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siga a estrada de tijolos amarelos: Satanismo Textos Satânicos ONA e Anarquia

ONA e Anarquia

Copiado de um discurso dado por Anton Long em um Sunedrião da ONA, Oxford, yf 99

Tradução por Diabolus Shugara

Raise Hell

 

O que está ocorrendo mais e mais dentro da sociedade, é a aderência por indivíduos em ‘opiniões’ causas e efêmeras como um resultado da sujeição de indivíduos a propaganda aberta e a mais ‘coberta’ (i.e. ‘subliminar’). Isto é, a sociedade está se desenvolvendo enquanto faz a experiência pratica dos traumas da vida mais e mais distante – o individuo tornando-se protegido não somente pelo ‘Estado’ e suas instituições, mas também por idéias. Assim, o mundo é visto pelas lentes distorcidas dessas idéias. No passado, sabedoria surgia sempre dolorosamente em um período de tempo por diversas e frequentemente traumáticas experiências pessoais – isto é, uma importante ‘visão do mundo’ individual era formada como um resultado dessas experiências variadas. É claro, poucos chegaram verdadeiramente a esse estagio de desenvolvimento consciente.

 

Magicka, convenientemente entendida, era uma tentativa de ‘curto-circuitar’ esse processo – por isso, por exemplo, as tarefas e procedimentos dos Rituais de Grau no Caminho Septenário. Assim, magicka construiu, no interior e exterior do individuo, uma fundação genuína – um ‘coração interno’ que capacita o individuo não somente a sobreviver em um mundo frequentemente hostil, mas também eleva sua vida muito significativamente. Magicka restaura o individual de um modo muito importante para as ‘raízes do seu ser’ permitindo assim um crescimento pessoal.

 

Entretanto, a sociedade em geral faz o oposto. Sua ‘educação’, suas Instituições, suas Leis todos atuam juntos para um individuo faltando em espírito: isto é, destituído de uma visão de mundo pessoal. Além disso, isso ocorre qualquer que seja a visível fidelidade política da sociedade – e.g. Socialista ou capitalista ou sombras entre esses – e ocorre quer ou não uma sociedade em particular é ‘democrática’ ou abertamente ‘repressiva’.

 

A única diferença entre os dois é o método: o último é mais objetivado e direto, frequentemente envolvendo força e supressão, enquanto o primeiro é mais errante (e totalmente mais perigoso por causa disso).

 

Essencialmente, há um crescimento dentro de quase todas as sociedades do mundo de um consenso e uma aderência para certo conjunto de idéias e valores. Isto é, há um ‘nivelamento abaixo’ de diferenças junto com uma perda real de liberdade individual não somente em termos do poder de um individuo de transitar livremente, sem dividas qualquer que seja o ‘passado’ que ele ou ela pode ter, mas igualmente importante em termos de vigilância interna. Há menos e menos ‘realidade’ nos indivíduos por causa que as experiências dramáticas, formativas que criam e moldam caráter e que dão espírito estão se tornando ‘ilegais’/mal vistas ou feitas impossíveis pelo controle do Estado e/ou doutrinação do individuo para certo padrão de vida/idéias sobre a vida.

 

Em um sentido prático, alguém poderia não somente dizer que são as restrições legais sobre um individuo e suas ações aumentando, mas também o poder direto o qual o Estado tem sobre os indivíduos (e isso inclui informação sobre os indivíduos) estão sempre aumentando. Isso, junto com uma cooperação entre os Estados na distribuição/troca de informação e o desejo por mais e maiores ‘federações’ de Estados (e.x. como um ‘Estado Europeu’) nacionais e internacionais, significam mais e mais restrições pessoais diretas e menos e menos ‘liberdade interna’. Há, resumindo, muito mais modos de vida superficiais: modos encorajados por Estados e por aqueles que aderem para o que está rapidamente se tornando a ‘idéia-sistema’ de mundo aceita. Essa ‘idéia-sistema’, ela surpreenderá poucos aqui, é baseada em grande extensão na ‘visão Nazarena do mundo’. Já em uma das muitas de suas formas políticas está estabelecida dentro dos Estados do Ocidente onde suas senhas incluem ‘democracia’, ‘igualdade’ e ‘liberdade’. É claro, essas palavras guardam belas idéias – mas elas não são reais simplesmente porque elas pertencem a alguma coisa além de um ou pelo menos uns poucos indivíduos.

 

Isso é realmente a dificuldade da matéria. O que é real é aquilo que existe para cada um de nós, e isso é e deve ser descoberto novamente por cada individuo como parte do processo da vida: quando não é assim, não há vida real – somente a aparência dela. Não há assim, essência interna, somente forma externa. O que isso significa é que todos os governos, Estados, Instituições ou agrupamentos poderosos negam essa essência porque nossa vida consciente é um processo pessoal de desenvolvimento sobre nosso entendimento de nós mesmos, o mundo, o cosmos e aqueles poucos outros com o qual nós interagimos de um modo muito pessoal: não deve ser extrapolado além disso, e todas as políticas, toda religião e todas as pressões de qualquer alarido contradizem isso. Eles são, essencialmente, contra-evolucionarios porque eles fazem o individuo confiante naquilo que não é nascido de dentro. Assim não pode haver tal coisa como genuína ‘democracia/liberdade/igualdade’ e todas as tentativas de criar o que são somente idéias abstratas destroem individualidade. Tais idéias abstratas, entretanto, continuam a florescer, e elas continuam a fazer o individuo estéril. Haverá, em um futuro próximo, mais confiança em tais idéias, mais e mais tentativas de fazê-las uma ‘realidade’ nas formas de Estado/governo – e.g. na Europa Oriental e além.

 

É claro, essa analise forma a parte interna do ‘genuíno anarquismo’: mas mesmo isso é um rótulo, um ismo – que tem se desenvolvido em uma ‘idéia’ com toda discordância apropriada para uma idéia. Magicka é um meio longe de tudo isso – é um sistema pratico, destituído de dogma, e faz possível o próximo estágio de nossa evolução como indivíduos. Como tal, é oposição direta a todas as formas de poder – governamental, religioso ou social – ainda que essa oposição é silenciosa e permanecerá silenciosa.(Nota1)

 

Magicka é individual e permanecerá individual e enquanto as correntes contradições permanecem não desfavoráveis a respeito da divulgação de informação em relação a suas técnicas, isso provavelmente mudará: simplesmente porque liberação interna é e continuará a ser assim por algum tempo a ocupação de um pequeno número de indivíduos enquanto os devotos de idéias políticas e sociais abstratas continuam a florescer e expandir.

 

Isso, naturalmente, é somente um breve resumo do problema e o que talvez é essencial lembrar é que nós como artistas da magicka possuem a habilidade de trazer mudança: dentro de nós mesmos e, deveríamos deseja-la, dentro da sociedade que nós vivemos. A essência do primeiro é o caminho septenário, quanto ao ultimo: Magicka Aeonica.

(Esse artigo apareceu primeiro na Publicação 34 (Solstício de Verão) af 101 do Azoth, um boletim interno da ONA)

 

 (1) Silencioso como em “coberto” – pelo menos a respeito da intenção do Iniciado/Adepto da Tradição Sinistra da ONA. Entendido magicamente, políticas, de qualquer que seja o tipo, é um meio, uma forma, usada de um modo magicko pelo Iniciado/Adepto para trazer mudança causal de acordo com o intento sinistro desse Iniciado/Adepto, e de acordo com o intento da Dialética Sinistra.   

riot

Magicka e Políticas