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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Textos Satânicos Civilizações, Aeons e Indivíduos

Civilizações, Aeons e Indivíduos


Traduzido por Fabius Maximus Sanguinus

cai.jpgEm ordem de representar estas coisas numa maneira que provoca um elevado, consciente entendimento e assim o desenvolvimento de insight, é necessário desenvolver um novo tipo de representação abstrata - um novo tipo de matemática.

De qualquer forma, antes de proceder nisto, algumas classificações gerais são necessárias.

Um Aeon é o termo usado para descrever um estágio ou tipo de evolução - Evolução é tida como o resultado de um certo processo - e este processo pode ser descrito via uma bifurcação de tempo. Isto é, evolução é uma expressão de como o cosmos muda em certas formas através do 'tempo' - este 'tempo' tendo um acausal e um causal aspecto: evolução é um crescimento do acausal no causal.

Mais precisamente, o cosmos existe em ambos causal e acausal espaço-tempo onde causal espaço-tempo (simbolizado por x) tem 4 dimensões: três espaciais, e uma dimensão do tempo, esta dimensão sendo linear. Acausal espaço-tempo (simbolizado por y) tem n dimensões espaciais e uma, acausal, dimensão do tempo. X cruza-se com y em certos lugares - estes lugares são 'formas de vida': isto é, um organismo vivo é o lugar onde x e y coincidem. Vida consciente é considerada como uma intrusão em 'larga-escala' de x em y: uma emergência ao invés de apenas um ponto de coincidência. Consciência é dita residir, ou estar, no acausal.

A energia de x e suas mudanças em tempo causal, podem ser descritas e assim 'explicadas' por métodos científicos convencionais, por exemplo pela Física. A energia de y e suas mudanças podem ser descritas por uma nova ciência que usa de geometria não-espacial do acausal e tempo acausal.

Um Aeon é uma forma ou tipo de energia acausal que se manifesta no causal - isto é, ele tem certos limites em ambos tempo causal e espaço tridimensional. Ele reordena o causal - que é simplesmente outro meio de dizer que tal energia acausal produz certas mudanças no causal. Uma civilização (ou então uma 'elevada' ou Aeônica civilização) é como esta forma, esta energia, é ordenada no causal - de um ponto de vista causal. Uma analogia inexata seria um carvalho - a superfície da terra é o limite entre o causal (acima) e o acausal (abaixo). As raízes estão no acausal (a energia acausal), o tronco e os galhos no causal. O aspecto 'aeônico' são as raízes; o aspecto da civilização é o tronco; as sociedades dentro da civilização são os galhos, e os indivíduos dentro da sociedade são os ramos e folhas.

Civilizações, Aeons e indivíduos são exemplos de organismos - eles são criados, ou nascidos, eles crescem e mudam e então eles morrem. Eles ocupam um espaço finito durante um tempo finito, passam por metamorfoses e assim por diante. Eles possuem estrutura ou forma, esta forma que, enquanto variável dentro de certos limistes, é a mesma ou similar para todas as manifestações de um tipo similar - e esta forma pode ser estudada e classificada, e modelos apropriados formulados para representá-la e as mudanças que ela experimenta.

Em essência, uma civilização é um aspecto de um Aeon, e um indivíduo é um aspecto de uma civilização. Todos os indivíduos - a menos e até que eles alcancem um certo grau de auto-ciência (variadamente chamada de individuação e Aprendizado) e assim liberdade e liberação interna do 'inconsciente' e outras influências - estão sujeitas à psiquê e esta psiquê é determinada (drena sua energia da) civilização e por isso do Aeon. Uma forma que toma tal energia são os 'arquétipos'. Esta energia (que é basicamente 'acausal' e não deve ser confundida com a energia física descrita pela Ciência que é energia causal) determina ou influencia as ações/não-ações de indivíduos enquanto estes indivíduos afetam a civilização e assim do Aeon. Em outras palavras, suas vidas não afetam ou mudam a civilização ou o Aeon. Eles são parte do Destino daquela civilização - eles não possuem um destino por si próprios. Usando a analogia inexata - um indivíduo com destino (um Adepto ou alguém que atingiu individuação) é uma semente que se torna livre da árvore e pode começar um novo processo (uma muda). Todos os outros indivíduos estão presos à árvore para crescer como ela cresce e morrer quando ela morre.

Uma civilização assim expressa uma ordenação da evolução. Sua energia, e assim seus arquétipos e assim por diante, é determinada pelo Aeon que 'cria' (ou melhor, causa sua criação/manifestação no espaço-tempo causal). Estas energias, tanto para a civilização e um Aeon podem ser descritas em várias formas. A mais simples (e não muito acurada) é mitológica/arquetípica.

Um Aeon dura aproximadamente 2.000 anos de tempo causal. É ligado a uma região geográfica particular, e ali tem um centro onde a energia acausal é forte. Isto porque um Aeon é um presenciamento físico de energia acausal via nexus - isto é, um nexus entre o acausal e o causal. Este centro usualmente adquire um culto ou natureza religiosa: geralmente inconsciente. Isto é, certos indivíduos são 'drenados para esta área' e a energia acausal produz/provoca mudanças interiores e exteriores para a psiquê destes e de outros indivíduos.

A lista dada abaixo descreve a energia de cada Aeon que tem existido em termos mitológicos/arquetípicos - é um guia, ao invés da descrição exata das energias, e um guia para as mudanças que são causadas na psiquê (a descrição exata é puramente abstrata - em símbolos - e é fornecida mais tarde).

Cada Aeon tem uma civilização particular associada com ele (veja a lista). Sua energia pode ser expressada em termos de um 'ethos' - isto é, como x (onde o símbolo x representa o indivíduo) dentro de y (onde o símbolo y representa 'civilização') apreende tanto casualmente quanto acasualmente (ou em termos simples, tanto racionalmente quando intuitivamente) a energia acausal do Aeon. Este ethos, como x, cresce e muda; ele se desenvolve. 

As civilizações listadas são 'elevadas' ou Aeonicas - aquelas que mudaram/formaram evolução consciente. Outras civilizações existiram, más elas não contribuíram de forma significativa para tal evolução em termos de criatividade - elas são usualmente relacionadas, em tempo e espaço, à uma civilização já existente, ou que já existiu. O critério para uma civilização Aeonica são: (a) ela possui um ethos distintivo (nota: um ethos não é uma 'religião' na forma como uma religi"ao é convencionalmente entendida); (b) ela cresce primeiramente de um desafio físico (especialmente da desintegração de uma civilização existente (isto é, o desafio como tal é social)); (c) ela é criativa numa larga escala.

Ao analisar civilizações e suas mudanças, o trabalho de Spengler e Toynbee é valioso, embora seus detalhes não são essencial. O que seu trabalho tem feito, é contribuir algumas idéias fundamentais a respeito da natureza e estrutura de civilizações - seus trabalhos detalhados (como por exemplo, no caso de Toynbee, datas e eventos históricos) adicionam carne para os ossos da teoria aeonica aqui proposta, más esta teoria é independente de tal detalhe que teria de ser superado no futuro. As duas idéias mais fundamentais destes historiadores são a de Spengler sobre a metamorfose do que ele chama 'cultura', e a genesis das civilizações como dada por Toynbee - sua origem, classificação, inter-relação e assim por diante. As idéias que foram combinadas com outras - algumas originais, outras não (algumas parte de uma 'tradição esotérica') - para providenciar a moldura para a teoria aeonica/acausal descrita aqui. Esta moldura é a 'Cliologia' - o estudo daqueles processos que tem causado mudança histórica.

O mecanismo pelo qual civilizações afetam a evolução é aquele de 'indivíduos criativos'. A maioria destes são influenciados pelo ethos de sua civilização para agir, ou expressar aquele ethos mais conscientemente, estes causando os outros a agir. Poucos indivíduos numa civilização atingem o estágio de evolução consciente que os livra da influência do ethos - seja tal ethos de sua própria civilização ou daquela outra. Certamente, muitos são os que acreditam que estão livres de tal influência - más crença não é a mesma coisa que realidade. É e tem sido o objetivo das genuínas Artes Esotéricas capacitar indivíduos para atingir o estágio de desenvolvimento consciente onde eles se tornam livres de tais influências - isto é, para atingir uma identidade exclusiva. Isto requere percepção, conhecimento e razão - todos os quais são ajudados pelo entendimento de como e porque coisas (como civilizações) são o que elas são. Cliologia é uma expressão de tal entendimento, e como tal um aprendizado do assunto ajuda o desenvolvimento consciente e assim torna o Aprendizado/individuação possível. A forma abstrata, dada aqui (particularmente na Segunda e Terceira partes deste exame introdutório) coloca este entendimento racional mais adiante.

Cada civilização segue um padrão. Isto pode ser simbolizado e assim estudado. O mesmo é verdade para um Aeon. Tal estudo permite duas coisas importantes. Primeiro, ele permite uma objetivização. Num sentido, isto é a retirada de projeções (em termos Jungianos). Segundo, isto desenvolve capacidades já existentes e cria novas - a habilidade para a razão em simbolismo abstrato, por exemplo, onde os símbolos são 'numinosos' (isto é, 'vivos') ao invés de apenas simplesmente 'intelectuais'. Isto é, tais símbolos são relacionados para aquelas coisas que são importantes para uma vida individual (num sentido simples, os símbolos da cliologia são infiltrados com 'energias psíquicas' e assim possuírão 'poder'. Mais corretamente, os símbolos representam energias acausais como contra as causais como em matemática e física).

A simbolização capacita os padrões nos níveis dum Aeon, uma civilização e indivíduos, para serem seguidos e manipulados se necessário. Ela permite percepção nos Aeons, civilizações, indivíduos, e o próprio eu de alguém, e assim forma a essência do ensinamento esotérico interno.

A simbolização, no momento presente da escrita, é de três tipos, dois dos quais tem sido desenvolvidos até recentemente. O primeiro tipo é o mitológico/arquetípico - o uso de mitos/arquétipos e tais formas para descrever/representar os processos e padrões. Tais representações são tradicionais, e ainda úteis, particularmente nos estágios iniciais de estudo (um tipo desta espécie de representação é a Árvore Septenária do Destino com cada esfera sendo associada com várias formas arquetípicas/mitológicas e assim por diante). A segunda espécie, é o Jogo Estelar - a colocação de símbolos abstratos que representam o acausal como ele manifesta no causal, estes símbolos, como mencionados acima, sendo numinosos. O terceiro tipo, os rudimentos do que é descrito na Segunda e Terceira Parte deste presente trabalho, é um formalizado sistema abstrato que representa os princípios de uma nova ciência. O primeiro e o segundo tipos são completos. O terceiro tipo tem apenas começado a ser desenvolvido - os próximos séculos verão esta nova ciência completada na maioria de sua essência. O domínio do primeiro tipo de simbolização é relativamente fácil. O domínio do Jogo Estelar (tanto no septernário e versões avançadas) toma muito de um esforço intelectual, expandindo as fronteiras da evolução consciente. O entendimento do terceiro tipo, coloca a evolução consciente ainda mais longe. O término deste terceiro tipo expandirá as fronteiras quase aos seus limites.

Todos os três tipos são genuínas Artes esotéricas.

- Ordem dos Nove Ângulos -

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