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siga a estrada de tijolos amarelos: Miscelânia Textos Diversos Fim do mundo: Guia de sobrevivência A Lua Apocalíptica da Ciência Nazista

A Lua Apocalíptica da Ciência Nazista

Um dos aspectos mais curiosos do nazismo, em especial, das doutrinas científicas [ou pseudo-científicas] adotadas pelos nazistas, é a cosmogênese/geogênese concebida pelo cientista oficial daquele regime, o austríaco Hans Hörbiger [1860-1931], engenheiro e escritor. A teoria de Hörbirger,  fundamentada na idéia de um conflito perpétuo entre o gelo e o fogo e entre as forças de atração e repulsão dos corpos celestes, inclui um apocalipse lunar, um fim dos tempos provocado pela queda da Lua na Terra, Lua que, para ele, é constituída, essencialmente, de gelo.

Segundo Hörbiger, a órbita da Lua em torno da Terra é circular somente na aparência; na verdade, esta órbita seria espiralar ou seja, o satélite faz uma trajetória em espiral e sua aproximação progressiva é desconhecida ou ignorada pelos astrônomos porque a longa duração do ciclo que, muito lentamente, resultará no choque entre os dois astros, torna o fenômeno imperceptível.

Todavia, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, os efeitos do estreitamento da espiral tornar-se-ão notáveis: elevação do nível dos oceanos, fazendo submergir os trópicos e ilhando altas montanhas; alteração do peso dos seres vivos e brutos, que ficarão mais leves. Os vivos, sobretudo, crescerão, agigantar-se-ão pois sob a influência da proximidade lunar haverá uma alteração do código genético e, por conseguinte, mutações.

Finalmente, a Lua, já muito próxima e orbitando impulsionada por enorme velocidade, explodirá, fragmentando-se e formando um grande anel de gelo, água e gás. Este anel vai cair sobre a Terra: será o Apocalipse Lunar. Depois da catástrofe, sobreviverão apenas os homens mais fortes, os 'eleitos', precursores de uma nova Humanidade [que, no entanto, não vai durar muito como se verá a seguir].

Na opinião de Hörbiger, a Lua... não passaria do último satélite captado pela Terra, o quarto. O nosso globo, no decurso da história,já teria captado três. Três massas de gelo cósmico errando pelo espaço teriam, sucessivamente, alcançado nossa órbita. Teriam começado a girar em espiral à volta da Terra, aproximando-se, depois ter-se-iam abatido sobre nós. A nossa Lua atual também também se precipitará sobre a Terra. Mas, desta vez, a catástrofe será maior, pois este último satélite gelado é maior que os precedentes. Toda a história do globo, a evolução de todas as espécies e toda a história humana encontram sua explicação nesta sucessão das luas do nosso céu.

Há quatro épocas geológicas, pois houve quatro Luas. ...Estamos no quaternário... Durante o período em que o satélite se aproxima... a gravitação [as relações entre gravidade e corpos] está consideravelmente alterada. Ora, é a gravitação [gravidade] que dá aos seres o seu tamanho. Eles só aumentam de tamanho em função do peso que podem suportar. No momento em que o satélite está próximo há portanto um período de gigantismo. [BERGIER/PAUWELS, 1967 ─ p 268/269].

Não haverá mais Lua e todo o processo de desaparecimento deste satélite vai repercutir no planeta Marte por conta das alterações gravitacionais decorrentes. Marte deverá se deslocar em uma tangente que tocará a superfície da Terra, sugando sua atmosfera, provocando novos cataclismos e, seguindo em direção ao Sol, será engolido pelo astro-rei. Quanto ao planeta azul, também não vai durar muito tempo depois de tudo isso pois o encontro, literalmente fatal, entre Marte e Sol, desencadeará explosões magatômicas que também destruirão completamente a Terra cujo destino, será, igualmente, a completa absorção no seio do fogo solar.

por Ligia Cabús