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siga a estrada de tijolos amarelos: Bruxaria Textos Pagãos Metafísica dos Peitos, Peitinhos e Peitões As Religiões Anais

As Religiões Anais

Peito fartoAlgo digno de nota é que muitas vezes uma tradição oral, quando passa a ser registrada - logo, perde sua qualidade oral - se torna uma tradição anal. Um paralelo a isso pode ser encontrado no próprio Jesus, retratado como um bebê chupando um peito, ou no colo da santa/deusa na Pieta. Apesar de suas características orais (libertar a fé da posse da igreja da época, divulgar o amor e a igualdade, etc), ele vem de uma religião completamente anal (o judaísmo, onde a fé está de posse da igreja da época, o amor não era algo livre, não havia igualdade, etc). Seu pai, o senhor Yahweh, é um Deus que pede infinitos sacrifícios, não oferece nenhum êxtase terreno e exige obediência cega, amea

�ando todos os que não fizerem isso com tormentos eternos e torturas extremamente criativas. De acordo com Freud, para se tornar um adulto a criança deve matar os pais, não literalmente, claro, mas veja que Cristo só se tornou uma religião popular quando os cristãos "mataram" o judaísmo, a religião que exaltava seu pai. O mesmo ocorreu com o Budah que precisou transceder o hinduismo no qual teve origem.

Tanto Jesus como Sidarta não deixava regras escritas, eles apelavam ao bom-senso das pessoas fizeram de sua pregação uma tradição oral, mas com o tempo as pessoas passaram a registrar aquilo que ensinavam e então a religião oral se tranforma na religião anal

como o ou o budismo, de novo cheia de regras, sacrifícios e punições. É como se o padrão das religiões repetisse o padrão descoberto por Freud observando crianças e recém-nascidos. Esse padrão foi algo percebido por Freud, mas não inventado por ele e está tão enraizado na psiquê humana que muitos folcoristas, antropólogos e marxistas começaram a enxergá-lo na própria evolução ou amadurecimento da raça humana.

Por mais de 50 anos a idéia de que as sociedades humanas evoluíram de culturas comunistas matriarcais para sociedades capitalistas patriarcais foi aceita com entusiasmo - um pensamento com leves toques de cor dados pela revolução política/social que começava a entrar em marcha, e deixou marcas até hoje no conhecimento humano; o problema é que na prática, a teoria não funciona exatamente como haviamos teorizado que ela faria, e logo começaram a surgir evidências que entravam em conflito direto com essa idéia, e essas evidências começaram a se acumular de forma que não puderam mais ser ignoradas, matando assim aquele sonho de um mundo distante governado por sábias mulheres, onde todos eram iguais, adoravam as estações e por ai a fora. Algumas sociedades, para começo de conversa, nunca foram matriarcais; algumas das sociedades que supostamente eram matriarcais se revelaram simplesmente matrilineares, o que significa que tanto a descendência quanto os bens e propriedades eram passados de geração em geração através da linhagem feminina, mas mesmo assim os cargos de controle, governo e autoridade ainda eram exercidos por homens. Assim, nadando contra a corrente do processo científico, teorias de que a europa pré-histórica era originalmente matriarcal se tornaram hipóteses, e hoje se mostram meras suposições. Essas suposições acabaram ganhando nova força nas últimas décadas, curiosamente graças a trabalhos de antropólogas, publicados mais ou menos na mesma época em que o movimento de liberação feminina eclodiu.

O ateismo militante é também uma forma de religião anal na medida em que subistitui os preceitos morais de um deus patriarcal pelos ditames de um outro que considera de pau ainda maior: o Ceticismo Científico. Sendo fruto de sua própria época este tipo de  ateismo é tão controlador quando um fariseu era em seu tempo e da mesma forma que um apologista católico acha inadmissível alguém viver de outra forma que não seja a dele.  A fixação anal do ateu de ego inflado tem como contrapartida contemporânea o agnóstico secular que simplesmente "don't give a shit" sobre as discussões do primeiro com os crentes de outras religiões.

Deixando as incineradoras de soutiens de lado por enquanto, trabalhos de Leo Frobenius na Alemanha, Rattray Taylor na Inglaterra e Joseph Campbell nos Estados Unidos, coletaram quantidades monstruosas de dados que assim que publicados nos mostram que, embora o matriarcado primitivo não tenha existido de maneira universal como os teóricos do século XIX imaginaram, algo muito próximo disso existiu, logo antes do início da história registrada no ocidente e na região próxima ao oriente médio, coexistindo por algum tempo com as primeiras civilizações patriarcais. A gentil deusa mãe, uma deusa oral, é sobrevivente deste período, e muitas vezes durante a história houveram tentativas de reviver esses valores orais atribuidos a ela.

Para entender de que valores estamos falando, preste atenção nas tabelas comparativas logo abaixo:

Sociedade Patriarcal
(Anal)
Sociedade Matriarcal
(Oral)

1. Atitudes restritivas em relação a sexo
2. Liberdade para as mulheres limitada
3. Mulheres vistas como seres inferiores e pecaminosas
4. A castidade tem mais valor do que estratégias militares
5. Politicamente autoritária
6. Conservadora: é contra inovação
7. Não confia em pesquisas, investigativa
8. Inibidora, desencoraja espontaneidade
9. Grande medo de homossexualidade
10. Diferenças sexuais maximizadas (vestimentas)
11. Asceticismo, medo do prazer
12. Religião patriarcal
13. Conhecimento como propriedade intelectual
14. Dinheiro como fim (anal retentivo)
15. Matrimônio como núcleo familiar
16. Educação centralizada em instituições (escolas)
17. Moralidade fixa (baseada em mandamentos)
18. Separação clara entre Lazer e Trabalho.
19. Tendência a Exofobia.
20. Expressão emocional vista como fraqueza.
21. Postergação das recompensas

1. Atitudes permissivas em relação a sexo
2. Liberdade para as mulheres garantida
3. Mulheres possuem um alto status social
4. Estratégias de guerra mais valorizadas do que a castidade
5. Politicamente democrática
6. Progressiva: é revolucionária
7. Não tem desconfiança de pesquisas, inovadora
8. Espontânea, exibicionista
9. Grande medo de incesto
10. Diferenças sexuais minimizadas (vestimentas)
11. Hedonista, prazer bem-vindo
12. Religião matriarcal
13. Conhecimento como conquista coletiva
14. Dinheiro como meio
15. Livre associação como núcleo familiar
16. Educação descentralizada (comunidade, livre investigação)
17. Moralidade adaptativa (baseada em principios)
18. Lazer e trabalho se confundem.
19. Tendência a internacionalização.
20. Expressão emocional vista como força.
21. Imediatismo



Caso você não entenda direito como cada uma dessas características é associada com o processo evolutivo relacionado você pode montar um pequeno experimento prático em casa para melhor ilustrar essa associação. A melhor maneira de entender como esses processos orais e anais se enraízam na mente e dão frutos, é realizar uma experiência com seu parceiro sexual preferido; convide ele ou ela, ou ambos, para um exercício de política social. Primeiro peça para que o parceiro/parceira te levem ao orgasmo com um estímulo oral, e então com um estímulo anal, ou vice-versa lembrando-se apenas de se lavar caso algum dos dois tenha horror de por na boca o que saiu do rabo. Então devolva o favor a seu parceiro, fazendo-o/a/etc chegar ao orgasmo com estímulo oral e então anal. Pare para pensar na sua atitude e postura nos dois casos. Pare para analisar qual a relação entre quem está gozando e quem está estimulando, como funciona o "dar prazer" e o "receber o prazer" nos dois casos, e até mesmo sua postura antes, durante e depois. Existe a chance de você conseguir vários insigths interessantes sobre como funciona um patriarcado e um matriarcado em uma tarde apenas tirando as roupas. Caso não tenha os insights, repita o exercício.

A Metafísica dos Peitos, Peitinhos e Peitões