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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos Guia de Leitura da Bíblia Satânica Amor e Ódio

Amor e Ódio


Citação-chave:

Você não pode amar todo mundo; é ridículo acreditar que você pode. Se você ama a todos e a tudo você perde o seu senso natural de discernimento e acaba se tornando um péssimo juiz de caráter e de qualidade. Qualquer coisa que é usada a torto e direito perde seu significado real. Por isso o Satanista acredita que se deve amar intensamente e completamente aqueles que merecem o seu amor, mas nunca oferecer a outra face para os seus inimigos! (...) Só porque um Satanista admite que ele é capaz de sentir e expressar tanto amor quanto ódio todos afirmam que ele é rancoroso, quando deveria ser justamente o contrário! Por ser capaz de dar vazão ao seu ódio de uma forma saudável ele possui muito mais capacidade de amar – de exprimir o tipo mais profundo e sincero de amor. Só reconhecendo de forma sincera tanto o ódio quanto o amor que se sente é que se torna impossível confundir uma emoção com a outra. Se você não é capaz de experienciar uma dessas emoções nunca vai ser capaz de experienciar de forma plena a outra.


Considerações:


Um capítulo relativamente curto, mas extremamente importante dentro da Bíblia satânica. Aqui LaVey explica com exatidão a maneira pela qual os atansiats vivênciam os dois sentimentos mais fortes que um ser humano pode experimentar: o amor e o ódio.

Fica óbvio ao leitor que apesar do satanismo ser de fato uma religião baseada no individualismo e no egoismo, esse egoísmo está sempre de acordo com o que o indivíduo realmente quer. Assim, se uma pessoa realmente se importa com outra e quer expressar seu amor, então deve abrir seu coração e fazê-lo, pois nao sabe se haverá outra vida e oportunidade para fazê-lo.

Da mesma maneira o ódio é um sentimento natural, que deve ser guardado para momentos e pessoas especiais, e não desperdiçado gratuitamente. Tanto o amor como o ódio devem ser verdadeiros, e não ideológicos. Citar o as atrocidades cometidas pelo Cristianismo, supostamente fundado no amor ao próximo seria redundante a esta altura da leitura. Será mais proveitoso comentar o igualmente emblemático caso do Comunismo. Suas idéias utópicas, românticas e idealistas, atraem os jovens até os dias de hoje, contudo sua prática resultou na morte de 25 milhões de pessoas na União Soviética, 65 milhões na China e 1,7 milhão no Camboja segundo o computo do sociólogo italiano Ignazio Silone. Aproveitando a nota, é interessante lembrar que os indianos que apoiaram o movimento da não-violência de Gandhi foram os mesmos que após conseguir a independência da Índia armaram-se pesadamente contra o Paquistão. Vinte anos depois, a Índia explodiria simbolicamente sua primeira bomba atômica qualificando a então chamada "explosão nuclear pacífica".


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