Ir para o conteúdo. |

  • A Empresa
  • Envie seu texto
  • Contato
  • Seções:
siga a estrada de tijolos amarelos: Sinfonias Música e Ocultismo Música da Semana Vol. I: Last Kind Words de Geeshie Wiley

Música da Semana Vol. I: Last Kind Words de Geeshie Wiley

Com este post a Morte Súbita Inc. dá início a um novo projeto criado graças ao material desenvolvido por Zarco, composto de uma canção de sua coleção acompanhada de um texto comentando aspectos da cantiga em algum sentido, e um link para que possam apreciar a música sempre que possível.

Como de fato cultura às vezes é indigesta com certeza muitos podem não compreender o motivo desta empreitada, mas para estes um consolo: não é necessário concordar com o texto ou sequer ouvir a música, decore alguns dos nomes e anos e impressione seus amigos com seus vastos conhecimentos, resultado garantido ou o seu tempo perdido de volta.


Vol. I
 
.Música:"Last Kind Words".
.Compositora/Intérprete:Geeshie Wiley
.Ano da Gravação:Ent

e 1930 e 1931.
.Origem da Cantiga Extraída:"Mississippi Masters – Early American Blues Classics 1927-35
.Gênero:Blues(Acústico/Pré Guerra)

.Letra Original:

"The last kind word I heard my daddy say
Lord,the last kind word I heard my daddy say
If I die,if I die in the German War
I want you to send my body,send it to my mother-in-law
If I get killed,if I get killed,please don't bury my soul
I [p'fer] just leave me out,let the buzzards eat me whole
When you see me comin',look 'cross the Rich Man’s field
If I don't bring you flowers, I'll bring you [?]
I went to the depot,I looked up at the sign
Cry some train d
n't come,there'll be some walking done
My momma told me,just before she died
Lord,I brought you a piece of [?]
The Mississippi river,you known it's deep and wide
I can stand right here,see my face from the other side
What you do to me baby,it never gets out of me
I mean I'll see you,after I cross the deep blue sea.”

.Letra Traduzida:

"A cabeira doce palavra que escutei meu papai dizer
Senhor!A cabeira doce palavra que escutei meu papai dizer
Se eu morrer,se eu morrer na Guerra Alemã*
Desejo que mandes meu corpo,mande-o à minha sogra
Se eu for assassinado,se eu for assassinado,por favor não enterre minha alma
[Prefiro] que simplesmente me esqueças,deixa os bútios devorarem-me todo
Quando me veres vindo,fita através da “gleba do homem rico”
Se não lhe trouxer flores,trar-te-ei [?]
Fui até à estação,olhei acima para a tabuleta
Trem de grão brado não vem,haverá uma findadada caminhada
Minha mamãe disse-me,pouco antes de falecer
Deus,trouxe-lhe um pedaço de [?]
O rio Mississippi,sabeis que é profundo e amplo
Posso bem aqui postar-me,ver minha face doutro lado
O que me fazes,querido,nunca parte d'mim
Quero dizer,ver-te-ei,após cruzar o profundo mar azul."

.Notas:

As letras originárias,foram deduzidas segundo ausculta atenta minha já que inexistem registros originais das mesmas ou qualquer tentativa anterior-profissional de decupá-las.Logo, grande parte do processo,desvendou-se com certas lacunas e conjecturas muitíssimo mais do que quaisquer certezas ou acertos.Essa precipitação na manufatura do esqueleto original da música, influenciou numa tradução lusoparlante igualmente vacilante.Rogo por escusas a todos, apresentando-lhes tão canhestro trabalho mas,conforme notarão,até angloparlantes nativos devem defrontar-se com considerável dificuldade em entender com cristal clareza o por Geeshie Wiley cantado.

*Referência à Primeira Guerra Mundial.

.Curta Biografia da Artista:

Duma forma injustiçada,Geeshie/Geechie Wiley nunca foi sucesso na região meridional norte-americana daqueles turbulentos anos de 1920 e 1930,dessarte pôs muitíssimas poucas cantigas em disco(seis,no total).Quiçá devido a este "desprezo genérico de antanho",tenha-se hoje parcos registros de sua existência "mundana".O que se sabe de mais concreto,seria que esta teria nascido à guisa do provável em Natchez,Mississippi.Com exceção desse duvidoso local-de-nascimento,sabe-se por anuviados relatos locais de outrora que,mesmo possuindo dulcíssima voz e talento dos mais afáveis no dedilhar do violão,tratava-se dalguém com personalidade ferida pelas mazelas do Humano existir.Amante da pecúnia antes do romantismo, hábil em utilizar-se de seus fartos dotes corporais para conseguir o que ansiava e abandonada num errante existir boêmio,foi tida como uma criatura excessiva que,de maneira tão de chofre como surdinou-se,obscureceu-se desaparecendo totalmente de vagos registros histórico-orais e fonográficos ao final da década de 1930.

.Ouça a música: http://www.youtube.com/watch?v=oAKfy2W70Qg

texto e tradução R.C.Zarco

Quer publicar seu texto no Morte Súbita inc? Envie para nós.

loading...