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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos Anticristianismo A mulher na Bíblia

A mulher na Bíblia


Anticristianismo

A mulher sempre foi degradada na Bíblia. São inúmeras as passagens em que ela é considerada impura. Na Idade Média discutiu-se se ela tinha alma ou não, sendo colocada no mesmo plano de um animal.

A história começa logo em Gênesis 3:16, quando Deus disse à mulher: “Multiplicarei grandemente a dor da tua gestação; em dor darás à luz filhos; O teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” Em Colossenses 3:18, a fórmula de dominação pelo marido se repete: “Vós, mulheres, sede submissas a vossos próprios maridos, como convém ao Senhor.” Pedro 3:1 é também similar ao anterior. Assim, durante dois milênios a mulher sempre foi inferior, obediente e submissa ao marido, e a história somente tomou outro rumo no século XX, após os movimentos de liberação feminina. Entrementes, nos cultos cristãos, a idéia permanece a mesma, com algumas atenuações por parte de algumas seitas.

Em relação à impureza da mulher, Levítico dá a receita: “Se a mulher conceber e tiver um menino, será imunda durante sete dias, como nos dias da sua menstruação, será imunda” (12:2), “mas se tiver uma menina, será imunda duas semanas”. Em 15:18, “quando um homem se deitar com uma mulher, e houver emissão de sêmen, ambos se banharão em água, e serão imundos até a tarde”. Em 15:19, “quando uma mulher tiver o fluxo menstrual, e o fluxo de seu corpo for sangue, ficará sete dias na impureza da sua menstruação, e qualquer que a tocar será imundo até à tarde”. O texto levítico continua com muito mais coisas acerca da impureza feminina. Entrementes, o autor se pergunta desde quando a concepção de um filho ou a menstruação podem ser considerada impurezas, e mesmo transmissíveis a terceiros.

A concepção de um filho é um presente da natureza. A menstruação é um fato natural, do organismo, e nada tem a ver com nenhum tipo de sujeira. Por fim, a referida transmissão de impureza não passa de uma estultice, típica daqueles patriarcas que escreveram tais textos. É de imaginar a vida que aquelas mulheres levavam...

Apreciemos, agora, a relação mulher, marido e igreja. Em Coríntios I 11:9, “Cristo é o cabeça de todo homem, e o homem o cabeça da mulher”. Em Efésios 5:22-24, repete-se a idéia. Em Coríntios I 11:9, a nocividade piora: “O homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.” Em Pedro I 3:7, os maridos não podem impedir as mulheres de fazerem orações. Abre esta exceção, uma vez que o marido, sendo o cabeça da mulher, poderia impedi-la, o que iria contra a Igreja. Todavia, em Coríntios I 14:34, há a ordem de as mulheres se calarem nas igrejas, não lhes sendo dada nenhuma permissão para falar, e Timóteo 2:11-12 completa o cerco: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão.

Não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Por que primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em pecado.” Assim, a mulher tem levado a culpa da desgraça do Éden, sendo o homem apenas uma vítima da manobra da mulher. É óbvia a natureza machista contida nestas citações. No tocante à mulher adúltera, Números 20-27, ela será objeto de maldição pelo Senhor, a sua coxa descairá e o seu ventre inchará. Já em relação à virgindade, eis o mandamento de Deuteronômio 22:20-21: “Porém se a acusação for verdadeira, e não se provar a virgindade da moça, esta será conduzida à entrada da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra.”

Finalmente, em Timóteo I 2:5, “a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em súplicas e orações; mas a que vive em prazeres, mesmo viva, está morta”. Nestes textos foi retirada toda a liberdade sexual da mulher. Ela é obrigada a permanecer eternamente fiel a seu marido, mesmo depois de falecido, e é obrigada a casar virgem, sob pena de morte. Não há necessidade de maiores comentários, a clareza dos textos é impressionante.


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