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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos 23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos O Relógio

O Relógio


23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos

RelogioExiste certa controvérsia histórica sobre quem exatamente teria sido o inventor do relógio. O que temos como certo é que ele foi criado durante a Idade Média e seu inventor é certamente um monge. Isso porque nos seus primórdios relógios eram caros e pesados e você precisava ter recursos e boas razões para mantê-los, os mosteiros tinham ambos.  A antiguidade conhecia suas próprias formas de medir o tempo, como ampulhetas e relógios de sol, mas nenhuma delas oferecia a precisão necessária para acompanhar a estrita rotina e disciplina monástica.

A posteridade dá ao monge Gebert, do século X os créditos pela invenção do primeiro relógio mecânico da história e sua construção ficou a cargo do arque-diácono Pacificus na cidade e Verona. Gebert era um monge erudito e inventido e cresceu em fé para se tornar o Papa Silvestre II. Seja como for nos mosteiros e dai para as igrejas e catedrais o relógio começou sua gradual evolução. O primeiro relógio que soava o sino a cada hora cheia foi instalado na Catedral de St. Paul em Londes no ano de 1286 e o relógio em operação mais antigo do mundo ainda marca as horas na Catedral de Salisbury desde 1386.

Inicialmente os relógios eram todos pesados, porque sua própria estrutura era baseado em pesos e contrapesos pendentes, contudo com o advento da mola metálica no século XIII graduamente relógios menores poderam ser construídos. Os relógios portáteis são frutos do trabalho de engenheiros católicos europeus do século XVI, notoriamente Peter Heinlein de Nuremberg, tido como o inventor do relógio de bolso. A primeira pessoa que a história registra como sendo adepto do relógio de pulso foi Blaise Pascal. Cerca de um século depois Christiaan Huygens, cientísta do mes,o círculo de amizade de Descartes e Galileu, desenvolveria o relógio de pêndulo.

Do século XVII em diante profissionais relogoeiros e empresas privadas dedicadas ao relógio se tornaram cada vez mais comuns. Os relógios deixaram de ser exclusividades das torres das igrejas, embora ainda por muitos anos, e ainda hoje em muitos lugares o soar dos seus sinos posicionem a população no seu tempo certo. Primeiro para o bolso da aristocracia e logo para o pulso e relógios de ponto de todos os trabalhadores e escolas ao redor do mundo.

O impacto de uma medida mais precisa do decorrer do dia e da noite é tão grande que hoje é difícil imaginar nosso mundo sem isso. Uma organização do tempo permitiu controlar o trabalho, os estudos e o lazer, tanto no tocande ao seu inicio e fim como na sua duração e teve impactos económicos sem precedentes. Mais do que isso, o relógio consciêntizou o mundo da noção cristã de que a vida na terra é uma oportunidade que passa. O tique-taque constante dos ponteiros ou o soar dos sinos espaçado em horas são lembranças sensoriais de que a morte está sempre se aproximando. Noções como "ganhar o dia" e "aproveitar o tempo" se tornaram parte do vocabulário.

Se não fossem os monges medievais, seria impossível hoje você agendar uma hora-marcada.


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