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siga a estrada de tijolos amarelos: Sociedades Secretas & Conspirações Textos Conspiracionais Despertar dos Mágicos Alguns Anos no "Algures" Absoluto - Capítulo III

Alguns Anos no "Algures" Absoluto - Capítulo III

Onde se falará de J.-P. Toulet, escritor menor. - Mas é de Arthur Machen que se trata. - Um grande génio desconhecido. - Um Robison Crusoé da alma. - História dos anjos de Mons. - Vida, aventuras e desgraças de Machen. - Como descobrimos uma sociedade secreta inglesa. - Um prémio Nobel com máscara preta. A Golden Dawn, suas filiaÇões, seus membros e seus chefes. - A razão por que vamos citar um texto de Machen. Os acasos mostram zelo.
 
"Dois homens que leram Jean-Paul Toulet e que se encontram (geralmente num bar) imaginam que isso constitui um aristocratismo", escrevia o próprio Toulet. Acontece que grandes coisas residem em cabeças sem importância. Foi através deste escritor menor e encantador, ignorado apesar do esforço de alguns entusiastas, que chegou até nós o nome de Arthur Machen, o qual não é familiar a duzentas pessoas em França.

Ao investigarmos a obra de Machen apercebemo-nos de que compreende mais de trinta volumes[1]. É de um interesse espiritual sem dúvida superior à obra de H. G. Wells[2].

Prosseguindo as nossas investigações a respeito de Machen, descobrimos uma sociedade iniciática inglesa composta por espíritos superiores. Essa sociedade, à qual Machen deve uma experiência íntima determinante e o melhor da sua inspiração, é desconhecida dos próprios especialistas. Por último, certos textos de Machen, e especialmente este que vamos apresentar, ilustram de forma definitiva uma noção pouco vulgar do Mal, absolutamente indispensável para a compreensão dos aspectos da história contemporânea que estudamos nesta parte do nosso livro.

Portanto, se no-lo permitem, antes de entrarmos a fundo no nosso assunto, vamos falar deste curioso homem. Começará como uma pequena história literária à volta de um ínfimo escritor parisiense: Toulet. Terminará com a abertura de uma grande porta subterrânea atrás da qual ainda ardem os restos dos mártires e as ruínas da tragédia nazi, que perturbou o Mundo inteiro.

Os caminhos do realismo fantástico, como mais uma vez se verifica, não se parecem com os caminhos vulgares do conhecimento.
 
*

Em Novembro de 1897, um amigo, "bastante inclinado para as ciências ocultas", deu a ler a Paul jean Toulet o romance de um escritor de trinta e quatro anos completamente desconhecido: the Great God Pan. Esse livro, que evoca o mundo pagão das origens. O próprio Machen tinha consciência disso: "O Wells de que fala é com certeza um homem muito hábil. Em dado momento cheguei mesmo a supor que era qualquer coisa mais". (Carta a P.J. Toulet, 1899). Não completamente submerso, mas sobrevivendo com prudência e, por vezes, soltando junto de nós o seu Deus do Mal e seus anjos com pés de cabra, impressionou Toulet e decidiu-o estrear-se na literatura. Começou a traduzir the Great God Pan e pedindo emprestado a Machen o seu cenário de pesadelo, os seus recantos onde o Grande Pã se esconde, escreveu o seu primeiro romance: Monsieur du Paur, hommepublic.

Monsieur du Paur foi publicado no fim do ano de 1898, nas edições Simonis Empis, e não obteve o menor sucesso. E nós nada saberíamos se Henri Martineau, grande admirador de Stendhal e amigo de Toulet, não tivesse resolvido, vinte anos mais tarde, publicar novamente esse romance à sua custa, nas edições Divan. Historiador minucioso e amigo dedicado, o Henri Martineau empenhava-se em demonstrar que Monsieur du Paur era um livro inspirado na leitura de Machen, mas no entanto original. Foi portanto ele que chamou a atenção de alguns raros letrados para Arthur Machen e para o seu Great God Pan, exumando a exígua correspondência entre Toulet e Machen[3]. Para Machen e o seu imenso génio as coisas ficaram por ali: uma das camaradagens literárias dos começos de Toulet.

Em Fevereiro de 1899, Paul jean Toulet, que há um ano tentava publicar a sua tradução de The Great God Pan, recebeu do autor a seguinte carta, em francês:

"Caro confrade,

"Nada há portanto a fazer com The Great God Pan em Paris? Se assim é, estou verdadeiramente cuitado, quanto ao  caso do livro, evidentemente, mas sobretudo porque tinha esperanças em relação aos leitores franceses; supunha que no caso de apreciarem The Great God Pan nas suas roupagens francesas e de o acharem bom, talvez eu encontrasse aí o meu público! Aqui, nada posso fazer. Escrevo, escrevo sempre, mas é absolutamente como se escrevesse num scriptorium  monástico da Idade Média; quer dizer que as minhas obras se mantêm sempre no inferno das coisas inéditas. Tenho na minha gaveta um volumezinho de contos muito pequenos, a que chamo Ornaments án Jade. "Encantador o seu livrinho, diz o editor, mas "é completamente impossível." Há também um romance, the Garden ofAvallonius, qualquer coisa como 65 000 palavras É uma arte sine peccato, diz o bom do editor, mas chocaria o nosso público inglês". E neste momento trabalho num livro que permanecerá, estou certo disso, na mesma ilha do Diabo! Enfim, meu caro confrade, encontrará qualquer coisa de bastante trágico (ou antes tragicómico) nestas aventuras de um escritor inglês; mas, como já disse, tinha esperanças na sua tradução do meu primeiro livro."

Le Grand Dieu Pan apareceu finalmente na revista La Plume, em 1901, e depois foi editado ao cuidado dessa mesma revista[4]. Passou despercebido.

Só Maeterlinck se impressionou: "os meus melhores agradecimentos pela revelação desta bela e singular obra. É, segundo creio, a primeira vez que foi tentada a mistura do fantástico tradicional ou diabólico com o fantástico moderno e científico e que dessa mistura nasceu a obra mais impressionante que conheço, pois atinge simultaneamente as nossas recordações e
as nossas esperanças"
 
*

Arthur Machen nasceu em 1863 no país de Gales, em Caerlson-Usk, minúscula aldeia que foi a sede do rei Artur e de onde os Cavaleiros da Távola Redonda partiram em busca do Graal. Quando se sabe que Himmler, em plena guerra, organizou uma expedição com o fim de procurar o vaso sagrado (falaremos nisso mais adiante) e quando, para esclarecer a história nazi secreta, se depara com um texto de Machen, descobrindo em seguida que este escritor nasceu nessa aldeia, berço dos temas wagnerianos, pensa-se uma vez mais que, para quem sabe ler, as coincidências usam trajos de luz.

Machen instalou-se em Londres ainda jovem e aí viveu assustado, como Lovecraft em Nova Iorque. Caxeiro de livraria durante alguns meses, depois preceptor, chegou à conclusão de que era incapaz de ganhar a vida em sociedade. Começou a escrever numa penúria material extrema e total cansaço. Durante um longo período, viveu de traduções: As Memórias de Casanova, em doze volumes, por trinta shillings por semana durante dois anos.

Recebeu uma pequena herança por morte de seu pai, clergyman, e, com a subsistência garantida durante algum tempo, prosseguiu a sua obra com o sentimento crescente de que "um imenso golfo espiritual o separava dos outros homens", e que era necessário aceitar cada vez mais profundamente aquela vida de "Robinson Crusoé da alma".

As suas primeiras narrativas fantásticas foram publicadas em 1895. São elas The Great God Pan e The Immost Light. Aí afirma que o Grande Pã não morreu e que as forças do mal, no sentido mágico do termo, não cessam de esperar por alguns de nós para nos fazer passar para o outro lado do mundo. Nesse mesmo registo publicou no ano seguinte O Pó Branco, que é a sua obra mais poderosa juntamente com The Secret Glory, sua obra-prima, escrita aos sessenta anos.
 
Aos trinta e seis anos, após doze de amor, perdeu a mulher: "Não chegámos a estar separados doze horas durante esses doze anos; podem portanto avaliar o que sofri e continuo a sofrer todos os dias. Se sinto algum desejo de ver os meus manuscritos impressos é para lhe poder dedicar cada um deles nestes termos: Auctoris Anima ad Dominam". É ignorado, vive na miséria, e tem o coração partido. Três anos depois, com trinta e nove anos, renuncia à literatura e faz-se actor ambulante.

"O senhor diz-me que não tem muita coragem, escreve ele a Toulet. Eu não tenho nenhuma. tão pouca que já não escrevo uma linha, e nunca mais escreverei, suponho. Tornei-me cabotino; dediquei-me ao teatro e neste momento represento um papel em Coriolano."

Deambula através da Inglaterra, com a companhia shakespeariana de sir Frank Benson, depois reúne-se ao grupo do Teatro SaintJammes. Pouco antes da guerra de 1914, tendo tido de abandonar o teatro, faz um pouco de jornalismo, para sobreviver. Não escreve nenhum livro. Na barafunda de Fleet Street, entre os seus companheiros de trabalho sempre atarefados, a sua figura estranha de homem meditativo, as suas maneiras lentas e afáveis de erudito fazem sorrir.

Para Machen, como se pode verificar em toda a sua obra, "o homem é feito de mistério pará os mistérios e as visões". A realidade é o sobrenatural. O mundo exterior é pouco instrutivo, a menos que seja visto como um reservatório de símbolos e de significações escondidas. Só as obras de imaginação produzidas por um espírito que procura as verdades eternas têm alguma probabilidade de ser obras reais e realmente úteis. Como diz o crítico Philip Van Doren Stern, "é possível que houvesse mais verdades essenciais nas narrativas fantásticas de Arthur Machen do que em todos os gráficos e todas as estatísticas do Mundo".
 
*

Foi uma estranha aventura que reconduziu Machen à vida literária. Tornou o célebre durante algumas semanas e o choque que sofreu decidiu-o a acabar a vida como escritor.

O jornalismo pesava-lhe, e já não sentia desejos de escrever para ele próprio. A guerra acabava de se declarar. Havia necessidade de literatura heróica. Não era esse o seu género. The Evening News pediu-lhe uma narrativa. Ele escreveu-a ao correr da pena, mas apesar de tudo no seu estilo. Chamava-se The Bowmen (Os Archeiros). O jornal publicou essa narrativa a 29 de Setembro de 1914, no dia seguinte ao da retirada de Mons. Machen imaginara um episódio dessa batalha. São Jorge com a sua armadura rutilante, à frente de anjos que são os antigos archeiros de Azincourt, vem em auxílio do exército britânico.

Escreveram para o jornal dezenas de soldados: esse senhor Machen não inventara. Eles tinham visto, com os seus próprios olhos, diante de Mons, os anjos de São Jorge deslizarem para o meio das fileiras. Podiam testemunhá-lo sob a sua honra. Inúmeras dessas cartas foram publicadas. A Inglaterra, ávida de milagres num momento tão perigoso, comoveu-se. Machen sofrera por o terem ignorado quando tentara revelar as realidades secretas. Dessa vez, com um fantástico sem categoria, agitava o país inteiro. Ou então, dar-se-ia o caso de que as forças ocultas se levantassem e tomassem tal ou tal forma ao apelo da sua imaginação, tantas vezes agarrada às verdades essenciais e que trabalhara talvez, sem ele próprio o saber, em profundidade? Machen repetiu, nos jornais, mais de doze vezes, que a sua narrativa era pura ficção. Ninguém o admitiu. Na véspera da sua morte, mais de trinta anos depois, já muito velho, constantemente se referia a essa extravagante história dos anjos de Mons.

A despeito dessa celebridade, o livro que ele escreveu em 1915 não teve o menor êxito. Tratava-se de O Grande Regresso, meditação sobre o Graal. Depois veio, em 1922, The Secret Glory, que é uma crítica ao mundo moderno à luz da experiência religiosa. Aos sessenta anos começou uma autobiografia original em três volumes. Tinha alguns admiradores em Inglaterra e na América, mas morria de fome. Em 1943 (tinha então oitenta anos), Bernard Shaw, Max Beerbohn, T. S. Eliot organizaram uma comissão para tentar reunir fundos que lhe permitissem não acabar num asilo de indigentes. Pôde terminar os seus dias em paz, numa pequena casa de Buckinghamshire, e morreu em 1947. Sempre o encantara uma frase de Murger. Em A Vida de Boémia, Marcel, o pintor, nem sequer possui uma cama. "Mas então onde é que descansa?", pergunta-lhe o proprietário. "Senhor, responde Marcel, descanso na Providência".
 
*

Por volta de 1880, em França, na Inglaterra e na Alemanha fundam-se sociedades iniciáticas e ordens herméticas que agrupam poderosas personalidades. A história dessa crise mística pós-romântica ainda não foi escrita. Merecia sê-lo. Ali se encontraria a origem de várias correntes de pensamento importantes e que, por sua vez, determinariam correntes políticas.

Nas cartas de Arthur Machen a P.J. Toulet encontram-se duas curiosas passagens.

Em 1899:

"Quando escrevi Pã e O Pó Branco, não imaginava que acontecimentos tão estranhos alguma vez se dessem na vida real, ou até que jamais fossem susceptíveis de se produzir. Mas depois, e muito recentemente, verificaram-se na minha própria existência experiências que alteraram completamente o meu ponto de vista a esse respeito... De hoje em diante estou convencido de que nada é impossível sobre a Terra. Tenho apenas que acrescentar, acho eu, que nenhuma das experiências que fiz tem qualquer coisa a ver com aldrabices como o espiritualismo ou a teosofia. Mas creio que vivemos num mundo de grande mistério, de coisas insuspeitadas e absolutamente espantosas.

Em 1900:

"Uma coisa que pode divertir o meu amigo: enviei O Grande Deus Pã a um adepto, um "ocultista" avançado, que encontrei subrosa! e ele escreveu: "O livro prova bem que, por meio do pensamento e da meditação, mais do que pela leitura, V. Ex.a tem atingido um certo grau de iniciação independente das ordens e das organizações."

Quem é esse "adepto"? E quais são essas "experiências"?

Noutra carta, após a passagem de Toulet por Londres Machen escreve:

"O sr. Waite simpatizou muito consigo, pede-me que envie os seus cumprimentos."

Despertou a nossa atenção o nome desse íntimo de Machen que se dava com tão poucas pessoas. Waite foi um dos melhores historiadores de alquimia e um especialista da ordem de Rosa-Cruz.

Tínhamos chegado àquele ponto das nossas investigações que nos esclareciam a respeito das curiosidades intelectuais de Machen, quando um dos nossos amigos nos fez uma série de revelações sobre a existência, em Inglaterra, no final do século xIx e princípio do xx, de uma sociedade iniciática: inspirada na Rosa-Cruz.

Essa sociedade chamava-se a Golden Dawn. Era composta por alguns dos espíritos mais brilhantes de Inglaterra. Arthur
Machen foi um dos adeptos.

A Golden Dawn, fundada em 1887, era procedente da Sociedade da Rosa-Cruz inglesa, criada vinte anos antes por Robert Wentworth Little, e que angariava partidários entre os mestres mações. Esta última sociedade compreendia 144 membros, entre os quais Bulwer-Lytton, autor de Os últimos Dias de Pompeia.

A Golden Dawn, mais reduzida ainda, tinha como finalidade a prática da magia cerimonial e a obtenção dos poderes e conhecimentos iniciáticos. Os seus chefes eram Woodman, Mathers e Wynn Wescott (o "iniciado" de que Machen falava a Toulet
na sua carta do ano de 1900)[6]. Ela estava em contacto com sociedades similares alemãs de que mais tarde se encontrarão certos membros no famoso movimento de antroposofia do período pré-nazi. Viria a ter como mestre Aleister Crowley, um homem absolutamente extraordinário e com certeza um dos maiores espíritos do neopaganismo de que seguiremos a pista na Alemanha.
 

S. L. Mathers, após a morte de Woodmann, e a retirada de Wescott, foi o grande mestre da Golden Dawn, que governou durante algum tempo de Paris, onde acabava de desposar a irmã de Henri Bergson.

Mathers foi substituído na direcção da Golden Dawn pelo célebre poeta Yeats, que mais tarde viria a receber o Prémio Nobel.

Yeats tomou o nome de Irnzão Diabo é Deus Inversus. Presidia às sessões de kilt escocês, mascarado de preto e com um
punhal de ouro à cintura.

Arthur Machen tomara o nome de Filus Aquartá. Havia uma mulher filiada na Golden Dawn: Florence Farr, directora de teatro e amiga íntima de Bernard Shaw. Ali se encontravam também os escritores Blackwood, Stoker, o autor de Drácula, e Sax Rohmer, assim como Peck, o astrónomo real da Escócia, o célebre engenheiro Allan Bennett e sár Gerald Kelly, presidente da Real Academia. Segundo parece, esses espíritos de élite foram marcados de forma indelével pela Golden Dawn. Como eles próprios confessaram, a visão que tinham do mundo foi alterada e as práticas às quais se entregaram não deixaram de lhes parecer eficazes e exaltantes.
 
*

Certos textos de Arthur Machen ressuscitam uma sabedoria esquecida pela maior parte dos homens, e no entanto indispensável para uma justa compreensão do mundo. Mesmo para o leitor não prevenido, emana uma inquietante verdade das frases deste escritor.

Quando decidimos apresentar-vos certas páginas de Machen nada sabíamos da Golden Dawn. Guardadas todas as proporções e salva a nossa humildade, passou-se aqui connosco o que se passa com os maiores prestidigitadores: o que os distingue dos seus semelhantes em destreza é que, no decorrer dos seus melhores exercícios, os objectos começam a ter uma vida própria, escapam-se-lhes, entregando-se a proezas imprevistas. Nós sentimo-nos ultrapassados pelo mágico. Procurávamos num texto de Machen que nos impressionara um esclarecimento geral sobre os aspectos do nazismo que nos parecem mais significativos do que tudo o que foi dito pela história oficial. Verifica-se que uma lógica implacável rege, de facto, o nosso sistema aparentemente extravagante. De certo modo, não é de admirar que esse esclarecimento geral nos venha de um membro de uma sociedade iniciática com forte inclinação para o neopaganismo.

Eis o texto que serve de introdução a um conto intitulada The white People. Esse conto, escrito depois de O Grande Deus
Pã, figura numa colecção de textos de Machen publicada após a sua morte: Tales of Horror and the Supernatural (Richard's
Press, Londres).


1 The Anatomy of Tobacco (1884). the Great God Pan (1895), The House of Souls (1906), the Hill of Dreams (1907), the Great Return (1915), The Bozumen (1915), The Terror (1917). The Secret Glory (1922), Strange Roads (1923), The London Adventure (1924), The Carning Wronder (1926), The Green Round (1933), Holy Terrors (1946).

2 Obra póstuma: Tales of Horror and the Supernaturad (1948).

3 Henri Martineau: Arthur Machen et Toulet, correspondência inédita. Le Mercure de France, n.º 4, Janeiro de 1938.

Henri Martineau: P. J. Toulet et Arthur Machen, Monsieur du Paur et le Grand Dieu Pan, "Le Divan," Paris.

4 Reeditado em 1938 por Émile-Paul com um prefácio de Henri Martineau, é o único livro de Machen publicado em França.

5 Em Inglaterra, Paul Jordan Smith elogia-o num capítulo do seu livro On Strange Altars (Londres, 1923). Henri Martineau faz notar que na América o seu nome foi muito citado por volta de 1925 e que lhe foram consagrados bastantes artigos. Em 1918, Vincent Starett consagrara-lhe um livro: Arthur Machen, a novelist of ecstasy and sin (Chicago). Após a sua morte apareceu um trabalho de W. F. Gekle: Arthur Machen, weaver offantasy (Nova Iorque).

6 Ele viria a publicar essas revelações nos números 2 e 3 da revista La Tour SaintJacques, em 1956, sob o nome de Pierre Victor: L'ordre hermétique de la Golden Dawn.

Louis Pauwels e Jacques Bergier