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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos Satanomicon Baphomet, o Logos

Baphomet, o Logos


Satanomicon

 

Este signo, criado pelos templários, representa a idéia do absoluto, do próprio Tao, a via pessoal e única do buscador. Entrar em sinestesia com Baphomet significa dar plena expressão ao Self, adquirir o estado de consciência cósmica, tornar-se o seu próprio deus, que o símbolo de Baphomet representa. Baphomet desvela a verdadeira face da divindade. Baphomet é o logos, um ser preternatural e transpessoal.

 

Os dois cornos (ou fachos) na cabeça de Baphomet podem significar também o aspecto dual, polar, do Cosmos, algo como os 0s e 1s da informática construindo todo o espaço cibernético. Assim, a questão bem e mal depende tão-somente do ângulo de visão ou, se preferir, ambos são as duas faces da moeda cósmica.

 

Baphomet, como o logos, é o verbo, que traduz movimento e repouso simultaneamente, possuindo uma forma temporal e outra atemporal. É o alfa  e o ômega; está no princípio e no fim. Cabalisticamente, Baphomet seria o Ain Soph Aur, o princípio de todas as emanações. No Tarot relaciona-se com a carta 15 (O Diabo). Eliphas Levi o descreve como um andrógino, com face e cascos de bode. Alquimicamente, ele é a chave do INRI – Igne Natura Renovatur Integra[1].

 

Do logos surgem os arquétipos, que são mais superficiais, ou reflexos daquele. A sua primeira manifestação foi através de Set, o deus egípcio, que simboliza a inteligência isolada no ser humano. Assumiu também formas, como Shaitan (pelos yezides), Haschatãn (pelos hebreus), Shiva (pelos hindus), Satanás (pelos gregos), Pan e inúmeras outras. Contudo, Baphomet não abarca apenas os deuses cornudos, mas também o feminino, como Ísis e Babalon, representado, por exemplo, pelos seios no símbolo de Baphomet.

 

A partir do momento em que o ser vivencia o Logos, a pessoa passa a ser este estado ou essência, e também a ter uma individualidade própria. No dizer de Heráclito, “no mesmo rio entramos e não entramos, somos e não somos”. O ser passa a ser o Logos, porque entrou em sintonia com ele e agora expressa-se da forma o mais pura e livre possível, a grande liberdade. Por outro lado, o ser ainda é o ser, continua tendo idéias e objetivos próprios, apesar de enriquecido pela vivência profunda que sofreu.

 

Heráclito explica, ainda, que “auscultando não a mim, mas ao Logos, é sábio concordar que tudo é Um”. De fato, a fórmula 1 = ¥ é de suma importância. No primeiro filme da série Highlander, passado no cinema, há uma passagem em que Connor MacLeod (Christopher Lambert), junto com seu instrutor (Sean Connery), entram em sintonia com um búfalo, captando a grande força deste animal. Em seguida, correm pela praia numa velocidade bem superior à normal. Tal fato é perfeitamente possível e, além do mais, corrobora o uso da fórmula. De outro modo, a fórmula também é a chave do Yoga, pois desvela o sentido da união.

 

 



[1] Pelo fogo, a natureza se renova integralmente.


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