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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos Guia de Leitura da Bíblia Satânica Vida após a Morte através da realização do Ego

Vida após a Morte através da realização do Ego


Citação-chave:

A morte, na maioria das religiões, é vendida como um grande despertar espiritual, buscado durante toda a vida do indivíduo. Esta idéia tem um apelo quase irresistível para uma pessoa que não viveu uma vida satisfatória, mas para aqueles que experimentaram todas as alegrias que a vida pode oferecer a morte traz muitos receios. E é assim que deve ser. É esta paixão pela vida que fará com que a Pessoa vital continue a existir após a morte de seu manto de carne. (...)

A vida é a maior das indulgências; a morte, a maior das abstinências. Para uma pessoa satisfeita com a própria existência terrena, a vida é uma grande festa – e ninguém gosta de sair no meio de uma boa festa. Da mesma forma, se uma pessoa está se divertindo aqui na terra ela dificilmente trocará a própria vida pela promessa de uma vida após a morte da qual não sabe nada a respeito.


Considerações:

Indo mais fundo na sua visão não-espiritual de mundo neste capítulo a Bíblia Satânica trata do conceito satanista de vida e morte. Basicamente nem tudo que anda e fala estão vivos e nem todos os que jazem estão mortos. Uma pessoa que deixa a vida passar comos e fosse uma pedra ou um robô, não está plenamente viva, está apenas ocupando espaço e gastando ar. Por outro lado uma pessoa já falecida, mas cujas palavras e atos ainda reverberam pelo mundo pode ser vista como muito mais viva do que muitas outras adeptas da mediocridade. Nesse sentido Jesus cristo está sim plenamente vivo. Assim como Budah, Hitler e Che Ghevara.

Almejar uma vida após a morte num sentido metafisico é a opção dos que não realizam nada e além disso, uma suposição perigosa. Segundo LaVey o aqui e agora deve ser exaltado e a vida terrena não deve ser desvalorizada em prol de realidades imaginárias. Portanto, ele recomenda que os satanistas cultuem e preservem suas próprias vidas o máximo de puderem e fortemente critica as prática religiosa do martírio. Um satanista jamais daria a própria vida pelo satanismo, pois perderia a primeira e negaria o segundo. LaVey diz ainda que as circunstâncias nas quais um satanista livremente daria a própria vida são extremamente raras. Entre estas circunstancias está por exemplo a defesa a vida daqueles que ama profundamente, como a esposa, marido e filhos.

A defesa de seus amados é um instinto natural em todos os animais. Rotular esse ato de egoísta ou altruísta é simples semântica, mas vale lembrar que todo ato que protege o genoma de ser é em última instância um ato de amor próprio. Nesse sentido é recomendada a leitura complementar do livro "O Gene Egoísta" de Richard Dawkins.

LaVey condena também o suicídio mas abre exceção para a circunstâncias onde a própria vida se tornou uma forma de abstinência e a morte uma solução indulgente, como no caso de uma doença terminal dolorosa ou em casos onde a vida não pode fornecer mais qualquer alegria e a agonia pode ser superada por um fim rápido e indolor. vale lembrar que no Brasil, devido a nossa herança cristã na composição das leia a eutanásia é crime, caracterizado como homicídio doloso.

Assim sendo, ninguém deve procurar a própria glória no nirvana ou no paraíso. Honra e glória devem ser buscados aqui nesta existência que na qual sofremos e temos prazer de fato. A imortalidade que o satanismo propõe é de outro tipo, atingida por fazer seu nome durar pelos séculos através de seus feitos.

Em mais de uma entrevista Lavey disse que ler um livro antigo é como invocar um defunto de volta a vida. Qualquer pessoa que assiste uma peça de Shakespeare, lê Dante ou ouve Beethoveen reafirma a existência deles novamente no nosso mundo. Enquanto puderem lembrar de você, sua influência na terra não será nula. Extremamente salutar seria ao adepto se aprofundar na imortalidade conseguida pelos heróis da mitologia grega, como Aquiles por exemplo.



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