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siga a estrada de tijolos amarelos: Bruxaria Textos Pagãos O Herbologista Marginal Introdução a Herbologia Marginal

Introdução a Herbologia Marginal

O texto será amplamente prático, mas antes da descrição das ervas e de seus usos, uma palavra deve ser dita sobre como a herbologia se encaixa na prática mágica. Não serão dados portanto dados sobre sua bioquímica que estão disponíveis em qualquer livro sobre fitoterapia.

Vamos analisar três das mais conhecidas definições de magia: uma tradicionalista de Eliphas Levi, outra modernista, do célebre Aleister Crowley e outra mais recente de Frater  U:.D:., adepto da (Illuminates of Tanatheros) representando a corrente pós-moderna em destacado da magia do caos.

Em Dogma e Ritual da Alta Magia, Eliphas Levi a define como "A ciência tradicional dos segredos da natureza, que nos vem dos magos." Se considerarmos esta definição fica fácil ligar o u

o de psicotrópicos a arte mágica, pois desde o xamanismo plantas e ervas tem sido usadas com os objetivos mais diferentes possíveis. Muitas "bruxas" foram parar nas fogueiras simplesmente por conhecerem os usos populares de suas plantas locais. Numa época onde não havia diferença entre conhecimento magico e conhecimento científico o que importava era o que usar e como usar para conseguir o que se desejava.

Anos depois aleister Crowley definiu sua Magick como "Ciência e a Arte de causar mudanças de acordo com a Vontade.". A natureza utilitarista conntinua presente e o corolário desta afirmação encontramos em sua obra Magick without tears na qual ele completa que "Todo
to intencional é um ato mágico." Em outras palavras, se você é um estudante desejoso de passar toda a madrugada sobre os livros, então sua vontade é ter vencer o sono e ter um raciocino afiado. Em tempos antigos um mago teria colhido certa frutas ligada a Mercúrio que foram cuidadosamente queimadas para receber a natureza energética do fogo, em seguida trituraria esta essencia até formar um pó de gosto amargo e cheiro forte, para por fim misturar no seu caldeirão com água fervente e então beber. Hoje o estudante liga a cafeteira e toma seu café, mas a essência é a mesma.

Por fim, avaliemos adefinição de Frater  U:.D:. Em seu livro High Magick, ele expoe uma definição que atribui a Israel Regardie na qual magia é "A Ciência e a Arte de usar estados alterados de consciência para cusar mudanças conforme a vontade." Esta é a definição que mais nos interessa nesta carta. Toda vez que alguém muda sua própria percepção de realidade, seja por meios químicos ou não, ela também muda a maneira como a realidade lhe afeta. É inegável portanto que sempre que alguém propositalmente consome uma erva que altere sua mente ele está por definição perpetuando uma ato mágico. E ainda mais, sempre que uma pessoa consome sem conhecimento de causa uma erva que altere sua consciência mas que execute a vontade de outro, como um chá que a faça dormir, então esta pessoa está sendo alvo de feitiçaria.

Os procedimentos descritos aqui, muitas vezes lembrarão o de um laboratório alquímico medieval, mas seus efeitos são reais e podem ser sentidos não dependendo de qualquer tipo de crença ou superstição. São conhecimentos tradicionais a muito conhecidos mas que hoje contam com o apoio da ciência experimental que os corrobora. Nas mãos certas as ervas podem ser usadas para afetar a consciência, sua e de outras pessoas permitindo um controle poderoso sobre a realidade a sua volta.

O título da obra tem duplo significado. Por um lado está claro que o uso de psicotrópicos e enteógenos vai contra tedioso cenário esotérico atual pautado pelo politicamente correto. Por outro é um lembrete que este documento é apenas uma apresentação de um mundo muito maior que caberá ao interessado estudar. O leitor então, embora talvez encontre muita informação nova mas não deve esquecer mesmo assim que está apenas molhando os pés nas margens de um corpo bem mais amplo.

Dito isso pode parecer para algumas pessoas que este é em outras palavras um manual de uso de drogas. Sensacionalismo a parte isto não está longe da verdade, aqui será mostrado como usar estimulantes, depressores, nacóticos e alucinógenos. Isso contudo não deve se confundido como uma apologia ao uso irresponsável deste conhecimento antigo.  Eu estou muito orgulhoso da qualidade das informações aqui contidas e eu não assumo nenhuma responsabilidade de qualquer uso criminoso que possa ser feito delas.

O Herbologista Marginal

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