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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos Guia de Leitura da Bíblia Satânica Inferno, Danação falsária

Inferno, Danação falsária


Autor:Betopataca

Uma Dimensão de profunda dor e danação eterna, onde todo pecador e herege irá arder quando sua Vida findar-se. É nisto que um parvo pensa quando ausculta o verbete "Inferno".

O Inferno surgiu de uma interpretação sofística e sórdida de uma parte do Livro de Jeremias. Esta interpretação deplorável em sujeira foi feita pelos Cânones da Igreja que ansiavam incutir o medo entre os fiéis tolos. O Corpo Eclesiástico incutiu entre o vulgo a noção de que se este não seguisse de maneira cega e inquestionável os desígnios da "Santa Madre Igreja" (e indirectamente os desígnios ímpios e obfuscados de seus líderes), seria torturado, estuprado e queimaria numa dimensão chamada "Inferno" por toda a eternidade (sem contar que esta dimensão "maligna" teria como regente o "malévolo" Satã e seu Panteão Demoníaco).

Com este medo sem nexo (beirando a paranóia e fobia doentia-irracional), o fiel torna-se cada vez mais servil aos desígnios da Instituição-Igreja. Na época medieval o embuste "Inferno" foi usado de forma vilanesca sem o mínimo de vergonha, contudo hoje tudo ocorre de maneira mais velada. Hoje, o crente vê-se forçado, pela Consciência de Culpa incutida e criada pela Católica Igreja, de que se não se confessar e penitenciar-se por seus "pecados" será um pecador-sujismundo, e portanto arderá no Inferno quando morrer. Entretanto, num confessionário, quando o cristão relata toda sua "Vida Pessoal" para um padre, este dá todas as "armas psicológicas" para o eclesiástico manipulá-lo e fazê-lo ficar atrelado indefinidamente a Igreja(sempre contribuindo com Dízimos, doações que nunca chegam a comunidades carentes etc.).

A relação Pecado e Inferno é estreita. Sendo os Pecados, como já dito anteriormente, ações naturais e impossíveis de não serem realizadas, o indivíduo sempre comete Pecados. Sempre cometendo pecados, perenemente existe a ameaça do Inferno. E para fugir do, sempre constante "periculoso", Inferno, o fiel depende cada vez mais da Igreja(única Instituição terrena auto-declarada capaz de "lavar-lhe de seu erro indelével e garantir sua não-ida ao Inferno").Nesta dependência o indivíduo cada vez mais talha-se para se tornar um autômato da Vontade da Santa Madre Igreja(que é o auto-proclamado vetor da Vontade do próprio Jeová na Terra).O mínimo que pode acontecer neste gesto auto-depreciativo de diminuir-se para se adequar ao padrão de perfeição pentecostal, é o Ser jamais adentrar nas Sendas do Auto-Conhecimento Verdadeiro (já que é mero subproduto dos Dogmas e Postulados da Igreja).

Santo Agostinho em sua deplorável afirmação de que as crianças e pessoas não-batizadas iriam directamente para o Inferno, apenas quis incutir medo nos não convertidos. Um indivíduo que não possui convicção verdadeira de seus ideais ou religião, é facilmente impressionável por relatos dantescos e fabulosamente construídos sobre o Inferno. Perante estas descrições infernais nigérrimas e dementes, o não-convicto apressa-se em batizar-se e ao seu rebento, a fim de evitar adentrar nesta "dimensão dolorosa" por toda uma eternidade post-mortem. Inferno foi uma grande e bela propaganda conversionista.

Foi comentado no início deste capítulo que o Inferno teria surgido a partir de uma interpretação ímpia de um Livro de Jeremias. Será explicitado nos seguintes parágrafos, mais pormenorizadamente, que passagem é esta e porque a interpretação é ímproba em cerne.

No vale de Ben Hinnom, reis hebreus queimavam crianças e sacrificavam humanos em glória de Jeová (depois ainda fita-se historiadores-teólogos-abrãamicos hipócritas, tentando negar esse facto histórico empírico e acusar os Satanistas Horusianos de "sacrificadores de virgens e crianças"). A passagem do Livro de Jeremias que foi deturpada para dar origem a noção de Inferno Cristã é a pertinente ao Capítulo 19. Neste capítulo, especificadamente, Jeremias (supostamente a mando de IHVH) reprova os actos cometidos no Ben Hinnom.

Em Ben Hinnom (colina próxima a cidade de Jerusalém), existia um Tofete ou Tophet. Os tofetes eram poços profundos onde o sacrifício (comumente o rebento infante do próprio governante) era carbonizado em glória a Deus(no caso hebreu, IHVH). A própria palavra "Tophet" em hebraico significa: "Lugar de Fogo". É sabido que os sacrifícios hebreus (feito principalmente pelos reis de tal etnia) foram feitos com enorme regularidade até o século 7 a.C.. É sabido, também, que o profeta Jeremias foi o maior opositor de tal prática(chegando mesmo a condenar perante os "olhos do Senhor" aqueles que matavam crianças em seu "Divino Nome").

Existem inúmeras passagens-referências explícitas e implícitas, até mesmo na presente Bíblia Cristã adulterada e espoliada que possuímos, que retratam esta prática judaica antiga:

- "Também queimou incenso no vale de Ben Hinnom, e queimou a seus próprios filhos no fogo, e segundo as abominações dos gentios que o Senhor, lançara fora de diante dos filhos de Israel.

"Também sacrificou, e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore frondosa." (II Crônicas 28: 3-4)

- "Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da casa do Senhor.

E queimou a seu filho como sacrifício[..]" (II Reis 21: 5- 6)

- "Edificaram os altos de Tophet, que está no vale de Ben Hinnom, para queimarem no fogo a seus filhos a suas filhas; o que nunca ordenei, nem me passou pela mente.

Portanto, eis que virão dias, diz o Senhor, em que já não se chamará Tophet, nem vale de Ben Hinnom, mas o Vale da Matança [Gehenna]; os mortos serão enterrados em Tophet por não haver outro lugar." (Jeremias 7: 31-32)

Todos os três excertos demonstram que não era uma prática incomum o infantricídio através das labaredas em nome de Jeová por parte dos soberanos hebreus. No primeiro excerto o soberano que queimou seus filhos é o Rei Ahaz, que possui descendência directa com o rei David e era Rei de Jerusalém (lugar que ficava próximo ao Tophet do Vale de Ben-Hinnom). No segundo excerto o soberano é o Rei Judeu Manasses (soberano legítimo filho de Ezequias e que assumiu o poder com apenas doze anos de idade). O segundo excerto demonstra a predisposição clara do Rei Manasses em louvar Jeová com ritos de carbonização de crianças.

Alguns profetas, como Jeremias por exemplo, demonstravam um profundo desgosto pelos ritos de infantricídio por parte dos governantes em glória de IHVH. No entanto estes indivíduos opositores tratavam-se de uma minoria considerável do povo hebreu (a maioria deste apoiava estes sacrifícios).

A postura de Isaías é radicalmente diferente da postura de Jeremias. Enquanto o primeiro vê os Tophet's como uma arma do Senhor e um rito feito em sua majestade, o segundo acusa os Tophet's como causa directa da queda de Jerusalém (Deus teria revoltado-se perante tais práticas e puniu os hebreus por tais actos).

A seguinte passagem retirada do livro de Isaías, é também, uma clara alusão aos ritos sacrificias judeus:

"Um cântico haverá entre vós, como na noite em que a festa é celebrada com alegria de coração, e como aquele que marcha em procissão ao som da flauta, para entrar na montanha de IHVH, à Rocha de Israel. IHVH fará ouvir o estrondo de sua voz, e fará ver o golpe do seu braço, com indignada fúria, no meio de chamas devoradoras, chuvas torrenciais e inundações e pedra de saraiva. Sim! Perante a voz de IHVH a Assíria se apavorará - com Seu cajado Ele irá surrá-la. Cada pancada castigadora, com a vara, que IHVH lhe der, será o som de tamboris e liras; e combaterá vibrando golpes contra eles. Pois seu Tophet está a muito preparado, Ele próprio está instalado como uma vítima [molek]. IHVH fez este poço-pira profundo e largo, com fogo e lenha em abundância. O assopro de IHVH, como uma torrente de súlfur a acenderá." (Isaías 30:29 - 33)*.

É digno ressaltar que nas Bílbias Sagradas encontradas em língua portuguesa, a palavra "Tophet" foi substituída por "Fogueira". Nesta passagem o verbete hebraico "mlk" (presente nos textos originais em hebraico) foi traduzido por "molek" (vítima) e não por "melek" (rei). Em praticamente todas as Bílbias encontradas o verbete "mlk" foi traduzido para "melek". No hebraico existe a supressão de vogais, portanto a tradução fica severamente prejudicada. A tradução acima segue a linha de pensamento de Paul Mosca (estudioso que provou que os hebreus eram grandes sacrificadores de infantes em glória de Jeová em sua tese para Harvard intitulada: "Sacrifício de Crianças na religião Israelita e Canaanita") que afirma que Isaías era um apologeta dos Tophet's. Uma comprovação clara de que Isaías era um entusiasta que corroborava com o assassínio de crianças em glória de Jeová, é o facto de ele (diferente de outros profetas) não criticar seus contemporâneos Rei Ahaz e o Rei Manasses (sacrificadores de infantes declarados).

Nos rituais sacrificiais de crianças empreendidos pelos fenícios e pelos reis hebreus (como Ahaz por exemplo) música era tocada (principalmente a flauta), eram realizados à noite e à volta de um posso-flamejante. Tais características dos rituais fenícios são presentes no poema de Isaías, o que leva directamente a conclusão de que trata-se do mesmo rito, só que os Judeus faziam-no em glória de Javé e os fenícios em glória de Tanit ou Baal.

Mesmo que o verbete "mlk" da passagem de Isaías (ver anteriormente) seja traduzido (uma tradução errônea em minha concepção) como "rei, ainda assim, prova-se o teor ritualístico sacrificial inerente aos israelitas antigos. Deus apresenta-se como um ser beligerante, guerreiro e vingativo, o que é severamente antagônico ao deus "amoroso e benevolente" que cristãos bradam ser Jeová. Perante uma entidade tão contraditória como esta só resta chegar a conclusão saudável de que não é digno venerar uma criatura tão obscura. Qual ser em sã consciência caminharia por uma via erma na total escuridão? Acreditar neste deus, no qual não se pode saber a Verdadeira Natureza, é uma insanidade da mesma sorte que caminhar em ermas estradas na escuridão total.

A descrição dos hediondos rituais feitos pelos hebreus por Jeremias serviram de base para os clérigos cristãos criarem a falácia tendenciosa chamada Inferno. A palavra hebraica "Gehenna" ("Vale da atança") foi traduzida como uma dimensão flamejante de dor e profanação chamada Inferno. A passagem excertada anteriormente do Livro de Jeremias comprova tal. O que tratava-se de uma descrição histórica de um rito abominável feito em glória do próprio Jeová pelos hebreus antigos, tornou-se um delírio metafísico-fantasioso deplorável feito para incutir medo e arrebanhar mais fiéis para o crescente cristianismo (e obviamente alimentar mais as fartas mesas de um clericato mais ímprobo que o rei Ahaz).

Quando estuda-se a origem dos Tophet's descobre-se que nem este hediondo acto foi criado pelos hebreus (sim, nem para criar algo tão parvo os judeus possuem capacidade...). A origem dos Tophet's estão entre os fenícios. Os fenícios instalados no Norte da África (Cartago) e ilha de Sicília faziam Tophet's extremamente similares ao Tophet de Ben-Hinnom. Sendo que os fenícios e os hebreus eram povos extremamente próximos, haja vista que ao povo fenício que deu origem aos que atendiam pelo nome de Canaanitas (os originais proprietários da "terra prometida" de Canaã, tomada através da guerra pelos hebreus). Sendo que os fenícios e hebreus falavam línguas extremamente similares e, portanto, estes entendiam-se lingüisticamente de maneira mútua. Através destas interações e contactos, os hebreus "usurparam" a concepção do Tophet, e passaram a realizar estes hecatombes de sangue infantil e flama em glória de Jeová.

O maior Tophet Fenício ficava próximo a cidade de Tunis, na então Cartago no Norte da África. Neste Tophet, milhões de crianças foram queimadas em glória de Astarte (Tanit) e Baal-Hammon, sendo segundo alguns arqueólogos como Samuel Wollf: "O maior cemitério de humanos sacrificados jamais encontrado".

A partir do rei Josias os Tophet's hebreus (donde o descrito por Jeremias era o maior e mais famoso) foram suprimidos e os sacrifícios lentamente entraram em declínio (sendo feito, então, sacrifício de animais unicamente no Grande Templo de Jerusalém. Até que, mesmo em tal templo, este tipo de ritual desapareceu por completo). No entanto, até hoje em dia, este ignóbil acto sacrificial continua vívido de alguma maneira entre os Judeus e Cristãos.

É comum entre muitas correntes judias, que o primogênito seja dedicado ao rabinato. O que trata-se de algo tipicamente absolutista, já que não dá ao indivíduo a chance de escolher ser rabino (ou sequer ser um seguidor de Jeová) ou não. Estes primogênitos caso reneguem sua "obrigação" em seguir o rabinato são vilipendiados e até deserdados da família.

O cristão sofre o sacrifício da Liberdade. Este afasta-se de seu Eu Supremo e da auto-divindade para canonizar um deus birrento, contraditório e que possui um filho que nunca existiu.

O próprio demônio Moloch (que foi correlato e tratado como sinônimo para Satã) é uma enorme falácia. A palavra "Moloch" advém do verbete "molek", que tratava-se do nome dado a vítima a ser queimada no Tophet. Assim, chega-se a conclusão que "Moloch, o Majestoso Senhor do Inferno" trata-se apenas de um delírio tendencioso feito em cima do nome dado as vítimas dos rituais feitos nos Tophet's.

Verdadeiro Príncipe do Mal e Rei de Todos os Escravos que Ardem Eternamente não pode tratar-se de Satã. Os rituais em Ben-Hinnom (que Jeremias classificou como "Gehenna", verbete que depois foi traduzido como "Inferno" e tornou-se - graças aos réprobos líderes cristãos - como sinomial de uma Dimensão de Danação e Perdição para onde vão os pecadores ou crianças não-batizadas) eram presididos na glória de Jeová. A serpente que presidiria o Inferno, não poderia ser Satã e sim o próprio Jeová. O próprio Moisés considerou a efígie de Jeová a serpente, no templo que mandou Josué erigir (Números 21:9). A serpente que presidiria o Inferno, caso este existisse, não seria o mítico Moloch-Satã, e sim, o próprio Jeová, Rei de Todos os Escravos.

*Observações:

Esta passagem foi traduzida a partir de uma Bíblia Sagrada Cristã Norte-Americana. O excerto original(em inglês)segue logo abaixo:

- "Such shall be your song, as on a night a feast is celebrated with gladness of heart, as when one marches in procession with the flute, to enter the mountain of Yahweh, to the Rock of Israel. Yahweh has made heard the crash of His voice,the down-sweep of His arm he has displayed, with hot wrath and flame of consuming fire,cloudburst and flood and hailstones. Yes! At the voice of Yahweh Assyria will cower- with His staff He will beat him. Every passage of the rod of His punishment which Yahweh will lay upon him will be to the sound of timbrels and lyres; with battles of offerings He will fight against him. For his Topheth has long been prepared, He himself is installed as a victim.Yahweh has made its fire-pit deep and wide, with fire and wood in abundance. The breath of Yahweh, like a torrent of sulphur, sets it ablaze!"(Isaiah 30:29- 33)


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