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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Livros Satânicos Guia de Leitura da Bíblia Satânica Ato V, Bençãos e Maldições Satânicas

Ato V, Bençãos e Maldições Satânicas

Citação Chave: "Abençoados são os forte, pois eles conquistarão a Terra – Amaldiçoados são os fracos, pois herdarão a escravidão! (...) Abençoados são os vitoriosos, pois a vitória é a base de tudo que é certo – Amaldiçoados são os derrotados, pois serão vassalos eternos! (...) Três vezes amaldiçoados sejam os fracos cuja insegurança os tornam vis, pois eles servirão e sofrerão! O anjo da auto ilusão está acampado na alma dos “justos” – A chama eterna do poder através da alegria habita na carne do Satanista!"


Comentário: O último ato do Livro de Satã é uma série de benções e Maldições que visam parodiar e corrigir os conceitos do Sermão da Montanha, encontrado nos evangelho cristão. O conceito do direito natural dos fortes que é proclamado foi compreendido por todos os grandes líderes militares da história. Adolf Hitler, em seu livro “Mein Kampf”, no terceiro capítulo escreveu: “Se na luta pelos seus direitos uma raça é subjugada, significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre, pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. O mundo não foi feito para os povos covardes.” O satanismo não lida com povos, mas com indivíduos, mas o mesmo pode ser dito quanto a eles.

"Abençoados são os vitoriosos, pois a vitória é a base de tudo que é certo". Este é outro verso importante, pois guarda a mesma temática do titulo original “Might is Right”, em outras palavras, o “forte está sempre certo”.  São os poderosos os únicos capazes de dizer o que é certo e errado na prática. Certamente teríamos uma visão bem diferente do que foi o III Reich se Hitler tivesse sido vitorioso. Nas palavras de Al Capone, “você consegue muito mais, com uma palavra amável e um revólver do que somente com uma palavra amável.” Stalin dizia que os comunistas jamais reconheceriam nenhuma lei moral que prejudicasse os planos da revolução. Hoje entendemos que, Hitler é um monstro, Capone um criminoso e Stalin um facínora, mas isso só reforça o antigo ditado militar que ensina  que “a história é contada pelos vencedores.”

Os padrões de bem e mal, moral e imoral, justo e injusto são definidos por aqueles que sobreviveram aos conflitos, derrotaram seus inimigos e conquistaram poder, dinheiro e domínio sobre as massas e criam os métodos de punição para aqueles que se opõe a eles. Nenhuma lei guiou a humanidade até hoje senão a Lei do mais forte. Nos primórdios da história quando os homens se submetiam à força bruta de seus líderes, esta relação era mais clara e óbvia. Hoje se submetem à lei oficial de seus países, que nada mais é do que esta mesma força mascarada.

"Três vezes amaldiçoados sejam os fracos cuja insegurança os tornam vis". Esta passagem, por fim pode nos remeter diretamente à teoria do ressentimento dos vencidos, da moral dos escravos proposta por Friedrich Nietzsche. O modelo em que a hierarquia social nasce de um duelo onde o vencido para se manter vivo aceita ser escravo e reconhece no vencedor o seu senhor já fora identificado por Hegel. Nietzsche contudo extrai deste duelo outras conseqüências. Em dado momento da história, mais especificamente na Palestina durante a destruição do segundo Templo de Salomão, um povo foi mais uma vez vencido por outro, mas desta vez, mais do que em qualquer momento anterior destilou-se o veneno do ressentimento. Tudo aquilo que era associado aos vencedores romanos, o que quer que fosse forte, nobre, altivo, saudável, corajoso, passou a ser denunciado como "mau".  E tudo o que era vil, fraco, vencido, ferido e covarde, começou a aparecer como sendo "bom". Os escravos, não podendo ganhar a batalha, mudam os próprios valores. Séculos mais tarde, esta artimanha acabou por transferir-se e ser institucionalizada aos próprios romanos, curiosamente no seu período de maior decadência.