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Desenvolvimento Racional do Êxtase e da Magia Sexual


Por Grimm Wotan

Magia SexualAo nos confrontarmos com os muitos textos sobre as Artes Sexuais dentro da tradição, quer seja sob a alcunha de Artes de Inanna, Freija, os enlaces de Shankara e Kali, ou mesmo sobre os desenvolvimentos de sigilos, e sua aplicação.

   Sempre nos deparamos com os comentários que nos falam sobre a adoração do outro, de maneira que o parceiro encarne a posição do Deus Interno, ou Deusa Interna.

   Se observarmos de perto, veremos que as referências dos antigos textos, nos levam a usar um que de Bhakita Yoga, de forma a adorarmos e amarmos ao outro, e usam de suas muitas alegorias para se referirem ao casal em conjunção sexual, de maneira a serem vistos como Ida e Pingala, as duas serpentes a volta do Sushumma, e sendo que a combinação da Sepente Masculina com a Feminina, adicionada ao canal de Sushumma, veio a ser um símbolo de Hermes, especificamente o Caduceu de Hermes.

   Se prestarmos atenção, veremos que esta mesma alegoria aparece na maioria das tradições antigas.

   Teremos assim o O.I.V. dos Druidas (sua Trindade Sagrada, representando a si mesma pelo Triskele, e sendo que se liga a Aesus, Taranis e Teutatis).

   Teremos a Trindade Védica Brahma, Vishinu e Shiva.

   Teremos os 3 Aesires Originais Vi, Vile e Odin.

   Teremos as Artes de Freija e Freir.

   Teremos a Trindade dentro do Tantrismo Shankara, Kali que somados engendram Shiva.

   As práticas normalmente vinculadas ao tantrismo, e ao êxtase e artes da magia sexual, estão relacionados em grande parte a um ato de adoração absoluto para com o parceiro, ou parceira. Isto é levado ao ponto de colocar-se o parceiro dormindo durante 6 meses ao lado da cama, onde a parceira está.

   Este e outros procedimentos existem com o intuito do praticante, manifestar no exterior da pessoa que está  a sua frente, justamente o que se poderia chamar dentro do Hermetismo, em primeira instância de Santo Anjo Guardião, e em Segunda instância da Inominada Lei que em verdade o ser passível de evolução é.

   Assim, através de procedimentos que passam por um prévio desenvolvimento da energia, por meio de pranayamas, estímulos de centros psíquicos (Chacras/Hvels), determinadas dietas alimentares, e o mais importante A TOTAL AUSÊNCIA DE EJACULAÇÃO por parte dos Homens, e bem como abstinência sexual para as mulheres, e de contato sexual de qualquer espécie (mesmo masturbatório), de tal forma que os praticantes somente poderão tocarem-se, apesar do desejo, quando puderem ver mais do que apenas um instrumento de desejo a sua frente. Em outras palavras, fazendo do desejo um instrumento.

   O êxtase do contato sexual passa então a ser um elemento de adoração, para com a divindade que está  a sua frente (que por este ponto de vista é ele próprio, ou, própria).

   Muito bem, neste momento em que já  apresentamos alguns aspectos básicos do tantrismo, vamos falar das entrelinhas ocultas sob palavras belas.

   O fato é que o praticantes deve manter-se ao lado da praticante, sem toca-la e adorando-a, a ponto do ápice psicológico criar um bloqueio que o fará extrapolar o próprio desejo de ejacular, por excesso de excitação, e no momento em que for praticar o Maituna (o ato sexual), poderá vir a reter por tantas e quantas horas forem necessárias para o ato.

   Fato interessante é que, segundo a visão de algumas escolas de tantrismo, a mulher prepara-se de outras formas e até mesmo parece haver um ponto de superioridade da mulher nestas escolas de pensamento, dados os procedimentos usados, em relação ao homem. Isto pode muito bem ter sido ocasionado pela invasão de Caucasianos/Ários nas terras dos Brahmanes – fato que gerou as famílias Solares/Árias da índia, e notemos que Sidarta Gautama era de uma proeminente família Solar - criando uma necessidade de salvaguardar os costumes de maneira a colocar o elemento preponderante dos invasores, o ponto de vista masculino, em posição inferior ao Dravidiano, portanto Lunar e feminino. Observando os Vedas, notaremos diretamente que foi um Ser Masculino Original – PURUSHA - que engendrou a criação, e que este fato se rivaliza diretamente com a visão Lunar e Feminina dos Drávidas.

   No entanto o fator puro e límpido que vai além de qualquer termo Antropomórfico, ou mesmo Zoomórfico, é que cada ser que é passível de evolução expressa um ponto em si mesmo que transcende os limites impostos.

   Não podemos nos referir diretamente a um princípio como masculino ou feminino, da mesma forma que nos referimos a homem e mulher, macho e fêmea. E isto por que simplesmente, conforme a dança das eras ocorre, e sua música ecoa, cada um dos pólos a sua vez é usado para expressar a divindade, enquanto o outro é usado para exemplificar o vício. No tantrismo por exemplo, é comum vermos figuras de demônios, todos masculinos, sendo nulificados por Baglamukhi, Dumavathi, Durga, Kali, etc. Enquanto que nos sistemas Monoteístas, a mulher compactua com o mal para tirar adão do paraíso, ou é fonte do mal Lilith, ou por não ter sêmen não possuem alma, logo não tem Luz/Logos, e é por isto que é dito que cristo vém para salvar os homens. E mesmo nas tentativas prévias de monoteísmo como foi o caso egípcio, Neith uma Serpente original, veio a ser o mal. No caso Babilônico, a Mãe Original Namu Tiamat, veio a ser o mal no Enuma Elish, e no caso Hindu mais recente, Krishna é visto esmagando a cabeça de Kali Serpente para que não se erga – curiosamente Kali Serpente é Kundalini.

   Os métodos impostos podem acarretar o êxtase sim, mas isto ocorre pelo que está implícito durante o ato e estudo.

   A imensa tensão provocada durante o ato acarreta um super estímulo, tanto para o homem quanto para a mulher. Este estímulo é desencadeado na ponta do Cóccix, e em seus prolongamentos vinculados as Gônadas e ao Útero (no caso feminino), então o efeito eletroquímico gerado acarreta o enrijecimento dos músculos em volta de toda a Coluna, ascendentemente até a Primeira Cervical (Atlas), e bem como em todos os nervos coligados com a coluna. Isto por sua vez está ligado ao super aquecimento do canal perineal, e da região interna da coluna e que neste caso implica realmente com o desencadear de vitalidade ampliada erguendo-se para o Crânio, e sendo que dentro dele vem a ocorrer o estímulo de todas as funções latentes do Cérebro Humano, que não são naturalmente usadas, e isto por que é necessário esforço, inteligência e disciplina, das quais somente um ser passível de evolução é dotado (logo excluímos Rajásicos, Tamásicos; e em termo gnósticos filhos de Caim e de Abel; e de forma mais direta agressivos “trolls” e inertes).

   Estão dentro das funções não comuns para o vulgo, criatividade ou resistência ao frio e ao calor (Tumo praticado por Yogues e Monges Tibetanos), vitalidade e manipulação da mesma, extrema memória, entre outros.

   O Ser Humano (ou se usarmos os termos de Nietzsche, Crowley , e outros, o Homo Sapiens Superior, ...”A Lei do Forte, está é nossa Lei e Alegria do Mundo”... Liber Al Vel Legis), é constituído de fato sempre de pares internos e externos masculinos e femininos, como o Lado Direito e Esquerdo do Cérebro, as Nadis Ida e Píngala,os Nervos a esquerda e direita da Coluna. Sendo que ao centro há a Área Reptiliano do Cérebro, o Sushumma, a Coluna. E este Homo Sapiens Superior pode vir a utiliza-los da forma adequada, quando se aplica a isto. Já que o efeito eletroquímico citado, somado ao efeito da vitalidade, causam o cessar de animosidades entre o lado Esquerdo e Direito do Cérebro, preparando o Terreno para que as Funções da Área Reptiliana se somem aos dois, e os aspéctos do Inconsciente Superior se fundam gradativamente com a personalidade do ser.

   Assim, não existe realmente a necessidade de um parceiro para as artes do êxtase, mas os procedimentos e usos são efetuados (quando não estão vinculados a costumes preconceituosos ou inadequados), para desviar a atenção da mente racional, e desencadear um efeito que a maioria não produziria sem o embuste, por que em verdade a maioria aprecia o Teatro e O Quer.

   Os procedimentos ligados a magia sexual tem função simples e coligada a isto, a excitação cria uma tensão, que gera um vácuo, que é preenchido pela energia vital do ato, e que é moldada na forma de um sigilo, ou mesmo na forma dos atos de um Deus ou Deusa, visualizados durante o ato sexual ou masturbatório, de maneira que do inconsciente do praticante, e da praticante, possa vir a emergir o poder para que seu almejado objetivo seja concretizado.

   Mas racionalmente falando, não foi um deus ou deusa que causou o fato, e nem poderia ser um deus absoluto( que foi algo gerado por inertes, para exercer domínio de massas sobre outros inertes ou sobre “trolls”), pois todos estes conceitos são externos (a) ao praticante, que em última instância vem a ser aquele ou aquela que dá sentido ao universo a sua volta, pois pode engendrar em um momento, o que a seleção natural, ou o decorrer das 48 leis naturais da física (os deuses e deusas), somente o poderiam fazer no decorrer de eras.

   E não é nosso DNA, nosso auto registro que acolhe tudo que desencadeamos no decorrer de nossa vida, inclusive o desenvolvimento a que nossas práticas nos levam. Formado por 24 pares de Cromossomos, ou seja 48, exatamente como são as 48 leis naturais. E não estão estes cromossomos arranjados em uma Dupla Hélice, exatamente como Ida e Píngala, e não é nossa VONTADE pura, que pega estes elementos e utilizando-se destes, engendra a diferença que é a marca criativa de cada um, que em si mesmo É Realmente um INDIVÍDUO.


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