Ir para o conteúdo. |

  • A Empresa
  • Apoie
  • Contato
  • Seções:
siga a estrada de tijolos amarelos: Sinfonias Música e Ocultismo O Que Aprendi Ouvindo Metal O Que Aprendi Ouvindo Metal -The Dope Show

O Que Aprendi Ouvindo Metal -The Dope Show


Rev. Obito

OmegaMechanical Animals foi o segundo álbum da carreira do ex-Reverendo da Church Of Satan, Marilyn Manson. O foco do álbum foram as drogas. Marilyn Manson se esquivou da era sombria anterior, no seu intitulado Antichrist Superstar que lhe deu a fama pelo mundo e então entrou para o Glam Rock. Mas o objetivo dele nesse álbum não era falar de drogas no sentido literal da palavra.

Ele estava focado em algo mais profundo, triste e inevitável. 

Qual é a música:

The drugs they say
to make us feel so hollow
We love in vain
narcissistic and so shallow 
The cops and queers
to swim you have to swallow 
Hate today 
there's no love for tomorrow 


We're all stars now in the dope show
 

There's a lot of pretty, pretty ones 
That want to get you high 
But all the pretty, pretty ones 
Will leave you low and blow your mind 

 

They love you when you're on all the covers 
When you're not then they love another 

 

The drugs they say 
are made in California
We love your face 
We'd really like to sell you 
The cops and queers
make good-looking models 
I hate today 
Who will wake up with tomorrow? 


There's a lot of pretty, pretty ones 
That want to get you high 
But all the pretty, pretty ones 
Will leave you low and blow your mind 

They love you when you're on all the covers 
When you're not then they love another 

There's a lot of pretty, pretty ones 
That want to get you high 
But all the pretty, pretty ones 
Will leave you low and blow your mind 

We're all stars now in the dope show
We're all stars now in the dope show

-------
As drogas, eles dizem
te deixam tão vazio
Nós amamos, em vão
narcisista e tão superficial
Os Policiais e gays
Você precisa engoli-los para estar por dentro (da mídia)
Odeio hoje,
não há amor para amanhã

Agora nós todos somos estrelas, no show das drogas
Agora nós todos somos estrelas, no show das drogas

Há tanta beleza, pessoas lindas
que só querem te drogar
Mas toda essa beleza, essas pessoas lindas
Vão te deprimir, explodir sua mente

Eles te amam, enquanto você estiver em todas as capas
E quando não estiver, vão amar outro

As drogas, eles dizem
são feitas na Califórnia
Nós amamos, o seu rosto
Realmente gostaríamos de te vender
Os Policiais e os gays
são os melhores modelos
Odeio hoje
Com quem vou acordar amanhã?

Há tanta beleza, pessoas lindas
que só querem te drogar
Mas toda essa beleza, essas pessoas lindas
Vão te deprimir, explodir sua mente

Eles te amam, enquanto você estiver em todas as capas
E quando não estiver, vão amar outro

Há tanta beleza, pessoas lindas
que só querem te drogar
Mas toda essa beleza, essas pessoas lindas
Vão te deprimir, explodir sua mente

Agora nós todos somos estrelas, no show das drogas
Agora nós todos somos estrelas, no show das drogas

O que eu aprendi com essa música:

MManimalsA segunda música do álbum, The Dope Show, em primeiro instante é óbvia: fala de drogas. Mas isso está longe da verdade. Em sua entrevista na MTV, Manson revela que a palavra drogas que percorre o álbum, é uma metáfora para muitas coisas: o ego, o estrelismo, fama, superficialidade, a falsidade da mídia, o esquecimento, a ingratidão por parte das gravadoras. Esse álbum revela exatamente o outro lado da fama. No Antichrist Superstar ele buscava se tornar uma estrela do rock. Em Mechanical Animals ele conseguiu. E ele descobriu que tudo funcionava exatamente como cocaína: você usava a fama, queria mais, não se contentava com o que tinha. Perdia o controle, se entregava a mídia-traficantes para eles fazerem o que quiserem contigo. Tudo por cocaína, ops, fama. 

Tudo pela fama. 

Mas as estrelas não brilham. Essa música trata exatamente da superficialidade da mídia atual: eles escolhem um desconhecido, e então da noite para o dia o transformam numa estrela. Essa pessoa passa a ter que engolir tudo e se vicia na fama. Eles a viciam ela e a abusam dela enquanto ela render dinheiro. E uma hora ela se encontra, novamente sozinha, viciada, consciente de que foi descartada pelas mesmas gravadoras que a colocaram no palco. 

O clip descreve exatamente essa passagem do nada para o topo. E a auto destruição desse topo, o cansaço. Essa música é uma reflexão de como nosso ego é frágil, como se gaba por pouca coisa e como ele se destrói de dois modos: não conseguindo o que quer e conseguindo o que quer. 

Nessa época Manson assumiu publicamente que era membro da Ordo Templi Orientis. O álbum foi regado de simbolismo thelemico, o proprio termo drogas, foi inspirado no Liber Al Vel Legis, "Eu sou a Cobra que dá Conhecimento & Deleite e glória brilhante, e comove os corações dos homens com embriaguez. Para adorar-me tome vinho e drogas estranhas das quais falarei ao meu profeta, & esteja bêbado portanto." (II, 22).

Hadit, o triunfo e a sede da Verdadeira Vontade no Homem. Esotericamente falando o álbum descreve a sensação de encontrar Ayin - o Nada, o êxtase após a dissolução. É quando o iniciado se dissolve em Kether e se torna os véus negativos. Ele não é mais ele. Não há personalidade, não há amor próprio, não há força, personificação. É a dissolução no universo. Porém, o contrario do Infinito eSpaço e Infinita eStrelas, quando Manson atingiu sua verdadeira vontade, ele descobriu que há um trabalho maior ainda.

Vencer o ego é uma luta constante, contra si mesmo. Sob a metáfora de "drogas", essa música está falando sobre o ego artístico; sob metáfora de drogas; essa música está falando de fama. A androgenia desse álbum foi claramente em Fame, do David Bowie - assim como a Bissexualidade de Crowley foi exposta em um Marilyn Manson hermafrodita na capa do álbum. A luta contra o ego, adicto por mais fama, por mais loucura, mais dissolução. 

O clip/letra lutava contra esteriótipos de Hollywood e contra a necessidade de fabricar mais drogas, mais cantores para dopar o publico. De encher o palco com pessoas sem talento e então todos adorar qualquer droga, Marilyn Manson, nesse álbum - considerado um dos melhores dele até hoje, fazia a pergunta que assustava toda e qualquer pessoa - o que você quer e principalmente, será que você vai realmente ser feliz conseguindo isso ou, é só mais uma distração do seu ego. 

Agora pro pessoal do "eu me apaixonei pela pessoa errada, ninguém sabe quando estou sofrendo", me digam - conseguem juntar uma critica pesada a Hollywood, usar a palavra droga como metáfora para várias coisas, esotericamente falando, juntar partes de um caminho iniciático, as decepções e fraquezas do ego humano. Conseguem criticar o Deus da Mídia e ainda obriga-la a manter você no topo?


Quer publicar seu texto no Morte Súbita inc? Envie para nós.