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siga a estrada de tijolos amarelos: Sociedades Secretas & Conspirações Textos Conspiracionais Nazi-Esoterismo: crenças e Magia no Reich de Hitler Misteriosofia do Nazismo

Misteriosofia do Nazismo

O Nazismo foi uma tragédia. Teve todos os ingredientes de uma tragédia. Um vilão e sua cúpula maligna, todos querendo dominar o mundo; sangue e lágrimas de inocentes derramado; os heróis, que salvaram o mundo do reinado do terror; separações, desencontros, reencontros. A cena maniqueísta onde os Aliados do Bem enfrentam o Eixo do Mal
 
A Segunda Guerra Mundial foi um duelo entre os ensinamentos de Gurdjieff [magia branca] e os dos Dag Dugpas [magia negra]. Este duelo foi importado do Tibet e foi uma verdadeira luta entre os magos brancos e os magos negros do Tibet. [WEOR, 1983 ─ p 118]

Se a poética de Aristóteles ainda funciona, com todos os esses ingredientes, a história da Segunda Guerra Mundial tinha tudo para gerar uma mitologia toda particular; E gerou O nazismo tornou-se a corporificação da maldade. Um monstro pagão que se levantou da tumba para exterminar o espírito cristão.  E no fim, o drama espetacular dos desaparecimentos, as prisões, execuções, suicídios, fugas dos bandidos, todos estes fatos e outros mais ganharam uma atmosfera de lenda, um lado oculto, trevoso.
A formação de mitos é uma atividade constante e normal da mente coletiva; ou seja, os mitos não são criaturas extintas. A Segunda Guerra Mundial, com toda sua dramaticidade, engendrou uma mitologia própria, a mitologia dos Mistérios Nazistas, até porque os horrores desta guerra, aos olhos e consciência da Humanidade contemporânea, é todo um conjunto de eventos que parecem não ter nenhuma explicação racional. A dimensão dos fatos e dos atos dos dirigentes nazistas foram de uma desumanidade tão intensa e irreal que estes personagens ganharam suas próprias lendas.

Josef Mengele tinha sobrevivido e estava na América do Sul! Heinrich Himmler tinha ressuscitado por meio de um ritual pagão realizado na Inglaterra! Hitler! Hitler não morreu. O corpo encontrado no bunker, no Führerbunker, a 15 metros de profundidade, no subsolo da Chancelaria, em Berlim ─ era um sósia que entregou-se à morte hipnotizado! O verdadeiro Hitler escapou e encontrou abrigo pousando seu avião em meio à floresta Amazônica! Em outras versões, Hitler esgueira-se nas ruas escuras de Londres; esconde-se no movimento das medinas [ruas-praças comerciais] das capitais do Oriente Médio, refugia-se nas cavernas, sob os Himalaias, Tibete, acolhido pelos magos negros Dag-Dugpa.

Surgiram as relíquias profanas. Pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra, uniformes de gala, uniformes comuns, documentos, medalhas, tornaram-se peças de coleção. Os mais caros são os itens que pertenceram aos líderes mais famosos, os mais duros, cruéis. Pinturas e desenhos atribuídos a Hitler tornaram-se ambicionados [finalmente conseguiu vender os quadros a preço de artista de verdade!]. Nos anos de 1980, no mercado das relíquias nazistas apareceu até um falso Diário de Hitler [GOODRIK-CLARK, 2004].

Ou não, ou mais. Morto, o líder nazista, considerado pelos tibetanos da seita Dag-Dugpa como reencarnação, não de Vishnu, mas de Átila, o Huno, ou talvez de Gengis-Kan, teria tido seu corpo resgatado pelos irmãos negros, cremado e suas cinzas, teriam sido levadas para os Himalaias juntamente com a sua preciosa Lança do Destino. Aqui o mito desdobra-se na lenda profética que diz: existe uma colônia nazista no Tibete e quando o Führer retornar, é de lá que vai partir com sua tropa para, mais uma vez, tentar conquistar o mundo e purificar a Terra, exterminando os fracos cujo sangue vai saciar a fome dos homens-deuses-demônios.

Essa é misteriosofia [GOODRICK-CLARK, 2043] do nazismo que procura explicar o delírio da nação alemã como produto de influências arcanas e demoníacas. O Terceiro Reich teria sido implantado e sustentado por ação de um poder sombrio: as forças negras, as hierarquias invisíveis, os superiores desconhecidos!

Hans Thomas Hakl, francês, fez um trabalho pioneiro na investigação das primeiras fontes impressas/literárias que levantaram a possibilidade de uma relação entre Hitler e forças ocultas. Ainda em 1934, antes da guerra, portanto, René Kopp, escritor místico-cristão, analisou fotografias de Hitler de diferentes épocas. Concluiu que a expressão do rosto tinha mudado e que mostrava sinais de sonambulismo indicando a possibilidade de "possessão por um espírito desconhecido. Outro francês, Edouard Saby, em Hitler et les Forces Occultes ─ 1939, refere-se a Hitler como medium, mago, iniciado e aponta, como evidências desses fatos práticas pessoais do ditador como o vegetarianismo, auto-disciplina, talento artístico, olhar e gestos hipnóticos.

O filósofo e místico nazi-hitlerista, Miguel Serrano, acredita queHitler sobreviveu; escapou das ruínas de Berlim em disco voador. Essa idéia chama a atenção para um aspecto não exatamente ocultista mas, antes, conspiracionista-alienígena que teria forte ligação de causalidade com todo o drama da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, os nazistas-esotéricos não mantinham ligações com forças ocultas ou metafísicas deste plano existencial e sim, com alienígenas.

Esses alienígenas, não sendo exatamente nem extraterrestres nem intraterrestres, seriam habitantes de uma outra dimensão, outro estado de Ser nesta esfera terrena. De acordo com Serrano, à bordo da espaçonave Hitler chegou a uma fortaleza subterrânea no Pólo Sul, em um reino Hiperbóreo. Em segurança, continuou no comando de uma guerra esotérica e subliminar que é travada até os dias de hoje, com mais ou menos violência. Outras versões, classificam esses alienígenas como invasores cósmicos mesmo e identifica-os com a atual mitologia exobiológica dos Seres Reptilianos [BAKER]. Tendo ou não escapado, a morte de um Hitler humano parece certa porque se estivesse vivo ele seria um mau e insano velhinho de 120 anos. Se estiver vivo, pode-se começar a pensar na hipótese dos reptilianos. Meditemos...

Hoje, quando seria lógico pensar que o senso comum de uma pessoa medianamente atenta à realidade sócio-política global rejeita sem hesitar as doutrinas do nazismo, eis que o contra-senso dos fatos demonstra, para horror dos amigos do santo sossego da meia-paz mundial: o Nazismo está vivo! O Racismo ainda pulsa! A Intolerância recrudesce.

Os ratos humanos amontoados nas gavetas de cimento das metrópoles da Terra estão sufocados, estressados, prontos para para o autofagia e o canibalismo. Devorar-se-ão entre si, os muçulmanos e os dinamarqueses; os muçulmanos e os franceses; os muçulmanos e os holandeses; os anglo-saxões norte-americanos e toda a horda de negros, latino-americanos árabes e asiáticos todos fervendo na pressão da mistura indesejada, nem tanto de cores e raças, mas de costumes, cultura, religião. Diz o nordestino esfomeado: "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Os Nazistas estão por aí; multiplicando-se, nascendo da irritação com os os atritos entre nativos e migrantes; entre o nacional e o estrangeiro, especialmente quando o estrangeiro torna-se incômodo, ocupando ou querendo ocupar espaço demais na casa e na contabilidade dos outros.

Os neo-nazistas, que são simplesmente nacionalistas racistas ou, no outro lado da moeda podre, migrantes racistas ressentidos, intolerantes e abusados, todos esses descontentes raivosos estão nos Estados Unidos da América; e também na Alemanha; e na Suécia, na Argentina, na Rússia, em todos os lugares onde o território ficou pequeno demais para acolher tantos hóspedes, quase sempre miseráveis e apegados péssimos costumes. A História se repete. E os neo-nazistas estão no Brasil, aqui, ali, do seu lado! Buuuuuuuuu!
 


IN Black Sun: Aryan Cults, Esoteric Nazism, and the Politics of Identity traduzido e adaptado por Ligia Cabus