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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos 23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos A Caridade

A Caridade

São FrancsicoÉ claro que não foi a igreja que inventou a caridade, o amor desinteressado pelo próximo existe no fundo de todo coração humano. Mas existe um oceano de diferença entre saber o que é certo e fazer o que é certo. Além disso a palavra Caridade (Caritas) nasceu entre os católicos; então deixa eu me corrigir. A igreja inventou sim a Caridade.

Os críticos lembram das mortes que houveram dentro da religião que ensina "Não matarás", mas não se recordam da vida dos milhares e milhares de santos que se dedicaram integralmente aos pobres, doentes e desamparados nos últimos dois mil anos. Baseados nos ensinamentos morais da sã doutrina uma multidão de pessoas  encontrou durante a história um abrigo sob os tetos das igrejas contra a doença, a fome e a pobreza. A caridade se tornou algo tão arraigado à religião cristã que toda crença que brotou do cristianismo acabou adotando-a como obrigação, como podemos ver dentro do Islã que tem a distribuição de esmolas como um dos 5 pilares básicos da fé. Os apóstolos mudaram as regras do jogo e fizeram os judeus se sentirem mal por não obedecerem seus próprios mandamentos.

Diferente dos gregos e romanos que possuíam uma medicina voltada a reciprocidade e obrigações familiares, a Igreja Católica estabeleceu durante a Idade Média algo completamente sem precedentes quando São João Crisóstomo fundou o primeiro hospital em Constantinopla dedicados "a cuidar de dos marginalizados pela pobreza, doença e idade avançada." Séculos depois, os doentes mentais também encontraram a caridade pela primeira vez na história entre os fiéis católicos. Desde a antiguidade a regra foi abandonar os que sofrem com diversos tipos de insanidade em algumas culturas a solução era eliminá-los. Mas a regra mudou quando alguns católicos ergueram os primeiros sanatórios para que mesmo sem poder curá-los pudessem cuidar para que tivessem uma vida mais digna. São Cipriano e Santo Efrém são conhecidos por organizar os auxílios durante epidemias e fomes.  Enquanto reis se preocupavam com guerras, São Francisco distribuia beijos e cuidados aos leprosos. Enquanto o mundo fugia da Peste Negra, os santos cuidavam dos leprosários. Ainda hoje 25% das obras que cuidam de aidéticos em todo o mundo são mantidas pela Igreja Católica. Procure dentre os achados arqueológicos de hospitais e com certeza nas ruínas você encontrará uma cruz pendurada na parede.

Além disso, a ideia de que as viúvas e crianças abandonadas deviam ser cuidadas pela sociedade existe desde Platão, todo mundo concordava com isso, mas ninguém fazia nada. O que era um bom senso no sentido filosófico da vida se tornou uma indústria de obrigação moral. Foi necessário esperar a Igreja se erguer para que algo fosse realmente feito de forma estruturada. A Igreja inventou os orfanatos e os asilos. Mas ela só estava seguindo ordens: "Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai."

O rei de França São Luís IX dizia que os mosteiros eram o "patrimônio dos pobres".  Eles davam diariamente esmolas aos carentes. Por vezes, míseros seres humanos passavam a vida dependendo da caridade monástica ou episcopal. Também os monges, os de Cluny por exemplo, distribuíam alimentos aos pobres em sufrágio da alma de um religioso falecido, durante trinta dias no caso de um simples monge, e durante um ano no caso de um abade. E, às vezes, perpetuamente.

Como advento da Revolução Industrial, pessoas como o bispo alemão Wilhelm Emmanuel Freiherr von Ketteler, colocaram-se ativamente contra a deteriorização do trabalho e condições de vida dos trabalhadores. Foi nessa época que a Igreja inventou as creches para cuidar dos filhos de pais que passavam o dia inteiro nas fábricas.  A encíclica papal Rerum Novarum é um importante documento do Papa Leão XIII que alertou o mundo em contra a desumanização do trabalho e os extremos do capitalismo e do socialismo.

23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos