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siga a estrada de tijolos amarelos: Sinfonias Música e Ocultismo O Que Aprendi Ouvindo Metal O Que Aprendi Ouvindo Metal - The Love Song

O Que Aprendi Ouvindo Metal - The Love Song

Holywood"O álbum finaliza o que o “Antichrist Svperstar” começou e sua sonoridade é diferente de qualquer outro dos nossos álbuns. Posso dizer, entretanto, que é a criação mais violenta, e ainda assim bonita que fizemos. Minhas inspirações vão da alquimia, minha associação com o O.T.O., J.F.K. e a Bíblia Sagrada. Isso é uma trilha sonora para o mundo que está sendo vendida para crianças e então sendo destruído por elas. Mas talvez isso seja exatamente o que ele merece." - Marilyn Manson, entrevista para a Rolling Stones em 99

Holy Wood foi o álbum mais sombrio da carreira de Marilyn Manson. Ele foi gerado após o massacre de Columbine, ao qual os assassinos, por serem fãs de Manson, tornaram MM o bode expiratório de todo o episódio. Nesse álbum, toda a revolta com os valores bizarros da sociedade americana foram vomitados no público, ao mesmo tempo sua vontade de libertar-se desse mundo, como Cristo. Se no Antichrist Superstar ele fez o papel de Lúcifer, nesse álbum ele faz o papel oposto - ele é Cristo, julgado e condenado pela multidão, que não entende nenhuma palavra que ele quis dizer. 

O álbum foi claramente inspirado em Aleister Crowley. Na faixa quatro, Disposable Teens, ele canta uma frase do Confessions, aonde Crowley diz: "eu nunca odiei um único deus, mas o deus das pessoas eu odeio" ao qual, seguindo a ideia do Antichrist Superstar, ele se demonstra revoltado não pelo Cristianismo, mas pelo que as pessoas fizeram do cristianismo.

A reverência a ex-presidentes da America foi claramente atacada nesse álbum, aonde na faixa President Dead, ele demonstra mais uma vez, a cultura do sofrimento e a mania embutida do ocidente em sofrer e fazer sofrer. Ele queria a libertação de tudo isso. Ele queria sua aureola e não precisar voltar mais.


Qual é a música: 

[The bullet:]

"I've got a crush on a pretty pistol

should I tell her that I feel this way?

Father told us to be faithful

I've got a crush on a pretty pistol 

should I tell her that I feel this way

I've got love songs in my head

that are killing us away"

 

[The Father:]

"do you love your

guns?" 

"god?"

"your government?"
(Fuck yeah)

[The bullet:]

"She tells me I'm a pretty bullet

I'm gonna be a star someday

Mother says that we should look away

She tells me I'm a pretty bullet

an Imitation Christ

I've got love songs in my head

that are killing us away"

------------------------

[A Bala:]
Estou apaixonada por uma pistola
será que devo me declarar para ela?
O pai nos disse para sermos fiéis
Estou apaixonada por uma pistola
será que devo me declarar para ela?
Tenho uma canção de amor em mente
que está nos matando


[O Pai:]
Você ama suas
armas?
Deus? 
O seu governo?
(Fodam-se)

[A Bala:]
Ela me disse que sou uma linda bala
Eu vou ser uma estrela algum dia
A mãe nos disse para olharmos o futuro
Ela me disse que sou uma linda bala
uma imitação de Cristo
Tenho canções de amor em mente
que está nos matando


O que eu aprendi com ela: 

HW

Repórter: "Se você pudesse dizer alguma coisa aos garotos que causaram o massacre de Columbine, o que diria?

Marilyn Manson:"Iria fazer o que ninguem fez.  Eu não diria nada. Eu iria ouvi-los. Era tudo que eles queriam, e ninguém prestou atenção."
 

A música se baseia numa família tradicional. Na música, a Bala faz o papel tanto de uma munição como de uma criança, intercalando a crítica em ambos lados. A Bala é ensinada a ser uma fiel para a família e sociedade, ao mesmo tempo que sente uma atração fatal pelo seu próprio fim - a sociedade, representada pela pistola. Enquanto cuidada com carinho, ela mantem na sua cabeça, o amor que possui pela morte - tanto dela mesma, como das pessoas que estão com ela. 

O pai na música faz o papel da revolta. Ele é o desafio, ele se questiona, questiona todos a volta, sobre o quanto a sociedade valoriza as armas, deus e o governo. O pai é a metáfora de cada um de nós, que todos os dias após vermos nos jornais os absurdos do nosso governo, as contradições da religião e das pessoas de deus, nos questionamos se merecemos isso, se realmente amamos isso ou se somos obrigados a amar. Somos engolidos. 

Quando a Bala volta a falar, ela mostra o cultivo da sociedade sobre os filhos, a mania que a sociedade tem de dizer que seremos uma estrela, alguém na vida, quando nós sabemos que no fim das contas, ela vai nos engolir, nos escravizar, vai nos usar e descartar, exatamente como o relacionamento de uma pistola e de uma bala. Então ela relembra que seremos uma imitação de Cristo. Que seremos louvados, lembrados, porque fomos descartados, usados para matar a nós mesmos. A música fala que a mãe nos fala a mesma coisa, já que no fim das contas, ela foi uma bala, tambem. 

Essa música é uma paródia da família tradicional americana, ao mesmo tempo uma revolta sobre o Gun Pride. Todos nós um dia, precisamos nos auto-defender, porém, quão psicologicamente estamos preparados para isso? Os massacres como de Columbine foram provas mais que concretas dos erros repercutidos sobre a criação dos nossos filhos, está nos matando lentamente. "Os "grandes" são apenas "grandes" porque estamos de joelhos. É hora de levantar e criar.", parafraseando o Manson. 

E ae galera do "ta vendo aquela lua que brilha lá no céu", conseguem criar uma música altamente critica sobre a sociedade, sobre a criação dos filhos, disfarçada entre um relacionamento de arma e pistola? Conseguem incitar os cidadãos a se revoltar contra os padrões sociais?

Rev. Obito