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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos 23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos A Aldeia Global

A Aldeia Global


23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos

ColomboPoucas pessoas sabem, mas em 1866 o nome de Cristovão Colombo entrou no Vaticano como candidato a virar santo. Embora isso possivelmente seja um exagero, a verdade é que a obstinação deste homem tornou o mundo um lugar menor, e para o bem ou para o mal reescreveu a história. Não fosse ele porções inteiras da humanidade permaneceriam isoladas e, ainda mais importante, ignorantes do catecismo de Jesus. Sua fé e insistência abriu as portas para uma nova etapa da história e deu o ponta pé inicial da globalização.

Seu interesse por astronomia, cartografia e navegação foi uma constante desde a juventude e de fato trabalhou como mercador durante um certo período até que certa vez entrou em contato com o  “Mapa de Tascanelli”, que embora seja chamado de mapa, muito provavelmente era uma carta descrevendo a possibilidade de se chegar à China dando a volta no mundo  enfrentando o “Mar Oceano” que é como chamavam na época o Oceano Atlântico. A idéia nunca mais saiu de sua cabeça.

Colombo tornou-se um colecionador de mapas, queimando assim boa parte de seu patrimônio. Fez e refez diversos cálculos astronômicos e elaborou um plano. Chegar as Índias contornando o planeta. Isso abriria uma nova rota de comercio com o oriente já que a passagem pela arábia estava sob controle do Império Otomano desde a época das cruzadas. Em caso de sucesso este seria um projeto extremamente lucrativo mas, ainda assim, bastante arriscado. Um projeto audacioso deste demandaria recursos humanos e financeiros que Colombro nunca teria. Era necessário buscar apoio entre os poderosos do seu tempo.

Sua primeira tentativa foi em 1485 com o Rei D. João II, mas seu plano foi recusado por Portugal estava decidido a chegar às índias contornando o litoral africano. Buscou apóio em Genova e Veneza sem qualquer resposta positiva. Enviou seu irmão para a Inglaterra pedir ajuda a Henrique VII e este também o ignorou. Por fim se dirige aos Reis Católicos de Castela, uma província da Espanha e estes também não lhe dão nenhuma reposta definitiva. Além de não conseguir seu patrocínio Colombo queimou toda sua fortuna entre viajens e consultas e praticamente falido parte para a França acompanhado apenas de seu filho.

No meio da viajem Colombo para em um convento para descansar, e ainda entusiasmado conta seus planos para os monges. Conta-se que nesta ocasião se ajoelha diante de uma imagem de Nossa Senhora e suplicou por ajuda, prometendo dedicar a Virgem Maria o nome de uma de suas embarcação e trazendo a Igreja as primícias dos lucros de sua jornada. E a história nos mostra que sua prece foi atendida. O monge responsável pelo convento era também o monge confessor da rainha Isabela que não somente convenceu Colombo a permanecer na Espanha como também convenceu a rainha católica a apoiá-lo.

Cerca de três meses depois partia da Espanha três caravelas; Nina, Pinta e a capitânia "Santa Maria". Uma proteção de fato necessária pois a viagem não foi fácil, momentos de mar furioso e tempestades e outros de angustiante calmaria. O motim entre os marujos era certo e a fome, medo, incerteza e solidão são quebrados apenas na manhã de 12 de outubro de 1492, quando terras são avistadas depois de meses de horizonte vazio.

Colombo teve o cuidado de trazer um padre em sua embarcação, não apenas para ministrar os sacramentos da tribulação, mas porque sabia da possibilidade de se descobrir novas terras, que poderiam então se abençoadas pelo sacerdote. Num primeiro momento acredita-se estar nas ìndias, mas em seguida Colombo nota que não há correspondência em qualquer mapa e acredita ter descoberto apenas uma algumas ilhas novas sendo que a primeira delas batiza com o nome de 'San Salvador'.

Quando percebe que está em terras habitadas e ainda longe da índia, Colombo prontamente entende que além do aspecto financeiro e político são apenas uma parcela de sua viagem. Em muitas de suas correspondências ele declara a importância de levar a Igreja para o Novo Mundo recém descoberto. Em uma de suas primeiras correspondências a realeza espanhola ele diz "Devemos levantar uma Igreja e enviar padres e freis para administrar os sacramentos, ensinar a adoração divina e a conversão de todos os índios."

Ao retornar de sua primeira viagem Colombo, fiel à promessa feita no convento toma ouro da nova terra e volta a Sevilha e diante da mesma imagem da Santíssima Virgem, faz a sua oferta das primícias recolhidas no Novo Mundo.

Infelizmente sua má administração na ilha de Hispaniola, uma das maiores ilhas das Antilhas cujo governo lhe foi outorgado, fez com que voltasse em desgraça para a Europa. Entretanto seu legado jamais poderá ser apagado da história. Não podemos dizer que ele "Descobriu a América", pois já havia gente nestas terras. Tão pouco podemos dizer que ele cruzou os mares pela primeira vez, pois a indícios de exploradores vikings e chineses anteriores. Mas Cristovão Colombo não fez apenas uma viagem, ele ligou dois mundos. Depois dele Europa e América tornaram-se protagonistas de uma mesma história, não de duas histórias separadas.Sua história abriu caminho para outros exploradores, que se tornaram ansiosos em chegar em todas as partes do planeta. Logo Cabral partiria rumo ao Brasil, James Cook chegaria a Oceania e depois Robert Bartlett exploraria o Ártico. Em pouco tempo até a China abriria suas portas ao intercâmbio internacional. Nascia a civilização global.


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