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siga a estrada de tijolos amarelos: Vampirismo Vampirologia Vampiros: Lenda Ou Deturpação da Realidade? Uma Explanação Científica

Vampiros: Lenda Ou Deturpação da Realidade? Uma Explanação Científica

uh la laSabemos muito bem, vós também, que o assunto por nós aqui tratado, é, digamos, um tanto quanto eloqüente e efusivo para a língua humana. Muito se fala sobre estes seres: vampiros; pró e contra, com escárnio e horror, admiração até, mas sabemos que não é possível falar deles sem cair em lendas, fábulas e inúmeros desarranjos contraditórios quanto a origem e vida de tais seres, o que só corrobora para que tratemo-los de maneira mais e mais marginal. Pois bem, parto do princípio que se vós aqui estão, é porque o assunto vos interessa, por um motivo, ou outro. Por crerem ou não, na veracidade do assunto. O que trataremos a seguir, eu sei, provocará não só risos em muitos, mas também verdadeiros acessos de desprezo pelo escritor; mas, se vos interessou verem aqui, tantas lendas e contos a respeito destes, por que não, também, ouvirem uma explanação científica, uma tentativa de desmitificar (e desmistificar) o ponto central deste nosso tratado, e mostrar que a existência de tais seres não é assim tão improvável quanto possa parecer.

Aos nossos ouvidos chegaram, graças à mitologia cristã, relatos de seres bestiais, amaldiçoados pelo Mal, meio homens meio animais e que muito famosos se tornaram no mundo ocidental. Engana-se porém, quem pensa serem tais relatos, uma exclusividade cristã: No Antigo Egito e na América pré-colombiana, nas tribos africanas e entre os aborígenes australianos, já encontramos entre estes, muito antes do surgimento dos cristãos, relatos de seres que se alimentam do sangue dos vivos. Na Índia aliás, os "sugadores de sangue" como são conhecidos, são, não só famosos, como muito os levam a sério também. Vós todos bem sabeis sermos nós, seres humanos, constituídos de três partes: a material (corpo); a alma imortal, nossa essência Divina, perfeita e imutável, tal qual quando foi criada pelo Altíssimo. É entre estas porém, que se situa o ponto chave de nosso debate: o espírito, ou perispírito para os Hindus, Espíritas e antigos Egípcios (Kã). Poderíamos, a grosso modo, considerá-lo como um molde para a alma, cujo intuito é dar-lhe forma e possibilitar seu ingresso no mundos materiais e imateriais evolutivos. É nele que programamos nossas características físicas e morais para a próxima vinda, bem como onde ficam registradas estas mesmas, adquiridas de nossa última encarnação. Aqui registram-se as memórias e experiências, boas ou más; desejos, gostos, atos e pensamentos. Na composição química deste, podemos encontrar também todas as substâncias e elementos existentes, o reflexo de todos os instintos e transformações através do mineral, vegetal, animal e, enfim, do Homem, o ser mais perfeito sobre a Terra. Este intermediário é na verdade, o agente principal que põe em vibração as funções da alma, ou por outras, a vida da alma produz-se pela vida material sobre este tecido.

Façamos uma analogia para melhor compreendermos: assim como nas células de cera condensa-se o mel, de igual modo no perispírito condensam-se os elementos e todas as suas substâncias compostas. "Alma vestida de ar", disse com bonomia, um sábio e poeta. Ora, sabemos também, que durante nossa jornada na Terra, podemos evoluir ou regredir, ascender ou descender, e esta longa viagem através dos três mundos deixa profundos sinais nos gostos, necessidades e instintos do homem; ser em evolução, e ainda bem próximo desta animalidade que ele rejeita e despreza, embora dela faça uso, e se faça escravo tão freqüentemente quanto nos prova a história e o dia-a-dia. Tomemos alguns exemplos: a crueza, assim como a voracidade do animal, tem por objetivo a satisfação de uma necessidade, ou a defesa, e uma vez saciado, ou ao abrigo de um perigo, ele não procura luta alguma. Mas vede bestificados a que tais refinamentos esses mesmos sentimentos conduziram o homem: a tortura física e moral, a avidez insaciável enquanto houver algo a pilhar em seu redor são apanágio do homem. Ele também imaginou a traição, o ciúme, a ganância, a corrupção, o suborno, o latrocínio e o genocídio; enfim, se no animal falta-lhe a palavra, para mentir ou dissimular o pensamento, ele não tem muito que se queixar disso, e poucas virtudes existem sobre este mundo que o orgulhoso homem possa reclamar por distinção exclusiva.

Tendo em vista a tenacidade com que os instintos do animal se condensam no homem, este ignóbil hábito, esta necessidade de sangue permanece em estado latente na criatura, e, se a educação, as circunstâncias, a compreensão do mal não levarem o homem a dominar o instinto sanguinário que ainda vibra em seu perispírito, a necessidade bestial desponta, e.....Não são poucos os caso em que vemos como tais vis sentimentos ainda nos são tão próximos: quantos de nós não conhecemos inúmero casos em que por conseqüência de uma fatalidade qualquer, alguém se torna arredio e violento como um animal, ou mesmo nós, não temos pensamentos e desejos, não cometemos atos dignos de um ser irracional e guiados tão somente por seus instintos? Em conseqüência de diferentes causa tais o terror, comoção moral, certo veneno, asfixia, provocados ou não, semelhantes seres caem em um estado especial de letargia, com todas as aparências da morte, e são enterrados como se houvessem falecido. Um despertar em condições normais não se produz para essas entidades especiais, e a mor parte perece, mas às vezes, em condições favoráveis, tais indivíduos podem despertar.

Incrível? 

Vejamos: o corpo de tais criaturas já está morto, e não mais trabalham as funções vitais que produziam as substâncias que o mesmo necessita para se manter. Mas, devido às características especiais que regem seus perispíritos supracitadas, este mantém um elo de ligação demasiado forte com o corpo e que não se desfez, como já vimos. Tal ente então, influenciado pelos instintos animais, paixões vis, gostos baixos e hábitos torpes que tem, precisa se alimentar para continuar a sustentar o corpo neste estado latente de post-mortem. As substâncias necessitadas para tanto, são exatamente aquelas que seu corpo não mais produz, perde rapidamente e no entanto necessita para manter este elo de ligação corpo-espírito, ou seja, substâncias corpóreas, fluidos carnais que podem facilmente, e com abundância, serem obtidos no sangue de criaturas vivas. Todos os sentidos deste estranhos letárgico são de uma acuidade extraordinária. Ao cair da noite, tais indivíduos saem à caça, guiados pela sua necessidade animalesca de fluidos carnais e atacam animais e homens, se os pode atingir, preferencialmente no coração. Estando porém esta região quase sempre coberta, migram para o pescoço, por onde sugam-lhes os fluidos vitais contidos no sangue. 

Tais seres, mesmo sendo apenas espíritos, tem uma aparência diabolicamente real e palpável, devido estarem saturados por baixos fluidos e instintos, ainda que a matéria não lhes seja obstáculo, podendo por exemplo, atravessarem sólidas paredes. Após o abjeto ato, retornam sempre pelo cominho pelo qual vieram, tal qual um assassino do nosso mundo, e, se nesse ínterim, depararem-se com outro ser humano, fogem, invariavelmente, sabedores que são da criminosa ação que cometem. Alho e outras invenções de nossa crendice popular, como já devem saber, lhes são inúteis, excetuando-se os objetos sagrados, de quaisquer espécies ou religiões que remetam ao bem. Motivo: tais símbolos emitem luz, trazem de nossa memória a imagem da Deidade, acende em nossa alma a centelha que jamais se apaga, reflete sentir em nossos corações o bom e o belo, e lhes tira, ainda que por parcos instantes, do torpor animal a que se entregaram. A única maneira, no entanto, de quebrar este círculo horrendo a que se conduziram é, descobrindo-se o local onde se encontra o corpo, ferir-lhe mortal e irremediavelmente, o que provoca o rompimento dos elos que os ligam ao corpo e, pasmem, relatos indicam que o corpo, acometido por tal ferimento sangra e um reflexo de dor, angústia e horror esboça-se no semblante da criatura....

Os vampiros femininos são, por sua vez, menos numerosos, visto que o organismo destas ser menos robusto, e sucumbirem com maior facilidade. Ninguém no entanto, tem procurado aprofundar o que pôde inspirar a essa seita o rito selvagem que ela acoberta com um motivo religioso, quando tal origem tem raiz, como vimos, num estado particular do perispírito adquirido pelo ser em suas existências animais e humanas. Antes de terminarmos porém, falemos um pouco ainda dos vampiros inconscientes, não muito numerosos, ainda que menos raros que estes últimos. Estes, ao contrário daqueles, estão bem vivos aqui entre nós, alguns de vocês podem até mesmo conviver com um. Sua origem é a mesma, mas nestes, o instinto voraz, motivado pela composição de seu perispírito, manifesta-se inconscientemente por um fluido acre e devorante que exalam, e que absorve as forças vitais dos que os cercam, e por assim dizer, os devora. Tais seres são habitualmente pequenos, secos, magros, nervosos, de olhar penetrante e metálico, de atividade febril e incessante. Ao seu redor, tudo se torna mesquinho, fraco, doentio, e apenas eles gozam saúde perfeita. Mas não podemos imputar a mal a destruição dos seres próximos, pois a força de que fazem uso é inconsciente.

por Alex Sander Motta