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siga a estrada de tijolos amarelos: Sinfonias Música e Ocultismo Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história Murder Ballads, Nick Cave & The Bad Seeds

Murder Ballads, Nick Cave & The Bad Seeds

Murder BalladsO título, Murder Ballads revela tudo sobre as letras, todas são narrativas sobre assassinatos mais ou menos passionais, mas não denota o lado musical. Nem tudo aqui é balada - nem tudo é dor de cotovelo. Das baladas propriamente ditas, foram extraídos dois hits maciços: os duetos Henry Lee (com PJ Harvey, na época esposa de Cave) e Where The Wild Roses Grow (com Kylie Minogue, sobre uma garota inocente assassinada por um namorado perturbado que enlouquece com sua castidade).

Os simples e ótimos clips dessas canções favoreceram bastante seu sucesso, talvez por exibirem belas mulheres (as cantoras que participam das faixas - até PJ está linda) em histórias envolventes e surpreendentes. As duas moças se juntam ao bebum Shane McGowan (ex-The Pogues) e à poetisa Anita Lane para dividir com Nick os vocais da irônica Death Is Not The End, que encerra o álbum legando uma sensação bizarra ao ouvinte, que não consegue decidir se gostou, se achou meio depressivo ou se ficou assustado. E isso porque nem falamos da suíte de choros The Kindness of Strangers... Lúgubre. Gótico... e muito, muito Satanista.

Essa é a eterna batalha de Cave com e contra a religião. Amén Nick !

Where The Wild Roses Grow



 They call me The Wild Rose
but my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day

From the first day I saw her I knew she was the one
As she stared in my eyes and smiled
For her lips were the colour of the roses
That grew down the river, all bloody and wild

When he knocked on my door and entered the room
My trembling subsided in his sure embrace
He would be my first man, and with a careful hand
He wiped at the tears that ran down my face

Chorus

On the second day I brought her a flower
She was more beautiful than any woman I'd seen
I said, "Do you know where the wild roses grow
So sweet and scarlet and free?"

On the second day he came with a single red rose
Said: "Will you give me your loss and your sorrow?"
I nodded my head, as I lay on the bed
He said, "If I show you the roses will you follow?"

Chorus

On the third day he took me to the river
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he stood smiling above me with a rock in his fist

On the last day I took her where the wild roses grow
And she lay on the bank, the wind light as a thief
As I kissed her goodbye, I said, "All beauty must die"
And lent down and planted a rose between her teeth

Chorus

 
Tradução de Where The Wild Roses Grow
(Onde As Rosas Silvestres Crescem)

Eles me chamam de A Rosa Silvestre
Mas meu nome é Elisa Day
Porque me chamam assim eu não sei
Pois meu nome é Elisa Day

Do primeiro dia que eu a vi
Sabia que ela era aquela
Ela fixava o olhar em meus olhos e sorria
Pois seus lábios eram da cor das rosas
Que cresciam junto ao rio
Todo sangrento e silvestre

Quando ele bateu na minha porta
E entrou no quarto
Minha tremedeira parou em seu abraço seguro
Ele seria o meu primeiro homem
E com uma mão cuidadosa
Ele enxugou as lágrimas que corriam pelo meu rosto

No segundo dia eu comprei flores para ela
Ela era mais bonita
Que qualquer mulher que eu tenha visto
Eu disse
\u201cVocê sabe onde as rosas silvestres crescem
Tão docemente e escarlates e livres?

No segundo dia
Ele chegou com uma solitária rosa vermelha
Disse:
Você vai me dar sua desgraça e sua tristeza?
Eu balancei a cabeça, enquanto deitava na cama
Ele disse: Se eu lhe mostrar as rosas, você seguirá?

No terceiro dia ele me levou ao rio
Ele me mostrou as rosas e nos beijamos
E a última coisa que ouvi foi uma palavra murmurada
Enquanto ele se ajoelhou (sorrindo) em mim
Com uma pedra em seu punho

No último dia
Eu a levei onde as rosas selvagens crescem
E ela se deitou à margem, o vento leve como um ladrão
E eu a dei um beijo de despedida, disse:
Toda beleza deve morrer
E descendi e plantei uma rosa
Entre os seus dentes

Nº 41 - Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história