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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos 23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos As Cruzadas

As Cruzadas

CruzadasAs cruzadas foram uma série de ataques contra o Islam lideradas por papas gananciosos, ensandecidos pelo poder e travada por religiosos fanáticos que não pensavam duas vezes antes de montar exército até com crianças, que mancharam na história com sua intolerância e destruíram o período de prosperidade do Oriente Médio levando-os a ruína. Existem tantos erros neste primeiro parágrafo que é melhor pularmos logo para o próximo.

O fenômeno das Cruzadas e suas repercussões ainda são ponto de debate entre os historiadores sérios, mas algumas coisas já podem ser ditas sem medo de erro. Uma delas é que as Cruzadas foram uma reação defensiva. Uma resposta direta à agressão islâmica. Um esforço - bem sucedido - de fazer recuar o domínio muçulmano sobre terras cristãs. Não se trata de paranóia de cristãos intolerantes, mas de fatos históricos verificáveis.

Enquanto um muçulmano é em geral uma pessoa pacífica, e Mohammad tenha ele mesmo lutado apenas em auto-defesa, logo após sua morte começaram os primeiros ataques dos califas contra as terras cristã do Mediterrâneo. Uma série de ataques, domínios e expansão militar que durou de forma ininterrupta nos próximos quinhentos anos. Ainda no século VII, Palestina, Síria, Egito foram os primeiros a sucumbir. No século VIII o norte da Africa e a Espanha já viviam sob o regime da sharia. Na virada do século  XI esta expansão já havia dominado a Asia Menor (atual Turquia), fortemente cristã desde os tempos de São Paulo. Na prática, os avanços militares dos muçulmanos reduziram o Império Bizantino à Grécia. Foi nessa situação que o imperador de Constantinopla enviou uma mensagem aos cristãos europeus clamando por ajuda aos seus irmãos e irmãs do oriente.

Algo que é crucial para a compreensão do que foram as cruzadas é entender que, embora como já tenhamos dito o nascimento do islã tenha sido pacífico e passivo, logo ele se tornou um movimento agressivo e implacável. Existem pelo menos 109 versos no Alcoorão que incitam os Muçulmanos a declarar guerra com os não-crentes, os infiéis; e isso de maneira bem gráfica com passagens que clamam por cabeças e dedos cortados e o pedido de morte os infiéis onde quer que estejam escondidos. E não apenas isso, mas também chama aos muçulmanos que não se unirem à luta de hipócritas, alertando que Allah em pessoa iria enviá-los ao inferno se não se unissem a essa "purificação". Claro que o Antigo Testamento cristão está cheio de passagens violentas, mas todas elas tem uma resposta a uma era ou a um momento específico da história, os versos de violência muçulmanos eram abertos a qualquer um em qualquer momento em qualquer lugar. Os muçulmanos eram um exército temido que não se curvava a nada nem a ninguém.

Os cruzados não eram portanto um exército que sofreu lavagem cerebral de um papa ambicioso, mas uma resposta a mais de quatro séculos de agressões islâmicas que já haviam dominado dois terços do antigo mundo cristão. E não era apenas uma conquista filosófica e religiosa, os muçulmanos estavam tomando terras, riquezas, e tudo o que encontravam, os reinos seculares estavam em desespero - lembre-se que o clamor por ajuda não foi religioso, foi um pedido de ajuda a religiosos. Estima-se que mais de um milhão de europeus foram escravizados pelos conquistadores islâmicos.

Em algum momento o cristianismo enquanto centro da civilização ocidental deveria defender a si mesmos e ou dar uma resposta ou enfrentar sua extinção. As Cruzadas foram essa resposta.

Respondendo o pedido de socorro de Constantinopla, durante o Concílio de Clermont em 1095,  o Papa Urbano II convocou a cristandade a fazer recuar o Islam. O apoio veio de todas as partes da europa. A resposta não foi rápida, foi imediata. Não foi grande, foi tremenda. Milhares de cavaleiros pegaram suas armas e partiram para batalha. Por que eles fizeram isso? Durante o início do iluminismo os detratores da fé católica fizeram crer que foi pela oportunidade de roubar e pilhar as riquezas do oriente. Que seus sentimentos de amor a Deus, piedade e auto-sacrifício, expressados em cartas as suas famílias, não deveriam ser levados a sério.

E realmente a imensa maioria dos homens que partiram, tiveram prejuízo. Ser cruzado não era algo barato. Mesmo homens de poses empobreciam significativamente a si e as suas famílias por se juntar às Cruzadas. Muitos provavam estar cientes disso deixando registrado que viam essas dificuldades como atos penitenciais de seus pecados pessoais. A Europa está repleta de cartas medievais atestando estes sentimentos. Claro que eles não se opuseram ao saque (que por sua vez era fruto de um saque anterior), como poderiam ter feito. Mas a verdade é que os cruzados eram notoriamente ruins em saquear. Algumas pessoas voltaram ricas, mas a grande maioria voltou com menos do que tinham quando partiram.

Em dado momento da história o Papa pode unir uma Europa dividida e comover homens de lugares tão distantes como Noruega, Inglaterra, França e Alemanha por uma causa nobre em comum. Se o simples fato dos cristãos defenderem a fé cristã e sua igreja não te faz sentir grato, considere como seria o mundo hoje se em vez de clamar aos Cruzados, Urbano II tivesse cruzado seus braços. A falta de bebidas e carne de porco seria o menor de nossos problemas.

Imagine um Império islâmico transcontinental com as partes ricas vivendo como na Arábia saudita e as pobres como um imenso Marrocos. Não só a música seria banida, mas a maior parte dos outros capítulos deste livro que você lê agora jamais poderiam ter sido escritas. O Direito Romano substituído pelas fatwas. A Democracia Grega substituída pela teocracia árabe. Todas as mulheres de véus. Pena de morte em escala global. Chibatatas como punição para crimes morais. Nenhuma liberdade de expressão. Hoje se você sente revolta quando ouve de alguma jovem sendo apedrejada no oriente por ter namorado em público, feito algum comentário em seu twitter ou simplesmente dito que estava cansada de um marido abusivo, pense que não apenas essa mulher poderia ser sua irmã, namorada, mãe ou filha e pior, talvez você não se revoltasse tanto, acharia que ela é merecedora do castigo.

Não é difícil entender como tudo seria diferente em uma época onde grupos terroristas islâmicos forçam o mundo novamente a se defender.  As Cruzadas não são portanto apenas uma das glórias da Igreja Católica, mas um momento inestimável para todo o modo de vida mundo ocidental.

23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos