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siga a estrada de tijolos amarelos: Tradição Nórdica Textos Nórdicos Lições que nos ensinam Egil e Kveldulf

Lições que nos ensinam Egil e Kveldulf


Abordando as Sagas encontramos muitos exemplos, que podemos tomar por base para expor, tanto os pilares de nossas atitudes, como também as lições onde buscamos conhecimento.

   Vemos a atitude chamada de sombria de Kveldulf e seu filho Skallagrim.

   Ambos agem de forma reticente em relação as promessas do Rei Harold Fairhair, cada um a seu tempo e por seus próprios motivos.

   E quando observamos o que veio a suceder com Thorolf, sua ascensão e posterior queda, através do coração de alguém cujos desígnios mudam conforme o sabor da brisa.

   E este Rei que nos serve de exemplo sobre a advertência do Havamal-9: Bendito é aquele que, em sua própria vida se outorga equilíbrio e engenhosidade. Porque o conselho perverso é muito dado por mortais aos demais.

   Thorolf, traído pelo Rei que deu ouvidos aos filhos de Hirilda, os quais expulsou de suas terras, porque não julgou justos os seus pedidos. Foi vítima da perfídia destes irmãos, e no fim perdeu suas posses e acabou morto.

   Seu pai Kveldulf o avisou para não se aliar ao Rei, mas ele não lhe deu ouvidos, e mais uma vez vemos o Havamal expresso nesta parte da saga: “...   89. Não confies em plantação dita como muito pronta. Nem se gabe de filho, dito como estando muito pronto: O clima governa a plantação. O gênio ao filho. Ambos se expõe ao perigo ...” .

   Skallagrim por sua vez jamais fez “...Promessa de amizade a um inimigo...” e quando foi ter com o Rei, não aceitou sua “generosa” oferta de paz, e procurou se acercar de distância necessária, tendo em mente a vingança, tanto sua como a da vaidade do Rei.

   Por sua vez, vemos nas atitudes intempestivas de Egil, o comportamento que poderia ter lhe feito perder a cabeça, mais vezes do que poderíamos contar em meio a sua Saga. Ele frequentemente Bebia e se comportava muito mal, a ponto de envergonhar seu irmão que possuía o nome de seu Tio morto pela Vaidade do Rei Harald, e a seu Pai Skallagrim. Sabemos que o Havamal é bem claro sobre isto: “...12 O menor bem que a fé produz é o hidromel para os filhos dos homens: Um homem sabe cada vez menos quando bebe cada vez mais, e torna-se um nécio turvo dos sentidos...”.

   No entanto o tempo passou, e apesar de seu gênio não  melhorar muito, o conhecimento de uma serva que criou Egil Skallagrimson Thorgerdr Brak, somado ao de sua família, lhe rendeu uma vingança posterior, de certa forma, sobre o que sucedeu a seu tio Thorolf.

   E vemos o exemplo do uso das Runas a partir de então, pelas hábeis mãos de Egil, pois ele entoou Galdhor sobre um chifre, que veio a se partir, por estar envenenado, onde ele gravou de momento Runas que se embeberam de seu sangue.

   Em outro momento, ele mesmo usa-se das Runas para aplacar o sofrimento de uma mulher, indevidamente tratada por alguém não conhecia as Runas, e que simplesmente aumentou o sofrimento desta mulher.

Egil cantou:

 “...Nenhuma Runa deve gravar, quem não as sabe ler. Feitiços obscuros muitos, o significado, não podem ver. Dez palavras de feitiço mal escritas, em osso de Baleio estão Gravadas. Aqui para da Doce Donzela cuidar, grande dor e pesar...”

   Vemos então aqui a advertência do Havamal onde lemos:

“...144 Aprende como corta-las, aprende como lê-las, aprende como pinta-las, aprende como prova-las, aprende como evoca-las, aprende como anota-las, aprende como espalha-las, aprende como dispensa-las...”

“...145 Melhor não pedir muito ou prometer demasiado. Pois presente exige presente. Melhor não matar do que matar em demasia...”

   O Odinista deve buscar nestas sagas o conhecimento necessário, e adapta-lo ao presente, por meio da observação dos fatos a sua volta.

Nesta Saga vemos exemplos claros de devoção ao Clã, expressão do conhecimento que vem da tradição, entendimento desta tradição, e verídico uso consciente do que ela representa, que em outras palavras significa simplesmente atuar de maneira a usar A Magia com responsabilidade, entendendo seus usos, entendendo tudo o que implica nela, e dando o devido respeito as advertências dos Antigos, mais experimentados neste caminho, e não é assim o simples vivenciar de nosso dia a dia? Ou mesmo dos enlaces de cada um de nós com o caminho que seguimos, e com nossa Tribo e Clã?

   Runas implicam em responsabilidade, e isto está devidamente expresso no contexto da Saga, sua observação nos adverte de seu uso, e de como deve tradicionalmente ser a forma de utiliza-lo.

   No Tribalismo Visigoth, buscamos tanto o desenrolar desta tradição, como nossa vivencia moderna em meio a ela.

   A Aliança da Águia no Brasil, busca o resgate e máximo desenvolvimento destes valores em cada um de nós.

   Assim, voltemos nossa atenção para a sabedoria de Kveldulf, que por si era um Berseker, assim como Skallagrim.

   Suas atitudes, vistas como reservadas e sombrias, eram temperadas pela força e o devido uso de tudo o que lhe foi transmitido, de maneira que apenas um único momento Skallagrim se excede em meia a Saga de Egil, e mesmo assim, isto apenas aparece caracterizando as virtudes do Bersekergar.

   Mesmo quando Egil e seu Irmão Thorolf, tomam a torpes cristã, nas terras da Inglaterra, eles o fazem para ter o proveito próprio, e poder comerciar com os ingleses. Particularmente não gostamos desta parte da Saga, mas podemos dizer que ela reflete com certeza mais uma parte do Havamal, onde lemos:

“...45 Se tratas com outro em que tu não confias, porém deseja para ti boa vontade. Seja justo em palavra porém falso em pensamento e dê-lhe, mentira por mentira...”

Contudo devemos sempre lembrar que , não devemos fazer promessas de amizade e negócios com inimigos, somente quando é inevitável, e o honrar de nossos Deuses e nossa Tradição está além de qualquer acordo, assim em nossos tempos, simplesmente torna-se inadmissível qualquer compromisso que coloque a simples menção disto.


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