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siga a estrada de tijolos amarelos: Sociedades Secretas & Conspirações Textos Conspiracionais Nazi-Esoterismo: crenças e Magia no Reich de Hitler A Colônia Tibetana em Berlim

A Colônia Tibetana em Berlim

A história da relação entre ocultismo e nazismo é repleta de fatos e lendas de tal modo entrelaçadas que, muitas vezes o limite entre a realidade e fantasia torna-se indistinguível. Um desses fatos-lendas é o caso da Colônia Tibetana em Berlim. Os nazistas ou, mais precisamente os nacionalistas místicos do nazismo, organizados [ou desorganizados] em suas numerosas sociedades secretas dentro de sociedades secretas, almejavam a purificação da raça ariana e a imposição de sua supremacia sobre os outros povos [raças do mundo]. 
 
Para alcançar essa meta, místicos que eram, optaram pelo auxílio de práticas mágicas. Porém, essas coisas mágicas [fórmulas, rituais, químicas] são tão secretas que os magos-políticos-miltares alemães tiveram de empreender longos estudos e buscar Mestres mais capacitados, especialmente em magia negra, mais adequada aos propósitos em vista.
 
Baseados nos textos da teosofia e seus assemelhados, textos acadêmicos ou mesmo novelas, ficção, os Nazis encasquetaram em suas, muitas vezes, nem tão louras cabeças, que a fonte do poder metafísico estava no Tibete, na Ásia central, em algum lugar naquelas bandas além de especularem sobre a Antártida e o Ártico. Acreditavam que seus ancestrais, arianos, descendentes dos últimos Atlantes [que um dia habitaram Thule] dotados com fabulosas faculdades metafísicas, ainda existiam e preservavam os segredos das ciências mágicas organizados em Sociedades Secretas, instalados em cavernas subterrâneas localizadas em diferentes pontos do planeta.
 
Ficções ─ O escritor alemão Theodore Illion [1898-1984], em Darkness Over Tibet [1937] relata sua aventura naquele país. Ele teria descoberto uma mina profunda. No subterrâneo, deparou-se com uma cidade habitada por monges. Eram iogues negros [do mal, como magos negros] que planejavam controlar o mundo através da telepatia e da projeção astral. Illion teria ficado ali como hóspede até que descobriu carne humana em sua dieta. Diante disso, fugiu, com os monges em seus calcanhares. [Parece que toda a juventude da época tinha lido e ficado impressionadíssima com The Comming Race e, quem sabe, com Voyage au centre de la Terre, Viagem ao Centro da Terra de Julio Verne, (1828-1905) ─ publicado em 1864].
 
Outro escritor, René Guénon [ou ─ seu nome muçulmano, Abd al-Wahid Yahya ─ 1886-1951] francês, metafísico, pesquisador do simbolismo e das tradições da iniciação mística sendo, ele mesmo, iniciado no hinduísmo, taoísmo e esoterismo islâmico publicou, em 1927, com enorme êxito Le Roi du Monde [O Rei do Mundo, 1927], mais uma obra que alimentou,  no imaginário dos nacionalistas alemães, a esperança de que poderiam recuperar a supremacia da raça ariana e seu [supostamente] legítimo poder sobre o mundo [sobre outras raças] por meio de uma aliança com  arcanas forças ocultas cujos segredos estariam preservados no Tibete.
 
No livro, Guénon fala da destruição de uma antiga civilização que teria florescido no deserto de Gobi. Essa civilização foi aniquilada por um desastre natural [outros, sobre o mesmo tema, especulam sobre uma explosão atômica]. Os sobreviventes, Filhos das Inteligências do Além, abrigaram-se em cavernas subterrâneas nos Himalaias e, ali, restauraram sua civilização. Dividiram-se em dois grupos: os fundadores da cidade de Agartha, que seguiram o caminho da espiritualidade; e os fundadores da cidade de Shamballa, que praticavam a violência seduzidos pelo materialismo. Na ficção de Guénon, esses habitantes do subterrâneo poderiam influenciar a vida e os acontecimentos da Humanidade da superfície por meio das ciências metafísicas, como a hipnose telepática e a mediunidade.
 

Expedições Nazistas

 
Em busca destes Mestres e de seus ensinamentos, os nacionalistas-místicos alemães começaram cedo a organizar expedições científicas. Jamais uma nação investiu tanto em pesquisa esotérica [mesmo em  plena  guerra] disfarçada de interesse arqueológico, histórico, geológico, botânica, lingüística etc.. Fala-se muito de expedições nazistas ao Tibete porém, na verdade, no período de guerra e depois da instituição da Ahnenerbe  apenas uma expedição ao Tibete é registrada, entre 1938 e 1939, liderada por Ernst Schäfer [1910-1992].
 
Outras expedições àquele país, anteriores, são pouco documentadas e não são diretamente ligadas ao patrocínio nazista. Sabe-se, por exemplo que o mesmo Schäfer esteve no Tibete duas vezes antes da expedição de 1938/39. A primeira vez, entre 1931-1932; a segunda, 1934-1936. Schäfer, portanto, conhecia o terreno; por isso foi escolhido pela Ahnenerbe. Naquela terceira expedição, a equipe compunha-se cinco acadêmicos alemães e vinte membros das SS. Sua missão era estabelecer relações com os misteriosos habitantes das cavernas, o povo de Agartha.
 
Antes mesmo da Ahnenerbe ser criada, Karl Haushofer, que era membro da Thule-Vril, atuou, entre os nacionalistas, como uma espécie de consultor para assuntos do ocultismo do extremo oriente ─ Japão, Índia, Tibete, instruindo os membros das expedições alemãs [civis] que partiram em busca da fonte do poder sobrenatural, a partir de 1926 [curiosamente, ano de fundação da Colônia Tibetana em Berlim].
 
Por sua experiência com a mística naqueles países asiáticos, Haushofer estaria envolvido com a implantação da colônia tibetana e com os imigrantes tibetanos que se instalaram na Alemanha nos anos seguintes [a 1926]. Sobretudo, Haushofer teria estabelecido um canal diplomático entre Terceiro Reich e os iogues negros. Embora muito se insista em tibetanos, o fato é que a colônia de Berlim, em todas as fontes históricas, é associada à uma Sociedade Secreta japonesa, e não tibetana; a Sociedade Ordem dos Dragões Verdes. Todavia, também é verdade que os Dragões Verdes tinham seus tentáculos na China e no Tibete.
 
Essa Ordem dos Dragões Verdes, se ocupava de alcançar a maestria, o domínio total do ser humano, dos seus corpos perecíveis e do seu etérico [ou etéreo] corpo durável [corpo ou Ser eterno, imortal]. A excelência nas ciências ocultas que, em última instância dependem do absoluto auto-controle, conferia aos seus Mestres grandes poderes: tinham o dom da profecia, podiam controlar os elementos em seus corpos [calor, frio, fluidos, estrutura ósseo-cartilaginosa, o metabolismo do ar, a sutileza escorregadia dos pensamentos]. Os iniciados de alto grau eram capazes de fazer uma semente germinar e tornar-se planta adulta em poucas horas [Papus menciona este fenômeno em seu Tratado Elementar de Magia Prática].
 
A Ordem dos Dragões Verdes ─  Segundo a mitologia nazi-ocultista, uma expedição nazista ao extremo oriente conseguiu entrar em contato com potências subterrâneas de Shamballa. O mais provável é que tenha sido a expedição partiu em 1938 e voltou à Alemanha às vésperas da guerra, em 1939 trazendo consigo alguns adeptos nativos da Ásia. Estes, fundaram a Loja Tibetana em Berlim que foi denominada Society of Green Men. Na Society of Green Men o Mestre absoluto, acredita-se, era um daqueles orientais importados. Ele ficou conhecido como o Homem das Luvas Verdes.
 
Os Homens Verdes afirmavam que tinham contato direto com a central japonesa através do medium [meio, campo de informação astral, Akasha] astral. A certa altura dos acontecimentos, A Green Dragon Society teria enviado para Alemanha sete membros, legítimos asiáticos, supõe-se japoneses, ou não... para auxiliar os Green Men em seu nazi-projeto de produzir mutações na genética dos nórdicos a fim de transformar os arianos em Homens-deuses! Tudo isso, naturalmente, acontecia sob o mais rigoroso sigilo.
 
Mas os Green Men começaram a perder o prestígio entre 1943 e 1944. Eles falharam em alterar os rumos da Guerra e, além disso, seu padrinho, Haushofer, estava encrencado com as SS: seu filho se envolveu em um atentado contra a vida de Hitler [em 1944].

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 Trebitsch-Lincoln [1879-1943] vulgo Chao Kung.


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Erik Jan Hanussen [1889-1933]


O Mistério do Monge das Luvas Verdes

A colônia tibetana em Berlim foi instituída bem antes do começo da Segunda Guerra, em 1926 e continuou crescendo durante o conflito. Depois da ascensão dos nacionalistas ao poder, os tibetanos eram importados pela Ahnenerbe, que selecionava os imigrantes precisamente entre os chamados Irmãos Negros da Ioga negra do Tantra negro! Apesar de todo esse negror, nessa colônia, destacava-se a figura de um monge tibetano que ficou conhecido como o Homem das Luvas Verdes [e non das luvas negras...]. Hitler consultava-o com freqüência, deferência atribuída ao interesse [do Fürer] nos poderes psíquicos da personagem e pela fama do sujeito de possuir o segredo do acesso ao reino de Agharta.
 
O mistério em torno desse ocultista das luvas verdes é tão labiríntico que há quem afirme que ele nem era tibetano; uns dizem que que era alemão, erudito orientalista; outros, que era um judeu alemão! ─ chamado Erik Jan Hanussen [1889-1933] ou, talvez, um um ex-judeu, Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln [1879-1943] vulgo Chao Kung.
 
Nos casos de Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln  e Erik Jan Hanussen, apesar das biografias pitorescas, as datas oficiais de suas mortes eliminam a possibilidade de um deles ter sido o "monge das Luvas Verdes". Hanussen, morto em 1933 e o outro, Trebitsch, morreu em 1943 e, ainda por cima, na China! Ora, segundo consta nos registro históricos,  o cadáver da personagem encontrado em 1945; não estava em putrefação, eram defuntos frescos e a morte se deu por suicídio. Finalmente, o defunto do centro círculo tibetano também tinha feições orientais.
 
A terceira hipótese, da colônia tibetana ser, na verdade uma Loja esotérica, filial dos Dragões Verdes nipônicos-tibetanos é bastante plausível. A migração para a Alemanha teria sido intermediada  por Karl Haushofer, desde o começo dos anos de 1920, a partir dos contatos que fez, quando esteve em missão militar no Japão e, muito interessado na cultura local, foi um, dos apenas três ocidentais, admitidos entre os Dragões ao longo da longuíssima existência daquela organização.

O Clã dos Dag-Dugpa

[Druk-pa, Dugpa, Brugpa, Dag dugpa ou Dad dugpa]
 
Tudo indica, portanto, que o Homem das Luvas Verdes, de fato, existiu na mística do nazismo. Descartando hipótese de ser um ocidental orientalista ou orientalizado, resta investigar a identidade de um verdadeiro tibetano radicado em Berlim. Embora as referências sobre esta possibilidade sejam constantes porém exíguas, todas as fontes concordam que o exótico conselheiro das SS, se tibetano, era um mago negro daquele país pertencente ao clã dos Dag-Dugpa. Sobre os Dag Dugpa, escreve o ocultista Samael Aun Weor [1917-1817]:
 
O Clã de Dag Dugpa pratica o Tantrismo Negro. Os Iniciados Negros Bonzos e Dugpas [de gorro vermelho] ejaculam o sêmen, misticamente... têm um procedimento fatal para recolherem o sêmen carregado de átomos femininos de dentro da própria vagina da mulher, logo, o injetam [aspiram-no] uretralmente [pela uretra!] e reabsorvem-no, com a força da mente, para levá-lo até o cérebro.

E sobre Hitler e o Homem das Luvas Verdes: O homem das luvas verdes pertenceu ao clã dos Dag Dugpas. Hitler deixou-se dirigir por este homem que lhe ensinou acristalizar tudo negativamente.

Os adeptos da filosofia-religiosidade Dugpa, crêem que entre os mais sábios desses monges estão  os Mestres do Mundo, versados nos poderes da mente e praticantes de magia negra. Professavam uma antropogênese e uma evolução das raças humanas muito semelhante àquela adotada pelos nazistas; uma Antropogênese de remotíssima tradição que ficou registrada em escrituras muito antigas, as Estâncias de Dzyan [Livros] ─ que foram apresentadas ao Ocidente, principalmente pela Sociedade Teosófica através da obra da teósofa H. P. Blavatsky.
 

Os Sete Orientais

Ao fim da guerra, em 25 de abril de 1945, tropas russas que inspecionavam cuidadosamente as ruínas de Berlim, ao entrarem no grande salão de um edifício semi-destruído por uma explosão depararam-se com uma cena bizarra. Caídos, dispostos em círculo, estavam os corpos de seis homens tendo ao centro um sétimo cadáver. Estavam todos vestidos com uniformes militares e o morto do centro usava um brilhante par de luvas verdes.
 
Examinando de perto, os russos perceberam que os defuntos eram todos orientais e um dos soldados, que nascera na Mongólia, reconheceu-os como tibetanos. Era evidente que não tinham morrido em batalha; cometeram suicídio. Nas semanas que se seguiram outras centenas de tibetanos foram descobertos em Berlim, Munique e Nuremberg; alguns, mortos em ação; outros, que cometeram o suicídio ritual. Nos dias que se seguiram, centenas de corpos de orientais foram descobertos na cidade. Nenhum documento de identificação foi encontrado. Todos vestiam uniformes das SS. Trata-se de um dos mais resistentes entre os enigmas da história da segunda Guerra Mundial.
 
Apesar de terem sido identificados como tibetanos, os sete corpos encontrados pelos russos em 1945 tinham característica bem japonesa impressa em suas mortes: todos os suicídios foram cometidos rasgando o ventre com uma faca, método japonês. O mesmo método que Karl Haushofer usou às vésperas de ser preso pelos Aliados, no fim da Guerra.

Nazi-Esoterismo: Crenças e Magia no Reich de Hitler