Ir para o conteúdo. |

  • A Empresa
  • Apoie
  • Contato
  • Seções:
siga a estrada de tijolos amarelos: Sinfonias Música e Ocultismo Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história Noctulius entrevista MagnanimuS SapientiS/ReX InfernuS

Noctulius entrevista MagnanimuS SapientiS/ReX InfernuS

Rex InfernusOriginalmente publicada em sua versão integral no Sinistra Vivendi Zine I em 2004 e.v. Publicação, sem cessão de direitos autorais, autorizada por MagnanimuS SapientiS e  Noctulius , em Outubro 2008, exclusivamente no portal Morte Subita inc.

II – A música sinistra e mágicka de Rex Infernus transmite ao ouvinte mais atento intensas e sombrias reflexões, de onde vem esta inspiração que une metal extremo ao Caminho da Mão Esquerda com tamanha sinceridade e originalidade?

Magnanimus: Caminho iniciático pessoal e experiência como master templi.

III – Como foi e está sendo a repercussão dos dois trabalhos da banda até o momento, o Tape –Loadohi a Micaolz (99) e o Cd Noan (02)?

Magnanimus : Não sei ao certo.... Faz aproximadamente um ano e meio que não tenho acompanhado absolutamente nada em termos de divulgação, shows, revistas, sítios,etc. Vates talvez possa dar maiores infos. Mas, até onde acompanhei, tivemos uma repercussão excelente. Explico.: 93% das pessoas que pegaram “Loadohi a Micaolz” também apreciaram NoaN. E um terço das pessoas que adquiriram NoaN ou L.A.M. nos escreveram para maiores informações, estabelecer alianças,etc. Enfim, um resultado muito positivo. Ah, claro, quase um quinto do pessoal também nos apoiou com as camisetas. Muito mais do que imaginamos em qualquer época. Nós não ficamos “extremamente conhecidos”, em grande parte, à pouca divulgação, mas por outro lado formamos um círculo coeso, seleto e próximo. Isto é, a metaleirada em geral não conhece, mas os ligados mais diretamente à via sinistra estão cientes de nosso trabalho, próximos e nos apóiam. Outro ponto positivo da repercussão é que sem dúvida ajudamos a firmar o metal em português no Brasil. Vários bangers nos escreveram realatando terem sido impelidos a adotar nossa língua após escutar “Loadohi...”. As críticas também foram muito favoráveis, o que me surpreendeu, porque eu acho nosso som muito distoante do “padrão black metal”. No entanto, na Polônia, Alemanha, EUA, Aqui...nunca tivemos uma review negativa. Ou melhor, tivemos, uma na rock brigade relativa a NoaN, mas, cá entre nós,foi feita por um incompetente que claramente não escutou o CD. E no fim, foi legal esta negativa ter saido lá. Em Loadohi o RF disse que nosso som, era “Uma revelação do black metal nacional”, mas disse também que era muito “clichê”. A forma de vida que resenhou NoaN na RB disse que era um som “bizarro e incompreensível”. Hehehe...Daí, ficou divertido na mesma revista um revisor classificar como “clichê” e outro como “bizarro e incompreensível”. Em resumo: Ao que tudo indica, ReX InfernuS se tornou na esfera mundana o que é na esfera mágica: Um vórtice sinistro, oculto ao homem vulgar e inevitavelmente próximo ao iniciado.

IV – Na parte lírica nota-se uma grande influência, de egrégoras de entidades da natureza indígena brasileira, por exemplo “Curupira”, em um de nossos contatos Magnanimus disse que egrégoras como essa são extremamente fortes mais também extremamente negligenciadas por muitos. Como vocês analisam este descaso?

Maganimus: Vejo quatro hipoteses, de certa forma relacionadas, para este fenômenos Complexo de Inferioridade: Headbanger brasileiro não deixa de ser brasileiro, e infelizmente meus compatriotas têm, de maneira geral, uma tremenda vergonha de terem nascido no Brasil. Consideram tudo o que vem daqui ruim, a menos que se demonstre o contrário. Consideram o Curupira mera historinha da escola, folclore popular dispensável, mas acham trolls, vrucolacas e vampiros poderosos, interessantes e sofisticados.

Ignorância: A ignorância, a ausência de estudo e informação, aliada à burrice pura e simples, permite visões como a que descrevi acima. Qualquer um que tenha estudado a fundo mitologia escandinava e tenha adicionado a isto um pouco de geografia, sociologia e história da escandinávia verá que os trolls, duendes e gnomos estão para eles como nossos Sacis, Caaporas e cia estão para nós. Os habitantes das áreas rurais da Suécia REALMENTE crêem que Trolls existiram, as crianças aprendem sobre hidrormel, valhala e cia nas escolas primárias. Nem por isso os escandinavos acham que isto torne seus temas locais menos interessantes. Ausência de Sabedoria Iniciática e Conhecimento Mágico: Qualquer mago ou feiticeiro com um mínimo de experiência e evolução espiritual sabe o valor de uma egrégora. Apenas o tempo de existência do mito do Curupira, aliado às emoções intensas associadas a ele, já deveriam ser suficientes para despertar o interesse de qualquer iniciado. Este é um dos poucos pontos que, seja via Eliphas Levi, LaVey, Crowley,TOV ou Myatt, um ser minimamente dotado de inteligência chegará exatamente à mesma conclusão. Pensando bem basta conhecimento mágico/místico para reconhecer o poder e utilidade desta egrégora. Entretanto, para o real entendimento é necessário a correspondente evolução inicática.

Escapismo: O escapismo é uma das mais fortes causas. A maioria dos metallers que conheci usavam o metal, em especial o metal épico e o black metal, como forma de escapismo. Ora, falar de trolls, duendes e montanhas geladas da escandinávia o leva para mais longe do cotidiano que o Caapora ou o Curupira. Assim, creio que para estes, não importa quão pertinente seja o trabalho com uma egrégora, eles sempre sintonizarão com mitos europeus, asiáticos, etc...enfim...sempre preferirão o que os levar para mais longe de qualquer “Brasilidade”, de qualquer relação com seu
cotidiano.

V – O underground hoje em dia infelizmente está composto por pessoas inescrupulosas e oportunistas, rip-offs que fodem as bandas, idiotas que não sabem o que dizem, muito menos o que pensam, etc. O que vocês pensam que deve ser feito para que esse panorama mude? Vocês concordam com as palavras dos caras do Malkuth, que dizem que a chave é “elitizar”?

Ms: Não sei o que o pessoal do Malkuth disse, daí não posso comentar. Elitizar? Hum...não...Na verdade não há porque mudar o panorama. Eu sempre disse que o dito “Underground” é, foi e será um movimento de massa, como qualquer outro.Nunca passou de uma mera forma de dar identidade a seus integrantes que, no mais das vezes, não tinham uma identidade pessoal forte desvinculada do grupo. Poucos relamente honraram o termo...Se fizermos uma análise crítica e implácavel, veremos que quase sempre todo o blalbabla sobre o underground é apenas uma desculpa para:

Uma banda de merda tentar melhorar seu nome, ou justificar seu trabalho ridículo (Ex.: Banda XXX é mal gravada e mal tocada, mas É REAL UNDERGROUND).
Um lojista vender mais mercadorias, se enaltecendo por “apoiar o underground”.Ex.: Zé-Metal compra do Zé-Real pq ele quer “apoiar o underground”.
-Arrumar amigos e parceiras(os) sexuais.
-Ter um identidade. Zé metal é desempregado, feio, pobre, ignorante e desgraçado, mas ele é REAL UNDERGROUND. ELE FAZ PARTE DE UMA ELITE! Hehehe..Seria engraçado se não fosse tão ridículo e deprimente...

Por tudo isto, caga-me o panorama da cena. Do ponto de vista sinistro o status do “underground” é irrelevante. Nós apoiamos nosso aliados e vice versa. E fim. As forças satânicas tem apenas uma ligação tênue com o metal. 777 > 666!

VII – Quando o assunto é o Satanismo ou Caminho da Mão Esquerda surgem muitas polêmicas que envolvem o nome de Anton Szandor LaVey (1930 – 1997), alguns inclusive chegam a dizer que a sua obra não possui validade, sendo considerada um plágio de outros ocultistas como Crowley, etc. Sabendo que o Satanismo Moderno LaVeyano é uma das principais influências de Rex Infernus como vocês analisam estas questões?


Dizer que a obra do LaVey não tem validade só pode ser burice ou ignorância. Ele realmente foi um plagiador e mau caráter, mas a maioria de suas obras são excelentes. Comecemos pela Satanic Bible: As chaves enochianas são copiadas do Crowley com algumas alterações, mas a leitura que LaVey fez delas releva uma excelente habilidade como Warlock. LaVey era um ocultista no real sentido do termo. Ele não escondia o segredo atrás de joguinhos numerológicos, ele escondia pra valer. Seu maior grimório é o Devil´s Notebook .E Quase ninguém percebe isto. Continuemos sobre a SB. O livro de Belial é uma cópia parcial do Might is Right, mas suprimida das partes plenamente imbecis(suprimida de pró-natalismo, racialismo e sexismo). Mas, quando analisamos a SB, é um excelente resumo do ethos de um iniciado satânico. Claro, é só a parte inicial, mas a SB já antecipa Chaos Magic, Sabbatic Witchcraft,etc no livro de Lúcifer... O Satanic/Compleat Witch é um maravilhoso tratado de magia negra menor. Este sim é um compêndio de plágios e LaVey mostra toda sua cara-de-pau ao dizer que o gráfico astrológico é “Sintetizador de Personalidades LaVey”. Mas seu crédito está exatament ai: O Satanic Witch é um livro de aplicação prática de Astrologia, aliada a um modelo psicologico simplificado, à vida cotidiana.

Sobre o Devil´s Notebook eu não comentarei nada. Ali, os iniciados encontrarão pérolas e os tolos apenas areia. Deixe que os occultinicks e os falastrões o desprezem. Não é para eles. Enfim, LaVey era plagiador, mentiroso, hipócrita e canalha, mas sua obra permanece tendo grande valor.

VIII – No FAQ da banda, localizado na home-page oficial existe uma colocação polêmica aos olhos de muitos. “Nós não chamamos nossa arte black metal por que não nos identificamos com o termo. Chegamos a conclusão que somos alienígenas a ele.” Além disso vocês acrescentam “A maioria absoluta das bandas de black metal não tem nenhuma relação com satanismo, magia ou a tradição sinistra.” Eu particularmente concordo com esta ultima citação. Vocês poderiam relatar aos nossos leitores as razões que os levaram a conceber este posicionamento?

MS.: É quase consenso que o black metal tem origem com Venon, HellHammer e Sarcófago, ícones da imbecilidade inconsequente heavy metal. Não, nós não pagamos tributo a tai bandas. Nós não temos nada em comum com elas. Aqui delimitamos o problema nas origens. Na atualidade, praticamente não há black metal da linha à que eu gostaria de ter o nome do ReX InfernuS associado. Em geral é banda nacional socialista (às vezes magicamente interessante, mas sempre com viés políticos degenerados e letras típicas de escravos e lacaios), metal gótico no melhor estilo família Adams (só é interessante para animar festinha) ou black metal suicida. Em nenhum dos casos tem a ver com nossa temática e nossa postura.  Assim, nós renegamos o rótulo porque, ao analisar a fundação e evolução do black metal, vimos que apenas uma minoria ínfima de bandas, no mais das vezes em uma pequena porção de sua carreira, poderia ser apropriadametne agrupada conosco. Vou quebrar a regra e citar algumas bandas e discos que são da linha do nosso som(pode considerá-los também como nossas influências ): Os 4 primeiros do Arckanum(SWE), os dois primeiros do Black Funeral(USA), a demo do Sabnack(USA), a demo do Songe D´Enfer(BRA), tudo do ABSU(USA),o debut do Zephyrous(Gre),o Thy Mighty Contract e o Passage to Arcturo do Rotting Christ. Todos são metal, mágicos e sinistros. Em todos percebe-se a vivência mágica do autor e seu alinhamento com as correntes sinistras..

IX – Nos diga quais são suas colocações a respeito do patético “movimento” denominado White “metal”.

MS.: Eu acho DO CARALHO! EXCELENTE! Melhor ainda só Unblack metal. Hehe..Já explico. Eu sempre quiz que black metal fosse um som de elite, elite no termo real da palavra, para pessoas com poder – intelectual, econômico, mágico, sexual, político. O blackmetaller ideal, lá quando eu ainda era um garotinho semi-iniciado, deveria ser um ser culto, inteligente, corajoso, honrado, hedõnico, de sucesso em todas as área de sua vida, que ressonaria seu ethos superior em forma metálica.

Na realidade, em geral temos uma legião de desclassificados, miseráveis, burros, ignorantes, mal amados, frustrados e irresponsáveis que ficam dizendo que curtem black metal para poder ter um grupinho, tomar cerva com os amigos, transar algumas pessoas, e , pior, se sentirem “superiores” meramente porque escutam um tipo de som, penduram um pentagrama no pescoço e dizem “Hail Satan!”.

Um “movimento” ou uma “turminha” é impossível quando todos os individuos são Deuses. União e igualdade entre os do grupo são conceitos degenerados mais bem expressos pela doutrina cristista.

Outro problema é que, para mim, blackmetaller deveria sim ,ser SATANISTA. Se não for, vai escutar Death, Trash, o caralho que for, mas não se intitule blackmetaller! Eu sou da época em que black metal era considerado evangelho diabólico. Eu cansei de me enojar de “blackmetellers” que renegavam o satanismo! E a imensa maioria diz que “curte o som”, mas “não é satanista”. Toscamente falando, se não é satanista e se diz blackmetaller, então vai se f¨d$r! Essa é uma das causas que não chamo o som do ReX black metal. Não quero nossa egrégora adamantina associada a essa escória! Assim sendo, eu realmente espero que estes, que hoje integram a quase totalidade do meio que se intitula “underground black metal” sejam seduzidos pelas bandinhas de white. Afinal eles também tocam metal, tomam cerveja e chamam uns aos outros irmãos. E até o visual já ta parecido...heheheh...Mais, já nos criticaram por sermos elitistas. Somos mesmo! Quem gosta de todos- dos pobres, dos feios, dos burros, dos ignorantes, dos defeituosos, dos incapazes - é o Homem-de-tanguinha-pregado-na-cruz...Que vão pra quem os aguente. Satã sempre foi o símbolo da destruição do fraco, da supremacia da força, da capacidade individual, da beleza luxuriosa, da inteligência criativa, das posses materiais, do elitismo. Enfim, o lixo cristão é nosso aliado, sem saber. Eles farão o nosso trabalho. Dia-Bolos!

X – Quais serão as próximas empreitadas de Rex Infernus? Quero dizer futuros lançamentos, apresentações ao vivo, etc. Algo planejado?

Magnanimus: Não temos nada planejado. Vamos nos reunir em agosto para decidirmos osrumos do RI. TUDO pode ocorrer. De lançarmos outro disco a finalizarmos a banda. Hail Pan!

XI - Sinistra Vivendi Zine agradece a atenção e a colaboração de Rex Infernus. Este zine será feito pelo triunfo da vontade que une a aqueles que buscam pela ESCURIDÃO. Suas considerações finais...

Ms.: Eu tenho me tornado minha essência e o oposto dela, mas rumo à transcendencia de ambas. No crepúsculo seguem os que atravessaram o abismo! ReX InfernuS agradece a Frater Noctulius e Sinistra Vivendi Zine pelo apoio e atenção dispensadas.

Contato:
Sinistra Vivendi Zine
A/C Frater Maximus Noctulius
Cx Postal 8073
CEP: 70673-970
Brasília/DF
http://sinistravivendi.blogspot.com/

ReX InfernuS – Metal PanAeonico Sinistro
A/C MagnanimuS SapientiS
Email : rexinfernus arroba rexinfernus ponto com
http://www.rexinfernus.com

Sinistra Vivendi Zine