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siga a estrada de tijolos amarelos: Thelema Livros Thelemitas Verdade, O Látego do Conhecimento Aesires, Vanires, Idisires, Elfos e o Mundo

Aesires, Vanires, Idisires, Elfos e o Mundo


Por Grimm Wotan

YggdrasilJá  ocorreu com quase todos os Asatruares, Yrminsulistas, Germanistas, Heathens, entre outras descrições. De terem suas formas de expressão ou atacadas, ou contraditas, com base em afirmações que dizem sempre "que esta é uma tradição de povos bárbaros que surrupiaram o que sabiam de outros povos por onde passaram".

         Estas pessoas afirmam sempre seus encorajadores discursos baseando-se no fato de que elementos similares a tudo que existe e existia no mundo antigo, e moderno, estar presente dentro do Troth, tanto em se tratando dos Aesires como dos Vanires.

         Compreendemos os motivos que os levaram a tanto, respeitamos seus esforços dispendiosos em tentar entender o que não está a seu alcance - afinal não somos culpados de não terem estudado o bastantes, ou de não o poderem . Mas efetivamente devemos declinar de tais discursos, dada sua pouco efetividade e aplicabilidade histórica, ou mágica.

         Comecemos então a abordar este problema, baseando-nos como pilar inicial em algo que, de certa forma, é tão parecido e contudo que está tão distante, como é o caso da África.

         Aqui pegaremos um traço como base.

         Dentro do sistema do Elesse Orixa Africano, temos um temido culto que se baseia em uma irmandade de mulheres, que ao nascer são destacadas do restante de sua tribo, todas elas pertencentes de imediato ao culto do que se chama ali de as 3 Senhoras, sendo que todas as crianças ao nascer durante seus 7 primeiros dias de vida, tem seu destino sob sua autoridade, de forma a determinar se vão viver ou morrer.

         Notemos que estas 3 Senhoras, na tradição africana, podem aparecer sob a forma de corujas ou de GATOS NEGROS. Inclusive existe um costume de se pedir que elas, no caso de alguém estar próximo a um coruja cinzenta de grande porte, não CANTE sobre sua cabeça pois o seu canto traz a morte.

         Ficando atento as oferendas que lhes são feitas, veremos que elas recebem as entranhas dos animais e principalmente o FÍGADO, e que é dito que: ..."Quando ocorrem matanças generalizadas, ou guerras, as 3 AYES estão com sede, e querem fertilizar a terra com o Sangue dos Humanos, por quem tem pouco apreço"... .

         Quanto ao apreço, poderemos dizer que é compreensível, pois os humanos profanaram o planeta todo, sem um único motivo que o valha, e que abdicaram de suas tradições em função de mentiras históricas.

         Percebamos que as mulheres que lhes prestam culto fisicamente, são chamadas de especificamente de FEITICEIRAS, assim como as 3 YABAS, ou AYES, ou ainda se preferir YAMI OSORONGA.

        Quem entre os praticantes do Troth não reconhecerá as IDISIR, em meio ao texto acima. Quem não reconhecerá que a tradição da África tem milênios, assim como a dos Godos, Góticos e dos Povos que na Europa sempre prestaram culto aos Vanires e aos Elfos.

         E sabendo que entre o Troth ocorreu o advento da fraternidade VOLVA, ligada as IDISIR. E sendo que são descritas como aquelas que ditam os que viveram ou morreram em meio a uma batalha, e bem como aquelas que vem a aconselhar o líder de um CLÃ, e que vem a RECOLHER OS MORTOS EM BATALHA SELECIONADOS PARA O AESGARD.

         E sabendo que as IDISIR recebiam sacrifícios de carne e sangue, em locais predeterminados, os termos se aproximam ainda mais.

         Contudo segundo o Gimmnismal, o Saehrimr que é a carne do javali citada como a mais apreciada, é declarado como sendo a CARNE DOS ENJHARS, mas que poucos são os que sabem deste fato.

 

Vemos que o sangue derramado pelos humanos em batalha continua a ser determinado pelas IDISIR, e que a vitalidade do sangue e dos cadáveres é utilizada por elas para fertilizar a Mãe Terra, e bem como uma oferenda para Odin e Freija. Pois se nos afastarmos um pouco dos termos puramente Islandeses, veremos que é A FUSÃO DA HAME (corpos sutis, alma) COM A FYGJA, gerando a HAMIGJA, o verdadeiro fato que vem a levar a alma para um dos 12 salões de AESGARD.

         Associando este fato com o detalhe puramente simples de que :... "GERI E FREKI DEVORAM AS OFERENDAS FEITAS PARA ODIN"... .

         E sabendo que o processo do BERSEKERGAR, faz com que a Ylgia, Fygia, funda-se com a Hame, e normalmente os Ulfheadnr e Bersekers, possuem suas Fygias na forma de LOBOS E URSOS, respectivamente.

         E que os prisioneiros de combate, e inimigos mortos, eram sacrificados para em combate ou em rito para ODIN.

         Veremos mais uma vez o Vínculo antigo e Literal entre estes dois fatores.

         E há mais um dado que pode ser até mesmo mais aproximativo.

         As 3 AYES, Yami Osoronga, suportam o poder do DESTINO, IFÁ, sobre o mundo. Exatamente como as Nornes o fazem, sendo as mesmas o passado o presente e o futuro. E lembremo-nos que Skuld cavalga junto as Walquírias, IDISIR.

         Lembremos também que   IFÁ   sendo o senhor do destino, possuí também um jogo para determinar o Futuro, que é muito diferente do que se chama de jogo de Búzios, tanto que se utiliza uma placa de madeira negra e não uma peneira, e que deve ser efetuado em momentos específicos uma oferenda, muitas vezes de sangue sobre este jogo - de acordo com a resposta específica que o mesmo der sobre isto.

         Assim, o Deus Africano do Destino, tem seus desígnios determinados e cumpridos sobre a terra por meio das AYES e das Mulheres humanas que com elas podem se comunicar. E aqui veremos mais um ponto em comum, pois Odin determina quem deve ser o vitorioso em combate, e determina o fato para que as Idisir reajam em função disto, podendo não ser o Deus do Destino, mas consideravelmente influenciando o mesmo, e possuindo os meios para determinar o que virá a ser, RUNAS. A história de Brunhild nos lembrará de uma Idisir, que vindo a ser humana, apaixonou-se por um Herói, neto de Odin, e a este ensinou o Galdr.

         Mas notemos que há mais alguns detalhes.

         Quando observamos a Freija e Freir, percebemos de imediato que ele é o Senhor dos Elfos, e que ela é a Senhora de Folkvangar.

         E que Freija, a Senhora, MESTRA, é chamada de VANADIS, a VANIR IDISIR. Sendo ela mesma uma deusa que pode vir a causar contendas, Senhora de Magia Seidhr, da sexualidade e da Guerra. Tendo assim mais uma vez demonstrado a todos nós uma outra incrível similaridade com outra Deusa ( eu disse similaridade, e não identidade), pois existe aquela que tendo sido criada pelas 3 Yami Osoronga, é chamada de sua filha. Ela mesma é uma Deusa Guerreira e Belicosa, Senhora de Enorme Beleza, e uma perigosa feiticeira dentro da tradição Africana, seu nome é OXUM.

         Ocorre que quando queremos dizer que uma pessoa é de determinada região, mas que possui aspectos que lhe assemelham ou nos lembram outra, usamos sempre palavras compostas. Por exemplo os que são determinados Afro-Americanos, os Afro-Brasileiros, Germano-Brasileiros, Ibero Americano, etc, etc,etc.

         Assim existe uma forte possibilidade de que realmente o culto Idisir tenha vindo junto com os Godos, que ao identificar o culto Vanir e Freija, a chamaram de VANADIS, e LÍDER DAS IDISIR.

         Um dado que poderia tornar isto TALVEZ, ressaltado seja a prática do Seidhr.

         Se pegarmos a pronúncia e os usos, veremos que se trata de um Transe com técnicas, por vezes requintadas de detalhes e de CUIDADOS, pois cuida - diferentemente do que se pode afirmar - do estar totalmente receptivo, sem ceder sua consciência na verdade, mas compartilhando-a dependendo de com Quem. A ponto de se deixar ir até um certo ponto e levar "uma conversa direta" com alguém ou alguma coisa, para um fim específico, lembrando que a pessoa pode vir a se tornar oracular no processo.

         Mas que a própria fonética e escrita de Seidhr vincula esta palavra ao termo Céltico Sdhee, que abrange a classe dos Elfos adorados pelos Celtas. E que seu culto originalmente era efetuado para Cerridwen que era TRÍPLICE, como as NORNES, ou de certa forma como as AYES, mas que era comparticipe a todos os outros Elfos dos Celtas, os Tuatha de Daana ( As Tribos de Daana, chamada posteriormente de Done pelos Druidas ).

         Assim o culto aos Sdhee, pode Ter nascido da aplicação da Técnica do Seidhr, em que os TRANSES vieram a dar vazão a tipos de práticas que produziram tipos de Deuses especificamente.

         E lembrando que FREIR REINA EM HOSSALFHEIM, sendo o senhor dos Elfos dentro do Troth, e que muitos autores ao relaciona-los são forçados a notar que existe uma brutal ralação do Culto a Herne e Cerridowen, pais dos Deuses Celticos, com o Culto a Freir e Freija. O Senhor e a Senhora, Mestre e Mestra, sempre os mesmos autores nos fazendo lembrar do ato das sacerdotisas rainhas de tornarem-se unas a Deusa, ou uma extensão da mesma, por meio do Seidhr, do Transe.

         O Culto aos Sdhee entre os Celtas, diferenciou-se do culto Vanir do Norte da Europa, pelo simples fato de que os elementos que vieram a gerar o que veio a denominar-se Druidismo, entre os Celtas, terem tornado-se predominantes em seus modos, em maior potencialidade, em solo onde a prática Vanir era Realizada. Assim o fator determinante de discriminação na Europa foi a entrada dos adoradores dos Cultos Aesires, que consigo trouxeram provavelmente o Culto Idisir, identificando de imediato ( como foi dito acima ) entre os Vanires, a VANADIS. E devemos levar em conta as Eddas, analisando a Batalha que ocorreu entre os Aesires e os Vanires, voltando nossa atenção para Haid.

         Como termo final, devemos nos lembrar que os antropólogos, ao pesquisar os povos da Idade do Bronze e da Pedra na Europa, descobriram que estes povos da Idade do Bronze conseguiram manter-se com alguma identidade até um avançado tempo dentro da Idade média, quando então a abominação da perseguição religiosa tentou estinguir as provas de seu próprio plágio em relação aos cultos antigos, e eliminar a concorrência com algo antigo como a terra é antiga.

         Estes povos viviam em morros artificiais, próximos a criação dos rebanhos de GADO. E viviam proeminentemente de Carne e Leite, e ocasionalmente de sangue e leite fervidos - como é o caso de algumas tribos africanas.

         Eles eram especialistas em armas feitas de bronze, e defendiam-se com dardos envenenados, chamados de raios dos Elfos.

         Eram enterrados pelos cristãos após a execução, sempre em encruzilhadas, e com uma estada no coração para que não voltassem a vida ( o que nos lembra os textos risíveis sobre vampiros, dentro do cristianismo geral, que nasceram primariamente da perseguição da Igreja ortodoxa contra o culto politeísta Grego. E que nada tem a ver com o Chiang-Chi Chinês por exemplo).

         Este povos dentro da terminologia medieval pejorativa era chamado de povo das fadas, ou seja, adoradores de Sdhee Alfs. Alguns escritores apontam para o fato de que talvez possuíssem uma líder, uma Rainha, no caso como descrito acima, que encarnava a Deusa Cerridowen.

         E notemos que o prórpio Bram Stocker, em seu Livro Drácula, afirmou a passagem dos Godos por terras Africanas, Ásia, entre outras. Como em realidade ocorreu.

         Devemos Ter em mente também que foi citado a similaridade do Barco da Tradição Vanir e Freija, com Isis e o Barco mortuário Egípcio, lembrando-nos de que as migrações ocorreram de forma múltipla ( e ainda da Batalha de Ramsés contra nórdicos as portas do Egito, que para lá se dirigiram com um conhecimento de localidade que nos faz suspeitar).

         E seguindo as trilha genéticas em que se afirma quais os exemplos anteriores ao Homosapiens REALMENTE TEM EM COMUM DNA E PSEUDO GENES, e sabendo que o Neanderthal não se inclui aqui ( e como está nas próprias Eddas: ..." Odin, Vi, e Vile viram duas árvores, Ask e Embla. Percebendo que possuiam semelhança com os Aesires, decidiram dar-lhes vida. Vi deu-lhes consciência de seus Sentidos - existência diferenciada da vida vegetativa e automática dos animais - Vile deu-lhes a Mente - o pensar. Há variantes que dizem que o Od foi um presente de Vile, que tem a tradução de seu nome como VONTADE - E Odin soprou-lhes a Vida, o Espírito, o OD - e em outras vertentes o OND. Que é necessariamente a capacidade humana de criar, que torna-nos diferente dos animais) . Mas que outros tipos com alguma aproximação - mesmo que pequena - sim. Podemos então vislumbrar através da junção de termos, e pela tradição dos povos ( levando-se em conta o Runatal por exemplo, onde citam-se as Runas que foram primeiro desenhadas por Bolphorn, nos fazendo pensar simplesmente nos termos de uma transmissão hereditária, se nos basearmos na hipótese de existência física e continuidade humana, abordando os termos com base no Shamanismo, no transe, e por conseqüência em ser uma extensão viva de um Deus, ou de ver a si como a o próprio. E no apossar-se das Runas pelo violento Ritual de mortificação dependurado da Árvore Sagrada) , onde ocorreu o movimento migratório original e para onde o mesmo se dirigiu, retornando depois, sendo isto talvez motivado pelo clima que tenha tornado-se inóspito.

E, indo além, teremos também que citar o fato de que a migração original dos povos chamados de ários (do termo céltico arian: prata ou lua), sabe-se hoje que é proveniente das estepes Russas e do Caucaso e Transcaucaso, sendo que se fracionaram em dois grandes grupos, em que um foi para o Oeste gerando os Indo-Ários (este provavelmente é o motivo que gerou o conhecimento antigo de que havia um reino a leste, por parte dos celtas, para que partissem para aquela região, quando da fuga dos líderes RAM e GWIDION para o Oeste. Isto deve ter sido o que ocasionou a identidade de cultos das famílias solares da Índia, e suas diferenças, as múltiplas migrações, incluindo aqui a pressão que os sumério ários efetuaram, ao gerar o culto a INDRA naquela região).

O outro grupo dito ário, foi para o Sul, gerando os, como alguns pesquisadores gostam de citar, Sumérios-Ários (e notemos que o nome dos principais Reis e Sumo Sacerdores, dos principais povos antigos, eram Ários e não Semitas, e que o Fenício Antigo, guarda mais similaridade com o Futhark do que o Etrusco, e mais, de que já foi identificado um alfabeto usado pelo povo Haoma, na região da Babilônia a 5.500 aproximadamente, mantido em jarros de barro, onde se vê claramente a Runa HAGALAZ, em sua fase como é apresentada no Góthico, e outras similaridades de escrita, além da própria efígie em pedra de Dar Danos, Dandara, líder dos GUTS, Celtas Goidélicos em solo Sumério, no ano de 3.480 antes da era ridícula, ou seja na mesma época da civilização Margiana).

         Isto é o que provocou os termos de igualdade e diferença, dentro da Europa, e o que gerou a identidade atual do Troth.


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