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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos 23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos Todos os Santos

Todos os Santos


23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos

Sãlve JorgeNo último século a ideia de superheróis se disseminou por praticamente todas as sociedades. Quem nunca imaginou em segredo ser na verdade a criança adotiva dos próprios pais e ter um passado maravilhoso, ter vindo de outro planeta, ou fazer parte de uma raça secreta? Na verdade todos sempre se questionaram como seria a vida com super poderes? Como seria ser o campeão em uma batalha entre o bem e o mal? Infelizmente super heróis são apenas personagens de gibis..a não ser que você seja católico.

Os santos seres (a maioria deles humanos) com histórias maravilhosas que povoam toda a história do catolicismo e que prolongam o mar do mundo bíblico até os pés da praia de onde o cristão hoje observa. A história do povo de Deus não termina com a última narrativa do evangelho, ela começa por lá. Católicos não são divorciados da história. Católicos vivem a história. Católicos são a história. Todo bebê batizado é o início de um capítulo que é parte de um épico de mais de dois mil anos.

A história dos super-heróis parece brincadeira, mais muitos deles foram canais de prodígios como levitar, ver o futuro, curar os enfermos, teletransportar, entre outros.

Essa companhia dos santos não se dá apenas no passado histórico e no futuro celestial, mas hoje, aqui e agora. Um católico é parte do corpo de Cristo, um exército militante, onde os sacramentos o auxiliam em sua peregrinação terrena e a oração o mantêm em conexão direta com a glória dos santos na marcha de triunfo da Igreja.

E que companhia maravilhosa é essa. Da infinitamente doce Santa Terezinha ao mestre da lógica e a razão São Tomás de Aquino a lista de amigos no céu é tão admirável que o estudo de suas vidas tem um nome próprio dentro da Igreja: Hagiografia. Caso você seja novo nisso, segue apenas dez exemplos breves para encorajá-lo a explorar esse tesouro:

Santa Quitéria, Sec II


Santa Quitéria foi uma dentre nove irmãs gêmeas, todas nascidas no mesmo parto. A mãe das nove gemeas "era uma senhora de alta posição e ficou revoltada por ter dado à luz a nove filhos, como um animal comum e ainda mais, nove filhas e nenhum filho” (preconceito da época). Em um acesso de raiva, exigiu que a enfermeira afogasse os bebês em um rio. A enfermeira não o fez, levando-as para uma vila remota, onde as meninas cresceram juntas. Curiosamente, elas formaram um grupo de guerreiras. As moças eram cristãs e sua gangue viajou pelo mundo antigo libertando cristãos das prisões. Passaram alguns anos nessa tarefa, até que foram capturados e devolvidas aos pais, que as reconheceram. Tentaram obriga-las a casar com maridos pagãos romanos como mandava o costume, mas eles se recusaram e foram presas por isso. Foi então que mostraram como eram duronas: Organizaram uma guerrilha contra o Império Romano. Durante os conflitos Quitéria foi decapitada,  junto de duas de suas irmãs, Marina e Liberata, também santas.

São Jorge, Século III

Existe toda uma lenda de que São Jorge era caçador de dragões. Mas se ele de fato destruiu algum dragão foi o dragão da presunção do imperador romano Dioclesiano. São Jorge cristão e soldado da guarda do imperador. Não um soldado qualquer mas o melhor entre seus pares. Ganhou tanto notoriedade que atraiu a inveja de Diocleciano que declarou que todos os soldados cristãos deveriam renunciar sua fé e tornarem-se pagãos. Jorge se recusou e Dioclesiano reagiu condenando-o a morte por traição. Antes da execução Jorge deu todas as suas poses aos pobres e se preparou espiritualmente. Ele foi então preso e torturado, mas não entrou na vida eterna sem antes ressucitar três vezes diante de seus executores, incluindo uma delas sendo dilaceração por uma roda de espadas.

São Moisés, o Negro, Século IV

Moisés, o negro, foi escravo de um funcionário do governo no Egito, que o demitiu por roubo e suspeita de assassinato. Ele tornou-se líder de uma grupo de bandidos que percorriam o vale do Nilo, espalhando terror e violência. Grande e imponente em certa ocasião, estava tão furioso com um homem que atravessou o Nilo a nado com uma faca na boca par amatá-lo. Quando chegou na casa, o mesmo tinha fugido. Moisés, então, matou quatro das suas ovelhas antes de retornar a faca na boca e nadar de volta. Quando os soldados começaram a caçá-lo ele fugiu, escondendo-se em um mosteiro. A influência dos monges foi tão grande que ele converteu-se, tornando-se monge. Mas a história não termina aí. Alguns anos mais tarde, um grupo de ladrões queriam roubar o mosteiro onde São Moisés vivia. Ele pegou-os desprevenidos e sozinho, derrotou todos. Ele arrastou os prisioneiros ensanguentados para o monge-chefe, e perguntou o que fazer. O chefe do mosteiro mandou perdoá-los e enviá-los de volta, surpreendendo os ladrões de tal forma que todos se arrependeram, convertendo-se e tornando-se monges também! São Moisés acabou morrendo em um outro ataque ao convento quando tinha 75 anos - mas não antes de ter conseguido ajudar a fuga de 70 outros monges. Mesmo cm idade avançada ele preferiu ficar para trás para lutar contra os invasores.


São Patrício, Sec IV

Patrício nasceu na Roma Britânica, província do Império ao sul da atual ilha da Grã-Bretanha. Numa época em que o cristianismo não estava estabelecido nem mesmo entre os Romanos Patrício juntou suas coisas e foi sozinho pregar entre os celtas na ilha da Irlanda. Dizem que quando ele chegou todas as cobras foram embora e sua vida seguiu com uma série de milagres testemunhando o Jesus. Fazia os cegos enxergavam, os surdos ouvem, os paralíticos andarem e a todos ensinava o evangelho. Aos druidas uso o trevo e suas três folhas para ensinar sobre a trindade. Trinta anos depois já haviam mais de 300 Igrejas e o país e quando os cristãos de Roma finalmente se organizaram para enviar as primeiras missões foram recebidos por uma Igreja viva e atuante que fez na época a Irlanda ser conhecida como a “Ilha dos Santos”.

São Francisco de Assis, Século XII


São Francisco é mais conhecido por sua capacidade de conversar com os animais e acalmar as bestas selvagens, mas além dos muitos milagres que lhe são atribuidos ele é reverenciado dentro da Igreja por sua colossal humildade, pelo seu voto de pobreza, por ser estigmata  e por seu empenho em resolver os problemas da Igreja em tempos de crise. Sua disposição para se tornar mártir era tão grande que partiu para o Egito. Ele planejava converter o máximo de muçulmanos e eventualmente ser morto por isso pelas autoridades. Ele não apenas fez isso na época das Cruzadas, mas foi direto tentar converter o Sultão. São Francisco sugeriu um teste de fogo. Ele e os doutos islamicos seriam jogados no fogo e quem sobrevivesse o Sultão deveria concordar que Deus protegeu e que portanto oferecia a verdadeira religião. O Sultão rejeitou a ideia mas ficou tão impressionado com a fé de ão Francisco que lhe deu uma concessão para que pudesse pregar em terras islâmicas.

Santa Joana D'Arc, Século XV


"Avançai! Eles são nossos!" Este era o grito de batalha de Santa Joana D'Arc, uma jovem de não cerca de 17 anos que liderou a França em importantes batalhas durante a Guerra dos Cem Anos, que culminou com o enfraquecimento do feudalismo e a formação dos estados nacionais que temos hoje. Em suas batalhas ela foi apunhalada, contundida, flechada, queimada e atingida por uma bola de canhão, mas nada a fazia recuar. Após a vitória foi capturada em Burgundians e vendida aos ingleses que montaram um tribunal eclesial e a queimaram. 

Santo Inácio de Loyola, Século XVI

Inácio era um cavalheiro espanhol de família nobre, heremita e padre desde 1537. Por muitos anos Inácio foi um incrivelmente habilidoso cavalheiro que lutou muitas batalhas sem se ferir até que um dia uma bala de canhão o acertou em cheio e quebrou suas pernas. Ele sobreviveu a uma cirurgia sem anestesia e das leituras religiosas que fez durante a sua recuperação inspirou-se para fundar aquela que se tornou a ordem religiosa mais importante de seu milênio. A Companhia de Jesus (Jesuítas) foi responsável por boa parte do crescimento da Igreja nos séculos seguintes e por levar o evangelho as Américas recém descobertas, na África Sub-sariana, na Índia e no extremo oriente.

São Vladimir de Kiev, Século IX

Não é necessariamente o voto de pobreza que cria um santo. São Vladimir de Kiev era o rei da Russia. Um dos mais poderosos e ricos de sua época, com centenas de concubinas, dezenas de esposas, mais filhos do que poderia contar e o maior e mais bem equipado exército pagão do período. Numa certa idade de sua vida ordenou aos sábios da corte que viajassem a diversos países para verificarem qual era a religião verdadeira. Em seguida, convocou religiosos dos diversos países muçulmanos, judeus, hindus, budistas e cristãos. Foi pedido que eles expusessem suas razões e então os sábios do reino e o próprio Rei fazia algumas perguntas. Mas foram as palavras de um missionário grego que tocaram sua mente, alma e coração e em 989 foi batizado. Sua conversão fez pela Rússia o que a de Constantino fez por Roma. E o cristianismo se consolidou , igrejas e mosteiros foram erguidos e seu próprio comportamento foi transformado, sendo ainda em vida clamado como santo pelo seu povo.

Santa Terezinha, Século XIX

Alguns santos só abraçam o evangelho em idade avançada, mas este não é o caso de Santa Teresinha. Aos dois anos Teresa Martins disse que queria seguir uma vida religiosa e, ao contrário das crianças comuns que uma hora querem ser astronautas outra piloto de avião, ela realmente foi para o Céu. Aos 14 anos se oferece ao Menino Jesus para ser seu brinquedo e escreve ao Papa Leão XII para que, mesmo tão jovem ele permitisse que ela se tornasse uma Carmelita. Permissão essa que só recebe alguns anos depois quando passa a assinar todas as suas cartas como 'Teresa do Menino Jesus'. Nos anos seguintes dedica-se a orações, poesias e textos e tratados que mais tarde a fariam ser considerada uma Doutora da Igreja. Em vez dos caminhos de disciplina e sacrifício observadas pela maior parte dos santos  Santa Teresinha do Menino Jesus adota a "Pequena Via", um caminho pequeno e reto para a santidade, que consiste simplesmente em se entregar completamente ao amor de Jesus Cristo, para que Ele conduza pelo caminho. Disse, em seu leito de morte: “eu não me arrependo de me ter abandonado ao amor”, e suas últimas palavras foram: "Farei cair uma chuva de rosas sobre o mundo!".

São José Maria Escrivá, Sec XX

A Espanha dos anos 1930 não era um lugar muito seguro para um padre. As balas da guerra civil rasgavam as ruas e usar uma batina era motivo bom o bastante para ser baleado. Foi nesse contexto que José Maria Escrivá mantinha o evangelho de forma tão clandestina quanto os antigos cristãos das catacumbas. Ouvindo confissões nas praças como se fosse um agente secreto e distribuindo hóstias em missas celebradas em segredo. Em meio ao caos e inspirado em uma visão de Jesus trabalhando décadas como carpinteiro ao lado de seu pai, fundou a Opus Dei, prelazia leiga que revelou aos católicos que o trabalho comum do dia a dia também pode ser uma via para a santidade.
Com estas breves biografias podemos ver que não existe um padrão de como um santo deve ser. Alguns se destacam por sua docura, outros por seu intelecto, outros por sua coragem e alguns até por sua fúria. A questão é que a santidade é o caminho pelo qual nossas aptidões e interesses podem atingir o seu ápice.

A igreja não apenas dá testemunho destas vidas incríveis, mas entima todos a serem santos como eles. Os santos, século a século, ano a ano, nos mostram o caminho. Não basta apenas ter fé, mas somos chamados a trabalhá-la. Somos chamados a agir e participar do constante esforço de viver uma vida de santidade. Uma vida que é afinal, a vida de Cristo. Cada um dos santos pode dizer, como São Paulo, que era Jesus vivendo neles. Era Jesus empunhando a espada de Santa Joana D'arc e a pena de Santo Agostinho. É Jesus vivendo em sua Igreja esse tempo todo.


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