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siga a estrada de tijolos amarelos: Sociedades Secretas & Conspirações Textos Conspiracionais Nazi-Esoterismo: crenças e Magia no Reich de Hitler Glossário do Ocultismo Nazista

Glossário do Ocultismo Nazista


Nazi-Esoterismo: Crenças e Magia no Reich de Hitler

Ahnenerbe ─ a herança ancestral. Fundada em 1º de julho de 1935 por Heinrich Himmler, Herman Wirth e Richard Walther, secretaria ligada ao Reich, oficialmente destinava-se a ser uma sociedade de estudos da História Antiga e designava uma espécie de Ministério de Pesquisa Científica do Terceiro Reich. Era uma estrutura administrativa gigantesca formada por mais de 50 instituições dedicadas às ciências naturais e sociais. Tinha instituto para tudo: para estudar as línguas indo-germânicas, a religiosidade germânica, a música, o folclore, a etnia, os mitos, as árvores genealógicas, a arquitetura, a arqueologia, s Runas, a Atlântida, atlantes e origens arianas; simbologia; a pré-história e também a biologia, astronomia, botânica, genética, espeleologia, física nuclear entre muitas outras áreas do conhecimento, algumas, não assumidas publicamente. Todos os estudos sempre "à serviço da ideologia nazista da superioridade racial ariana".

Expedições foram organizadas com destinos exóticos na África, Ásia, Ásia Central, Cáucaso e América do Sul. Debruçaram-se sobre escrituras hindus [hindi, pali]; sobre o sânscrito; investigaram a história dos Cátaros ─ seita cristã dissidente, hereges que atuaram até o século XIII e que supostamente possuíram  e esconderam o Santo Graal; mas também queriam saber dos Rosa-cruzes e muito especialmente, dos mistérios tibetanos.

Entre abril de 1938 e agosto 1939, Ernst Schäfer, cientista veterano em Tibete, realizou uma expedição patrocinada pela Ahnenerbe. Na volta, trouxe muitas fotografias das paisagens Himalaias, dos desertos, fortalezas, monastérios, templos, festivais religiosos e outras manifestações culturais, como as procissões de monges, as máscaras das divindades e demônios budistas-Bon-Po, dos Lamas, chamando as entidades com o toque estranho de longos chifres e tambores. Schäfer também levou para Berlim animais como cavalos e abelhas arianas e, ainda, 108 volumes da Escritura Sagrada Tibetana, Kangschur, presente do Dalai Lama. [GOODRICK-CLARKE, 2003]

Ariano [a], Aryo, Ârya ─ do sânscrito. Literalmente, santo; mas também, de raça nobre. Raça ariana: invadiu a Índia no período védico. título dos Richis [adeptos, iluminados] que dominavam as quatro verdades sublimes que conduzem ao Nirvana [BLAVATSKY, Glossário Teosófico, 1995].
 
Freidrich Schlegel [1772-1829], filósofo alemão, em termos de filologia, era fascinado pelo que considerava a beleza, a antiguidade e a clareza filosófica do sânscrito [uma das 23 línguas indianas, da família indo-européia utilizada especialmente para fins sacro-religiosos].
 
Em 1819, Schlegel utilizou pela primeira vez o termo Ariano para se referir à Raça uma superior, revelada pela antropogênese [esotérica, em muitos pontos]  dos talentosos dotados brancos europeus. ele retirou a palavra da obra do historiador grego Herótodo, que  usou o termo Arioi referindo-se à denominação arcaica dos povos Medos e Persas.  O filósofo também relacionou Arioi o vocábulo alemão Ehre, significando honra. A mesma raiz e significados foram encontrados em língua eslava e celta.

Os intérpretes mais hiperbólicos [exagerados] dessas descobertas filológicas-etimológicas entenderam que os arianos, ou seja, os alemães e seus antigos ancestrais indianos eram espécimes humanos de destacada honra; destacada dos outros; do resto dos povos da Terra. Representavam a aristocracia das Raças do mundo. Note-se que, como pessoa, como cidadão, Freidrich Schlegel não era uma nacionalista extremista nem anti-semita. [GOODRICK-CLARK, 2003 ─ p 90].

Ariosofia ─ ou Armanismo.
Esta palavra foi usada pelo historiador Nicholas Goodrick-Clarke para identificar o sistema ideológico de nacionalista austro-alemão que pregava um resgate cultural fundamentado em tradições religiosas-místico-esotéricas do paganismo nórdico, germano-escandinavo. Também chamado Wotanismo e Armanism [Armanismo], de Armanen ─ este último termo supostamente designava um colégio de reis-sacerdotes na antiga nação ario-germânica. Wotanismo [exotericamente, popular] e Armanismo [Iniciados] para Guido von List [1848-1919, austro-alemão, jornalista, escritor, ocultista entre outras coisas]. Teozoologia e Ario-Cristianismo, para Jörg Lanz von Liebenfels [1874-1954], outro pensador da ariosofia.
 
Aryanismo ─ Aryan Race, Raça Ariana: Doutrina/teoria lingüística e antropológica que se desenvolveu entre o fim do século XIX e primeira metade do século XX. No campo estrito da Lingüística, fundamenta-se na idéia de que os falantes das línguas indo-européias e seus descendentes constituem uma unidade cultural da espécie humana. [O Aryanismo não se confunde com Arianismo, que se refere ao ensinamento teológico cristão de Arius, 250-336].
 
As línguas indo-européias, das quais as mais antigas são o senzar [extinta e praticamente desconhecida] e o sânscrito [também considerada língua morta]. A expressão indo-europeu e, portanto a designação ariano, não se aplica somente aos povos indo-iranianos mas, também, aos armênios, gregos, latinos [godos], germanos. Alguns pesquisadores incluem os celtas e os eslavos. Estudos da lingüística demonstraram que as línguas faladas por esses povos têm a mesma origem, a mesma raiz, chamada Proto-Indo-Européia.
 
Mas enquanto os lingüistas referiam-se à esfera cultural da história humana, muitos antropólogos entenderam e reformularam o Aryanismo em termos biológicos, de Raça. Max Müller [1823-1900, filólogo e orientalista] ─ considerado o primeiro a usar a expressão Aryan Race em seu Lectures on The Science of Language, 1861 ─ quando percebeu que uma simples figura de linguagem estava sendo interpretada do ponto de vista antropológico, como um tipo biologicamente distinto de ser humano, insistiu que era extremamente perigoso misturar lingüística com antropologia: "Seria muito errado falar de sangue ariano como seria errado falar de uma gramática dolicocéfala" [Speech before the University of Stassbourg, 1872, Chaudhuri, Nirad, Scholar Extraordinary: The Life of Professor the Rt. Hon. Freidrich Max Muller, Chatto and Windus, 1974, p.313 ].

Führer ─ vocábulo alemão, substantivo, derivado do verbo führen, Führer significa líder, guia, condutor, chefe. Em 1934, quando Hitler, já como Chanceler [Reichskanzler] foi, por meio de plebiscito, legitimado no cargo de Presidente [Reichspräsident] ─ logo determinou a unificação dos dois cargos [chanceler e presidente] e classificou a si mesmo como Führer und Reichskanzler [Líder e Chanceler do terceiro Reich] e, mais especificamente Führer do povo e do Reich alemão. O fato de Hitler escolher a palavra führer para referir-se a si mesmo está relacionado com a cultura militar experimentada pelo ditador. Desde o século XVIII, esta palavra tinha uso comum como título militar e designava uma espécie de subcomandante ou comandante temporário.

Germanenorden ─ O esoterismo nazista abrigou inúmeras sociedades secretas , ao menos até a ascensão de Hitler, quando, a fim de não comprometer sua imagem pública diante do cristianismo do povo alemão, o ditador baniu, perseguiu e tornou oficialmente proscritas tais sociedades, uma espécie de prova de que ele, Hitler, não estava envolvido com artes mágicas e/ou paganismo. As sociedades secretas de orientação nacionalista, arianista, anti-semita, todas tinham alguma relação entre si, uma era derivação ou prolongamento ou departamento secretíssimo da outra. A Germanenorden foi uma dessas sociedades assim como a Edda Society. Era, sobretudo, mais uma daquelas sessões ultra-secretas de todas as Sociedades Secretas; no caso, a Germaenorden foi o departamento mais sombrio da  Reichshammerbund, algo traduzível como Sociedade do Reino do Martelo. 

A Germanic ou Teutonic Order ─ Ordem Germânica ou Ordem Teutônica,  Germanenorden, foi uma sociedade secreta nacionalista [völkisch], fundada em 1912 por Theodor Frietsch [1852-1933] juntamente com outros proeminentes ocultistas alemães. O símbolo da ordem [que original!] era a suástica. Estruturava-se como uma Irmandade hierarquizada, semelhante à Franco-maçonaria [aliás, parece que todo mundo! copiou a franco-maçonaria!]. Porém, a Germanenorden acolhia outras referências, como os rituais da United Ancient Order of Druids, de origem inglesa
 
Os grupos da seita, disseminados em várias regiões do país [e também na Áustria] realizavam encontros, festivais para celebrar o solstício [sempre o solstício!], importante festa pagã resgatada nos círculos nacionalistas da época e, mais tarde, na Alemanha nazista. Também eram uma espécie de clubinho de leitura [como acontecia também Sociedade de Thule] no qual os participantes apreciavam passagens dos Eddas [coleção de textos irlandeses do século XIII que reúne lendas e alegorias da mitologia nórdica].
 
O relato de uma iniciação da Germaneorden descreve a cerimônia: um Mestre, acompanhado de dois cavaleiros, usando elmos cornudos e portando espadas, preside o ritual. Os candidatos são vendados e vestidos com mantos de peregrinos. Toda a cena transcorre ao som de óperas wagnerianas cantadas por um coro de elfos da floresta [!? ─ ou seja, alemães fantasiados]. [GREER, John Michael. The new encyclopedia of the occult, 2003 ─ p 193 In Google Books ]
 
Além das atividades lúdicas, religiosas e ocultistas, os iniciados da Germanenorden também se ocupavam com o estudo das ideologias/doutrinas que defendiam a superioridade racial nórdica e o anti-semitismo, um tema que, assim como o esoterismo, em termos simples, era modismo no Ocidente do fim do século XIX e começo do século XX. Nas sociedades como a Germanenorden era comum exigir dos candidatos a adeptos provas de que pertenciam a linhagem arianas puras e o juramento de que manteriam essa pureza rejeitando casamento inter-racial.

Lança do Destino ─ Em 1973, o escritor pesquisador do ocultismo nazista, Trevor Ravenscroft, lançava um de seus livros sobre o assunto. O título, Spear of Destiny, refere-se à Lança Sagrada ou Lança de Longino, arma usada pelo soldado romano, Longino, para confirmar a morte de Jesus na cruz perfurando-lhe o flanco esquerdo [entre os evangelhos canônicos, sinóticos, a Lança é mencionada somente no Evangelho de João]. Desde jovem Hitler tinha fascinação por esse objeto mítico e reputado mágico. Quando anexou a Áustria, em 1938, Hitler apoderou-se de uma Lança que, ele acreditava, era a Lança do Destino. Segundo a lenda, aquele que possuísse a lança e descobrisse seus segredos poderia controlar o mundo, para o bem ou para o mal.
 
Lebensborn:  Fonte da Vida. Mais uma das iniciativas de Heinrich Himmler. Inaugurado em 12 de dezembro de 1935, em Munique, oficialmente, era um programa de apoio às mulheres grávidas e uma forma de combater o declínio demográfico da população ario-germânica. Atenderia às esposas dos oficiais da SS mas, também às mães solteiras. Também funcionaria como orfanato e sediaria um programa de encaminhamento dos órfãos. O programa Lebensborn, sediado na Alemanha, tinha suas filiais em vários dos países ocupados pelos alemães no oeste e norte da Europa.
 
Todavia, este projeto de pseudo-assistência social tinha critérios racistas para admitir seus beneficiados. O Lebensborn estava à serviço da eugenia [aperfeiçoamento da raça ariana] e somente dava abrigo a indivíduos, mulheres e crianças, biologicamente adequados, ou seja, considerados de raça pura ariana. O objetivo de Himmler era produzir muitos arianos puros e educá-los convenientemente no menor espaço de tempo possível. Os membros [literalmente, os membros!] da SS eram encorajados a fazer filhos com parceiras arianas com ou sem o consentimento delas
 
Em países ocupados pelas tropas nazistas, milhares de mulheres grávidas de soldados alemães, rejeitadas em seu próprio meio, não tiveram outra alternativa: aceitar o abrigo do projeto Lebensborn. O Lebensborn tinha seus aspectos obscuros, como o envolvimento no seqüestro de crianças polonesas [entre dois e seis anos] dotadas de biótipo ariano que seriam submetidas à germanização, pela re-educação em campos a isso destinados ou sendo adotadas por famílias alemãs.

O primeiro Lar Lebensborn começou a funcionar em 1936, em Steinhöring, vilarejo próximo a Munique. Em 1941, na Noruega, foi instalado o primeiro Lar Lebensborn fora da Alemanha. Cerca de oito mil crianças nasceram nos Lares Lebensborn somente na Alemanha. Na Noruega, registram-se mais oito mil; destas, duzentas e cinqüenta foram adotadas. Depois da guerra o governo norueguês resgatou 80 destes pequenos cidadãos graças aos registros da instituição, que foram encontrados intactos.
 
Em 2006, um grupo de pessoas, ex-abrigados de Lares Lebensborn, encontraram-se pela primeira vez na cidade alemã de Werningerode para discutir o trauma de suas origens.
 
Lebensraum ─
teoria do espaço vital elaborada por pensadores alemães como Alfred Rosenberg e Karl Haushofer, defendia o direito à expansão territorial com base na combinação de necessidade, superioridade racial e uma espécie de usucapião histórico, ou seja um passado, mesmo arcano, relacionando determinado povo a determinado território. Segundo este raciocínio, os nazistas acreditavam ter direito biológico e histórico sobre vastas regiões do leste europeu e da Ásia, incluindo o Tibete.

Marcionismo: doutrina cristã primitiva que se desenvolveu em Roma, derivada dos ensinamentos de Marcião de Sinope [Marcion of Sinope, ?─160], um dos primeiros cristãos a ser denunciado como herético. O marcionismo encontra acolhimento entre os neo-nazista de orientação cristão porque rejeita o Antigo Testamento adotando uma postura anti-semita.

Parsifal ─ ópera em três atos de Richad Wagner, livremente inspirada em Parzival, poema épico de Wolfram von Eschenbach [1170-1220] que relata as peripécias do cavaleiro Arturiano, da Távola Redonda, século XIII, Parzival em busca do Santo Graal. Nesta ópera, venerada por Hitler e por muitos outros nazistas, a personagem Klingsor, o Mago Negro dos rituais de perversão sangrenta, encantou uma legião de adeptos da Sociedade Thule-Vril.
 
Reich
─ substantivo, tem três significados: do ponto de vista político é o reino, império. Quando se refere a indivíduo ou instituição, significa rico. No contexto da geografia pode se referir a uma região.

solegro.jpgSol Negro ─  Fonte cósmica de toda a energia criativa do Universo. Sua representação na simbologia nazista, cujo raios são signos rúnicos, refere-se à dupla força desse sol: rotacional e explosiva. A força explosiva que deflagrou o Big Bang fazendo surgir Todas as Coisas.

 
Entre os nazistas, foi o nada-normal Kalr Maria Wiligut quem se encarregou de definir um histórico mitológico para o símbolo Sol Negro, tão apreciado pelo chefe da SS, Himmler. Wiligut, baseado em sua visão do passado cósmico, descreveu um antigo sol chamado Santur, o segundo sol que brilhava sobre a nação Hiperbórea, no Pólo Norte, há 230 mil anos atrás e promovendo o desenvolvimento espiritual daquele povo. Santur, embora com seu brilho extinto, permanece orbitando a Terra, invisível porém ainda emitindo uma poderosa inteligência.
 
A teosofia de H. P. Blavatsky [1831-1891] também serviu de fonte informativa sobre o Sol Negro. em sua Doutrina Secreta, a autora menciona um sol central na Via Lactea, um ponto invisível e misterioso, o sempre-oculto centro de atração de nosso Sol e do sistema solar. Como centro energético da galáxia ou mais, do próprio Universo, este sol trevoso [que hoje poderia ser identificado como matéria escura ou antimatéria] representa a massa de energia primordial que antecedeu o Big Bang da cosmologia contemporânea. Enquanto o Cabala, judaica, descreve este corpo/fenômeno celeste como uma luz negra, os iniciados orientais arianos a ele se referem como fonte de luz criativa e centro da vida Universal. [GOODRICK-CLAKE, 2003]
 
Vril  ─ A idéia da energia Vril foi mencionada pela primeira vez nos escritos do escritor francês Louis Jacolliot [1837-1890], que foi cônsul da França em Calcutá. Vril seria uma energia inesgotável e onipresente que o homem utiliza em porções homeopáticas em sua vida ordinária mas que se fosse plenamente dominada manifestaria a potência da divindade na criatura humana. Aquele que se torna Mestre da Vril é, antes de tudo, Mestre do si mesmo, daqueles que o cercam e do mundo inteiro. [PLEYADES  In <http://www.bibliotecapleyades.net/sociopolitica/sociopol_vril06.htm>]
 
Weltanschauung  ─   visão do mundo, cosmovisão.
 
Welteislehre  ─ Teoria do Mundo Congelado ou Cosmogonia Glacial Glazial-Kosmogonie relacionada a Hans Horbiger.
 
Wotanismo  ─  Práticas populares, exotéricas do Armanismo.


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