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siga a estrada de tijolos amarelos: Psico Textos de Psicologia Bizarra Curso de Hipnose Cura do vício da embriaguez pelo hipnotismo

Cura do vício da embriaguez pelo hipnotismo


Lição XXII, Curso de Hipnose

Para instruir estas lições, referi-me à cura de certas moléstias, tais como a dor de cabeça, o reumatismo, o medo, etc. O emprego mais importante que nesse sentido se pode fazer é o de corrigir o vício da embriaguez e o hábito das drogas. O seu poder, nestes casos, está fora de dúvida e ainda que exista hoje, um grande número de curas chamadas do alcoolismo, da morfina e da cocaína, se- lhes analisamos e lhes sondamos as bases, reconhecemos que consistem inteiramente em injeções subcutâneas de estricnina, atropina, hiosciamina, canhamos da India ou alguns outros líquidos excitantes e aumentados pela impressão constante feita no espírito do doente, levando-o a crer que ele será para sempre curado dos seus maus costumes pelos tratamentos que lhe fazem suportar.

Sofisma do tratamento material. -Dando um pouco mais de extensão à análise desses processos não tardaremos a ver que os remédios empregados são puros tônicos dos nervos e que a cura de um desses hábitos não é produzida senão pela ação mental do paciente, segundo as sugestões que lhe foram dadas no estado de vigília. Há uma verdade que nenhum prático pode contradizer, e é que a cura de um hábito contraído deve ser psicológica.

O costume em si mesmo é proveniente de uma ação mental. Não pode ser cortado à faca; não é tangível. Seja qual for o hábito contraído, ele é proveniente do espírito e não pode ser curado senão pelo espírito e como espírito. Esta asserção destroi todos os argumentos possíveis. É uma verdade evidente por si mesma e não pode ser refutada. O que a ação mental ocasionou não será dissipado senão pela ação mental. O desejo imperioso que o espírito fez nascer e que alimentou, não pode ser assenhoreado e dissolvido senão pelo espírito.

Meio de curar a embriaguez. -É necessário que vos aproveiteis do sono profundo de um alcoólatra para dar-lhe sugestões muito enfáticas e importa que elas sejam muito positivas e fortificantes: Deveis proceder às sugestões pela forma seguinte:

"Possuis uma força de que nunca vos servistes para ajudar-vos a vos desembaraçar des-sa necessidade imperiosa. Essa força ou esse poder estão desde agora chamados a agir e já não vos sentireis incapaz de lutar contra esse desejo ardente dos estimulantes que de vós se apodera. Para o futuro não tomareis a sentir nenhum desejo para o álcool. A Vossa vida não tem sido senão a de um homem que se tomou inteiramente escravo do seu cérebro. Desde agora estareis livre dessa servidão. Ides reconhecer que a força de vontade que possuis está de todo prestes a servir-vos e vos tomareis um homem, com toda a sua força e interesse. A supressão do vosso excitante não vos ocasionará nenhuma dor. Fortificarvos-eis dia por dia e tor-vos-eis menos nervoso, toda a vossa compleição recuperará a saúde e o vigor primitivo".


Meios empregados para essas curas. -Dai ao paciente, na primeira semana, um trata. -Dai ao paciente, na primeira semana, um tratamento bicotidiano; na semana seguinte, bastará um tratamento cotidiano. Será bom continuar até o fim do mês, para obter uma cura completa. Muito naturalmente e desde o começo da aplicação do tratamento, tereis de suprimir-lhe toda sorte de estimulantes e deveis, durante o seu sono, por todos os vossos meios em ação para fazer-lhe ter horror e aversão ao álcool.

Hábito da morfina e da Cocaína. -É necessário seguir o tratamento para curar o hábito do ópio e da cocaína, mas importa recordar que, destes últimos casos, o uso dessas drogas afeta invariavelmente o cérebro, até tomá-lo enganador e pérfido. Não se pode crer na narração, mesmo juramentada de alguém que tenha o hábito da cocaína ou da morfina. O senso moral está geralmente pervertido e a percepção dos princípios do bem e do mal parece estar obscurecida do paciente por um egoísmo colossal. É necessário portanto, desde o primeiro tratamento, fazer desaparecer a morfina e a cocaína. Não há tergiversar

Perigo das curas pelos anúncios -A maior parte das curas do uso da morfína anunciadas com grande dispêndio de preconício nos jornais consiste na administração, por pequenas drogas, de morfina combinada com outras drogas. O paciente exagera muito a angústia do seu corpo e do espírito pelos temores que experimentará e, às vezes é bom, antes de tratar de provocar o sistema nervoso e permitir-lhe um sono profundo. Para inteirar-vos dos maravilhosos efeitos que produz a imaginação sobre o paciente, basta dizer-vos que quando lhe houverdes feito tomar uma ou duas vezes desse sulfonal, é inútil continuar-lhe

o emprego, e se quereis substitui-lo por um pó inocente e insípido, derramando-o, na sua presença, num copo com água, dizendo-lhe que ele produzirá um efeito calmante tão pronto e pedindo-lhe que se deixe tornar a adormecer profundamente, ele acreditará que está tomando outra dose de sulfonal e o efeito dessa crença exercerá uma tal ação sobre o sistema nervoso que logo se tornará passivo e tranqüilo. Filosofia da "pílula" de pão. -O poder da "pílula" de pão que os doutores administram aos seus doentes como um placebo é assim explicado: -A “pílula” não exerce natural-mente nenhum efeito por si mesma, mas sendo suportada e reforçada pela imaginação do paciente o efeito que ela produz é o que os doutores desejam que ela preste.

A eletricidade considerada como um adjuvante. -Na cura do uso das drogas pelas sugestões hipnóticas, aconselharei perfeitamente o emprego das correntes elétricas médias combinadas com a sugestão, como um bom meio para produzir um bom sono profundo. Casos se apresentam, às vezes em que o paciente não julga a sugestão verbal suficiente para curá-lo dos seus males; Desse momento é que a eletricidade vem reforçar e fortificar a sugestão. Por mais simples que vos possam parecer os meios a empregar, não cometais nunca o erro de os desprezar, porque eles impressionam sempre a imaginação do doente.


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