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siga a estrada de tijolos amarelos: Ufologia Textos Ufológicos Eram os Deuses Astronautas? Eram os Deuses Astronautas? - Capítulo XI: A busca de comunicação direta

Eram os Deuses Astronautas? - Capítulo XI: A busca de comunicação direta


Erich von Däniken

Sinais para o Universo
Existem transmissões de pensamento mais velozes que a luz?
O caso singular de Cayce - A equação de Green-Bank
Cientistas preeminentes representam a Exobilogia
Qual é o trabalho da NASA?
Diálogo com Wernher von Braun
 
 
A 8 DE ABRIL DE 1960, ás quatro horas da madrugada, iniciou se, num vale solitário da Virgínia do Oeste, estranha experiência: O grande radiotelescópio, de 85 pés, de Green Bank, foi dirigido para a estrela Tau-Ceti, distante 11,8 anos luz. O jovem astrônomo americano Dr. Frank Drake que, como cientista, goza de excelente renome e atuou como diretor desse projeto, queria captar emissões de rádio de outras civilizações, a fim de receber sinais de inteligências alienígenas do espaço cósmico. A primeira série de experimentos durou 150 horas; ingressou como Projeto OZMA na história da Astronomia, embora lhe fosse destinado um malogro. A experiência foi interrompida, não porque um só dos cientistas participantes tivesse a opinião de que no espaço cósmico não haveria emissões de rádio, mas porque se havia chegado á compreensão de que, presentemente, ainda não existem instrumentos cuja sensibilidade corresponda ao fim colimado. OZMA não permanecerá como experiência única do gênero. Possivelmente será erigido sobre a Lua um radiotelescópio gigante que, livre das perturbações terrestres, possa sondar os espaços incomensuráveis entre as estrelas, em busca de sinais de rádio.

Não podemos exigir que uma inteligência cósmica entenda russo ou espanhol ou inglês e, por acaso, só espere ser chamada... Há, presumivelmente, três possibilidades mediante as quais podemos nos comunicar: com símbolos matemáticos, com raios Laser ou com imagens. Muitas são as possibilidades da primeira alternativa. Para a execução, deveriam ser detectados e fixados comprimentos de ondas intergalácticas, que tenham probabilidades de ser recebidas no Cosmo inteiro. Com 1420 megaherz, obtemos a freqüência ideal, pois é a produzida pelo hidrogênio neutro, como resultado da colisão de átomos de hidrogênio. Como o hidrogênio é um elemento universal, essa freqüência de radiação deve ser conhecida em todo o espaço cósmico. Além disso, 1420 megaherz se situam em faixa que fica acima da confusão de ondas terrestres. As possibilidades de enganos e interferências estariam reduzidas ao mínimo. Dessa maneira podem ser emitidos impulsos de rádio para o Universo e, se houver inteligências em Outros astros, elas os reconhecerão. Em conexão com este assunto, a notícia publicada pelo "ZEIT", na edição 51 de 22.12.1967, é de alto interesse. Sob o título "A Lua é bombardeada com sinais luminosos", consta o seguinte: "É verdade que a distância da Lua à Terra é conhecida com aproximação de poucas centenas de metros, mas com isso os astrônomos ainda não querem dar-se por satisfeitos. Por esse motivo, os astronautas, em um de seus primeiros vôos ao satélite da Terra, deverão levar espelhos e lá montá-los. Esses espelhos - como se fossem cantos de uma sala - consistirão em três planos refletores colocados perpendicularmente um sobre o outro e terão a propriedade de refletir, na direção da fonte de origem, toda a luz que neles incidir.

Esse sistema de espelhos deve ser bombardeado da Terra com raios da duração de um centésimo milionésimo de segundo, partidos de um emissor Laser, a cuja parte anterior se adaptará um telescópio com uma abertura de 1,50 m. A luz refletida pelos espelhos colocados na Lua será recebida pelo referido telescópio e conduzida a um fotocopiador.

Partindo da conhecida velocidade da luz e do tempo que o raio Laser necessitará para vencer o caminho de ida e volta, os técnicos poderão determinar a distância Terra-Lua com aproximação de um metro e meio".

O mesmo se pode imaginar em sentido inverso. Há longo tempo, ondas de rádio atravessam o Universo. Não é concebível, se nossa hipótese estiver certa, que também inteligências extraterrestres nos chamem? Por exemplo, a energia de radiação de CTA-102 aumentou de repente, no outono de 1964; astrônomos russos comunicaram que possivelmente teriam recebido sinais de uma supercivilização extraterrena. Essa rádio estrela CTA-102 havia sido registrada pelos rádio astrônomos do California Institute of Technology, sob o número de catálogo 102 - daí seu nome. O astrônomo Sholomitski declarou, a 13 de abril de 1965, no auditório do Instituto Sternberg de Moscou: "Em fins de setembro e princípios de outubro de 1964, a energia de radiação de CTA-102 intensificou se muito. Mas só por pouco tempo, depois tornou a diminuir. Registramo-lo e ficamos na expectativa. Lá pelo fim do ano, a intensidade da mesma fonte de repente tornou a aumentar; alcançou de novo o nível máximo exatamente 100 dias depois do primeiro registro". Seu chefe, Prof. Shklovsky, acrescentou, em complemento, que tais oscilações de radiação eram muito fora do comum.

Entrementes, o astrofísico holandês Maarten Schmidt descobriu, mediante mensurações exatas, que CTA-102 deve estar distante da Terra cerca de 10 bilhões de anos luz. Isso quer dizer, portanto, que aquelas ondas de rádio, caso se tenham originado de seres vivos inteligentes, foram por eles emitidas há 10 bilhões de anos. Naquela época, porém, nosso planeta - segundo o atual "status" da pesquisa - nem existia ainda. Esse fato poderia constituir uma espécie de golpe mortal na idéia de se procurarem outros seres vivos no espaço cósmico.

Se, porém, não houvesse qualquer chance na procura de vida no Cosmo, não se manteriam astrofísicos na América e na Rússia, no Jodrell-Bank inglês, próximo a Manchester, bem como em Stockert, perto de Bonn, - com suas possantes antenas direcionais apontadas para as chamadas rádio estrelas e "quasares". As estrelas fixas Épsilon-Eridani e Tau-Ceti estão distanciadas de nós 10,2 e 11,8 anos luz, respectivamente. Rádio ondas destinadas a esses vizinhos", estariam, pois, em caminho, durante 11 anos redondos; uma resposta, portanto, poderia chegar aqui após 22 anos. Ligações de rádio com estrelas mais distantes levarão tempo correspondente mente mais longo; civilizações, que se situem a distâncias de milhões de anos luz, são completamente impróprias para estabelecimento de contactos mediante rádio-ondas. Mas são mesmo ondas de rádio nossos únicos recursos técnicos para tais experiências?

Poder se ia tentar também uma comunicação óptica. Um forte raio Laser - dirigido a Marte ou Júpiter - poderia, na extensão em que existissem seres vivos inteligentes, não permanecer despercebido. (Observação entre parênteses: "Laser" é abreviatura de "Light-Amplification by the stimulated emission of radiation" Fotoamplificação através de emissão estimulada de radiação - exprimindo, mais compreensivelmente, um amplificador de ondas de luz.) Outra possibilidade, que soa um pouco absurda, seria cultivar o solo em extensas planícies, de modo a se formarem imensos contrastes coloridos que, simultaneamente, reproduzissem um símbolo geométrico ou matemático de validade universal. Idéia ousada, porém, perfeitamente realizável: um enorme triângulo isóscele, em cujos flancos, na extensão de 1.000 quilômetros, se plantariam batatinhas; no interior desse triângulo gigantesco, semear-se-ia trigo numa grande área circular; assim, cada verão, formar se ia um imenso círculo amarelo - inscrito num triângulo isóscele verde. Experiência essa, além do mais, muito útil e rendosa! Se, porém, houver de fato inteligências cósmicas que nos procurem como nós as procuramos, a imagem colorida de círculo e triângulo seria para elas um indício de que essas formas não poderiam ser caprichos da natureza... Como dissemos, uma possibilidade. Houve também alguém que propôs a ereção de uma cadeia de faróis que projetassem a luz de seus holofotes verticalmente para o céu, e que esse conjunto luminoso tivesse a forma de um modelo atômico... Propostas, sugestões...

Todas as propostas partem da premissa de que alguém esteja observando nosso planeta. Será que enfrentamos erradamente o problema, pelo fato de limitar as tentativas apenas aos meios acima sugeridos?

Por mais cépticos e intolerantes que sejamos quanto a toda espécie de ocultismo, não podemos, no entanto, recusar nos a investigar certos fenômenos físicos hoje ainda incompreensíveis, como, por exemplo, as transmissões de pensamento entre cérebros inteligentes, comprovadas sob rigoroso controle científico, porém, ainda não explicáveis.

Nos departamentos parapsicológicos de muitas universidades famosas fenômenos até agora não pesquisados, tais como clarividência, visões, telepatia, etc., são investigados através de métodos científicos exatos. Separam-se e excluem-se daí todas as ominosas estórias de espíritos e fantasmas de ocultismo duvidoso bem como idéias inspiradas por fanatismo religioso. Consideram-se exclusivamente fenômenos realmente dignos de investigações em laboratório. Exames isolados e em série provaram que existe transmissão de pensamento. Nesse campo da pesquisa - que ainda era tabu até pouco tempo atrás - registraram-se ultimamente importantes avanços.

Em agosto de 1959 concluiu se a experiência "Nautilus". Com essa experiência comprovou se não somente a possibilidade da telepatia; resultou ainda, da prova, a possibilidade de que as transmissões de pensamento entre cérebros humanos são mais intensas que as realizadas por meio de rádio ondas. A experiência foi esta:

A uma distância de vários milhares de quilômetros do "emissor do pensamento", o submarino "Nautilus" mergulhou algumas centenas de metros sob o nível do mar; todas as ligações de rádio ficaram interrompidas, pois ondas de rádio, nem hoje ainda, penetram em nível profundo sob a água do mar. Mas funcionou a telepatia entre o senhor X e o senhor Y

Após tais testes científicos, pergunta se de quanto mais ainda o cérebro humano é capaz! Poderá assegurar comunicações mentais mais rápidas que a luz? O caso Cayce, que hoje se inclui na literatura científica, é de molde a admitir tais suspeitas.

Edgar Cayce, simples filho de lavradores do Kentucky, não tinha a menor idéia das fantásticas capacidades que se escondiam em sua cabeça. Embora ele tenha morrido a 5 de janeiro de 1945, ainda hoje médicos e psicólogos se ocupam da avaliação de suas ações. A austera "American Medical Association" concedeu a Edgar Cayce uma licença especial para dar consultas, embora não fosse médico.

Edgar Cayce adoeceu gravemente quando ainda era menino. Convulsões o agitavam, febre alta estava prestes a consumir seu corpo, e ele caiu em estado de coma. Enquanto os médicos tentavam em vão fazer a criança voltar à lucidez, Edgar, repentina mente, começou a falar, alta e nitidamente: explicou porque estava doente, indicou alguns medicamentos dos quais necessitava e disse quais os ingredientes de uma pomada com a qual deveria ser tratado, mediante fricções em sua coluna dorsal. Médicos e parentes ficaram estupefatos, pois não podiam imaginar de onde vinham ao garoto esses conhecimentos e os vocábulos que lhe eram completamente estranhos. Uma vez que o caso parecia sem esperança, executaram se suas indicações. A cura de Edgar processou-se clara e rapidamente após o tratamento com os medicamentos por ele mencionados.

A ocorrência divulgou-se por todo o Estado de Kentucky. Como Edgar havia falado em estado de coma, muitas propostas surgiram no sentido de se hipnotizar o garoto, a fim de arrancar-lhe dessarte conselhos para novas curas. Edgar não o queria de modo algum. Só quando adoeceu um seu amigo, ele ditou uma receita precisa, usando palavras latinas que nunca antes tivera ouvido ou mesmo lido. Uma semana mais tarde, o amigo estava restabelecido.

Se o primeiro caso, como pequena sensação que, no entanto, não podia ser levada cientificamente a sério, logo caiu em olvido, a ocorrência renovada induziu a Medical Association a constituir uma comissão incumbida de, no futuro, caso aquilo se repetisse, elaborar relatórios e registrar por escrito os mínimos detalhes do processo. Dormindo, Cayce possuía conhecimentos e capacidades que, de outro modo, só poderiam resultar de doutas conferências médicas.

Certa vez, Edgar "prescreveu", a um paciente muito rico, certo medicamento que não foi possível descobrir em parte alguma. O homem mandou inserir anúncios em jornais de ampla divulgação, inclusive no exterior. De Paris (!), um jovem médico escreveu que seu pai havia, anos atrás, preparado esse medicamento, cuja produção, no entanto, há muito que cessara. A composição era idêntica ás indicações detalhadas de Edgar Cayce.

Mais tarde "prescreveu" Edgar outro medicamento e mencionou o endereço de certo laboratório existente em uma cidade distante. Feito um chamado telefônico, recebeu se a informação de que a reparação do medicamento acabava de ser iniciada, que a fórmula estava pronta, que se procurava um nome para o produto que, no entanto, ainda não se achava à venda.

A comissão de médicos profissionais estava longe de acreditar em telepatia; ela pesquisou sóbria e objetivamente e comprovou o que estava observando, na certeza de que Edgar em toda a sua vida não havia compulsado um só livro de Medicina. Instado por todos os lados, do mundo inteiro, Edgar dava duas consultas por dia, sempre na presença de médicos e sempre gratuitamente. Seus diagnósticos e conselhos terapêuticos eram precisos - mas, quando ele acordava de seu transe, nada mais sabia do que havia dito. Quando membros da comissão lhe perguntaram como ele chegava aos seus diagnósticos, Edgar declarou crer que ele podia pôr se em contacto com qualquer cérebro que fosse necessário e lhe extrair as informações de que precisava para o diagnóstico. Ele pedia informes ao cérebro do paciente, que sabia exatamente o que estava acontecendo em seu corpo; depois, procurava, onde quer que fosse no mundo, o cérebro que lhe pudesse dizer o que deveria ser feito. Ele mesmo, acrescentou Edgar, era apenas uma parte de todos os cérebros...

Idéia assombrosa essa, que - transferida para o campo da tecnologia - daria, mais ou menos, o seguinte: Em Nova York, um computador monstro é alimentado com todos os dados da Física, conhecidos até hoje. Fosse quando fosse e de onde quer que partisse a consulta, o computador daria suas respostas em frações de segundos. Outro cérebro eletrônico está em Zurique: nele está armazenado todo o saber da Medicina. Um computador em Moscou está repleto de todas as indicações da Biologia, outro, no Cairo, não apresenta lacuna alguma nos conhecimentos da Astronomia; para ser breve: em diversos centros do mundo, todo o saber universal, coordenado em seus diversos ramos, encontra se depositado em computadores. Em ligação recíproca, sem fio, o computador no Cairo, consultado quanto a uma informação médica, em centésimos de segundo transmitirá as perguntas ao computador em Zurique. A tal ligação técnica simultânea, perfeitamente imaginável e já exequível, deverá ter correspondido mais ou menos a função do cérebro de Edgar Cayce.

Registre-se aqui uma audaciosa especulação: o que seria se todos (ou mesmo apenas alguns) cérebros humanos, altamente evoluídos, dispusessem de ignotas formas de energia e possuíssem a capacidade de entrar em contacto com todos OS seres vivos? Assustadoramente pouco se conhece sobre as funções e possibilidades do cérebro humano; é sabido que no cérebro do homem sadio só um décimo do córtex trabalha. O que fazem os restantes nove décimos? Conhecido e cientificamente documentado é o fato de que criaturas humanas se livraram de moléstias incuráveis pela sua vontade e por nada mais. Talvez porque, por uma "ligação" desconhecida de nós, um ou dois décimos do córtex trabalharam adicionalmente?

Se supusermos que no cérebro atuam formas intensíssimas de energia, então um forte impulso mental poderia se fazer sentir simultaneamente e por toda parte. Se a pesquisa tornar comprovável esta hipótese audaciosa, então, sim, todas as inteligências do universo poderiam pertencer à mesma estrutura desconhecida.

Seja me permitido dar um exemplo. Se no interior de um tanque com bilhões de bactérias, em qualquer ponto se induzir forte impulso elétrico, esse impulso é passível de ser sentido em todos os pontos e por qualquer gênero de bactérias. O choque elétrico seria percebido em todas as partes no mesmo instante. Estamos cientes de que essa comparação é imperfeita, pois a eletricidade é lima forma conhecida de energia e condicionada à velocidade da luz. Nós, porém, estamos tratando de uma forma de energia que está presente e ativa em todas as partes e ao mesmo tempo. Estamos apenas adivinhando uma forma de energia ainda não identificada, que um dia tornará compreensível o que agora não se pode compreender.

Para dar à extraordinária idéia alguma esperança de probabilidade, mencionamos a seguir uma experiência realizada em 29 e 30 de maio de 1965. Quanto a vulto e espécie deve ser única. Naqueles dois dias, 1.008 pessoas concentraram se ao mesmo tempo, sim, no mesmo segundo, sobre figuras, sentenças e grupos de símbolos, que por elas foram "irradiados", por assim dizer, com energia concentrada, para o Universo. Essa experiência em massa, por si só, já é admirável - porém mais singulares ainda são seus resultados. Nenhuma pessoa que dela participou conhecia qualquer outra; os participantes viviam a centenas de quilômetros de distância, uns dos outros; preenchendo formulários impressos, 2,7 por cento dos participantes responderam que haviam visto uma imagem, a imagem do modelo de um átomo. Como qualquer entendimento prévio ou combinação entre as "cobaias" havia sido impossível, é realmente surpreendente que 2,7 por cento tenham visto a mesma "imagem pensada". Telepatia? Charlatanismo? Acaso? Admitimos ser tudo um tema de ficção científica, mas tal experiência, organizada por cientistas, efetivamente se realizou. É evidente que ainda não sabemos tudo.

Tampouco é explicável a constatação de um grupo de físicos da Universidade de Princeton: Durante o exame da desintegração do Meson-K, eletricamente neutro, chegou se a um resultado teoricamente impossível, porque contradizia princípio, de há muito estabelecido, da física nuclear, segundo o qual processos de partículas elementares são considerados como cronologicamente reversíveis.

Mais um exemplo espetacular! Uma parte da teoria da relatividade de Einstein afirma que massa e energia são manifestações diversas de um só e mesmo fenômeno (E=mc2). Dito com simplicidade, pode se criar matéria partindo literalmente do imaterial. Faz se com que um raio de energia intensa passe rente a um pesado núcleo atômico: desaparece o raio de energia no forte campo energético elétrico do núcleo do átomo e em seu lugar são formados um eléctron e um posítron. Energia em forma de um raio transformou se na massa de dois eléctrons. Para a mente sem formação científica, o processo parece louco, mas a despeito disso, ele decorre assim mesmo. Não é vergonhoso não poder seguir a Einstem; um cientista o chamou de "o grande solitário", porque ele talvez pudesse haver comentado sua teoria com uma dúzia apenas de seus contemporâneos.

Após essa excursão a regiões ainda inexploradas das transmissões do pensamento e das funções do cérebro humano, voltemo-nos de novo para nosso tema.

Já não constitui segredo que em novembro de 1961, no "National Radio Astronomy Observatory", em Green-Bank, Virgínia do Oeste, 11 autoridades científicas se reuniram em conferência secreta. Era assunto único da conferência o problema da existência de inteligências extraterrenas. Os cientistas - entre os quais o Dr. Giuseppe Cocconi, Dr. Su-Shu-Huang, Dr. Philip Morrison, Dr. Frank Drake, Dr. Otto Struve, Dr. Carl Sagan, assim como o detentor do Prêmio Nobel, Melvin Calvin - chegaram, ao fim de sua conferência, a um acordo, condensado na chamada "Equação Green-Bank": Segundo essa fórmula, existem a qualquer tempo, em nossa galáxia apenas, 50 milhões de civilizações diversas que, ou tentam entrar em contacto conosco, ou estão à espera de um sinal procedente de outros astros.

Os termos da "Equação Green-Bank" levam em conta todos os aspectos da questão; além disso, os cientistas instituíram para cada termo dois valores, a saber, um valor normal admissível de acordo com os conhecimentos atuais, e um valor mínimo absoluto.

N = R+ fp ne f1 fi fc L 

Nesta equação os símbolos significam

R+ = o número médio de novas estrelas semelhantes ao nosso sol
Fp = o número de estrelas com possíveis seres vivos
ne = o número médio de planetas que circunvoluem a ecosfera de seu sol e que, por isso, segundo escala humana, apresentam condições adequadas ao desenvolvimento da vida
f1 = número de planetas, assim favorecidos, nos quais de fato tenha evoluído vida
fi = número de planetas que são habitados por inteligências dotadas de ação própria durante o tempo de vida de seu sol
fc = número de planetas habitados por inteligências que já possuam uma civilização técnica desenvolvida
L - duração de vida de uma civilização, pois somente civilizações de longa existência poderiam encontrar-se, dadas as vastíssimas distâncias no Universo

Se ora adotarmos para todos os termos nessa equação os valores mínimos absolutos, então N = 40

Se, porém, se tomarem os valores máximos possíveis, então

N = 50.000.000

A fantástica "Equação Green-Bank" calcula, pois, para o caso mais desfavorável, quarenta grupos de inteligências em nossa Via Láctea, que procuram contacto com outras inteligências. A possibilidade mais audaciosa indica cinqüenta milhões de inteligências extraterrenas, que esperam por sinais do Cosmo. Todos os cálculos de Green-Bank se baseiam não nas cifras astronômicas do presente mas no número de estrelas da nossa Via-Láctea desde que ela existe.

Aceitando sé a equação do "brain-trust" (corpo de peritos) de cientistas, há cem mil anos já podem ter existido civilizações tecnicamente mais perfeitas do que a nossa - fato esse que apoia a teoria aqui apresentada, da visita dos "deuses" do Cosmo, nos nebulosos tempos pré-históricos. O astrobiólogo americano Dr. Sagan assegura que, só com base em cálculos estatísticos, existe a possibilidade de nossa Terra ter sido visitada ao menos uma vez, no decurso de sua História, por representantes de uma civilização extraterrestre. Todas as deliberações e especulações podem ter como pano de fundo a imaginação e mil sonhos utópicos - mas a equação de Green-Bank é uma fórmula matemática e, por isso, está fora e acima das meras fantasias.

Um novo ramo da ciência está prestes a estabelecer se, a chamada exobiologia. Ramos novos da ciência sempre enfrentam grandes dificuldades para obter reconhecimento. À exobiologia provável mente seria ainda mais difícil vencer, não fosse o fato de personalidades já hoje respeitadas dedicarem seu trabalho a esse novo campo da pesquisa, que encara a vida extraterrena sem preconceitos. A prova mais convincente da seriedade dessa nova ciência é o grupo de nomes que a ela se associaram:

Dr. Freeman Quimby, (chefe do programa exobiológico da NASA), Dr. Ira Blei (NASA), Dr. Joshua Lederberg (NASA), Dr. L. P. Smith (NASA), Dr. R. E. Kaj (NASA), Dr. Richard Young (NASA), Dr. H. S. Brown (Califórnia Institute of Technology), Dr. Edward Purcell (Professor de Física na Universidade de Harvard), Dr. R. N. Bracewells (Radio Astronomy Institute Stanford), Dr. Townes (Prêmio Nobel de Física, 1964), Dr. I. S. Shklovsky (Instituto Sternberg, Moscou), Dr. N. S. Kardashew (Instituto Sternberg, Moscou), Sir Bernard Loveli (Jodrell Bank), Dr. Wernher von Braun (chefe do programa de foguetes Saturno, E.U.A.), Prof. Dr. Oberth, preceptor de von Braun, Prof. Dr. Stuhlinger, Prof. Dr. E. Sänger e muitos outros.

Estes nomes são citados entre muitos milhares de exobiólogos existentes no mundo inteiro. O interesse de todos esses homens é quebrar os tabus, demolir as muralhas da letargia em que até agora viveram as áreas da pesquisa aqui especificamente indicadas. Contra muitas resistências a exobiologia progride e algum dia poderá tornar se o mais interessante e mais importante campo de pesquisa.

Como, porém, pode ser obtida uma prova de vida no espaço cósmico antes de se chegar até lá? Existem estatísticas e cálculos que decididamente apoiam a existência de vida extraterrena. Existe a prova de bactérias e espórios no espaço cósmico. A busca de inteligências desconhecidas iniciou se, mas ainda não trouxe resultados mensuráveis, demonstráveis e convincentes. O que precisamos são documentações de teorias - são provas de suspeitas hoje ainda desqualificadas como fantasiosas. A NASA tem um programa de pesquisa completo, que deverá trazer comprovantes da vida no Cosmo. Oito sondas diversas, cada uma delas tão inédita em sua espécie quão complicada, devem reunir provas de vida em planetas do nosso sistema solar.

São estas as sondas planejadas:

Optical Rotary Dispersion Profiles
The Multivator
The Vidicon Microscope
The J-Band Life Detector
The Radioisotope Biochemical Probe
The Mass Spectrometer
The Wolf-Trap
The Ultraviolet Spectrophotometer

Aqui umas poucas indicações daquilo que se oculta atrás de algumas dessas designações técnicas que nada dizem ao leigo:

"Optical Rotary Dispersion Profiles" designa um aparelho de pesquisa que usa uma luz sondadora rotativa. Colocada sobre um planeta, essa fonte de luz começa a emitir raios e procurar moléculas. As moléculas, como se sabe, são condição básica para qual quer espécie de vida. Uma dessas moléculas é a macromolécula espiralada DNS, que consiste em três compostos químicos enfileirados - um álcali orgânico nitrogenado, açúcar, ácido fosfórico. Quando a luz polarizada incidir sobre tal molécula, o raio sondador é refratado, porque o álcali nitrogenado "adenina", em associação química com açúcar, tem um efeito "opticamente ativo". Uma vez que a associação de açúcar na molécula DNS é opticamente ativa, o raio de busca da sonda só precisa incidir sobre associação açúcar-adenina, para produzir imediatamente um sinal que, automaticamente transmitido para a Terra, traria a prova de vida sobre um planeta desconhecido.

Nota: DNS é abreviatura de Desoxyribonuk leinsacure (ácido desoxirribonucléico). A abreviatura usada nos Estados Unidos da América, para designar essa mesma substância orgânica, é DNA, porque, em inglês, seu nome por extenso e deoxyribonukleic acid.

Quanto ao "Multivator", trata se de uma sonda de apenas 500 gramas de peso que, levada por um foguete como leve carga colateral, será ejetada nas proximidades do planeta. Esse microlaboratório, então, estará habilitado a executar até 15 experiências diversas e transmitir seus resultados à Terra. A sonda oficialmente designada como "Radioisotope Biochemical Probe", porém desenvolvida sob a alcunha de "Gulliver", deve executar sobre a superfície do planeta estranho uma descida suave e, imediatamente após, atirar três cordões viscosos de 15 metros de comprimento cada um, para direções diversas. Poucos minutos depois, esses cordões são automaticamente recolhidos de novo na sonda; o que tiver aderido aos cordões - poeira, micróbios ou quaisquer substâncias bioquímicas - é imerso em um líquido nutritivo. Uma parte dessa solução nutritiva é enriquecida com carboisótopo radioativo C-14; os microrganismos introduzidos teriam, logicamente, que produzir pelo seu metabolismo, o CO2 (dióxido de carbono). O gás dióxido carbônico é facilmente separado da solução nutritiva e encaminhado a um instrumento aferidor, que mede a radioatividade do gás contendo núcleos de C-14 e, finalmente, transmite os resultados à Terra.

Queremos descrever mais um instrumento que a NASA desenvolveu para a busca de vida extraterrena: a denominada "Armadilha do Lobo". Esse microlaboratório originalmente havia sido denominado pelo seu inventor de ''Bug Detector'' (detetor de besouros), mas seus colaboradores o rebatizaram "Wolftrap" (armadilha do lobo), porque seu chefe se chama Prof. Woll Vishniac. Também a armadilha do lobo deverá executar pouso suave sobre um planeta estranho e depois estender um tubo de vácuo de ponta muito frágil. Ao tocar o chão, a ponta do tubo quebra e, devido ao vácuo de seu interior, aspira do solo amostras de todas as espécies. Como a anterior, esta sonda contém diversas culturas nutritivas esterilizadas, que garantem a qualquer espécie de bactérias um crescimento rápido. Essa multiplicação das bactérias tem como conseqüência a turvação da solução nutritiva clara; além disso altera se o pH do líquido. (O vapor pH indica o grau de acidez de um elemento). Ambas as modificações são facilmente mensuráveis acima de qualquer dúvida: a turvação do líquido mediante um raio luminoso e uma fotocélula; a alteração do teor de ácido por uma medição elétrica do pH. Os resultados também possibilitariam conclusões sobre a existência de vida extraterrena.

Milhões de dólares são gastos no programa da NASA e nas pesquisas coordenadas em busca de prova de vida extraterrena. As primeiras bio-sondas devem ser enviadas a Marte.

Indubitavelmente, o homem logo seguirá os equipamentos precursores, os microlaboratórios. Os responsáveis pela NASA estão concordes em que os primeiros astronautas, ao mais tardar, desembarcarão a 23 de setembro de 1986 em Marte. A indicação precisa da data tem sua razão: 1986 será um ano de reduzida atividade solar. O Dr. von Braun defende a opinião de que já em 1982 homens poderão descer sobre Marte; não falta aos homens da NASA a técnica necessária, mas tão somente uma dotação suficiente e continuada de meios financeiros, assegurada pelo Congresso americano. A par de todas as obrigações correntes dos E.U.A., dois devoradores de dinheiro, como a guerra do Vietnã e o programa de cosmonáutica, constituem um encargo muito pesado no correr do tempo, mesmo para a nação mais rica do mundo.

O plano de viagem para Marte já existe. A nave espacial para esse fim já foi desenhada: apenas precisa ser construída. Perfeita maquete dessa nave está sobre a escrivaninha de um homem extraordinário em Huntsville - está à frente do Prof. Ernest Stuhlinger. Stuhlinger é Diretor do "Research Project Laboratory", que faz parte do "George Marshall Space Flight Center" em Huntsville, Alabama. Ele ocupa mais de cem colaboradores científicos em seus laboratórios. Neles são feitas experiências com Física plasmática, nuclear e térmica. Os cientistas, além disso, ocupam se com pesquisas de base para projetos visando um futuro remoto. A pesquisa da propulsão elétrica dos foguetes de amanhã está para sempre ligada ao nome do Dr. Stuhlinger. É ele o planejador da nave espacial de Marte, que ainda em nosso século levará criaturas humanas ao planeta vermelho. O Dr. Stuhlinger foi trazido aos Estados Unidos, logo depois da Segunda Guerra Mundial, por seu amigo Wernher von Braun; em Fort Bliss construíram foguetes para a Força Aérea Americana. Acompanhados por 162 conterrâneos, os dois pioneiros de foguetes, após a irrupção da guerra da Coréia, mudaram se para Huntsville, para lá desenvolver um projeto que a própria América do Norte, acostumada à gigantomania, ainda não havia visto.

Huntsville era então um lugarejo adormecido á encosta das Montanhas Apalaches. Com a chegada dos homens dos foguetes, a vilazinha produtora de algodão transformou se num circo. Fábricas, estações testadoras, laboratórios, hangares gigantescos e escritórios de chapa ondulada, dentro de poucos anos brotaram do chão com rapidez espantosa. Hoje vivem em Huntsville mais de 150.000 pessoas; a cidadezinha despertou de seu sono, e seus habitantes tornaram se adeptos fanáticos da exploração do espaço cósmico. Quando da estação de testes partiu, trovejando, o primeiro foguete Redstone, muitos huntsvilianos ainda correram assustados para os porões de suas casas. Hoje, quando é testado um foguete Saturno e um atroador ruído enche a atmosfera como se naquele instante o mundo fosse soçobrar, quase mais ninguém liga. Os huntsvilianos - a exemplo do que fazem os cavalheiros da City em Londres com seus guarda chuvas - carregam sempre consigo seus protetores auriculares. Chamam sua cidade simplesmente de "Rocket City" (cidade dos foguetes), e quando o Congresso não quer conceder os exigidos bilhões para a astronáutica, tornam se enfezados e ativos. Os huntsvilianos têm toda a razão para se orgulhar de seus "Germans" (alemães) e da NASA, porque Huntsville desenvolveu se a ponto de se tornar o maior centro da NASA. Ali, os foguetes causadores de manchetes em todo o mundo foram idealizados e construídos, desde o pequeno Redstone até o gigantesco Saturno V. Até agora, os Estados Unidos aplicaram aproximadamente 106 bilhões de cruzeiros no programa Lua. 15 foguetes Saturno V foram orçados em 576.000.000 de cruzeiros. Quando de sua partida, os tanques são lotados com 4 milhões de litros de combustível altamente explosivo, que desenvolve uma energia propulsora de 150.000.000 HP. O foguete gigante pesa quase 3.000 toneladas. Em Huntsville trabalham, sob as ordens de Wernher von Braun, cerca de 7.000 técnicos, engenheiros e especialistas em vários ramos científicos correlacionados, para atingir o grande alvo, que é a conquista do espaço cósmico. Do programa cosmonáutico total dos E.U.A., em 1967, participaram ativamente 300.000 cientistas, técnicos e colaboradores de todas as especialidades. Mais de 20.000 firmas industriais trabalham para o maior empreendimento de pesquisa da História.

O cientista austríaco Dr. Pscherra me disse, numa visita a Huntsville, que o grupo pesquisador precisava constantemente desenvolver "artigos" novos, que até o presente não eram produzidos em parte alguma do mundo.

"Veja aqui!", disse ele, e me mostrou um grande cilindro dentro do qual se ouvia certo zumbido. "Aí fazemos experiências de lubrificação em alto vácuo. Sabe que não podemos aproveitar um só dos inúmeros lubrificantes fabricados no mundo? No espaço cósmico perdem completamente sua qualidade lubrificadora. Com os lubrificantes existentes, mesmo um simples motor elétrico deixa de funcionar, ao mais tardar dentro de meia hora, quando no vácuo. O que nos resta senão inventar uma substância lubrificadora que também no vácuo ainda lubrifique eficientemente?"

De outro recinto vinha um gemido e choro horroroso. Duas morsas supradimensionais, firmemente ancoradas no chão, tentavam arrebentar uma chapa metálica de dez centímetros de espessura.

"Também esta é uma série experimental que gostaríamos de evitar", disse o Dr. Pscherra. "Mas nossas experiências nos mostraram que as ligas metálicas existentes não resistem ás exigências do espaço cósmico. Portanto, temos de encontrar outras, que correspondam às nossas necessidades. Por isso, fazemos estes testes de ruptura e experiências de envelhecimento, sob todas as situações espaciais imagináveis. Também temos de desenvolver novos processos de soldagem. As costuras da solda devem ser submetidas a testes de frio, calor, agitação, tração e pressão, a fim de descobrirmos o ponto crítico em que a costura rebenta."

A acompanhante que me estava guiando olhava freqüentemente para seu relógio. O Dr. Pscherra também olhava seu relógio. Todos olhavam para seus relógios, a cada instante. Os homens da NASA, evidentemente, já nem o percebem; o visitante o registra, primeiro curioso, mas depois logo se acostuma, pois olhar para o relógio a cada momento é hábito típico dos homens da NASA, em Cabo Kennedy, em Houston, em Huntsville. Constantemente parecem estar contando juntos ... quatro ... três ... dois ... um ... zero!

Deslocando-me em veículos, ou a pé, através de salões, corredores e portas, cheguei, depois de muitos controles de segurança, a um Mr. Pauli, igualmente originário da Europa. de fala germânica, que há treze anos trabalha para a NASA. Enfiaram me na cabeça um capacete branco com o distintivo da NASA; Mr. Pauli conduziu me à estação de testes do Saturno V. Com o modesto nome de "estação de testes", designa se um colosso de cimento armado, que pesa diversas centenas de toneladas e tem vários andares de altura, a cujo cimo sobem elevadores e guindastes. É circundado por diversas rampas em que é embutida uma vastíssima rede de vários quilômetros de cabos. Dada a ignição, o Saturno V faz um barulho que é audível até uma distância de 20 quilômetros do local da decolagem. A estação de testes, profundamente embasada em rocha e cimento armado, eleva se em tais experiências até oito centímetros acima de seus fundamentos, enquanto 11/2 milhões de litros de água por segundo são bombeados para fins de resfriamento através de uma comporta. Só para resfriamento durante experiências na estação de testes, a NASA precisou construir uma usina de recalque que, sem dificuldades, poderia prover de água potável uma metrópole como Düsseldorf. Uma única experiência de lançamento custa uns 5.300.000 cruzeiros! Não se pode conquistar o espaço a baixo preço...

Huntsville é um entre dezoito centros NASA. O leitor deveria anotar seus nomes porque mais tarde talvez se tornem estações de Partida para vôos cósmicos:

Army Research Center, Moffert Field, Califórnia
Electronics Research Center, Cambridge, Massachusetts
Flight Research Center, Edwards, Califórnia
Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
Propulsion Laboratory, Pasadena, Califórnia
John F. Kennedy Space Center, Flórida
Langley Research Center, Hampton, Virgínia
Lewis Research Center, Cleveland, Obio
Manned Spacecraft Center, Houstou, Texas
Nuclear Rocket Development Station, Jackass Flats
Pacific Launch Operations Office, Lompoc, Califórnia
Wallops Station, Waliops Island, Virgínia
Western Operations Office, Santa Mônica, Califórnia
NASA Headquarters, Washington, DC

A indústria de naves espaciais há muito que superou a indústria automobilística, determinadora da conjuntura comercial. Na estação espacial de Cabo Kennedy estavam ativas, a 1º de julho de 1967, 22.828 pessoas; o orçamento anual - só desta estação! - montou, em 1967, a 475.784.000 dólares! Tudo isso porque alguns loucos queriam ir até a Lua? Demos - ao que nos parece - exemplos sobejamente convincentes daquilo que já estamos devendo hoje á pesquisa da cosmonáutica - ainda apenas como subprodutos - a começar por utensílios de uso diário até complexos instrumentos médicos, que, dia por dia e hora por hora, em todo o mundo, estão salvando a vida de inúmeras pessoas. A supertécnica que se encontra em evolução realmente não é um flagelo para a humanidade. Leva a com botas de sete léguas para o futuro, que se inicia de novo, dia por dia.

O autor teve a possibilidade de pedir a Wernher von Braun uma tomada de posição quanto às hipóteses aqui apresentadas:

Dr. Von Braun, julga o senhor possível que venhamos a encontrar vida noutros planetas de nosso sistema solar?

"Julgo possível encontrarmos no planeta Marte formas vitais inferiores."

Julga o sr. possível não sermos nós as únicas inteligências no Universo?

"Julgo perfeitamente provável que não só vida vegetal e animal, mas também seres inteligentes existam nos espaços imensos do universo. A descoberta de tal vida é missão altamente fascinante e interessante, porém, à vista das enormes distâncias entre o nosso próprio e outros sistemas solares e das distâncias ainda maiores entre nossa galáxia e outros sistemas galácticos, é problemático se conseguiremos detectar tais formas de vida ou com elas entrar em contacto direto."

Será concebível que em nossa galáxia vivam ou tenham vivido inteligências mais antigas, tecnicamente mais avançadas?

"Até agora não temos provas ou indícios de que seres vivos mais antigos e tecnicamente mais avançados do que nós vivam ou tenham vivido em nossa galáxia. Com base em considerações estatísticas e meditações filosóficas, porém, estou convencido da existência de tais seres vivos avançados. Devo, no entanto, acentuar que não dispomos de qualquer base científica sólida para esta convicção."

Existe a possibilidade de que uma inteligência mais antiga tenha feito uma visita á Terra, na distante Antigüidade?

"Não quero refutar essa possibilidade. Na extensão, porém, em que eu tenha conhecimento, estudo arqueológico algum forneceu, até agora, qualquer base para tais especulações."

Aqui terminou o diálogo com o muito atarefado "Pai dos Saturnos". Lamentavelmente, o autor não pôde apresentar lhe detalhadamente a abundância das singulares descobertas e das estranhas informações que livros antigos nos legaram como enigmas não solucionados, nem discutir com ele os muitos problemas que decorrem de certos achados arqueológicos, desde que contemplados sob o ponto de vista atual da cosmonáutica.


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