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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos 23 Razões para Agradecer (de joelhos) aos Católicos Os Bebês

Os Bebês

bebe catolicoÉ claro que o título deste capítulo é exagerado. Sempre houveram bebês por ai fazendo gracinhas e cocô na calça. Mas existe hoje um certo consenso de que os bebês, justamente por sua fragilidade devem ser protegidos e possuir o quanto antes uma garantia legal de sua vida. Muito antes dos casais homossexuais brigarem na justiça pelo direito de adotar bebês, os casais heterossexuais já estavam os abandonando por ai a sua própria sorte.

A lei judaica previa cuidados com orfãos e viúvas, e a lei ateniense garantia relocação para os orfãos de pais que fossem mortos em serviço militar até os dezoito anos. Mas foi a Igreja Católica Romana que no século III inventou os estabelecimentos que hoje conhecemos como orfanatos. Foi um processo natural. Sabendo que a igreja defende a vida os pais começaram a deixar seus filhos indesejados nas portas das igrejas e conventos. Estas crianças eram cuidadas e educadas até a idade em que pudessem aprender uma ocupação. Na Idade Média, por volta do ano 1198, o papa Inocêncio III criou  “A Roda” – uma espécie de portinha giratória, onde as mães podiam deixar seus filhos sem ser identificadas e sem expô-los as interpéries do clima.  O motivo da criação da Roda: o papa ficou assustado com o número de pequenos cadáveres boiando no rio Tibre, em Roma.

Hoje ainda achamos um absurdo alguém colocar um bebê indesejável em um depósito de lixo, mas nem sempre foi assim. Se hoje parece ponto passivo que o infanticídio é algo ainda mais perverso do que matar um adulto devemos agradecer a igreja. A atual batalha dos cristãos contra o aborto é apenas parte do avanço milenar que já foi dado contra a cultura da morte. Antigamente era muito natural matar bebês, assim como hoje é muito natural para alguns matar fetos.

O pleno direito legal a vida desde a concepção defendido pela Igreja Católica pareceria aos aos pagãos antigos algo muito mais absurdo do que parece hoje aos já incomodados liberais. O infanticídio  foi praticado em sociedades pré-cristãs em todos os continentes e tão distantes uma das outras quanto a América Central e a Sibéria. Enterrar, degolar, esmagar ou afogar bebês que apresentassem qualquer grau de deficiência ou desconforto para os pais era algo comum entre os aborígenes nômades australianos, as sofisticadas poles urbanas da Grécia antiga, a China e até recentemente aos esquimós.

Em seu livro ´"Etica Prática" o filósofo ateu Peter Singer admite: "Em algumas sociedades, o infanticídio  não era simplesmente permitido , mas em determinadas circunstâncias, visto como moralmente obrigatório. Não matar um bebê doente ou  deformado era quase sempre visto como um erro, e o infanticídio  talvez tenha sido a primeira forma de controle da população  - ou a única, no caso de várias sociedades.

Os espartanos não eram os únicos a abandonar suas crianças nas encostas das montanhas: tanto Platão como Aristóteles recomendavam a morte dos bebês  deformados. Romanos como Sêneca, cujo senso moral compassivo surpreende o leitor moderno por parecer superior aos dos primeiros escritores cristãos da Idade Média, também viam o infanticídio como solução natural e humana do problema colocado pelos bebês doentes e deformados. A mudança  das atitudes ocidentais  diante do infanticídio  desde a época romana é um produto da Cristandade - assim como a doutrina do caráter sagrado da vida humana, da qual faz parte."

A instituição de uma cultura de valorização da vida humana independente tenha você 100 anos ou alguns minutos de vida  é um dos grandes trunfos da civilização. Assim todas as pessoas que no mundo moderno passaram por pouco de ser abortadas ou que foram adotadas por alguém após terem perdido ou serem abandonadas por seus pais têm que agradecer a igreja e a transformação cultural que causou, incluindo ai pessoas e legados como os de Beethoven, Edgar Allan Poe, Roberto Bolaños, Jack Nicholson, Andrea Bocelli, Nelson Mandela, John Lennon, Cristiano Ronaldo, Steve Jobs e muitos outros.  

23 Razões para agradecer aos católicos