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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos A História do Satanismo The Black House

The Black House


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Black House LaVey

Em 1955, LaVey cansou-se da carreira como fotógrafo policial e decidiu deixá-la de modo a ter mais tempo para se concentrar nas arte negras e em si mesmo. Tornou-se exorcista e hipnotizador, fortalecendo os seus ganhos tocando órgão. Mudou-se também com a sua família para um apartamento perto da praia. Foi nessa altura que Anton comprou de um ex-colega do circo o seu primeiro animal de estimação - um leopardo negro de dez semanas, chamado Zoltan. LaVey costumava levar Zoltan a passear na praia, onde era com certeza o par mais excêntrico que passeava pela área, para o horror dos pedestres.

Conforme sua fama local aumentava, LaVey começou a receber a imprensa para falar sobre suas práticas singulares e estranho animal de estimação. Ele atraiu muitas personalidades invulgares que se juntaram ao grupo de amigos que fez durante os seus anos de circo e puteiros. Ele organizava reuniões dentro de sua casa que logo ficaram mal faladas. Quando os rumores sobre o que estava exatamente acontecendo dentro das paredes da sua casa  começaram a espalhar, Anton decidiu mais uma vez que precisava se mudar-se. Ele procurou então uma casa grande o bastante para receber seus amigos e longe dos seus vizinhos curiosos, um lar que que pudesse decorar à sua imagem. Anton conseguiu tal lugar na Rua California 6114. Nascia a infame "Black House", onde LaVey morou até à sua morte em 1997.

A Black House é um personagem à parte na história do Satanismo Moderno, visto que nela ocorreram as primeiras reuniões, os primeiros rituais, e onde LaVey escreveu a maior parte de seu material publicado. Construída em um estilo virtóriano, ela era seria com o tempo conhecida como a residência de LaVey e como a futura sede física da Church of Satan. A casa em questão já era coberta de lendas, antes mesmo de LaVey a comprar, e provavelmente este foi um dos fatores decisivos que o fez optar por sua aquisição.

O primeiro proprietário da casa foi um capitão da marinha que aportou pela última vez na Califórnia em 1887. Nascido na Escócia passou seus seis anos de casamento vivendo feliz no novo mundo. Até que sua mulher desapareceu em circunstancias misteriosas. Após uma série de buscas infrutíferas o capitão foi embora da América, supostamente amaldiçoou o lugar e nunca mais foi visto.

Quando foi conhecer a casa pela primeira vez a mulher que a apresentava já estava desanimada, pois sabia que tinha um verdadeiro elefante branco na mão, mal sabia ela que o comprador ela tão excêntrico quanto aquilo que estava para ser comprado. Ela mostrou a ele cada um dos 13 quartos e revelou que o local já tinha sido usado diversas vezes para realizar seções espíritas e portanto a casa estava coberta de passagens secretas, painéis escondidos e mecanismos maliciosos capazes de fazer o bolso dos charlatões continuarem cheios de grana no final de cada mês.

No inicio do século a casa havia sido usada para abrigar um hotel de má reputação que levou o nome da rua em que estava. O 'Hotel Califórnia' seria mais tarde relembrado pelo grupo Eagles em sua música de mesmo nome em uma referência explícita a Anton LaVey e sua Igreja com a qual tiveram estrito contato durante a década de 70. Depois do grande terremoto de São Francisco em 1906, uma enorme lareira foi construída no salão principal com as pedras supostamente trazidas de ruínas na Inglaterra. Incrivelmente negras e incrivelmente duras elas poderiam de fato ser associadas aos antigos altares druidas. A lareira foi construída de modo relativamente desproporcional e seria vista como grotesca e pouco prática para qualquer um, exceto LaVey. Eventualmente este salão principal se tornaria a câmara ritual onde seriam executados os primeiros ritos do Satanismo Moderno e a lareira, a base de seu altar.

A primeira coisa que Anton fez ao mudar para a casa foi pintá-la inteiramente de preto. Após uma infrutífera procura ele concluiu que não havia qualquer nenhuma tinta preta no mercado que fosse tão negra quando ele gostaria, então usou tinta náutica para submarinos para conseguir o resultado desejado. As mudanças internas foram menores, mas não foram poucas; papeis de parede, assoalho para trocar, bonecos de cera, e algumas outras reformas. De qualquer forma o Halloween se aproximava e LaVey estava pronto para mostrar sua casa para os amigos em grande estilo.

Ele organizou a primeira das festas noturnas que a Black House passou a oferecer. Foi um sucesso estrondoso, não somente pela “festa temática” ser muito bem preparada, mas pela curiosa lista de convidados que faziam da festa um lugar muito interessante de se estar. Ao se notar rodeado de pessoas notáveis que ouviam suas ideias e curtiam bons momentos juntos ficou óbvio para LaVey que novos eventos, ainda mais ousados e grandiosos, deveriam ser organizados.


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