Complementos ao Livro de Satã:
- Might is Right, Ragnar Redbeard
- Mein Kampf, Adolf Hitler
- Arte da Guerra, Sun Tzu
- O Anticristo, Nietzsche
Citação chave: "O primeiro livro da Bíblia Satânica não foi concebido como uma grande blasfêmia mas sim como um manifesto daquilo que pode ser chamado de “indignação diabólica”. O Diabo tem sido atacado de forma implacável e ininterrupta pelos homens de Deus e, excluindo-se algumas obras de ficção, nunca houve uma oportunidade para que o Príncipe das Trevas pudesse se pronunciar da mesma forma que os porta-vozes do Senhor dos Justos. No passado, os ruminantes clericais tiveram a liberdade de definir “bem” e “mal” como bem entenderam e alegremente atiraram para o esquecimento todos aqueles que discordaram de suas mentiras – verbalmente e algumas vezes fisicamente também. (...) Agora os enfadonhos manuais da hipocrisia não são mais necessários: para reaprendermos a Lei da Selva precisaremos apenas de uma pequena e esbelta diatribe. Cada verso é um inferno. Cada palavra uma língua de fogo. As chamas do Inferno queimam ferozes... e purificam! Comece a leitura e aprenda a Lei."
Considerações:O Livro de Satan, A Diatribe Infernal é simbolicamente associado ao elemento fogo, versa sobre o comportamento do forte e a Lei da Natureza e apresenta satanismo de modo literário por meio de versos divididos em V atos.
É o livro de origem mais polêmica da Bíblia Satânica. Tudo indica que de fato seus versos são
plágio de um obscuro tratado escrito em 1896, sob o titulo “Might is
Right” por
Ragnar Redbeard (possivelmente um dos pseudônimos de Jack London), que por sua vez foi inspirado no reboliço causado por
Nietzsche e Darwin no século 19.
LaVey plagiou os versos diretamente escolhendo segmentos de diferentes seções do livro original e fazendo leves mudanças nos versos para corrifir o que ele considerou erros na lógica e consistência de Might is Right. Hoje o Livro de Satã também é recitado em diversas cerimônias satânicas seja em parte ou na íntegra.
A palavra 'Lei' está capitalizada no final do prefácio do Livro de Satã, e seja proposital ou por acaso, isso não é irrelevante, sendo possivelmente uma referência velada ao trabalho de Aleister Crowley. Realmente, a Lei de Thelema reflete-se na Lei do forte e na alegria do mundo, entre outras similaridades encontradas com o Livro de Satã. Curiosamente o Livro concebido por Aleister Crowley também tem uma autoria controversa.
A Diatribe Inferna
