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siga a estrada de tijolos amarelos: Magia Sexual Textos Sexuais Bases Verdadeiras da Magia Sexual

Bases Verdadeiras da Magia Sexual


por Grimm Wotan

Parte 01 :Este é um assunto que normalmente desencadeia muita dor de cabeça, e por vezes progresso nulo na vida de muitas pessoas, não Detalhes Desconhecidos somente dentro dos ordenamentos do ocultismo, sendo muitas vezes algo problemático em vários estilos de sistemas de desenvolvimento do passado.


A Magia Sexual como o público a conhece deriva de alguns estilos e pontos de vista que foram popularizados no decorrer do tempo, por ocultistas alemães, austríacos, ingleses e franceses, sendo este ato algo notoriamente diverso do que estava próximo aos próprios ocultistas que procuraram por este ramo mágico, que desconheciam em muitos casos este mesmo estilo praticado por muitos nas raízes tradicionais de seus próprios países.
Vejamos agora um pouco sobre as fontes deste ramo da magia, para poder entender os pontos fortes e falhos defendidos pela maioria de seus usuários, e se houveram erros coletivos mantidos em várias gerações de linhagens mágicas diferentes, mas com propósitos similares.
Basicamente há o pensamento tântrico chamado de Dakshina Marg e o caminho chamado de Vama Marg (quanto ao ato ser ejaculativo ou não, ou ser o mesmo simbólico sem o Maituna – o ato sexual propriamente dito).
Vama Marg, o Caminho da Mão Esquerda ou do Norte, usa-se do ato sexual e cita que deve haver a contenção até que uma alteração perceptiva na mente do praticante venha a ocorrer, e desencadeie força via o orgasmo que canalizará este poder para fins diversos (um talismã previamente preparado, geração dos fluídos para consagração do pão de luz, êxtase da ascensão de kundalini, etc...).

Dakishina, o Caminho da Mão Esquerda ou do Sul, muitas vezes emprega maios simbólicos onde o ato sexual é simulado ou subentendido, e não há no geral a idéia de contenção e uso dos fluídos para consecução dos objetivos ritualísticos.
As correntes de Magia Sexual se polarizam no geral vinculadas ao caminho da Mão Esquerda, e durante muito tempo o comportamento pudico ridículo que dominou o mundo levou a vários pesquisadores a se polarizarem apenas com o caminho que errava pelo simbolismo subentendido, assim como os estimulava a amaldiçoar os praticantes do Caminho da Mão esquerda (e devemos ressaltar que os praticantes da Mão Esquerda, também tecem comentários ácidos acerca dos Dakishnas).
Essencialmente com o desenvolvimento do que veio a ser chamado de Gnose, ocorreu o nascimento das tendências mais conhecidas de Magia Sexual que hoje em dia estão disponíveis a todos.
Os Essênios – herdeiros dos judeus Hassídicos que efetuaram a ponte da dominação Grega sobre os judeus – fundiram uma enorme soma de tradições, em seus inscritos em Nag-Hamud e propiciaram a fusão de termos, que tristemente deu nascimento ao golpe político religioso que vem a ser conhecido como cristianismo.
No entanto, esses mesmos Essênios popularizaram um ícone básico em seus inscritos, que veio a dar nome a corrente que mais influenciou o ocultismo. Este não é outro senão Hermes Trimegistus, e dos inscritos atribuídos a ele – que é visto em meio aos Essênios e Sabeanos como Enoche - veio a ter nascimento o movimento hermético.
Em seus hábitos uma série de costumes religiosos que concordavam entre si foram polarizados, para dar corpo a seus conceitos.
Assim sendo do culto presente na cidade egípcia de Heliópolis, onde Rá nascia do nada e de sua masturbação Shu, Tefnut e Geb eram gerados, para então dar vida a todos os outros Neteres e bem como ao Universo e a Terra, proveio muito da base Fálico Solar de seu culto.
Do Krishna dos Hindus – igualmente um deus solar – veio a fonte para a santíssima trindade, e a idéia do Logos Solar Encarnado (como é bem conhecida esta terminologia em termos mais modernos).
De Mitra,Tammuz, Krishna veio a idéia do sacrifício em suposto amor aos homens (e notemos que em verdade, não é citado nos textos essênios e gnósticos o homem enquanto espécie, é o homem enquanto gênero).
Igualmente de Apolo e Rá, veio à oposição contra a Serpente e as Trevas.
Desta forma, ocorreu uma associação direta com o pensamento dos filósofos gregos, como o Platonismo e o pitagorismo por exemplo, que veio a dar corpo a suas composições.
Pois se é verdade que podemos ver claramente aqui uma idéia de supremacia masculina sobre o feminino, devemos relacionar os elementos que trabalham diretamente com estas idéias, para que todos os fatores sejam devidamente estudados.
Desta forma, devemos citar primeiramente, que fatos similares correm nas vertentes opostas ao sistema Fálico Solar!
Sim, em meio a muitas tradições como a Céltica, Vanir (Nórdica vinculada aos Deuses da Terra), Dravidiana (tântrica propriamente dita, contudo ligada a povos anteriores a presença dos arianos na região hindu), a mulher é o elemento divino e o homem é o “...pequeno detalhe...” necessário para manter a espécie.
As chamadas Kalas, os fluídos que são usados e que estão no “...mestruum...” são a expressão do elixir da longevidade, e importam tanto quanto as “...ojas...” masculinas perante o sistema Védico.
O transe seidhr, que é sexual somente pode ser praticado pela Seidhkona para viajar pelos mundos, desencadear feitiços ou ver o desenrolar de fatos específicos, dentro do shamanismo nórdico Vanir.
As deusas possuem um papel fundamental dentro do Celtismo, e o culto a estas é proeminente nos tempos mais antigos.
Contudo, foi da derivação do comportamento humano imitando o comportamento do mundo e do universo a sua volta, que a polarização acabou por ocorrer tanto nos sistemas fálico-solares, quanto nos sistemas vulvo-lunares.
Em meio a vida na Terra, influenciada por um sem número de fatores, encontramos alguns elementos realmente influentes, e que se vinculam a tragicomédia da vida dos seres humanos com uma tal similaridade, que no decorrer do tempo, não puderam deixar de ser correlacionados aos mesmos.
Estamos tratando aqui do drama do Sol e da Lua, na vida da humanidade corriqueira.
Se observarmos a vida de uma mulher por exemplo, notaremos que ela tem um ciclo de aproximadamente 28 dias (para as situações mais estáveis), onde ao seu final ocorre um período de mais ou menos 7 dias onde ela está em processo menstrual.
Daí temos que 3/4 do tempo ela não está sob efeito do processo menstrual, e 1/4 do tempo ela passa pelo mesmo.
Durante o processo da gravidez a mulher passa por uma gestação de 9 meses solares aproximadamente.
Se pegarmos o Calendário Lunar, teremos então 364 dias, divididos em 13 meses exatamente.
Por tabela, ao subtrairmos 1/4 do tempo do Calendário Lunar, teremos então aproximadamente 9 meses, que é o tempo de duração de uma gestação, o que vincula o período em que a lua vai do primeiro dia da crescente até o último dia da minguante diretamente com os 9 meses lunares que sobraram quando subtraímos 1/4, que em si implicam no período de Menstruação.
Durante a menstruação a mulher fica extremamente sensível, dolorida, agressiva e altamente violenta.
Este período a vincula diretamente com a idéia da Morrigan Céltica, da Skhad Nórdica e da Kali Hindu.
Notamos que a pressão exercida pelo Sol sobre a Terra, altera suas estações no decorrer do tempo, pode vir a congelar sua face quando este Sol está distante, pode desencadear fertilidade quando está próximo o suficiente e seu calor não é agressivo, ou pode ressecar a terra quando a força solar é tão grande que a torna um deserto.
Muito do comportamento feminino comum, está descrito nas poucas linhas acima!
Vemos o Sol querer pavonear o céu diurno e preencher todos os espaços com sua Luz, espalhando-a para todos os lados, e modificando os hábitos humanos de acordo com a época.
Homem, Sol, Céu, Luz e Chuva estão simbólica e diretamente associados com o Sêmen, que semeia a Mulher, Lua, Terra e Solo.
Mulher, Lua, Terra, Mar, Sombras e Solo estão simbólica e diretamente associados com a menstruação, que verte carregada com a seiva da penumbra do espaço infinito anterior a presença da Luz.
Aqui reconhecemos muito do comportamento masculino médio, em seu hábito de espalhar “...Luz...” (que em magia sexual é o esperma), em todos os locais por onde vai, querendo ocupar folgadamente todos os espaços e como um leão jovem e com imensa juba, querer se mostrar para todas as leoas, tolamente amealhando montes e mais montes de fêmeas a sua volta, querendo ser o centro da vida de toda a comunidade, “...brilhando...” como um zagueiro do futebol, um lutador, um policial, ou qualquer outra tolice onde compense seu pênis pequeno, através de algum símbolo fálico como uma arma por exemplo.
Assim sendo, com os elementos básicos em seus devidos lugares podemos começar a entender o ponto de vista da magia sexual.
Infelizmente, a grande maioria da população masculina se constituí, de tolos trogloditas, que ostentam um pseudo-status de superioridade perante outros machos, amealhando montes e mais montes de mulheres (que ele próprio sustenta, e que comandam completamente sua vida), e agindo como legítimos peões abjetos.
Infelizmente, a grande maioria da população feminina se constituí, de tolas ridículas, que ostentam pseudo-status de superioridade perante outras fêmeas, amealhando machos que podem ostentar ou pelo tamanho dos pênis que vem a supor que estes tenham, ou pelo dinheiro ou posses materiais que estes possuem - ou se endividam para possuir e assim poder impressioná-las.
Em nenhum dos casos acima citado, o requisito mente e espírito foi levado em consideração, corpo e emoção são as únicas coisas que a mídia e a população vulgar do planeta levam em conta, e salientamos que não se trata nunca de corpo saudável habitável por uma mente sã e um espírito elevado.
Na verdade a noção que foi acima mencionada, trata de um corpo ostentado pelos padrões da mídia, as custas da saúde do mesmo e em benefício da aparência que ele traga (independente de o bom senso mostrar que nenhuma beleza foi adquirida, e que o que ali está ou é síndrome da Anorexia ou a síndrome de Adônis).
E indo na mesma direção, há a satisfação de desejos auto-destrutivos em nível constante com é o caso das drogas.
Estabelecidas as bases do comportamento Vulvo-Lunar ou Fálico-Solar, de uma forma simples, podemos passar ao entendimento do funcionamento da temática da magia sexual destes dois pontos de vista, e bem como de seus pontos fortes e fracos, e de saídas que vão além do “pieguismo” que tem tomado conta dos meios ocultistas.

Parte 2: Ritualística, Retidão e Retificação

Tomando-se por base os dados acima mencionados, poderemos tentar compreender a mecânica que está envolvida na operacionalidade mágica, dentro de ambos os estilos de Magia Sexual.
Tomando-se por base inicialmente o sistema Fálico-Solar, veremos que ele se baseia na composição do Sol visto como fonte infalível para a vida do Planeta, e bem como a própria fonte para o espírito de tudo que vive na Terra, especialmente dos seres humanos.
É dito pelo sistema Egípcio Heliopolitano, que Rá masturbou-se e de sua ejaculação foram gerados os Netetheres (Deuses Egípcios) Shu (Ar, odor e evaporação seminal), Tefnut (líquido seminal propriamente dito) e Geb ( Terra e bem como o estado sexo dos resíduos seminais, em meio ao calor da região).
Isto se alia com o ponto de vista dos Vedas, textos sagrados Hindus, onde do “Om” são gerados os 3 mundos derivados ao Absoluto (Mundo dos Devas, Mundo dos Ashuras e Mundo Humano), e se alia com a própria fonte das afirmações socráticas e platônica a cerca de um Demiurgo gerador do Universo (que é um conceito que se opõe a ideia posterior dos gnósticos a respeito do demiurgo). Pois a fonte para este pensamento grego está no Purusha dos Vedas, o homem primordial que gerou aos mundos de sua vontade, e das muitas partes de seu corpo as castas hindus nasceram (conceito reaproveitado para os atos de Brahma, posteriormente).
Isto aliado ao posterior Krishna, que seria uma encarnação de Vishnu o deus conservador da Trindade Suprema Hindu, dando a entender os primórdios do Verbo Divino ou Logos Solar, nasce para encaminhar a humanidade (especialmente os homens neste ponto de vista fálico solar), vem a gerar alguns pequenos problemas.
Pois desta forma, o pensamento helênico que via a mulher como algo que não sabia amar, e que somente servia para gerar filhos para os homens e filhas para si, afirmava a mulher como “...não tendo o Fogo Espiritual em seu ser...”.
E daí nasceu a fórmula usada por cabalistas e hermetistas, afirmando o conceito de que o Adam Kadmon (homem universal e bem como a Ortz Chaim ou Árvore da vida – baseado no Demiurgo Socrático e tendo sua fonte no Purusha Hindu), tem por seu reflexo o Adam microscópico.
Desta forma o Falo na Terra vem a representar o Sol no Céu, e se alia as concepções desenvolvidas a partir disto, onde vemos o conceito de que Yod-Adam é o espírito (Sol e Falus) e Eva é He-Vau-He (Mente, Emoção e Corpo).
Isto nasceu do que foi abordado acima, acerca dos nove meses de gravidez estarem em proposição ao tempo lunar que recebe a luz do sol, e bem como as flutuações femininas, fazendo com que a suposição de que a Alma é dada pelo homem, via o esperma, desse vazão ao ponto de vista de que “...Ruach...” (alma em hebraico), estivesse presente no Sêmen, e que a mulher que está no ciclo menstrual não tem alma, sendo que a mesma somente tem alma – dentro do ponto de vista fálico-solar, quando está grávida de um indivíduo do sexo masculino.
Desta forma a mulher é citada nesta modalidade de Magia Sexual como a “...Copa...” ou taça e deve o praticante verter todo o seu Sangue – Duma – para dentro desta copa, para então ver-se livre de tudo o que não é o Espírito-Alma-Sol.
Este é o drama representativo do nascimento de um Nosferatu, como se poderia perceber por simples observação, pois é um corpo sem Vida (Sangue é Vida no livro dos monoteístas).
A Mulher aqui é vista como Marah, o grande mar associado a Binah, que é porta para as “Qlipoth”, as chamadas “Cascas ou Prostitutas”, que compõe o que se denomina de vícios ou Árvore da Morte (oposta a árvore da vida que é um símbolo para Adam Kadmon, dentro da visão fálico solar), e também é o termo mais usado pelos rabinos para descrever a Alma dos que não fazem parte do povo judeu, como pode ser lido no Talmud e na Torah.
A Magia Sexual Fálico Solar leva em consideração o polo oposto ao masculino como o ápice de todas as formas de vicissitudes ou mesmo impedimentos, dentro de suas concepções, e por conta disto era muito comum que os muitos estilos de gnósticos que apareceram após os Essênios, citarem que a mulher deveria lutar por renascer como um homem, para poder evoluir em direção aos reinos espirituais, pois em seu estado atual isso seria impossível.
Agora analisemos o ponto de vista Vulvo-Lunar!
Dentro das concepções Dravidiana, Vanir e Celta, a mulher é a Deusa encarnada e em seus ciclos está todo o poder dado.
Ali é assinalado que o poder de dar vida provém da mulher, e que somente se pode ter certeza sobre quem é a mãe de uma criança, o mesmo não se dando com o pai, estando o macho relegado ao ato de atender a mulher em sua missão de dar vida, como um apêndice necessário para dar complemento aos enlaces dos mistérios lunares.
A mulher é tal e qual a Terra e a Lua, e assim estas duas deusas são aquelas que provém a vida e os meios de subsistência, devendo ser tratadas e adoradas adequadamente para que a subsistência possa ocorrer.
Assim sendo, o Macho que era escolhido para copular com a sacerdotisa, principalmente no Equinócio de Primavera, era imolado e seu corpo era parte esquartejado e parte consumido, para dar vida aos campos com seu sangue como uma oferenda a Deusa, durante o ciclo sagrado da Lua Nova, ou Lua Sombria, que se resume ao pináculo do Ciclo Menstrual.
Neste sistema, a Lua que em seus aproximadamente 28 dias dá uma volta completa em torno de si mesma, contempla a todo o universo, e o período do fluxo menstrual é o ponto sagrado onde o Grande Mar Universal flui pela Deusa encarnada, para dar vida a todos os adoradores e poder de ardor e êxtase.
Aqui o “Menstruum” é o grande arcano, e o Sêmen é somente o plano de fundo ou o pequeno elemento que faz parte do jogo de Freiaj, Kali ou Kerridwen, suas delícias vivas em sua Vulva, o próprio mundo a ser arado pelo Deus que virá a ser sacrificado após a ejaculação, pois o pênis morre após o gozo, e da mesma forma isso deve vir a ocorrer com Herne ao final dos atos.
É desta concepção que os egípcios mais antigos vieram a entender que a Vulva e o Sarcófago, ou tumba, contém simbolismo similar, e são extensões, e por isso a mesma palavra é usada em egípcio para ambas as coisas.
Assim sendo, se uma abordagem sexual fosse dada as invocações goéticas, uma mulher teria todas as vantagens para praticá-las pois o ciclo lunar propicia ter a presença de todos os 72 Espíritos Goéticos em um único mês, para os devidos fins que se possa dar a operação em si, e o caso fálico-solar deve esperar o decorrer do ano, e subsequente divisão em 36 decanatos diurnos e 36 decanatos noturnos, para poder invocá-los segundo as normas que possam ser encontradas na Goétia.

Assim sendo, se analisarmos as magias que se usam de sigilos e o êxtase sexual determinado para o prática com os mesmos, notaremos que a abordagem tenderá a um ponto de vista ou a outro, o que nos leva a uma situação bem estranha.
Não há trabalhos lidando com o ponto de vista vulvo-lunar que aborde a magia com sigilos, e poucas são as abordagens de magia sexual vulvo-lunar que realmente são expressivas!
Isto se combinou com farta literatura que prima pelo sistema fálico solar, e daí derivou o uso apenas do sistema de “espermo-gnose”, que acima foi retratado.
Desta forma nasceram as práticas que são citadas no Libri Thelemico “...Ágape vel Liber C vel Azoth...”.
Este Libri contém o sumo de todas as fórmulas Fálico-Solares, e se associa a concepções cristãs, como uma forma tanto de resumi-las como de expressar a fórmula da sacralidade do Phallus na Terra, como representante do Sol no Céu, e aqui entendemos o ponto de vista por eles usado, onde o Sêmen é ali citado como sendo a “...Luz...”, em oposição as trevas, e que a visão de Crowley taxativamente associou os chamados “...Irmãos Negros...ou...Irmãos Sombrios...”, àqueles que não aderiram a fórmula usada por esta modalidade de magia, e não verteram o sangue de volta para a Copa de Babalon, e não se preencheram exclusivamente com a Luz, renegando o Sangue ou Duma.
Pois a Mulher ou Copa, porta das Qlipoth ou Cascas...”, é porta para as “...Trevas de Marah...”, o Grande Oceano Primordial, citado no livro dos monoteístas dogmáticos que afirma que: “...no princípio Espírito do Demiurgo pairava sobre as Águas...”.
Em última instância este Libri foi escrito de forma política, para ser atrativo ao estreitamento de vínculos feitos por Crowley com a Maçonaria, e que atendeu aos próprios pontos de vista por ele assumidos em dado momento de sua vida.
Em certo ponto de seu caminho, Crowley afirmou que Therion era tal e qual a Adam e Babalon era tal e qual Eva, associando assim a fórmula thelemica sob seu entendimento, com o método fálico solar, e seu ponto de vista levou em consideração um detalhe que os críticos normalmente esquecem de citar.
O Sol é uma estrela, e no thelemismo “...Cada homem e cada mulher, são uma estrela...”, este foi o gancho para o pensamento de Crowley poder se aproximar da fórmula fálico-solar, tão mais do que já estava até então!
Desta forma a mulher é vista como a Lua que brilha, ou seja, somente tem Luz, porque a recebe do Sol.
Poderíamos nos perguntar se há mais alguma coisa que dê forças a estas concepções, para torná-las tão ativas agora como o eram em seus primórdios?
E diremos sim, miseravelmente sim!
Se observarmos os livros escritos por mulheres reconhecidas como estudantes de ocultismo, praticantes de feitiçaria, ou mesmo livre pensadoras de áreas de ciências, filosofia, arte ou religião, notaremos um fator que passa despercebido pela maioria das pessoas, com raríssimas exceções.
Tanto Blavatsky quanto Dion Fortune, e tantas outras escritoras, ao defenderem seus pontos de vista que para o grande público ávido por seus textos, são perfeitos, defenderam enormemente aquilo que elas mesmas selaram como a perfeição do sistema fálico-solar, em oposição as trevas da danação dos vis cultos lunares das sombras!

O Logos que tanto defenderam, tem como uma de suas maiores bases de sustentação, a inferioridade do princípio feminino que ali é visto como estando ligado a materialidade e as sombras inconscientes da psique, perante o Brilho Espiritual e Mental Masculino, proveniente de Adão.
O comportamento feminino e masculino que foi abordado logo no início deste pequeno trabalho, contém muito do que pode ser dito a cerca da estrutura mental e social, normalmente encontrada tanto nos meios comuns da sociedade humana, quanto nas modalidades de religiões desta mesma sociedade.
Como podemos ver, é culpa das mulheres em grande parte que o ponto de vista feminino tenha sido descartado, e igualmente seria tão torpe da forma com é visto nos locais em que ocorre ou ocorreu, quanto o sistema fálico solar!
Thelema cita que “...Todo homem e toda mulher, são estrelas...”, logo poder-se-ia dizer que o ponto de vista fálico solar é o que mais se aproxima, e que a mulher deve ser absorvida como no conceito gnóstico, no entanto ela será apenas um apêndice tal e qual o homem é um apêndice dentro do sistema Vulvo-Lunar, como acima foi citado.
Logo nossas chaves de entendimento e estudo, devem enveredar por outros caminhos.
Caminhos melhores e mais corretos!

Parte 3: Veracidade, Vontade e Via!

No thelemismo é dito que Nuit é o infinito espaço, e as infinitas estrelas de lá, e Hadit é mencionado como aquele que arde no coração de toda estrela.
Desta forma, este fogo que claramente é entendido no ser humano como a Kundalini, arde no âmago de toda estrela, e logo “...Todo homem e Toda mulher, são estrelas...”!
Desta forma o Infinito espaço que contém as infinitas estrelas de lá, contém “...Todo Homem e Toda Mulher...” pois “...Cada homem e cada mulher, são estrelas...”.
E disto decorre que a Verdadeira Vontade, a Thelema de cada um, descoberta inicialmente através da operação apelidada de “...Invocação do Santo Anjo Guardião...”, ou o “...Não Nascido...”, onde o Si mesmo de cada um usa-se de uma vestimenta, que tal e qual os processos do Xintoísmo onde tudo tem um Kami (deus) - tudo tem uma essência e um sentido ou direção – lhe entrega a fórmula de sua própria divindade pessoal, os meios pelo qual seu Khabis (estrela em egípcio, e bem como a parte mais sagrada em meio as subdivisões dos corpos sutis da tradição egípcia) pode vir a brilhar.
Assim esta fórmula passa pelo ato da descoberta da Vontade Pessoal, para que se possa então ser uma Estrela de fato.
Kundalini ergue-se em direção a Sahashara, o lótus de Infinitas Pétalas – Nuit – o Nada Primordial.
Este Nada Primordial – Nuit – Verterá seu néctar que é o Samadi – Êxtase – da expansão da consciência, quando Inflamado por Kundalini, e este escorrerá para baixo, transbordando tal e qual o Néctar dos deuses dentro do Soma Chacra (situado logo acima do Ajna Chacra), e que por sua influência altera o funcionamento glândula hipófise, e da glândula pineal, que vem entre outras coisas a regularizar todas as demais glândulas e controlá-las, e a glândula que é regulada por ambas as glândulas acima citadas, são justamente as glândulas sexuais, tanto as masculinas quanto as femininas.
 Estas alterações geram os elementos de distorção sensorial presentes no sêmen e na menstruação de sacerdotes ou sacerdotisas, e que são usados como “...Amhita-Néctar...”, nos Rituais Sexuais.
Mas as fórmulas citadas, adulteradas como estão pelos pontos de vista inadequados citados acima, jamais poderão dar a plena aplicabilidade que a proposta thelimica, explícita no Liber Al vel Legis!
 Desta forma pensamos então, no que está faltando e no que se pode fazer para dar o pleno uso da Magia Sexual, livre de impedimentos!
 Primeiramente devemos pensar no contexto com o qual já lidamos, e veremos que as fórmulas baseadas na Bíblia, Corão, Talmud, Torah, Sepher Yetzirath, Vedas, Tantras e demais sistemas, são incompletas.
 Igualmente a metodologia Celta, Vanir e Hindu Vulvos-Lunares, partem de erros similares e batem de frente com questões parecidas, e devemos então procurar pelo método e pelo símbolo, que tanto se aliem com o Liber Al vel Legis, quanto estejam aparte das falhas citadas acima.
Tomando por base então a fórmula thelemica, observemos então algumas de suas Máximas, para que esta abordagem se mostre uma alternativa viável.
 Na Thelema é dito que “...Todo Homem e Toda Mulher é uma estrela...” e bem como “... Pois ele é sempre um sol, e ela uma lua. Mas para ele é a secreta chama alada, e para ela a descendente luz estrelar...”.
 Também é afirmado que “...Tzaddi não é a Estrela...”, uma afirmação que dita uma alteração no uso dos Atus do Taro, assim como uma afirmação categórica que se alia com outras do Al vel Legis, que ditam em conjunto que as fórmulas do antigo Aeon devem ser deixadas de lado, e bem como que “...Tu obterás a ordem & o valor do Alfabeto Inglês; tu encontrarás novos símbolos em que os atribuir...”!
 Ocorre que há uma chave coincidente em despertar com o tempo do Liber Al vel Legis ter sido desvelado ao mundo, e esta chave dos anagramas dos caracteres e detalhes se alia diretamente com a língua saxônica, com as raízes do bretão e dá vazão a ordem e valor do alfabeto Inglês!
 Nesta metodologia encontraremos então um valor muito importante, que justamente afirma em seus símbolos um caractere cujo título é “...Homem ou Humanidade...”, e contém em suas raízes tradicionais vários pontos em comum com o Al vel Legis, em tão grande quantidade que se torna impossível que não se estudem os mesmos, para verificar se há mais do que “co-incidências”!
Desta forma, voltemos ao Liber Al, e prestemos atenção nesta importante passagem que consta da parte de Nuit:
“... Meu incenso é de madeiras resinosas & gomas; e não há sangue aí: por causa de meu cabelo as árvores da Eternidade...”
 Em seguida atentemos para outra passagem, da mesma parte:
“...Vê! é revelado por Aiwass o ministro de Hoor-paar-kraat...”
 O leitor atento se perguntará exatamente, onde há pontos de vínculo entre uma coisa e outra coisa?
 Simplesmente “...Aiwass...” é uma palavra que tem sua raiz no idioma dos Visigodos, onde encontramos “...Aiws...” (cuja pronúncia é exatamente a mesma de Aiwass), e que significa “...Eternidade, Era ou Aeon...”!
 Também deve ficar muito mais patente de ser entendido, o enredo que lida com esta passagem do Al vel Legis, parte de Hadit:
“...Há um grande perigo em mim ; pois quem não entende estas runas cometerá um grande erro. Ele cairá no abismo chamado Porque, e lá ele perecerá com os cães da Razão...”
 Os Visigodos são uma tribo ária que dominou toda a região da Espanha e do norte de Portugal, e ali criou um reino chamado Gothiland, e são aparentados com os povos germânicos e nórdicos, e sua língua é uma parente extremamente próxima tanto do alto alemão quanto do lituano, e o saxônico e o bretão que dão origem a língua inglesa, derivam diretamente desta relação!
“...A Eternidade é o ministro de Hoor-paar-kraat...” é uma afirmação que delimita elementos vinculados a fórmula do espírito em relação ao restante dos elementos, uma vez que perante estes elementos “...Hoor é um bebê em um Ovo...” - implicando diretamente no símbolo hindu para o espírito que é a Ovóide Escura - e eternidade implica na passagens dos Aeons, que inclusive são citados no Al vel Legis, e bem como estão relacionados como um dos sinônimos da palavra gótica “...Aiws...”. E por fim, a passagem do tempo limita aos 4 elementos e não ao espírito que reside na “...eternidade dos aeons...”!
Em meio a tradição de visigodos, germânicos e nórdicos encontraremos o termo “...Ases...”, que foi usado por base pelos bohemios para engendrar o taro da forma como o conhecemos, citando aos poderes mais altos ligados a terra, fogo, ar e água.
Porém “...Ases...” é o termo que se usa dentro da tradição nórdica para definir os deuses do Céu (há outros termos correlatos são Aesir – Old Norse, Ansjus – Gótico, Az – Europa Meridional, Asa - Islândia - Bohemio, Asen – Germânico).
E “...Ases...” são divindades encontradas em várias tradições espalhadas ao redor do mundo, e geradas pelas migrações dos Gutianos, por onde batalhavam e conquistavam (Azag e U-ansar – sumério, Ashura – Hindu, Tievas – ligado ao Aesir Tiwhas ou Ziu fonte antiga do grego Zeus, Aesus – nome céltico goidélico para Dagda).
Agora, em meio aos deuses mais antigos da tradição Aesir, encontraremos Ve, Vili e Odin, cujos nomes em germânico são Lodur, Hoenir e Wotan.
Ocorre agora a apreensão de mais um ponto de vínculo com esta insuspeita tradição, pois somente dentro do tradicionalismo setentrional encontramos um deus cujo nome significa exatamente o mesmo que a palavra da Lei dentro de Thelema.
Sim pois “...Thelema...” significa “...Vontade...”, e “...Vontade...” é a tradução exata de “...Vili...”, um dos chamados Aesires Primordiais, ou seja, um dos 3 primeiros.
Indo além, teremos também correlações bem interessantes.
“Ve” – o sagrado – está correlacionado diretamente com “Lodur” – Fogo.
Odin – Fúria ou Insuflação Espiritual, liga-se com Wotan – mesma tradução.
E se notarmos o texto thelemico acima citado, onde é afirmado:
“...Pois ele é sempre um sol, e ela uma lua. Mas para ele é a secreta chama alada, e para ela a descendente luz estrelar...”
Perceberemos por simples observação outra sobreposição interessante, pois no que é chamado de Eixo Principal Aesir (Vi-Vili-Odin), teremos para Hadit diretamente o “...Fogo Sagrado...”, e para Nuit “...Fúria ou Insuflação Espiritual...”, a lei reside na “...Mente e Vontade...”.
A cerca dos Aesires diretamente devemos ainda citar que na tradição setentrional, estes 3 Aesires Primordiais encontraram duas árvores com aspecto humano, e deram a estas seus 3 presentes:
“...Vi-Lodus deu-lhes os Sentidos e o Fogo! Hoenir-Vili deu-lhes a Mente! Wotan-Odin soprou-lhes o Odr – espírito ou fúria! E então nasceu o primeiro casal humano Ask e Embla...” (referência a duas Árvores das quais uma é um Olmo).
Estudando o texto, isso implica diretamente com os mistérios, onde o ser humano é visto como estando a viver em “...eterno estado vegetativo...”, e ao tomar contato com o “...Fogo Vital - Kundalini, com Sua Vontade Verdadeira – Sua Lei, e com Sua Essência Espiritual – Seu Núcleo e Divindade Pessoais...”, passa a viver realmente e a existir com o alento divino em seu ser!
A “...Descendente Luz Estelar...”, implica diretamente com Sahashara Chacra e sua captação, com o Espírito Puro vivente além dos limites no Nada Primordial!
Ocorre que pela tradição setentrional, encontraremos 3 situações diversas do comum, inércia eterna ou constrição gélida e venenosa, fogo expansivo e destruidor ilimitado e um abismo infinito, que são eternos enquanto não se tocam, e ao fazê-lo, geram as reações que vêm a desencadear a existência dos Aesires Primordiais, onde Lodur-Ve é uma expressão do Fogo Ilimitado, e Hoenir-Vili é uma expressão de Hvelgaldhr (Fonte do Encantamento – galdhr está para encantamento em sentido similar ao termo hindu mantra), a fonte de onde fluem os 11 Rios Venenosos e enregelados, Wotan-Odin está diretamente relacionado ao Vácuo ou Abismo o Nada.
Em sistemas herméticos, 11 é o Abismo, Daath em hebraico, Annwin em celtico ou Zax em enochiano, e 11 é um número primo (somente pode ser dividido por si mesmo ou pelo número 1 de forma exata), sendo que no thelemismo é dito que:
“...Dividi, somai, multiplicai e entendei...”
“...Eu sou a Imperatriz & o Hierofante. Logo onze, como minha noiva é onze...”
“...Meu número é onze, como todos os números deles que são de nós . A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no Meio, & o círculo é Vermelho. Minha cor é preta para o cego, mas azul e ouro são vistos pelos videntes. Também eu tenho uma glória secreta para aqueles que me amam...”
Continuando, precisamos agora dar atenção ao outro eixo do sistema thelemico!
Sim pois thelema se constituí de dois Eixos também, sendo que um deles é o Eixo-Estelar de Nuit/Hadit, e o outro é o Eixo-Terrestre de Therion/Babalon.
Se Therion é o macho, a cabra negra do sabbat, o deus de chifres (Herne, Baco, Adad, Dionísios, etc...) e Babalon é a mulher escarlate, a sacerdotisa, a deusa (Kerridowen, Afrodite, Inanna, Vênus, etc...).
O sistema tradicional setentrional se constituí não apenas de um conjunto de deuses, os Aesires, mas também de um eixo totalmente diferente e diferenciado de deuses da Terra, os chamados Vanires (ligados a grupos muito antigos e anteriores aos celtas meridionais que ganharam proeminência na região norte, anterior a chegada dos descendentes dos Gutianos – que aliás são os ancestrais dos Godos também).
Estes deuses totalmente aparentados com o culto céltico aos Sdhee, ao termo hindu Siddhi, ao termo germânico Sithi (guarda da oferenda), tinham por principais representantes Freir e Freija (literalmente Senhor e Senhora, ou seja, Deus e Deusa).
Freir é visto com o pênis eternamente ereto, e é sedutor e guerreiro.
Freija é senhora da feitiçaria e das artes sexuais, e na verdade a tradição xamanica que se liga a ela é chamada especificamente de Seidhr, e lida com o “...Transe Sexual para encantamento ou viagem astral...”!
Podemos notar desta forma que mais uma vez temos enormes pontos em comum entre ambas as tradições, de tal forma que um estudo melhor sobre a maior chave da magia sexual, o Elixir Mágico, pode ser destilada em meio a tradição setentrional.
Do claro choque de culturas Vanires e Aesires ocorreu uma fusão, e desta fusão resultou o culto Vanir entre os Nórdicos e os Druidas entre os Celtas.
Contudo na tradição, o Lore, transmitido originalmente por via oral de uma geração para outra, e mantido em raros textos (como o excelente Grimminismal) e na Edda de Snorri Sturluson, encontramos uma guerra entre os Ases e os Vanes, que resultou em uma outra chave importantíssima, principalmente direcionada para os praticantes de Magia Sexual:
Após o confronto, Ansjus e Wanus decidiram que a paz era o correto. Desta forma reuniram-se todos os Aesires e todos os Vanires em torno de um Bowl - Cálice usado para atos sagrados como irmanações de sangue, e feito de Madeira – e escarraram nele suas essências, e geraram com isto o deus Kvasir, que foi ao nascer vinculado aos Vanen para que desta forma ficasse sua essência atrelada do Céu até a Terra.
Kvasir é o deus da Inspiração e da Sabedoria Perfeita, e dois Swartalfs – seres que habitam nos mundos sombrios do coração da Terra, e não podem se expor a Luz - Fjalar e Galar o sacrificaram e mesclaram seu Sangue com Mel, engendrando desta forma o Oddhoerir ou Mead da Perfeita Sabedoria e Inspiração.
Após uma série de problemas, Odin resgatou o Oddhoerir, que já havia inclusive ido para nas Mãos de um ser chamado Suttung, que para obtê-lo assassinou Fjalar e Galar.
Este Mead da Sabedoria é ofertado por Odin aos heróis que estão no Walhall, que são escolhidos através das Walkurjas durante o processo de gerar batalhas entre a humanidade para selecionar os dignos, que recebem então o título Einjahrl (herói), e os levam para Walhall .
Os Einjharl bebem largas doses do Oddhoerir e passam seus dias em eterna batalha, regenerando-se constantemente após cada confronto e tornando-se mais e mais perfeitos em conhecimento graças ao Mead da Inspiração.
É dito em outras lendas, que o Oddhoerir é uma outra forma de falar do Odr que flui de Odin e gera tanto a inspiração quanto o transe de Batalha Bersekergar (que é fonte para todas as histórias sobres lobisomens que encontramos hoje em dia).

Assim, alinhados todos os elementos, podemos começar a tecer os devidos comentários sobre o tema deste pequeno trabalho!
O que o Seidhr é para a tradição dos Vanires, o transe e uso da pedra da visão e a forma de viajar pelos mundos enochianos o é para a tradição Enochiana!
O que o Seidhr é para os Vanes, o Bersekergar o é para os Aesires, e a diferença está em um ser ligado ao eixo terrestre e o outro ao eixo celeste!
As, Asa, Ases liga-se ao “...Espaço e as Infinitas Estrelas de lá...”, e os Ases geraram “...Todo Homem e Toda Mulher, que são estrelas...”, uma vez que “...Mannaz é a Estrela e não tzaddi...”.
A descente luz estelar fala da Ursa Maior e da Estrela Alpha da Ursa Menor, ou seja Poláris que está a Norte-Nosdri, Sírius está diretamente abaixo no Sul-Sudri, e liga-se a Hadit, Leste-Vestri e Oeste-Ausdri liga-se a Therion e Babalon!
Tudo isto em termos astronômicos, que são de suma importância também para a tradição.
E em termos ligados aos influxos e destilação alquímica interna e externa, teremos a combinação Vanir-Terreste de Therio e Babalon (Freir e Freija), e Aesir-Estelar de Hadit e Nuit (Lodur e Wotan), contudo note que poder-se-ia fazer alguma confusão pelo fato de constrição imediatamente não ser posicionada a norte neste contexto, como acima foi elencada, mas lembramos que Vontade é Veículo de Nuit, e tudo então é devidamente entendido e compreendido!
Fogo Expansivo Ilimitado de Surtur (visto subseqüentemente como Lodur) ativa a fonte Hvelgaldhr da Enregelada Constrição Eterna (vista subsequentemente como Hoenir-Vili) e dali vertem os Venenos, os 11 Rios Venenosos que são simbolicamente tais e quais os chamados Venenos ou Kalas, dentro do tantrismo, e ambos combinados levam ao “...Êxtase Supremo...Deleite...Oddhoerir...” do Nada Primordial, ou Abismo e Vácuo de Nuit que se polarizam com Wotan.
E isto também nos leva a outro parágrafo do Liber Al vel Legis:
“...Eu sou a Serpente secreta enroscada a ponto de saltar: em meu enroscar há alegria. Se eu ergo minha cabeça, eu e minha Nuit somos um. Se eu pendo minha cabeça, e ejaculo veneno, então é arrebatamento da terra, e eu e a terra somos um...”
Desta forma a “...Alada Serpente de Fogo que é para Ele...”, e a “...Descendente Luz Estelar que é para Ela...”, se aliam sem passar pelas afirmações tolas Vulvo-Lunares ou Fálico-Solares, e se tornam forças que estão além dos limites de cada um destes sistemas isoladamente ou em conjunto.
Esta fórmula lida com o assunto a nível pessoal onde Cada Homem e Cada Mulher, são vistos como seres Divinos e Perfeitos quando se aliam ao Eixo Aesir!
Ou seja, esta formula celeste é interna e individual!
A formula dual ou múltipla, do ritual sexual conjugado ao ato que em Tantrismo é chamado de Maithuna (o ato sexual usando o conhecimento para direcionar os orgasmos e meios sexuais para fins mágicos ou transcendentais), lida diretamente com o eixo Terrestre ou Vanir, e desta forma entenderemos que os Sete Chacras que são simbolizados pelos sete selos apocalípticos do torpe livro dogmático do demiurgo, e pelas Sete Cabeças da Besta do Apocalipse - que também fazem parte das torpes afirmações monoteístas, mas que são em primeira instância um plágio da luta de Marduk e de Tiamat, ou de Enki com os Sibili Azag Aphikalluh, que já eram dois textos adulterados e plagiadores da tradição antiga dos Sumérios, sendo uma desculpa para perseguir o culto de Dagon e os outros Seis Aphikalluh, tanto na Babilônia quanto nas outras cidades estado sumérias – são formas de representação que se encadeiam na figura de Therion-Freir, sendo que a Mulher Escarlate-Babalon-Freija é aquela que o Cavalga (uma vez que Freija e Freir são casados mas são igualmente irmãos).
Desta maneira, uma das fórmulas representa o citado Espírito Santo Interno do Ritual Saphira Estrela!
A outra fórmula representa o citado Espírito Santo Externo do Ritual Saphira Estrela!
E ambos devem somente ser entendidos como a Grande Chave do Supremo Santuário da Gnose, sob um aspecto que se apresente além das limitadas fórmulas Fálico-Solar ou Vulvo-Lunar, exatamente como foi apresentado nas poucas linhas acima.
Há por exemplo métodos de uso de Sigilos traçados para desencadear efeitos mágicos, que passam pela idéia Fálico Solar do Espírito (homem) emitir sua Vontade (Desejo e Objetivo Mágicos) para dentro do Cálice(mulher), que vai “...entrar em gestação pelo ato e dar a Luz o Sigilo em seu Ser...”.
Isto se enquadra na já citada fórmula Adam-therion-YOD e Eva-babalon-HE.VAU.HE, e é uma fórmula limitada as falhas que já foram citadas anteriormente (tanto a permissividade das mulheres que não escrevem sobre a via Vulvo-Lunar, quanto pelo ato ligado a via do demiurgo que claramente está descrito nesta mesma fórmula).
Os Sigilos como foram acima citados, muito usados em magia hoje em dia, extensamente trabalhados dentro do Grau Oitavo de muitas vias Thelemicas, ponto de excelência dos trabalhos em Chaos Mágick, tem sua origem em um grimório medieval de nome Galdrabok, que foi criado na região da Islândia em 1.500 da era vulgar, e usa as Runas exatamente da forma como ocorre a descrição de criação de sigilos dentro dos muitos sistemas de sigilização que foram anteriormente citados.
Neste ponto, já podemos tecer muitos comentário a respeito da Magia Sexual e das vias que foram detalhadas e trabalhadas acima.
O Eixo Terrestre realmente lidará com a Lua e o Sol (pois como vimos no começo deste trabalho, os ciclos femininos são tais e quais os humores da Lua, e o comportamento masculino se assemelha ao Sol), e Freija-Kali-Kerridowen-Inanna-Babalon se polarizarão então com isto, na mesma medida em que Freir-Rudra-Herne-Tammuz-Therion também virão a fazê-lo.
Tudo dentro da ordem natural do macho e da fêmea, dos ciclos da primavera e da cópula primaveril da boa vontade lunar e do fogo solar, que são também os regentes do comportamento mais vil do ser humano.
O Eixo terrestre incorre neste problema (na vulgarização do sagrado e na mediocridade social da maioria esmagadora da humanidade), sendo a via perfeita para que se trabalhe com o Thurse (termo da tradição setentrional que pode ser usado para descrever o Demiurgo), e para que se usem de magia que vá em seu máximo até os meandros do Eixo Terrestre.
Estas são as piores coisas que se pode fazer, pois justamente isto se polariza com as afirmações de Hadit sobre os vícios dos Reis e das maldições contra os fracos, e bem como sobre Rá-Hoor-Khuit e seus avisos a mulher escarlate sobre as velhas doçuras:
“...Que a Mulher Escarlate se acautele! Se piedade e compaixão e ternura visitarem seu coração; se ela deixar meu trabalho para divertir-se com velhas doçuras, então minha vingança será conhecida. Eu matarei-me sua criança: Eu alienarei seu coração: Eu a arremessarei para longe dos homens: como uma prostituta acuada e desprezada ela rastejará pelas úmidas ruas noturnas, e morrerá gelada e faminta...”
“...Que a piedade esteja fora: malditos aqueles que se apiedam! Matai e torturai; não vos modereis; sede sobre eles...”
“...Nós não temos nada com o proscrito e o incapaz: deixai-os morrer em sua miséria. Pois eles não sentem. Compaixão é vício de reis: pisa o infeliz & o fraco: esta é a lei do forte: esta é a nossa lei e a alegria do mundo. Não penses, oh rei, sobre aquela mentira: Que Tu Deves Morrer: em verdade, tu não morrerás, mas viverás. Agora, que seja compreendido: Se o corpo do Rei dissolver, ele permanecerá em puro êxtase eternamente. Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! O Sol, Força e Visão, Luz; estes são para os servos da Estrela e da Serpente...”
Assim, concluímos que não há outro caminho para aqueles que buscam o verdadeiro destilar das Secreções Secretas, e bem como do seu uso interno e externo.
Mas há um último ponto com o qual tristemente temos que lidar!
Em todos os estilos de magia mais severos ou não, e em todos os estilos de religião dogmáticas ou não, encontramos algumas escritoras ou sacerdotisas que são celebradas (Hipátia por exemplo foi uma delas, e o triste em tudo isto, é que foi justamente uma das exceções!!!!!).
As mulheres normalmente nos maios mágicos são contadas aos punhados, e são encontrados proporcionalmente muito mais homens ( e o triste em tudo isto é que quantidade não é qualidade, devemos citar).
Contudo, excetuando-se Hipátia e alguns poucos exemplos, a maioria delas se mantém por escolha própria dentro das afirmações da fórmula Adam-Yod e Eva-He.Vau.He, e quando não o fazem, destinam seus esforços a métodos inócuos de encenação desastrosa ligados a estereótipos que ou são incompletos ou são fantasiosos.
Dion Fortune afirmou este lastimoso hábito em vários de seus textos. Mas para dar uma forma de contraposição, deixaremos abaixo o excerto do “...Auto Defesa Psíquica...”, que é de sua autoria:
“Em julho de 1922, um oriental, o chefe de uma grande Ordem religiosa, veio visitar-me. (Eu estava morando na Suíça.) Vamos chamá-lo de Z. Eu esperava grandes coisas dele e via-o como uma espécie de Mestre. Sabendo que ele havia conhecido Abdul Baha, pensei em agradá-lo colocando a foto de A. B. na parede, mas quando Z. entrou em minha sala percebi que ele absolutamente não gostou da idéia. Conversamos durante algum tempo e ele me fez diversas perguntas. Subitamente, ele se ofereceu para iniciar-me em sua Ordem. Fiquei confusa e não senti a aprovação interior. Disse-lhe que precisava refletir. Mais tarde tive uma inspiração (?) e perguntei: ‘A sua Ordem é a Ordem de Cristo?’. Ele respondeu: ‘Sim, é’. Eu lhe contei a minha experiência (relatada acima) e aceitei a iniciação; mas eu tinha a convicção interna de que havia algo errado. “Não senti nenhuma reação interior aos vários incidentes durante a iniciação, e comecei a invocar mentalmente e sinceramente ao Cristo, e continuei a fazê-lo até o término da cerimônia. (Soube depois que ele havia dito a um de seus discípulos que eu aceitara a iniciação mas não o Mestre.).
Blavatisky por sua vez, nos traz a essência Fálico-Solar de suas afirmações, quando nos atemos a Teosofia que ela desenvolveu, e ali observamos que neste sistema é afirmado de forma floreada, as mesmas falhas monoteístas da referida fórmula do que é chamado de “...Logos-Luz-Yod...”, ou o Thurse:
Como a Era de Peixes acabou, a mensagem de seu avatar - Jesus - caducou. Até porque, segundo eles, o ensino de Jesus era muito limitado por causa da imaturidade espiritual da sua geração. De acordo com a Teosofia, é preciso extrair as verdades ocultas do ensinamento de Jesus, coisa que os cristãos gnósticos têm feito desde os tempos apostólicos. Agora, porém, é a vez de Maitreya Buda (ou Maitreya Cristo) vir e, definitivamente, conduzir a humanidade a este novo estágio evolutivo, iniciando uma nova era de maravilhas.
A Wicca por sua vez, segue pela trilha da fórmula Fálico-Solar ou Vulvo-Lunar, jamais indo além:
As religiões pagãs são, no ocidente, aquelas que mais focalizam seus cultos em uma Deusa Mãe.Na religião Wicca acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Essa força superior é adorada sob a forma de duas divindades básicas: A Grande mãe e O Grande Pai. Esse Casal Divino representa todos os demais deuses das diversas mitologias adotadas pelos wiccanos.Como algumas tradições wiccanas seguem uma infinidade de Deusas e Deuses, a crença pagã é que todas essas Deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da Grande Deusa e do Grande Deus. Daí o ditado da Wicca que diz que “Todas as deusas são uma Deusa e todos os deuses são um Deus”.
Este eixo que acima foi abordado sempre parte da premissa terrestre, e a parte que vai além das “...Velhas Doçuras...”, o Eixo Celeste, jamais é sequer tocado pelo sistema Fálico-Solar ou pelo sistema Vulvo-Lunar, e este é o erro absoluta maior e mais grotesco de todas estas tradições, que inclusive se manifesta na torpes de pensamento que lida com o Eixo Celeste, com uma “...Tolice Sazonal Repetitiva...”, de onde jamais se retira “...Oddhoerir...”, pois a insuflação não convive com o mesmismo.
Logo, é chegado o momento de ir além e de começar a abandonar a “...inocueidade...” e tolice, assim como de esmagar o fraco e a misericórdia, e de abrir caminho para Hugin e Munnin (Sabedoria e Memória), que simbolicamente são enviados pelos mundos para buscar conhecimento para Wotan, que amplia a si mesmo desta forma!
E fazendo disto uma forma de norteamento de nossos atos, busquemos então o Oddhoerir como nossa meta máxima, e o deixemos fluir para o eixo terrestre, para que se cumpra Wili-Thelema na Terra, durante o intercurso do Seidhr de Freija e Freir, quando Babalon cavalga a Therion, e o caldeirão de Kerridowen é preenchido pelo Awen (Vontade dentro da tradição druídica), e não somente pela falo de Herne.
Abramos desta forma a nossa mente para os rios venenosos que brotam de Hvelgaldhr, mas que são açoitados pelo interminável e cáustico fogo de Surtur, e contemplemos o Abissal, o Terrível Yggr, que é o senhor de Wurt-Wot-Odr, essência do Ilimitado e Anagrama do Gnnugagap, fonte de Oddhoerir.
E sigamos pelo caminho de Har O Altíssimo que está a Norte em Ensigart, e de Hoor O Altíssimo que está a Sul em Khem, ambos deuses caolhos da sabedoria e da batalha.


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