de tijolos amarelos: Lovecraft Mitos de Cthulhu O Nome Al-Azif, De Onde Vem e o Que Significa

O Nome Al-Azif, De Onde Vem e o Que Significa

azif.gifAl Azif

Em sua "História do Necronomicon" Lovecraft inicia com: "Título original Al Azif - sendo Azif a palavra usada pelos árabes para designar os sons noturnos (feitos por insetos) que supostamente seriam os lamentos dos demônios". Novamente em Cartas Selecionadas II ele diz: "O livro foi o resultado da idade avançada de Abdul, durante esse período ele viveu em Damascus e o título orignal, Al Azif -- azif sendo o nome aplicado para esses estranhos ruídos da noite (de insetos) os quais eram comparados com os lamentos e bramidos dos demônios pelos árabes.

É curioso, entretanto, que a única vez que usou este nome em sua ficção foi em sua revisão do texto de Adolphe de Castro "The La

t Test" (diferente de muitas de suas 'revisões', este texto foi realmente escrito por De Castro); no conto o cientista louco grita em determinada parte: "Cuidado, todos vocês--! Existem poderes contra os seus poderes -- Eu não fui à China a troco de nada, e existem coisas no AZif de Alhazred que não eram conhecidas em Atlântida!"

O significado de azif nesse contexto não é inteiramente claro. Uma especulação, que indica que o livro foi inspirado pelas vozes ouvidas por Alhazred fazem sentido, se levarmos em conta sua reputação de "Poeta Louco" e as crenças árabes que existiam na época em que ele viveu.

Ainda uma diferente interpretação surge quando

se consideramos que Lovecraft sabia da origem do termo. Ele afirma ter derivado a palavra de uma nota escrita sobre a tradução feita por Henley de Vathek de Beckford. O texto comentado pela nota segue abaixo:

Os bons mulçumanos se diziam ouvir o zumbido taciturno dos insetos noturnos como o presságio do Mal, e insitiram a Vathek para ter cuidado com a maneira com a qual sua sagrada pessoa se aventurava .

A nota segue:

É observado que no quinto verso do Nonagésimo Primeiro Salmo, "O Terror à Noite" é apresentado como, na antiga versão inglesa, "the bugge by night" (O Inseto a Noite, O Inseto de Noite). Nas primeiras regiões colonizadas na América do Norte, todos os insetos voadores de qualidades nóxias era (assim como é até o dia de hoje) chamado de 'Bug', e foi dai que saiu o termo 'bugbear', o bicho papão, que leva o terror por onde passa. Beelzebub, ou Senhor das Moscas, era uma imagem dada ao Demônio e acreditavasse que o som noturno, chamado pelos árabes de azif, era o lamento dos demônios. Análogo a isso existe uma passagem no Comus, como estava presente em sua versão original:

But for that damn'd magician, let him be girt
With all the grisly legions that troop
Under the sooty flag os Acheron,
Harpies and Hydras, or all the monstruous buggs
'Twixt Africa and Inde, I´ll find him out.

Disso podemos deduzir que os ruidos a que se referem é algo ininteligível, e faria com que a tradução mais acurada do título fosse algo como The Bug (O Inseto); mais precisamente The Hum (O Zumbido), The Humming (O Zumbir), The Buzzing (O Zunido) ou The Rustling (O Ruído Sussurante); ou, não tão literalmente, The Omen (O AUgúrio) ou The Portent (O Mau Presságio). Respeitosamente nós nos abstemos de sugerir Humbug (que significaria A Fraude, A Tapeação, mas não tem nada a ver com insetos [n.t.]), como a verdadeira tradução.

De qualquer forma a palavra não é realmente um termo árabe. A origem da nota de Henley é desconhecida. Existe, entretanto, uma palavra árabe aziz cujo significado é "zunido, ribombo (como o do trovão)" e outros ruídos e zumbidos em geral.

A forma variante Kitab al-Azif nunca foi usada por Lovecraft e aparentemente surgiu nos anos 70. A palavra Kitab simplismente significa "livro" em árabe, e aparece em vários títulos nessa língua. Aqueles que a adicionaram provavelmente tinham um livro específico em mente: Kitab-al-Uhud, ou Livro do Poder, escrito por Abdul-Kadir e identificado com um livro supostamente ditado a Salomão pelo demônio Asmodeus. Hoje só se conhecem uma cópia deste livro, que foi rastreada pelo expert Sufi Idries Shah, que escreveu sobre sua busca em Oriental Magic (1956). Esse texto é mencionado em duas versões do Necronomicon, na de Simon e na de Hay-Wilson-Turner-Langford.

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