Ir para o conteúdo. |

  • A Empresa
  • Envie seu texto
  • Apoie
  • Contato
  • Seções:
siga a estrada de tijolos amarelos: Sociedades Secretas & Conspirações Textos Conspiracionais Protocolos dos Sábios de Sião Medidas de segurança.

Medidas de segurança.


Protocolos dos Sábios de Sião

QUANDO nos for necessário reforçar as medidas de proteção policial, que arruínam tão rapidamente o prestígio do poder, simularemos desordens, manifestações de descontentamento expressas por bons oradores. Juntar-se-ão a eles pessoas que alimentem os mesmos sentimentos.Isto nos servirá de pretexto para autorizar buscas e vigilâncias, cujos agentes serão os servidores que tivermos no seio da polícia dos cristãos.


Como a maioria dos conspiradores trabalha por amor à arte, por amor do palavrório, não os incomodaremos antes que obrem de qualquer maneira; contentar-nos-emos em introduzir nos seus meio elementos de vigilância...É preciso não esquecer que o prestígio do poder decresce, se somente descobre conspirações contra ele próprio: isto implica a confissão de sua impotência ou, o que é pior, da injustiça de sua própria causa.

Sabeis que destruímos o prestígio das pessoas reinantes dos cristãos pelos freqüentes atentados organizados por nossos agentes, carneiros cegos de nosso rebanho; é fácil, por meio de algumas frases liberais, impelir ao crime, desde que tenha uma cor política. Forçaremos os governantes a reconhecer sua impotência por medidas de segurança claras que tomarão e, assim, arruinaremos o prestígio do poder.

Ao contrário, nosso governo será guardado por uma guarda quase imperceptível, porque não admitiremos, nem por pensamento, que possa existir contra ele uma facção contra a qual não esteja em estado de lutar e seja obrigado a se esconder (3).

Se admitíssemos esse pensamento, como o faziam e ainda fazem os cristãos, assinaríamos uma sentença de morte; senão a do soberano mesmo, pelo menos o de sua dinastia em futuro próximo,

Segundo as aparências severamente observadas, nosso governo só usará de seu poder para o bem, nunca para suas vantagens pessoais ou dinásticas. Por isso, observando esse decoro, seu poder será respeitado e salvaguardado por seus próprios súditos. Adorá-lo-ão com a idéia de que cada cidadão dele depende, porque dele dependerá a ordem social...

Guardar o rei abertamente é reconhecer a fraqueza da organização governamental.

Nosso rei, quando estiver no meio de seu povo, estará sempre rodeado por uma multidão de homens e mulheres que serão tomados como curiosos e ocuparão os lugares mais próximos a ele, como por acaso, os quais conterão as fileiras dos outros, fazendo respeitar a ordem.Isso será um exemplo de moderação. Se houver no povo um solicitador que procure apresentar uma súplica, abrindo passagem através dos grupos, as primeiras fileiras devem aceitar essa súplica e entregá-la ao rei aos olhos do suplicante, a fim de que todos saibam que o que se apresenta chega ao seu destino e que há, por conseguinte, um controle do próprio rei. A auréola do poder exige que o povo possa dizer: “Se o rei soubesse" ou “Se o rei souber”.

Com a instituição da guarda oficial desaparece o prestígio místico do poder; todo homem dotado de certa audácia julga-se dono desse poder, o faccioso conhece sua força e espreita a ocasião de cometer um atentado contra esse poder. Pregamos outra coisa aos cristãos e vimos aonde tem conduzido as medidas abertas de segurança!

Prenderemos os criminosos à primeira suspeita mais ou menos fundada: o receio de cometer um erro não pode ser uma razão para permitir a escápula aos indivíduos suspeitos de delito ou crime político, para os quais seremos verdadeiramente sem piedade. Se pode ainda, forçando um pouco ao sentido das coisas, admitir o exame dos motivos nos crimes comuns, não há desculpa para as pessoas que se ocupem com questões que ninguém, salvo o governo, pode compreender.

Mesmo todos os governos não são capazes de compreender a verdadeira política. 
 


Quer publicar seu texto no Morte Súbita inc? Envie para nós.