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siga a estrada de tijolos amarelos: Ufologia Textos Ufológicos Eram os Deuses Astronautas? Eram os Deuses Astronautas? - Capítulo VII: Maravilhas da Antigüidade ou "espaço portos" pré-históricos?

Eram os Deuses Astronautas? - Capítulo VII: Maravilhas da Antigüidade ou "espaço portos" pré-históricos?

 
Um tablado de dança para gigantes
De que viviam os egípcios antigos? - Era Quéops um impostor?
Por que as pirâmides estão lá onde estão?
Cadáveres vivos por congelamento profundo? - Modistas pre-históricos
É o método C-14 de segurança absoluta?
 
 
AO NORTE DE Damasco está situado o terraço de Balbec, plataforma construída em blocos de pedra, alguns dos quais têm 20 metros de comprimento lateral e pesam quase 2.000 toneladas. Até agora, a Arqueologia não pôde explicar de maneira convincente porque, como e por quem foi construído o terraço de Balbec. O professor russo Agrest, aliás, supõe possível que essas ruínas sejam remanescentes de uma enorme planície de aterrissagem.

Se aceitarmos docilmente o que nos ensinam os egiptólogos, o Egito antigo surge, repentinamente e sem qualquer transição, a nossos olhos, já situado em nível superior de civilização. Grandes cidades e templos gigantescos, estátuas supradimensionais de grande poder de expressão, grandiosas alamedas marginadas por figuras pomposas.. instalações de canalização perfeita, túmulos luxuosos, esculpidos em rochedos, pirâmides de tamanho imenso... estas e muitas outras coisas maravilhosas brotaram, de repente, do chão. Verdadeiros milagres num pais que, sem pré-história reconhecível, de repente é capaz de tais feitos!

Somente no Delta do Nilo e sobre faixas estreitas, á esquerda e à direita do rio, havia terra agrícola fértil. Acontece que os peritos estimam o número de habitantes, á época da construção das grandes pirâmides, em 50 milhões de pessoas! (Número esse, aliás, que se encontra em contradição evidente com aqueles 20 milhões de cabeças que se admite corresponderem à população mundial inteira no ano 3.000 antes de Cristo!)

Em tais estimativas fantásticas, alguns milhões de homens a mais ou a menos, não têm importância: o certo é que todos eles tinham de ser sustentados. Pois, não só havia verdadeira multidão de trabalhadores de obras, de escultores de pedra, engenheiros e marinheiros, mas também incalculável número de escravos. Havia ainda um exército poderoso, toda uma casta de sacerdotes com elevado padrão de vida, levas de mercadores, camponeses e funcionários, e - principalmente - os incontáveis cortesãos, que viviam na maior opulência. Puderam todos, todos eles, viver dos parcos rendimentos da agricultura no Delta do Nilo?

Dizem nos que os blocos de pedra para a construção das pirâmides eram movidos sobre cilindros deslizadores. Provavelmente, pois, sobre cilindros de madeira! Mas as poucas árvores, em sua grande maioria palmeiras, que então (como hoje) cresciam no Egito, dificilmente poderiam ter sido abatidas para fazer rolos deslizadores de seus troncos, pois as tâmaras das palmeiras eram urgentemente necessárias como substância alimentícia, e os caules e copas das tamareiras eram os únicos doadores de sombra sobre o solo ressecado. Rolos de madeira, porém, devem ter sido, porque, do contrário, a construção das pirâmides também não contaria sequer com essa esfarrapada explicação técnica. Será que importaram madeira? Para a importação de madeira de países estrangeiros, deveria ter havido uma frota considerável de navios e, desembarcada a madeira, teria sido preciso transportá-la Nilo acima até o Cairo. Como os egípcios, na época da grande construção das pirâmides, ainda não dispunham de cavalos e carros, não havia outra possibilidade. Somente na 17ª dinastia, cerca de 1600 a. C., é que apareceram os primeiros cavalos e carros. Um reino por uma explicação convincente para o transporte dos blocos de pedra! Rolos de madeira, sim, dizem que haviam sido necessários.

Quanto à técnica dos construtores das pirâmides, há muitos enigmas e nenhuma solução genuína. Como esculpiam os túmulos nas rochas? Quais os recursos de que dispunham para instalar um labirinto de corredores e recintos? As paredes são lisas e em geral adornadas com gravuras em relevo. Os acessos às áreas internas decorrem diagonalmente para dentro do solo rochoso; possuem degraus lindamente trabalhados, segundo a melhor técnica artesanal, degraus esses que conduzem às profundas câmaras mortuárias. Bandos de turistas estacam, admirados, à sua frente, mas nenhum deles recebe uma explicação da técnica misteriosa da escavação. Contudo, está indubitavelmente comprovado que os egípcios dominavam essa arte arquitetônica de galerias subterrâneas desde os tempos mais remotos, pois os mais antigos túmulos em rochas são trabalhados da mesma maneira que os mais recentes. Entre o túmulo de Teti, da 6ª dinastia, e o de Ramsés 1, do Novo Reino, não há diferença, embora entre as construções dos dois túmulos haja, no mínimo, 1.000 anos de distância cronológica! Parece que nada de melhor se aprendeu depois de a técnica antiga haver sido adquirida; muito ao contrário, suas edificações mais recentes cada vez se tornavam meras cópias empobrecidas dos antigos modelos.

O turista que, gingando sobre um camelo chamado "Bismarck" ou "Napoleão" - na dependência de sua nacionalidade - vai em direção da Pirâmide de Quéops, a oeste do Cairo, sente no estômago a curiosa sensação que sempre produzem as relíquias de um passado inconcebível. Ouve ele que, aqui e acolá, certo faraó mandara construir um jazigo mortuário. E com esse refrescamento da memória quanto a coisas muito sabidas, volta para sua terra, depois de haver batido algumas chapas fotográficas impressionantes. Particularmente sobre a Pirâmide de Quéops já foram apresentadas algumas centenas de teorias tolas e indefensáveis. No grosso volume de 600 páginas, vindo a lume em 1864, intitulado "Our Inheritance in the Great Pyramid" (Nossa Herança na Grande Pirâmide), de Charles Piazza Smith, lemos uma porção de relações abstrusas entre a massa das pirâmides e o globo terrestre.

Mas, após o mais severo exame, sempre restam alguns aspectos, que nos deveriam tornar meditativos.

Sabe se que os antigos egípcios praticavam um culto regular ao Sol: seu deus sol, Ra, andava no céu de barco. Textos de pirâmides do Reino Antigo falam até de viagens celestiais do rei, realizadas, aliás, mediante a ajuda dos deuses e de seus barcos. Também os deuses e reis dos egípcios tinham a mania de voar...

Será mesmo mero acaso que a altura da Pirâmide de Quéops - multiplicada por um bilhão - corresponda aproximadamente à distância Terra/Sol? Isto é, a 149.450.000 km? É um acaso que um meridiano que passe pelo centro da pirâmide divide continentes e oceanos em duas metades exatamente iguais? É um acaso que a circunferência da pirâmide - dividida pelo dobro de sua altura - tenha como resultado o famoso número de Ludof, Pi = 3,1416? É acaso que forneça cálculos sobre o peso da Terra, e é também acaso que o solo rochoso sobre o qual se levanta a construção esteja cuidadosa e exatamente nivelado?

Em parte alguma há um indício acerca do motivo pelo qual o construtor dessa pirâmide, o Faraó Quéops, tenha escolhido justamente aquela rocha no deserto como local do monumento. Pode se imaginar que tenha existido uma fenda natural na rocha, que ele aproveitou para firmar a construção colossal, como também poderia servir de explicação, embora bem pobre, que de seu palácio de verão ele desejava observar o progresso dos trabalhos. Ambas as razões são completamente destituídas de sentido. Por um lado, teria sido decididamente mais prático localizar o ponto da construção mais próximo às pedreiras orientais, a fim de encurtar os caminhos de transporte; e por outro, é difícil imaginar se que o faraó gostasse de ser importunado, anos a fio, pelo barulho que, também já naqueles tempos, enchia o local da construção, dia e noite. Como há muita coisa contra as explicações contidas nos livros escolares sobre a seleção do local, pode se pedir vênia para perguntar se, também aqui, talvez os "deuses" se tenham intrometido na conversa, ainda que fosse apenas através da mediação dos sacerdotes. Se, porém, se admitir tal interpretação, então há uma prova de peso a mais para a nossa teoria do passado fantástico da humanidade. Pois a pirâmide não só divide continentes e oceanos em duas metades iguais - ela, além disso, se situa no centro de gravidade dos continentes! Se os fatos aqui anotados não forem acasos - e é muito difícil acreditar que o sejam - então o local da construção foi determinado por seres que conheciam com exatidão a forma do globo terrestre e a distribuição dos continentes e oceanos. Podemos recordar aqui a obra cartográfica de Piri Reis! Nem tudo pode ser explicado como acaso ou fábula.

Com que força, com que "máquinas", com que recursos técnicos, afinal, foi nivelado o solo rochoso? De que maneira os arquitetos avançavam com suas galerias? E como as iluminavam? Nem aqui, nem nos túmulos de rocha no Vale dos Reis, foram usadas tochas ou algo parecido. Não há tetos ou paredes enegrecidos, nem o menor indício de que tais vestígios tivessem sido apagados. Como e mediante o que foram serrados das pedreiras os blocos gigantescos? Com arestas tão retas e faces tão lisas? Como foram transportados e ajustados entre si com uma exatidão milimétrica? Novamente existe um feixe de explicações à livre escolha: Planos inclinados; trilhas arenosas sobre as quais as pedras eram empurradas; andaimes, rampas, aterros,.. E naturalmente o trabalho de muitas centenas de milhares de formigas egípcias: felás, camponeses, artesãos...

Nenhuma dessas explicações resiste a uma observação crítica. A maior das pirâmides é (e se conserva?) testemunha visível de uma técnica nunca compreendida. Hoje, no século XX, nenhum arquiteto - mesmo que estivessem à sua disposição os recursos técnicos de todos os continentes - poderia imitar a construção da Pirâmide de Quéops!

2.600.000 blocos gigantescos foram recortados das pedreiras, lapidados, transportados e, no local da construção, unidos exatamente até o milímetro. E lá no fundo, no interior das galerias, as paredes foram pintadas em cores variegadas!

O local da pirâmide foi um capricho do faraó.

As inalcançadas medidas "clássicas" da pirâmide foram idéias ocasionais do arquiteto...

Várias centenas de milhares de trabalhadores empurraram e puxaram sobre cilindros deslizadores (inexistentes), mediante cordas (inexistentes) blocos do peso de doze toneladas, rampa acima...

Esse exército de trabalhadores vivia de cereais (inexistentes)... Dormia em choupanas (inexistentes), que o faraó mandara erigir à frente de seu palácio de verão...

Através de um alto falante (inexistente), os trabalhadores eram movidos em ritmos por um "Óô-Aa" animador, e assim empurraram blocos de doze toneladas em direção ao céu...

Se os diligentes obreiros tivessem vencido, por dia, a enorme tarefa de instalar 10 blocos, então - se se seguir essa ilustração anedótica - em cerca de 250.000 dias = 664 anos, teriam posto no lugar os 2 milhões e 600 mil blocos de pedra, até formar a maravilhosa pirâmide! Sim, e que não o esqueçamos: tudo se formou como produto do capricho de um rei excêntrico, que não chegou a ver o término da obra arquitetônica por ele inspirada. Tetricamente belo e infinitamente triste.

Parece desnecessário perder uma só palavra para demonstrar que essa teoria, seriamente apresentada, é inteiramente ridícula. Quem é bastante ingênuo para acreditar que a pirâmide não devesse ser senão o túmulo de um rei? Quem quererá continuar considerando mero acaso o fato de que a pirâmide nos inspira relações matemáticas e astronômicas?

Sem discussão, atribui se hoje a grande pirâmide ao Faraó Quéops, que teria sido seu idealizador e construtor. Por quê? Porque todas as inscrições e placas indicam Quéops. Que a pirâmide não pudesse ter sido construída no espaço da duração de uma vida, parece nos convincente. Que diríamos, porém, se Quéops tivesse mandado falsificar as inscrições e as placas que deveriam dar noticia de sua glória? Foi esse um dos métodos nada impopulares na Antigüidade, como muitas obras arquitetônicas o sabem contar. Cada vez que um soberano ditatorial queria ficar com a glória para si só, provavelmente ordenava esse processo. Se isso tiver sido assim, então a pirâmide existiu muito antes que Quéops nela mandasse afixar seus cartões de visita.

Na Biblioteca de Oxford encontra se um manuscrito em que o autor copta Mas-Udi afirma haver sido o rei egípcio Surid quem mandou construir a grande pirâmide. Singularmente, esse Surid governou o Egito antes do dilúvio! Acrescenta o manuscrito que esse inteligente rei Surid ordenou aos seus sacerdotes que registrassem todo o conjunto de sua sabedoria e escondessem os escritos no interior da pirâmide. Segundo a tradição copta, pois, a pirâmide foi construída antes do dilúvio.

Tal suposição é confirmada por Heródoto no 2º Livro de sua História: Os sacerdotes em Tebas ter lhe iam mostrado 341 figuras colossais, cada uma das quais indicaria uma geração de sumos sacerdotes num período de 11.340 anos. Hoje sabemos que cada sumo sacerdote, já em vida, fazia erigir sua própria estátua. Assim também o relata Heródoto de sua viagem a Tebas, informando que um sacerdote após outro lhe havia mostrado sua estátua, como prova de que sempre o filho sucedera ao pai. E os sacerdotes asseguraram a Heródoto que suas indicações eram muito exatas, uma vez que durante muitas gerações haviam registrado tudo por escrito. Declararam ainda que cada uma dessas 341 figuras representava uma geração humana, e que antes dessas 341 gerações os deuses haviam vivido entre os homens e que, depois disso, nenhum deus em figura de homem os teria visitado novamente.

Tradicionalmente estima se o período histórico do Egito em cerca de 6.500 anos. Por que então os sacerdotes teriam mentido tão desavergonhadamente ao viajante Heródoto, a respeito de seus 11.340 anos? E por que acentuaram expressamente que as últimas 341 gerações já não mais haviam sido visitadas pelos deuses? Essas indicações cronológicas precisas, corroboradas pelas estátuas, teriam sido completamente inúteis, se, em tempos imemoriais, não tivessem mesmo vivido "deuses" entre os homens!

Sobre o como, o porquê e o quando da construção das pirâmides sabemos tanto quanto nada. Ali está diante de nós imponente montanha artificial com cerca de 150 metros de altura e 31.200.000 toneladas de peso, como prova de uma realização incrível, e, no entanto, querem convencer nos de que tal monumento não deve ser mais do que o jazigo de um rei extravagante! Acredite quem quiser...

Igualmente incompreensíveis, e até hoje não convincentemente explicadas, fixam-nos as múmias do passado como se guardassem consigo um mágico segredo. Muitos povos dominavam a arte de embalsamar cadáveres, e os achados fazem supor que os seres pré históricos acreditavam na ressurreição, em uma segunda vida, em uma reencarnação. Tal suposição, porém, só seria aceitável se a crença numa segunda vida corpórea constasse da filosofia religiosa da Antigüidade! Se nossos antepassados tivessem acreditado num renascimeto espiritual apenas, dificilmente teriam proporcionado tantos cuidados aos mortos. Os achados nos túmulos egípcios, porém, fornecem exemplo após exemplo do preparo para um retorno físico dos cadáveres embalsamados.

O testemunho da aparência, da prova visível, não é tão absurdo assim! De fato, registros e lendas fornecem pontos de apoio à vera cidade das promessas feitas pelos "deuses", no sentido de regressarem das estrelas para despertar os corpos bem conservados para nova vida. É provável que, por isso, o aprovisionamento dos corpos embalsamados nas câmaras mortuárias tomava forma tão prática e visava a uma vida do outro lado do túmulo. Do contrário, que deveriam fazer com dinheiro, com jóias, com seus pertences favoritos? E uma vez que também se lhes dava de presente, no túmulo, uma parte de sua criadagem, indubitavelmente bem viva, tinham em mente, com todos esses preparos, a continuação da antiga existência em uma vida nova. Os túmulos eram construídos quase que à prova de bombas atômicas, imensamente duráveis e sólidos podiam suportar indefinidamente a ação do tempo. Os valores, que neles se enterravam, principalmente ouro e pedras preciosas, eram virtualmente indestrutíveis. Não se trata aqui de ventilar posteriores abusos nas mumificações. Aqui se trata do problema: quem inculcou na cabeça dos pagãos a idéia do renascimento físico? E onde se originou o primeiro pensamento audacioso de ser necessária a conservação das células do corpo a fim de que o cadáver, preservado em local seguro, pudesse ser despertado para uma vida nova, milhares de anos depois?

Até hoje, esse complexo misterioso do "acordar de novo" só foi considerado sob o ponto de vista religioso. Não poderia o faraó, que, com certeza, sabia muito mais que seus súditos sobre a essência e os hábitos dos "deuses" ter tido essas idéias, talvez completamente doidas? "Tenho de editar para mim um túmulo que não possa ser destruído durante milênios e que seja bem visível a grande distância. Os deuses prometeram voltar e acordar-me... (ou médicos de um futuro longínquo descobrirão um processo de me restituir a vida...)"

Que se pode dizer a isto, na época da cosmonáutica?

O médico e astrônomo Robert C. W. Ettinger, em seu livro, publicado em 1965, "The Prospect of Immortality", indica uma forma pela qual nós, homens do século XX, poderemos mandar congelar nos de tal maneira que, segundo o ponto de vista biológico e médico, nossas células continuem vivendo em ritmo retardado um bilhão de vezes. Se bem que essa idéia, por enquanto, ainda possa parecer utópica, fato é que, já hoje, quase todas as clínicas de vulto mantêm "bancos de ossos", onde se conservam ossos humanos, durante anos, em estado de congelamento profundo. Quando necessário, são postos em condições de servir para enxertos. Sangue fresco - também isto já é praticado em toda parte - pode ser conservado a uma temperatura de 196 graus abaixo de zero, por tempo indeterminado, sim, e a possibilidade de armazenamento de células vivas, à temperatura do nitrogênio líquido, é aproximadamente infinita. Teria o faraó tido uma idéia utópica, que dentro em breve será concretizada na prática?

É preciso ler duas vezes o que se segue, para tomar consciência de todas as implicações fantásticas que envolvem os resultados da pesquisa científica que vamos mencionar. Biólogos da Universidade de Oklahoma constataram, em março de 1963, que as células epidérmicas da princesa egípcia Mene continuam dotadas de capacidade vital! E a princesa Mene está morta há vários milhares de anos!

Em muitas partes, foram encontradas múmias intactas, de uma conservação tão perfeita que parecem vivas. Entre os incas, múmias de geleiras suportaram os tempos e teoricamente são capazes de vida. Utopia? No verão de 1965, a televisão russa mostrou dois cães que haviam sido deixados durante uma semana em congelamento profundo. No sétimo dia resolveram descongelá-los, e eis que reviveram, alegres como antes!

Os americanos, também isto não é segredo, no âmbito de seu amplo programa de cosmonáutica, ocupam se vivamente com o problema de como se poderão congelar astronautas do futuro para suas longas viagens a estrelas remotas...

O Prof. Ettinger, hoje muito ridicularizado, profetiza um futuro longínquo em que os homens não se deixarão cremar, nem devorar pelos vermes - um futuro em que os cadáveres, conservados a baixíssima temperatura, em cemitérios ou abrigos de congelamento profundo, aguardarão o dia em que conhecimentos médicos mais avançados possam eliminar as causas da morte e com isso restituir os corpos a uma vida nova. Quem desenvolver esse pensamento utópico até o fim, chegará à visão terrifica de um exército de sol dados em congelamento profundo, que, conforme a necessidade, em caso de guerra, serão descongelados, para entrar em combate. Visão realmente horrível!

O que, porém, as múmias têm a ver com a nossa hipótese de astronautas na obscura Antigüidade? Estaremos forçando provas?

Mas pergunto: De onde souberam os antigos que as células do corpo, após um tratamento apropriado, continuam vivendo em ritmo retardado um bilhão de vezes?

Pergunto: De onde se origina a idéia da imortalidade, de onde até a de um despertar físico?

A maioria dos povos antigos dominava com habilidade a técnica da mumificação; os povos ricos efetivamente a praticavam. Não estou interessado nesse fato demonstrável, mas na solução do enigma: de onde se originou a idéia de um novo despertar, um regressar para a vida? Teria esta idéia ocorrido por mero acaso a um rei ou a um chefe de tribo, ou talvez a algum poderoso cidadão que tivesse observado os "deuses" enquanto tratavam cadáveres segundo um processo complicado e os guardavam em sarcófagos à prova de bombas? Ou alguns "deuses" (=cosmonautas) teriam transmitido a um príncipe inteligente seus conhecimentos de como - após um tratamento específico - se pudesse despertar cadáveres para uma nova vida?

Estas especulações carecem de confirmação em fontes contemporâneas. A humanidade, dentro de algumas centenas de anos, dominará a cosmonáutica com uma perfeição hoje ainda inimaginável.

Agências de viagens oferecerão em seus prospectos viagens planetárias com datas precisas de partida para ida e volta. Condição essencial para tal perfeição, aliás, é que todos os ramos da ciência acompanhem o passo da evolução. A Eletrônica e a Cibernética, por si sós, não podem alcançar o escopo de equipe. A Medicina e a Biologia farão suas contribuições, descobrindo caminhos que possibilitem um prolongamento do processo vital humano. Hoje, este setor da pesquisa cósmica já está em pleno progresso. Aqui, devemos perguntar nos: Teriam os cosmonautas, já em tempos arcaicos, conhecimentos que nós precisaremos redescobrir?

Inteligências desconhecidas já estariam a par de métodos segundo os quais deveriam ser tratados corpos para que, após uns tantos milênios, pudessem retornar à vida? Quem sabe se os "deuses", inteligentes como eram, tinham interesse em "conservar" ao menos um morto, com todo o saber de sua época, a fim de que, em algum tempo futuro, pudesse ser interpelado acerca da história de sua geração? O que é que nós, afinal, sabemos? Não é possível que tal interpelação pelos "deuses retornados" já tenha sido feita nalgum tempo e lugar?

A mumificação que, de início, era questão elevada e solene, vulgarizou se como generalizada moda, no correr dos séculos. Já então, todo mundo queria ser ressuscitado, qualquer um pensava que poderia adquirir novamente a vida, se para isso fizesse apenas o mesmo que seus antepassados. Os sumos sacerdotes que, de fato, dispunham do conhecimento de tais renascimentos, contribuíam vigorosamente para que este culto fosse promovido, pois sua classe com ele fazia bons negócios. Já me referi à impossibilidade física das idades dos reis sumerianos e dos patriarcas bíblicos. Perguntei se, quanto a esses seres se pudesse pensar em cosmonautas que, em virtude dos desvios cronológicos em vôos interestelares pouco abaixo da velocidade da luz, avançassem bem pouco em sua idade, relativamente ao nosso planeta.

Será talvez possível encontrar alguma pista com relação à idade incrível das pessoas mencionadas nas escrituras, se concordarmos em que essas pessoas tivessem sido mumificadas ou congeladas? Se seguirmos essa teoria, então os astronautas cósmicos teriam congelado personalidades de escol da Antigüidade - tê-las iam mergulhado em sono profundo artificial, como relatam lendas - e por ocasião de visitas posteriores, cada vez as teriam retirado da gaveta e descongelado para uma conversa com elas. No fim de cada visita teria sido tarefa da casta dos sacerdotes, instruída e instituída pelos cosmonautas, preparar novamente os mortos vivos e zelar de novo por eles em templos gigantescos, até que um dia os "deuses" voltassem.

Impossível? Ridículo? Geralmente, aqueles que se sentem mais rigidamente presos às leis da natureza são os que manifestam as objeções mais tolas. Não apresenta a própria natureza exemplos notórios dessa "hibernação" e de um novo despertar?

Existem espécies de peixes que, congelados até a dureza de pedra, reanimam se à temperatura favorável e nadam, alegres, na água. Flores, larvas e pupas não só suportam uma hibernação biológica, mas também ostentam belas roupas novas.

Agora, como meu próprio advogado do diabo, pergunto: apreenderam os egípcios a possibilidade da mumificação, através da observação da natureza? Se esse fosse o caso, então deveria provavelmente existir um culto das borboletas ou dos besouros, ou ao menos um vestígio disso. Não há nada nesse sentido! Existem, em túmulos subterrâneos, sarcófagos gigantes com touros mumificados, mas dos touros os egípcios não teriam podido aprender o sono hibernal.

A oito quilômetros de Heluã, situam se mais de 5.000 túmulos de dimensões variadas, e todos originários do tempo das lª e 2ª Dinastias. Esses túmulos provam que a arte da mumificação já florescia há 6.000 anos.

Em 1953, o Prof. Emery descobriu, num cemitério antigo de Sakkara do Norte, um grande túmulo, atribuído a certo faraó da l.a Dinastia (provavelmente Uadjis). Fora da cova principal, havia três fileiras com mais 72 túmulos, onde estavam deitados os cadáveres da criadagem, que desejava acompanhar seu rei ao outro mundo. Nos corpos dos 64 moços e das 8 moças não se encontra vestígio algum de violência. Por que essas 72 pessoas se deixaram murar e matar?

A fé em uma segunda vida no além é a explicação mais conhecida e ao mesmo tempo mais simples para esse fenômeno. Além de jóias e ouro, colocam se também cereais, óleos e especiarias no túmulo - obviamente como provisões para o além. Eventual mente, os túmulos eram reabertos mais tarde, não só por ladrões, mas também por faraós. O faraó, então, encontrava, no túmulo de um antepassado, as provisões bem conservadas. O morto, pois, não as havia ingerido, nem levado para o além. E quando se fechavam de novo os túmulos, eram eles guarnecidos de novas mercadorias, lacrados à prova de roubo e munidos de muitas armadilhas. Isso sugere a idéia da crença em um despertar em futuro remoto, e não a de um imediato, no além.

Também em Sakkara, foi descoberto, em junho de 1954, um túmulo que não havia sido violado, pois na câmara mortuária estava uma caixa com jóias e ouro. O sarcófago, ao invés de ser fechado por uma tampa, o era por uma chapa deslizável. A 9 de junho, o Dr. Goneim abriu solenemente o sarcófago. Não continha nada. Absolutamente nada. Ter-se-ia a múmia evadido sem levar seu tesouro?

O russo Rodenko descobriu, a 80 quilômetros da fronteira da Mongólia exterior, um túmulo, conhecido por Curgã V. Esse túmulo tinha a forma de uma colina pedregosa, e era internamente revestido com madeira. Todas as câmaras mortuárias estavam cheias de gelo que, à temperatura local jamais se funde. Por isso, o conteúdo do túmulo foi conservado em condições de congelamento profundo. Uma das câmaras continha um homem embalsamado e uma mulher identicamente preparada; ambos estavam providos de todas as coisas de que teriam necessitado para uma vida posterior: alimentos em tigelas, roupas, jóias, instrumentos musicais. Tudo isso profundamente congelado e bem conservado, inclusive as múmias nuas! Noutra câmara, os especialistas identificaram um retângulo contendo quatro fileiras de seis quadrados, cada um destes com desenhos no seu interior. O conjunto poderia ser considerado cópia do tapete de pedras que se encontra no palácio assírio de Nínive! Estranhas figuras semelhantes a esfinges, com intrincados chifres na cabeça e asas nas costas, são claramente visíveis e sua atitude sugere que aspiram a uma ascensão ao céu.

Mas essas coisas, desenterradas na Mongólia, dificilmente constituem fundamento em que se baseasse a crença numa segunda vida espiritual. O congelamento profundo aplicado naqueles túmulos - pois é disso que se trata nas covas revestidas de madeira e preenchidas com gelo - é demasiado terrestre e destinado a finalidades terrenas. Por que, e esse problema cada vez nos avassala de novo, achavam os antigos que cadáveres por eles preparados dessa maneira, preencheriam condições de possibilitar um novo despertar? Isso, por enquanto, é um enigma.

Na aldeia chinesa de Wu-Chuan existe um túmulo retangular de 14 por 12 metros; nele jazem os esqueletos de 17 homens e 24 mulheres. Também aqui, nenhum dos esqueletos ostenta sinais de morte violenta. Há túmulos em geleiras, nos Andes, túmulos de gelo na Sibéria, túmulos individuais e coletivos na China, no Egito e no território da antiga Suméria. Múmias foram encontradas no extremo norte, assim como na África do Sul. E em todos os casos os mortos estavam cuidadosamente preparados e providos para um novo despertar em época posterior. Todos os cadáveres foram equipados com o necessário a uma vida nova e todos os túmulos foram construídos e instalados de maneira que pudessem durar milênios.

É tudo isso apenas acaso? São idéias apenas, embora curiosas, dos antepassados? Ou existe uma promessa antiga, por nós ignorada, de uma ressurreição corporal? Quem poderia ter feito?

Em Jericó foram escavados túmulos de 10.000 anos, em que se encontraram cabeças de 8.000 anos de idade, modeladas em gesso. Também isso é estranhável, pois supõe-se que esse povo ainda não conhecia a técnica da cerâmica. Em outra parte de Jericó descobriram-se fileiras inteiras de casas redondas: as paredes, na extremidade superior, eram inclinadas para dentro, como telhados em cúpula.

O todo-poderoso isótopo de carbono C-14, mediante cujo auxílio se pode determinar a idade de substâncias orgânicas, indica, para estes últimos casos, um máximo de 10.400 anos. Essa indicação coincide com bastante exatidão com as datas transmitidas pelos sacerdotes egípcios. Estes diziam que seus antepassados sacerdotais tinham se dedicado ao serviço durante mais de 11.000 anos. Também mero acaso?

Um achado especialmente extraordinário é constituído de pedras pré-históricas encontradas em Lussac (Poitou, França): ostentam desenhos de homens, em trajes perfeitamente modernos, de chapéu, paletó e calça curta. O Abade Breuil afirma que os desenhos são autênticos, e este depoimento lança em confusão toda a Pré-História. Quem gravou as pedras? Quem teria imaginação suficiente para visualizar um habitante das cavernas, vestido de peles, que desenhasse nas paredes figuras do século XX?

Nas cavernas de Lascaux, na França meridional, foram achadas, em 1940, as mais grandiosas pinturas da idade da pedra. Essa galeria de quadros se apresenta vivida, intacta e com tanta plasticidade que parece obra de nossos dias. Duas perguntas se impõem inevitavelmente: como essa caverna era iluminada para o árduo trabalho do artista da idade da pedra, e por que as paredes da caverna foram ornadas com essas pinturas surpreendentes?

As pessoas que julgam estúpidas essas perguntas, que nos expliquem então as contradições: se os habitantes das cavernas da idade da pedra eram primitivos e selvagens, então não poderiam produzir pinturas tão admiráveis nas paredes das cavernas. Fosse o selvagem, no entanto, capaz de produzir essa pintura, por que não estava ele em condições de construir cabanas para seu abrigo?

As mais altas autoridades admitem que o animal, há milhões de anos, tinha capacidade para construir ninhos e tocas. Obviamente, porém, parece não se enquadrar no presente sistema mental conceder a mesma habilidade ao Homo sapiens pré-histórico.

No Deserto de Gobi, em local não distante daquelas singulares vitrificações de areia, que só podem ter se formado pelo efeito de grande calor, o Prof. Koslov encontrou, a profundidade considerável e sob as ruínas de Khara-Khota, um túmulo que data de uns 12.000 anos antes de Cristo. No interior do sarcófago estavam os corpos de duas pessoas ricas; no exterior, encontrava se o desenho de um círculo com separação em duas partes por um traço vertical.

Nas Montanhas Subis, perto da costa ocidental de Bornéu, encontrou se numa rede de cavernas trabalhadas á maneira de catedrais; remanescentes culturais nas cavernas recuam a época de sua construção para cerca de 38.000 anos antes de Cristo. Dentre esses achados incríveis, existem tecidos de tal finura e suavidade que, nem com a melhor das boas vontades, podem ser atribuídos a selvagens! Perguntas, perguntas, perguntas...

Não estamos agora lidando com hipóteses, mas com elementos concretos e, no entanto, inexplicáveis, que existem em abundância: cavernas, túmulos, sarcófagos, múmias, mapas antigos, construções aparentemente loucas, frutos de imensos trabalhos arquitetônicos e técnicos, tradições das mais diversas proveniências, que não se consegue enquadrar em esquema algum.

As primeiras dúvidas infiltram se no arcabouço estereotipado da teoria arqueológica. Mas não basta: é preciso abrir verdadeiras picadas no matagal do passado. Marcos têm de ser colocados de novo, possivelmente também uma série de datas fixas deverá ser novamente determinada.

Que fique claro: aqui não se põe em dúvida a História dos últimos dois mil anos! Falamos só e exclusivamente da Antigüidade mais obscura, das trevas mais profundas dos tempos, que, mediante novas colocações de questões, nos esforçamos por clarear.

Também não podemos indicar números e datas quanto á época da visita de inteligências procedentes do espaço cósmico, que começaram a influenciar nossa própria inteligência, ainda jovem. Ousamos, porém, duvidar das datações até hoje atribuídas à obscura Antigüidade. Suspeitamos ter razões suficientemente boas para supor que o acontecimento que nos importa ocorreu no período neopaleolítico, portanto, entre 10.000 e 40.000 anos antes de Cristo. Por enquanto, nossos métodos datadores, inclusive o famoso e salvador isótopo de carbono C-14, deixam grandes lacunas, assim que se passe de um período médio de 45.600 anos. Quanto mais velha a substância a ser investigada, tanto menos digno de confiança se torna o método rádio carbônico. Mesmo pesquisadores sérios disseram nos que não julgavam muito digno de confiança o método do C-14 porque, se a idade de uma substância orgânica estiver entre 30.000 e 50.000 anos, não será possível datá-la exatamente, dentro desses limites.
 
Não é preciso que se aceitem irrestritamente essas vozes críticas. A despeito disso, um segundo método de datação, paralelo ao do método do C-14, e baseado em mais novos avanços da ciência, seria sumamente desejável.

Erich von Däniken