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Importância do estudo do plano astral

Realmente, o melhor método de interpretação de sonhos é através de signos lingüísticos. Nenhum manual de sonhos ajuda, pois não focaliza o contexto onde se desenvolve o sonho. A pessoa tem de interpretá-los valendo-se deste método lingüístico, que também é usado na interpretação de várias obras literárias, principalmente as relacionadas ao estilo do Simbolismo.

Um sonho é similar a uma parábola. Há vários signos nele. A análise contextual por intermédio dos signos pode oferecer valiosa ajuda. Isoladamente, um signo não possui muito valor. Se alguém sonha com uma cobra, ela pode ter inúmeros significados, como a energia kundalinica, tentação, sedução, traição, tesão e  muito mais. Deve-se analisar o contexto onde o ofídio se encaixa. Vou citar outro exemplo: Uma pessoa sonha com um incêndio, depois vê uma moça parada num semáforo vermelho, aproxima-se dela e lhe oferece uma rosa. Há três símbolos de paixão aí: o incêndio (devastação da paixão), semáforo vermelho (pedindo a sua parada obrigatória diante do objeto do seu amor) e a rosa (por demais óbvia!). Por conseguinte, o sonho provavelmente estará lhe indicando que você está apaixonado por uma mulher, ainda que não o saiba em nível consciente. Isoladamente, noutro contexto, qualquer um dos símbolos poderia ter outro significado. Mais um exemplo: certa vez uma pessoa sonhou que estava percorrendo uma estrada sinuosa e, num dado momento, o carro onde viajava rolou pela ribanceira. Quando contou o sonho ao médico, este pediu que desenhasse a estrada percorrida e onde o carro havia despencado. Ficou constatado mais tarde que a estrada era a forma do intestino da pessoa e que o problema achava-se  onde o carro caiu. Na Bíblia, foi relatado o sonho do faraó, interpretado por José, sobre as sete vacas gordas e as sete vacas magras, uma premonição sobre os sete anos benfazejos e os sete anos paupérrimos por que o Egito ia passar. Os sonhos de Abraão, Nabucodonosor, Penélope, Cliptemnestra, o famoso íncubus que alimentou o Santo Ofício, até os estudos oníricos efetuados por Freud e outros psicanalistas mostram a relevância do tema abordado.

Isto não ocorre apenas em nível de sonho, mas a própria natureza comunica-se também desta forma, afinal a vida não passa de um sonho congelado. Quem for sensível poderá percebê-lo no próprio cotidiano. F. estava passando por uma situação financeira apertada. Sentado no sofá, ouviu um ruído na janela, quando a abriu um bem-te-vi entrou em casa, como um foguete, e saiu pela outra janela. Veio-lhe a percepção (ou intuição) de que só a Águia representa uma ave que voa tão rápido assim, correlacionada com o popular jogo do bicho. Jogou o grupo na cabeça e conseguiu o dinheiro necessário para sobreviver até o final do mês. Antes que alguém me acuse de incentivar a jogatina, afirmo que sou contrário a qualquer forma de jogo que sugue o dinheiro da pessoa, pois isto não passa de vampirismo monetário. Por outro lado, incentivo os que possam realmente acrescentar algo, como o Xadrez, que desenvolve o raciocínio. Citei o fato apenas por exemplo.

Leve-se em conta que, por ser extremamente pessoal, tanto o sonho desperto, quando o dormindo, não devem ser revelados levianamente a ninguém, a não ser em casos especiais, como um psicanalista que esteja lhe ajudando. No sonho, a pessoa recebe informações importantes, porque está totalmente relaxada. Acordado, o mesmo pode acontecer, se a pessoa estiver receptiva. Aliás, a receptividade é uma importante chave mágica.

O descaso para com o campo onírico é fruto, em parte, da existência de pretensos manuais de interpretação, que para nada servem, bem como retóricas intelectuais, que só afastam o leigo de um estudo mais sério. Enfim, o ideal é anotar os sonhos, ainda de madrugada para criar um vínculo maior com o plano onírico. Tal vínculo permite ter o sonho lúcido, também conhecido como viagem astral, dentro do próprio sono, evitando o medo da morte, nas tentativas conscientes, bem como possíveis bloqueios pela educação religiosa. Falo, de fato, da criação de um diário mágico, IMPRESCINDÍVEL para qualquer mago.

Um adendo aqui. O seu diário é apenas para os seus olhos. Guarde-o num local de difícil acesso a terceiros e, se possível redija-o em código próprio ou num idioma como árabe, japonês, que dificulte o entendimento por quem acidentalmente o tenha em mãos. A razão é simples: o curioso passa a conhecer os seus segredos mais íntimos. Muitas ordens pedem que o neófito apresente um diário mágico. O Autor denuncia tal pretensão: ninguém possui o direito de entrar na intimidade de ninguém. Entregar um diário mágico como pré-requisito para mudança de grau é uma atitude infame.

No diário mágico, devem ser anotados não só os sonhos, mas as práticas mágicas e os fatos relevantes do cotidiano. Algumas vantagens no uso do diário mágico são as seguintes:

·        Possibilitar o sonho lúcido. O ideal é anotar todos os sonhos, ainda de madrugada, o mais minuciosamente possível e depois voltar a dormir.

·        Em caso de algum ataque astral, permite a tomada de consciência no próprio sonho e  a reação adequada, defendendo-se e eliminando o problema por completo.

·        Possibilita o estudo do sentido dos sonhos, com base nos signos lingüísticos. Em alguns casos, arquétipos plenamente estabelecidos, como o do Tarot, também auxiliam a interpretação.

·        Descrever os rituais praticados com precisão, relatando todas as experiências relacionadas a ele, bem como a sua conclusão.

·        Auxilia a observação da evolução da prática mágica em relação a tendências futuras e o reestudo das anteriores.

·        Relacionar idéias importantes que lhe venham à mente, para uso futuro.

·        Anotar os fatos relevantes do dia-a-dia, para posterior comparação.

·        E muito mais! Lembre-se de que o limite é o da própria imaginação. Os relatos devem ser o mais preciso possíveis!

Além do método da anotação dos sonhos, o autor sugere outra idéia para facilitar a viagem astral. Após se deitar e relaxar na cama, contemple o corpo como se, de fato, estivesse dormindo. Aja naturalmente em relação a qualquer incômodo, como uma resposta automática do próprio corpo. Depois de cerca de uns 20 minutos, sentirá a vontade imperiosa de mudar de posição. Mude de posição e tente, agora, dormir. Semanalmente, tenho viagens astrais, algumas vezes duas por semana, graças a esta técnica, elaborada por mim.

No sonho lúcido, a pessoa interage instantaneamente em qualquer tempo-espaço, sem o muro da causalidade. O segredo é a vontade. Se quer ir a determinado lugar, basta a vontade. A sensação de voar no plano onírico é simplesmente indescritível, tamanha a emoção de liberdade e felicidade, só quem passou por esta experiência pode realmente saber o que significa.

Neste exato momento, alguém perguntará: Você fala muito no plano físico e no plano astral, mas e os demais planos? O autor responde que estes são os únicos planos que devem ser levados em conta. Os outros são apenas teóricos ou subtipos do plano astral. Há quem cite, por exemplo, um plano mental, mas a consciência rola também no sonho lúcido, ou seja, a mente (não o cérebro) interage em ambos os planos. Portanto, é melhor se preocupar com o que se tem a mão.

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