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siga a estrada de tijolos amarelos: Ufologia Textos Ufológicos Eram os Deuses Astronautas? Eram os Deuses Astronautas? - Capítulo VIII: A Ilha da Páscoa - A Terra dos Homens Pássaros

Eram os Deuses Astronautas? - Capítulo VIII: A Ilha da Páscoa - A Terra dos Homens Pássaros


Erich von Däniken

Teriam os deuses abandonado os gigantes na Ilha da Páscoa?
Quem foi o deus branco?
Não se conheciam teares, mas assim mesmo cultivava-se algodão
A última compreensão do homem
 
 
OS PRIMEIROS navegadores marítimos europeus, que no começo do século XVIII chegaram á
Ilha da Páscoa não acreditaram no que seus olhos viam: nesse pequeno pedaço de terra, 3.600
quilômetros distante da costa do Chile, centenas de estátuas de dimensões imensas estavam
irregularmente semeadas por toda parte. Montanhas inteiras haviam sido moldadas, pedra
vulcânica, dura como aço, havia sido cortada como se fosse manteiga e dezenas de milhares de
toneladas de rochas maciças estavam deitadas em locais onde não poderiam ter sido lavradas.
Centenas de vultos gigantescos, alguns com 10 a 20 metros de altura e um peso que atinge até 50
toneladas, fixam ainda hoje provocadoramente o visitante, como se fossem robôs que estivessem à
espera de ser novamente postos em funcionamento. Originariamente, esses colossos usavam
chapéus; mas os chapéus também, a rigor, não contribuíam muito para determinar a origem
misteriosa das estátuas: esses chapéus de pedra, de mais de 10 toneladas de peso, foram
encontrados em pontos distantes dos corpos. Junto a alguns desses colossos, na mesma ocasião
foram encontradas plaquinhas de madeira, inscritas com hieróglifos singulares. Hoje, porém em
todos os museus do mundo, não se pode conseguir nem dez dessas plaquinhas e, das que ainda
existem, nenhuma inscrição até hoje foi decifrada.

As investigações de Thor Heyerdabl em torno desses misteriosos gigantes, deram como resultado
três períodos de cultura nitidamente distintos e o mais antigo dos três parece ter sido o mais
perfeito. Restos de carvão de lenha, que Heyerdahl encontrou, parecem datar de 400 anos depois de
Cristo. Não é comprovado que esses locais de fogueira e restos de ossos tenham qualquer relação
com os colossos de pedra. Em parede de rocha e beiradas de crateras, Heyerdahl descobriu
centenas de estátuas inacabadas; milhares de ferramentas para lavrar pedra - simples machados,
também de pedra - estavam espalhadas, como se de repente todos os artífices tivessem desistido do
trabalho.

A Ilha da Páscoa situa se a grande distância de qualquer continente e de qualquer civilização. A
seus habitantes, a Lua e as estrelas devem ter sido mais familiares do que qualquer outra terra. Na
ilha, território minúsculo constituído de pedra vulcânica, não crescem árvores. A explicação
corriqueira de que os gigantes de pedra teriam sido transportados para seus lugares mediante
cilindros de madeira também desta vez não é aplicável. A ilha também mal poderia produzir
alimentação para mais do que 2.000 pessoas. (Hoje vivem na Ilha da Páscoa algumas centenas de
indígenas.) Uma regular linha de navegação, que levasse alimentação e roupa para os escultores de
pedra na ilha, mal é imaginável na Antigüidade. Quem, pois, separou os blocos das pedreiras, quem
lavrou as estátuas e as transportou a seus lugares? Como foram elas - sem cilindros deslizadores -
movidas por quilômetros, sobre toda a espécie de barreiras? Como foram cinzeladas, polidas e
erguidas? E como foi colocado o chapéu, cuja pedra era originária de pedreira diferente da das
figuras?

Se, mediante viva imaginação, procura se figurar no Egito o trabalho de um exército de formigas
segundo o método "Õô-Aa", essa idéia, na Ilha da Páscoa, caí por terra, por falta de gente. Um
total de 2.000 homens em caso algum seria suficiente - ainda que trabalhassem dia e noite - para
modelar aquelas figuras colossais de pedra vulcânica, dura como aço, usando tão primitivas
ferramentas. De fato uma parte da população é provável que tivesse de cultivar os parcos campos e
dedicar se a uma pesca modesta; algumas pessoas deveriam tecer panos e fiar cordas. Não, 2.000
homens apenas não poderiam ter criado as estátuas gigantes. E uma população mais numerosa não
é imaginável na Ilha da Páscoa. Quem, portanto, realizou o trabalho? E por que foi ele realizado? E
por que ficam as estátuas todas na periferia da ilha, nenhuma, porém, no interior? A que culto
teriam servido?

Infelizmente, também nessa minúscula nesga de terra, os missionários ocidentais contribuíram com
sua parte para que as trevas dos tempos permanecessem; queimaram plaquinhas com caracteres
hieroglíficos, proibiram os antigos cultos religiosos e destruíram qualquer tradição. Por mais
radicalmente, porém, que aqueles piedosos senhores se dedicassem à sua obra, nem por isso
puderam impedir que os indígenas, ainda hoje, chamem sua ilha de "Terra dos Homens-Pássaros".
E a lenda, transmitida de boca em boca, reza que em tempos imemoriais aportaram homens
voadores e acenderam fogo. A lenda encontra sua confirmação em esculturas de seres voadores com
grandes olhos fixos.

Involuntariamente, certas relações entre a Ilha da Páscoa e Tiahuanaco nos vêm à mente! Lá como
aqui encontramos gigantes de pedra enquadrados no mesmo estilo. Os rostos orgulhosos, com sua
expressão fisionômica estóica, combinam com as figuras - aqui como lá. Quando Francisco Pizarro,
no ano de 1532, interpelou os incas sobre Tiahuanaco, disseram lhe que ninguém vira essa cidade a
não ser em ruínas, pois Tiahuanaco teria sido erigida na noite da humanidade. Tradições designam
a Ilha da Páscoa como "Umbigo do Mundo". Entre Tiahuanaco e a Ilha da Páscoa há uma
distância de mais de 5.000 quilômetros. Como, afinal, seria possível que uma das culturas tivesse
sido inspirada pela outra?

Quem sabe se aqui a mitologia pré-histórica pode dar nos um indício? De acordo com ela, o velho
deus-criador Viracocha era uma divindade antiga e elementar. Segundo tradições, Viracocha criou
o mundo quando ainda era escuro e sem Sol; ele cinzelou, de pedra, uma geração de gigantes;
quando esses lhe desagradaram, mergulhou os numa grande maré; depois providenciou para que
sobre o Lago Titicaca se levantassem o Sol e a Lua, a fim de que fizessem luz sobre a Terra. Sim, e
então - leia se com toda a atenção - teria ele formado, em Tiahuanaco, figuras de barro, de homem e
animal, e lhes teria inspirado vida; a partir dali, ele teria instruído esses seres vivos, por ele criados,
em língua, costumes e artes, a fim de, finalmente, voar com alguns para diversos continentes, que
eles deveriam habitar dali por diante. Depois dessa obra, o deus Viracocha teria viajado com dois
auxiliares para muitas terras, a fim de controlar como suas ordens seriam seguidas e a que
resultados levariam. No disfarce de um homem velho, Viracocha teria palmilhado Andes acima e ao
longo das costas, e, às vezes, aqui e acolá teria sido mal recebido. Uma vez, em Cacha, ele se teria
aborrecido tanto com a recepção que, repleto de ira, incendiou um rochedo, que começou a
queimar toda a terra. Aí, o povo ingrato teria pedido seu perdão, em seguida a que, ele, com um
único gesto, teria apagado as chamas. Viracocha teria continuado a viajar e distribuir
conhecimentos e conselhos. Em conseqüência, muitos templos lhe teriam sido erigidos. Na província
costeira Manta, finalmente, ele ter se ia despedido e, cavalgando sobre o oceano, teria desaparecido,
dizendo antes que pretendia voltar...

Os conquistadores espanhóis da América do Sul e Central depararam em todas as partes com as
lendas de Viracocha. Nunca tinham ouvido falar em gigantes homens brancos vindos de qual quer
ponto do céu... Cheios de espanto, souberam de uma raça de filhos do Sol que ensinavam aos
homens todas as espécies de artes e novamente desapareciam. E em todas as lendas que os
espanhóis ouviram contar havia a afirmação de que os filhos do Sol voltariam.

De fato, o continente americano é pátria de culturas muito antigas, mas a nossa ciência exata sobre
a América não tem nem mil anos. É completamente impossível imaginar se por que, 3.000 anos
antes de Cristo, os incas cultivavam algodão no Peru, embora não conhecessem, nem possuíssem
teares... Os maias construíram estradas, mas não faziam uso da roda, embora a conhecessem... O
fantástico colar de jade verde, de cinco voltas, encontrado na pirâmide tumular de Tical,
Guatemala, é um verdadeiro milagre porque o jade é originário da China... Incompreensíveis as
esculturas dos olmeques. Com seus belos crânios gigantescos, metidos em capacetes, só poderão ser
admirados nos locais em que foram encontrados, pois nunca serão expostos em algum museu:
nenhuma ponte do país suportaria o peso de tais colossos. Até agora, somente monólitos
"menores", até 50 toneladas, puderam ser removidos mediante o uso de modernos guindastes e
carretas. Apenas em tempos mais recentes foram fabricados guindastes capazes de suportar várias
centenas de toneladas. Isso, porém, nossos antepassados já sabiam fazer. Mas como?

Até parece que os povos antigos sentiram prazer especial em transportar gigantes de pedra por
sobre montanhas e vales: os egípcios iam buscar seus obeliscos em Assuã; os arquitetos de
Stonehenge obtiveram seus blocos de pedra ao sudoeste de Gales e em Marlborough; os escultores
da Ilha da Páscoa transportavam suas estátuas monstro, acabadinhas, de uma pedreira bem
distante até o local da ereção. E à pergunta sobre a origem de alguns dos monólitos de Tiahuanaco
ninguém sabe responder. Nossos ancestrais eram seres estranhos: gostavam realmente de
desconforto e construíam seus monumentos sempre nos locais mais impossíveis. Tudo isso apenas
porque gostavam da vida difícil?

Não queremos julgar tão tolos os artistas do nosso grande passado: poderiam ter erigido seus
templos e monumentos do mesmo jeito na proximidade imediata das pedreiras, não lhes tivesse
uma tradição antiga prescrito os locais de ereção de suas obras. Estamos convencidos de que o forte
inca de Sacsayuaman foi erigido sobre Cuzco não por mero acaso, mas, muito ao contrário; uma
tradição deve ter designado esse local como sagrado. Estamos convencidos também de que, em toda
parte onde foram achadas as mais remotas construções monumentais da humanidade, as sobras
mais interessantes e essenciais do nosso passado ainda permanecem escondidas no subsolo, e
poderiam muito bem ser de importância decisiva para o desenvolvimento futuro da cosmonáutica
de hoje.

Os ignotos cosmonautas estrangeiros que há tantos milhares de anos visitaram nosso planeta não
deviam ter tido visão menos ampla do que aquela que nós hoje acreditamos possuir. Estavam
convictos de que o homem algum dia iniciaria, por sua própria força e seu próprio saber, a
arrancada para o espaço cósmico. É um fato histórico que as inteligências de nosso planeta sempre
procuraram por espíritos afins, por vida e por inteligências que lhes correspondam no espaço
cósmico.

Antenas e transmissores da época atual irradiaram os primeiros impulsos de rádio para
inteligências alienígenas. Quando recebe remos resposta - se em dez, em quinze, ou cem anos - isso
não sabemos. Nem sabemos qual a estrela que devemos sondar, pois não temos idéia de qual seja o
planeta mais interessante para nós. Onde nossos sinais estarão alcançando inteligências estranhas,
semelhantes ao homem? Não o sabemos. Entretanto, há muita coisa a apoiar a crença de que a
informação necessária à objetivação desse intento está depositada para nós, aqui na Terra.

Esforçamo-nos por neutralizar a força da gravidade; experimentamos motores de propulsão a jato,
de energia imensa, com partículas elementares e com antimatéria. Mas estamos nós fazendo o
bastante para encontrar as indicações que estão escondidas na Ferra para nós, a fim de que
finalmente possamos estabelecer com certeza qual o astro em que tivemos origem?

Se tomarmos as coisas ao pé da letra, muito do que até agora só com dificuldade se encaixava no
mosaico do nosso passado acabou por se tornar muito mais plausível: não somente as pistas
importantes, encontradas em escritos antigos, mas até os "duros fatos", que se oferecem ao nosso
olhar crítico ao redor do globo. Afinal, dispomos da razão, como guia de nosso pensamento.
A compreensão última do homem será, portanto, constatar que a justificação de sua vida até o
presente e todos os seus esforços pelo progresso têm consistido em aprender do passado, a fim de
ficar preparado para contacto com a existência no espaço. Quando isso se realizar, o mais
inteligente e mais ferrenho individualista terá de compreender que a missão espiritual da
humanidade é colonizar o universo e perpetuar seus esforços e sua experiência prática. Então, a
promessa dos "deuses" poderá concretizar se: haverá paz sobre a Terra e estará aberto o caminho
para o infinito.

Assim que todas as autoridades, poderes e inteligências disponíveis se devotarem à pesquisa do
espaço cósmico, esclarecer se á convincentemente, através do resultado dessa pesquisa, a insensatez
das guerras terrestres. Quando homens de todas as raças, povos e nações se reunirem para a tarefa
supranacional de tornar tecnicamente possíveis viagens para planetas longínquos, a Terra, com
todos os seus mini problemas, se encolherá para a pequena dimensão que lhe corresponde, em
comparação com os processos cósmicos.

Os ocultistas podem apagar suas lâmpadas, os alquimistas destruir seus cadinhos, fraternidades
secretas despir seus hábitos. Disparates excelentemente bem vendidos durante milênios não mais
terão mercado. Quando o espaço cósmico nos abrir suas portas, chegaremos a um futuro melhor.
Baseamos as razões de nosso cepticismo, quanto à descoberta do passado, nos conhecimentos hoje à
nossa disposição. Ao confessar que somos cépticos, desejamos que isso seja tomado no sentido
adotado por Thomas Mann, ao fazer uma conferência, na década dos 20:

"O positivo no céptico é que ele julga tudo possível!"


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