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siga a estrada de tijolos amarelos: Bruxaria Textos Pagãos Metafísica dos Peitos, Peitinhos e Peitões Os Seios de Baphomet

Os Seios de Baphomet


PeitoliciaAgora, com toda essa informação como base, você deveria perceber que "metáforas extravagantes" usadas por poetas que exaltam o amor como Vidal, Sordello, Chaucer, Shakespeare, Donne, etc., não se tratam apenas de uma forma de se tentar lisongear uma bela dama, mas de uma doutrina filosófica séria que se colide de frente com as suposições básicas de nossa cultura anal-patriarcal ao mesmo tempo que passa, em alguns casos, estratégias de guerrilha para se liberar dela. Outra parte fundamental deste culto ao amor são as repetidas identificações da senhora, alvo do poeta, com uma deusa. Mestres tibetanos treinam discípulos de Tantra a pensar na parceira como sendo literalmente, e não apenas metaforicamente, a deusa Shakti, a parceira divina de Shiva. Os Sufis, trabalhando com a religião moneteísta e patriarcal do Islã não conseguiram desenvolver este aspecto da crença, mas transformaram a mulher em um anjo que estabelece a comunicação entre os homens e Allah. Os covens de bruxas a tornaram a Grande Mãe. Os ensinamentos secretos de Aleister Crowley no século XX, instruia seus pupilos a enxergar a parceira como a Deusa estrelar egípcia, Nuit.

Assim, quando o antropólogo Weston La Barre diz que "mães criam magos; pais deuses", ele está afirmando que o transe mágico ou xamânico é uma volta ao êxtase no peito da mãe que nutre a todos, enquanto a religião é uma propensão anal de um deus temível que é uma versão aumentada do pai punitivo. Essas distinções, é claro, nem sempre se mantém claras, é claro, - o Tantra conseguiu ser incoporado no arcabouço patriarcal do Hinduismo assim como a magia sexual Sufi em uma fé islâmica em Allah, igualmente patriarcal, o movimento de amor livre dos Hippies, oral, acabou sendo incorporado pelo capitalismo anal e dando origem aos yuppies. No oeste, entretando, o patriarcalismo se tornou extremo, Jehovah não tolerava rivais, ainda mais se se tratasse de uma deusa em pé de igualdade com ele, e os cultos mágicos matriarcais e orais foram obrigados a se retirar para os subterrâneos, disfarçados em pseudo-ciência como a alquimia ou se destacou na forma de poesia. Mesmo assim o patriarcado ainda é extremamente nervoso quando o assunto são rivais e, já que a Deusa havia sumido, foi o poeta que se tornou, muitas vezes, suspeito e como resposta a isso ele acabou sendo discriminado socialmente, muitas vezes sendo tratado como uma bixa esquisita e em sociedades extremamente anais ele é deliberadamente ignorado ou o fazem passar fome até que se torne submisso e use sua poesia em prol dos costumes e da moral (patriarcal) - é claro que se o poeta for gentil o suficiente e morrer jovem, ele é instantaneamente perdoado de todos os seus pecados e se torna um tipo de Cristo ou de mártir secular, como foi o caso do culto criado em torno de Dylan Thomas e muitos outros poetas e estrelas de rock, especialmente os membros do clube 27.

Uma palavra dos nossos patrocinadores:

O Clube do 27, também conhecido como Clube dos Eternos 27 ou A Maldição do 27, é o título que se dá para um grupo de músicos que exerceram grande influência no cenário cultural e que morreram aos 27 anos. Quando estudamos sobre o Clube do 27 acabamos nos deparando com dois fenômenos muito interessantes que estão interrelacionados. O primeiro é uma lista de sete músicos famosos e extremamente populares que morreram com 27 anos:

- Robert Johnson
- Brian Jones
- Jimi Hendrix
- Janis Joplin
- Jim Morrison
- Kurt Cobain
- Amy Winehouse

O segundo é a idéia de que existe um número assombroso de músicos talentosos que morrem com essa mesma idade. O Biógrafo de Kurt Cobain e Jimmy Hendrix, Charles R. Cross, escreveu que "o número de músicos que morrem aos 27 anos é assombroso por qualquer padrão que você tente usar. Mesmo que humanos morram normalmente com diferentes idades, existe um pico estatístico para músicos que morrem com 27." Algumas listas trazem mais de 50 músicos, com mortes se iniciando no fim do século XIX.

Fim do reclame dos patrocinadores.

Na inglaterra este preconceito contra os poetas é tão grande que Robert Graves nota em seu 'A Deusa Branca' - the White Goddess - que os poetas, quando são obrigados a se identificar - em formulários governamentais ou em tribunais - quase sempre usarão termos como "professor", "novelista", "historiador", ou seja lá o que eles calham de ser além de poetas, para se descrever.

Em 'Mammon e a Deusa Negra', Graves resume de maneira agradável a relação entre a poesia e os velhos cultos orais de magia e matriarcado:

"O Poeta é, de forma geral, anti-autoritário, agorafóbico e intuitivo ao invés de ser um intelectual; mas seu julgamento é coerente. Sintomas do transe no qual as composições poéticas ocorrem diferem muito de um transe mediúnico induzido, apesar de ambos parecerem causados por um poder externo. Em um transe poético, que ocorre de maneira tão imprevisível quando uma enxaqueca ou um ataque epilético, este poder está associado tradicionalmente com a antiga Deusa-musa..."

Quase todo poeta possui uma musa pessoal, um relacionamento que foi introduzido na europa primeiramente pelos Sufis na Pérsia e na Arábia durante o início da Idade Média.

Poesia e magia, então, são baseadas na crença de que o pensamento pode criar sua própria realidade - o que Sir James Frazer no 'Velo de Ouro' - The Golden Bough - chamou de teoria da "onipotência do pensamento" e que Freud, em seus comentários das investigações antropológicas de Frazer em Totem e Tabu, traçou de volta ao poder da criança, com um clamor de desejo, de fazer a mãe ausente misteriosamente reaparecer e oferecer o peito que nutre a todas as suas carências.

Não é de se estranhar que magos, por mais cristãos, mulçumanos ou seja qual for a orientação patriarcal que tenham, nunca deixam de flertar com o feminino. Um dos maiores magos, se não o maior mago ocultista do século XIX, Alphonse Louis Constant, também conhecido pelo nome de Eliphas Levi, não foi excessão. Mesmo tento uma criação católica e se tornando sub-diácono do exérctio cristão, teve sua crença patriarcal destruída por uma pobre garotinha. Conforme evoluia dentro da hierarquia religiosa foi encarregado de minsitrar o catecismo para meninas. Nesta época recebeu o chamado de uma senhora, mãe de uma menina pálida e tímida, que pediu a Aphonse que cuidasse da primeira comunhão da menina, que se chamava Adele Allenbach. Outros padres haviam se recusado a ministrar as aulas de catecismo a ela por ela ser ter uma saúde muito frágil, ser excessivamente tímida e, principalmente, vir de uma família muito pobre. Aphonse não apenas aceitou a tarefa como prometeu tratar a menina como se fosse sua filha. O problema é que com o tempo tudo o que ele havia reprimido com seu ascetismo veio lhe cobrar a dívida e a beleza da menina a tornava cada vez mais parecida, aos olhos do religioso, à imagem da própria Virgem Maria. Com o tempo essa visão que criou da jovem se tornou uma iniciação à vida e ele passou a amá-la como se fosse uma deusa. Eventualmente ele confessou para seu superior o amor que sentia por ela e recebeu em troca de sua honestidade um belo chute no traseiro que fez com que terminasse sua carreira religiosa no ano em que completou 26 primaveras. Mas as portas abertas por sua relação com Adele o fizeram seguir o caminho do ocultismo ("mães criam magos") e desperto, podemos assim dizer, pelos seios juvenis de Adele, partiu para uma jornada rumo aos seios maduros da Senhora Guyon cuja "vida e os escritos [...], abriram-me as portas de inúmeros mistérios que ainda não tinha podido penetrar". Imbuído por este novo espírito partiu sem dinheiro nenhum e apenas com a roupa do corpo para viver uma vida livre da culpa e assim que pode publicou seu primeiro livro A Bíblia da Liberdade; essa publicação custou-lhe oito meses de prisão e 300 francos de multa! Foi acusado de profanar o santuário da religião, de atentar contra as bases da sociedade, de propagar o ódio e a insubordinação. Posteriormente Levi escreveu em seu Dogma e Ritual da Alta Magia que "possuindo seios, baphomet representa o papel de trazer à Humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, os quais são signos redentores".

Mas Levi não foi o único que trocou a filosofia patriarcal pelos seios da Grande Mãe. Não é por acidente que inúmeros poemas e prosas, da Odisséia de Ulisses ao Finnegans Wake de James Joyce, contenham "invocações" mágicas clamando pela Deusa, fazendo com que Ela apareça de imediato. Charles Dickens inclui em seu livro David Copperfield uma cena em que David retorna para casa depois de um ano em um colégio interno, o Salem House, que tem o poder lírico de colocar em palavras esta invocação, ou se preferir este abraço com a Deusa:

"Eu entrei com um passo silencioso e tímido. Deus sabe o quão infantil foi a memória que despertou em mim quando ouvi o som da voz de minha mãe na velha sala de estar assim que pisei no corredor. Eu acho que devo ter deitado em seus braços e a ouvido cantar para mim quando eu era apenas um bebê. A tensão que senti era nova para mim, mas tão antiga que preencheu meu coração até a borda como um amigo que volta depois de uma longa ausência.

Eu achei, por causa da maneira solitária e serena que minha mãe cantava sua música que ela estivesse sozinha, e entrei de mansinho no cômodo. Ela estava sentada junto ao fogo, amamentando uma criança cuja pequena mão ela segurava junto ao pescoço. Seus olhos estavam baixos, voltados para a pequena face e ela estava sentada cantando para a criança. Eu estava correto ao assumir que ela não tinha nenhuma companhia. Eu falei com ela e ela se assustou e gritou. Mas assim que me viu me chamou de seu querido Davy, seu filho querido: e atravessando a sala veio ao meu encontro, ela se ajoelhou no chão e me beijou, e deitou minha cabeça em seu seio próxima à pequena criatura que ali estava aninhada e pos sua mão em meus lábios.

E desejei que pudesse ter morrido. Eu queria ter morrido ali, naquele momento, com aquele sentimento em meu coração. Naquele momento eu estive o mais próximo do paraíso do que jamais estive desde então."

Pensando nisto tudo, acho errado julgar como uma simples brincadeira de mal gosto o pai de Eleanor, o senhor Guillaume de Aquitânia, ter construído um bordel (ou harém, para aqueles mais púdicos) particular em suas terras, construindo-o exatamente com o mesmo estilo arquitetônio dos conventos que existiam na época. Os "conventos" das antigas religiões matriarcais, como todos sabemos, eram devotados ao que hoje muitos fãns do 'Código Da Vinci', de Dan Brown, chamam de Hieros Gamos mas que podemos também nos referir como Hierogamia ou magia sexual, mas se quisermos ser fieis à prática chamaremos de prostituição sagrada.

Talvez Guillaume tenha, de forma consciente, tentado reviver essa prática; e talvez quando Eleanor fez sua cavalgada com os seios nús por Jerusalém, ela tenha sido impelida por algo mais do que o simples entusiasmo. Muitas escolas de iniciação tem como tradição uma demonstração pública por parte do futuro membro do grupo; além de uma significância mágica, este tipo de ato serve como forma clara e objetiva de separar o indivíduo do grupo de servos obedientes da estrutura de poder dominante. Assim, desfilar seus emblemas matriarcais de adoração e fertilidade pela Terra-Santa das três maiores e mais fortes religiões patriarcais do mundo - o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo - pode ter sido um ato de demonstrar lealdade à antiga deusa mãe e uma invocação tentando restaurar sua adoração e seus valores no mundo.

Se esse foi o caso, seu objetivo foi realizado apenas parcialmente... até agora.

Vários movimentos orais com valores matriarcais constantemente acabam sendo engolidos por valores patriarcais como o capitalismo e o pudor social. Hoje cultos pagãos substituem o ato sexual da iniciação pelo simbolismo de se colocar um atame dentro de uma taça. Da mesma forma que o movimento hippie se tornou o movimento yuppie o paganismo e o erotismo acabaram adotando o capitalismo como forma de vida. Várias tradições explicitamente sexuais que surgiram no fim do século XIX e início do século XX se tornaram púdicas e simbólicas. Rituais onde o sexo entre parceiros do mesmo gênero interagiam foram esmagados pelo preconceito do homossexualismo. Mas a Grande Mãe persiste, com seus seios à mostra, para aqueles que sabem enxergá-los. E muitos parecem buscá-la incessantemente. Nunca tantas pessoas fumaram ou tornaram o ato de comer uma compulsão, tudo isso pode ser traduzido como uma carência oral. A necessidade de por na boca algo que dê conforto, e fugindo da Deusa em sua forma mais explícita as pessoas buscam substitutos que hoje são os maiores responsáveis por males como obesidade, câncer, infartos, etc.

Aleister Crowley, em seu livro Magick, escreveu que o homem ignora a natureza de seu próprio ser e de seus poderes, até mesmo sua idéia a respeito de suas próprias limitações são baseadas em suas experiências, assim não existe nenhuma razão para se criar limites teóricos ao que ele pode ser ou ao que ele pode fazer. Mas se isso é verdade, por que então, todo novo movimento que busca livrar o ser humano das garras de um patriarcado anal que só o prejudica termina ou se tranforma em algo ainda pior do que aquilo que combate? Se somos capazes de ser o que quisermos, por que continuamos sendo isto? F.M. Esfandiary em seu livro 'Upwingers' escreveu que não exsite um governo, um complexo industrial-militar, nem um sistema econômico ou forma de mídia que possa nos reduzir a marionetes e robos de forma tão completa quanto a ditadura biológica e ambiental fizeram. Nietzsche, que entre outras coisas esculpiu a idéia de que a não ser que tenhamos o caos dentro de nós, não poderemos dar a luz a uma estrela dançante, dizia para tomarmos cuidado ao lutarmos contra monstros, para não nos tornarmos monstros. Talvez a resposta esteja em se desprogramar de todos os seus conceitos e, diferentemente das feministas dos anos 1970, tentar criar novos valores para um novo mundo. É comum hoje ouvirmos frases revolucionárias como "devemos deixar um mundo melhor para nossas crianças no futuro", e se ao invés disso tentássemos deixar crianças melhores para o mundo no futuro?

As bases psicopatas do patriarcalismo anal estão enraizadas em todos nós e de fato é mais fácil nos rebelarmos e quebrarmos coisas do que simplesmente oferecer a outra face enquanto recitamos uma poesia que marcará por anos a pessoa que agride. Oferecer a outra face não é apanhar em silêncio, ou criar um desejo masoquista de ser sempre abusado e nunca contestar ninguém. Pense nisso: onde não há o sadismo, como pode haver o masoquismo? Se eliminamos o conceito de direita, não haverá o de esquerda.

Anos atrás, Bill e Hillary Clinton pararam em um posto de gasolina para abastecer o carro. Hillary desceu para acertar a conta, já que Bill dirigia, e ficou um tempo conversando com o frentista. Quando ela retornou ao carro, Bill lhe perguntou porque ficara conversando com aquele homem mais do que o necessário para dar o dinheiro e receber o troco. Ela simplesmente respondeu: "Eu conheço ele, ele foi meu primeiro namorado na época da escola". Bill começou a rir e foi a vez de Hillary perguntar qual era o problema. Ele disse: "viu, se você tivesse continuado namorando com ele, nunca teria sido a Primeira Dama. Hillary começou a rir e respondeu: "Mas você entendeu tudo errado. Se eu continuasse namorando ele, ele seria o presidente dos Estados Unidos".

Por trás de cada grande, médio e pequeno homem existe uma mulher. Isso vale para os Deuses também. Ou, resumindo de forma prática nas palavras de Mark Twain: "O homem é um idiota e a mulher, por tolerar o homem, é uma completa idiota".

Brinde:

UM SERMÃO SOBRE ÉTICA E AMOR


Um dia Mal-2 pediu ao espírito mensageiro de São Gulik São Gulik (Em eras diferentes da nossa ele era chamado de Hermes. Muitas pessoas chamam ele de muitos nomes: Thoth, Enoque, Idris. Ele é uma barata safada.) o mensageiro da Deusa. Em eras diferentes da nossa ele era chamado de Hermes. Muitas pessoas chamam ele de muitos nomes. Ele é uma barata. para que se aproximasse da Deusa e solicitasse Sua presença pois ele precisava desesperadamente de aconselhamento. Logo depois o rádio se ligou sozinho e uma Voz feminina e etérea disse:
POIS NÃO?

"Oh! Eris! Abençoada Mãe da Humanindade! Rainha do Caos! Filha da Discórdia! Concumbina da Confusão! O! Senhora extraordinária, eu busco Você para que tire um fardo pesado de meu coração!"

O QUE ESTÁ ABORRECENDO VOCÊ, MAL? SUA VOZ NÃO ESTÁ BOA.

"Eu estou tomado pelo medo e atormentado por terríveis visões de dor. Por todos os lados pessoas estão ferindo umas às outras, o planeta está dominado por injustiças, sociedades inteiras exploram grupos de seu próprio povo, mães aprisionam filhos, crianças morrem enquanto irmãos guerreiam entre si. Oh, angústia."

MAS QUAL O PROBLEMA COM ISSO, SE É O QUE VOCÊS QUEREM FAZER?

"Mas ninguém quer isso! Todos odeiam isso."

OH. BEM, ENTÃO PAREM.

E neste momento Ela se transformou em um anúncio de aspirina e deixou o Polipai encalhado sozinho, com sua espécie.


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