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siga a estrada de tijolos amarelos: Vampirismo Vampirismo Astral Diário de um Vampiro Canalha O Dragão

O Dragão

drenagemDepois de uns bons anos mexendo com o basicão do vampirismo intercalando com brincadeiras até fatais em goécia e em outros ramos da stregheria. Chegou minha maioridade. Eu ia fazer 18 anos, me sentia deus encarnado na terra, uma espécie de Jesus Cristo preparado pra entrar na ordem que, eu sempre desejei. Porém, por acaso ou destino, eu tive que encontrar o Óbito no jabaquara, porque na época, aconteceu um evento desagradável que me levou a cometer mais um homicídio através de magia.

 Eu tinha em mãos uma série de livros que foram usurpados de um dos cabeças da OTO no Brasil, pena que, o ser estava prestes a morrer; os livros eram maravilhosos, maior parte em inglês, alguns em espanhol, eu ia fazer uma barganha - eles pelas bíblias vampíricas que me faltavam. O Óbito foi maravilhoso, conversamos por umas três horas, eu cheguei no Jabaquara eram 6 e pouco da tarde, depois nós fomos no habbib's de lá. Ele estava sem as bíblias na hora, porém, me deu algumas coisas e disse que me mandaria as bíblias por correio, enquanto intercalava a nossa conversa me ensinando como enviar câncer pra uma pessoa usando o Beelzebub. Um rapaz maravilhoso, creia. 

As bíblias chegaram, junto com elas, veio o que o vampirismo chama de vital pro desenvolvimento; o processo de Deificação e a Descoberta do Dragão. O processo é simples, e pode ser resumido numa frase ele significa, 'você não é a experiencia'. A descoberta do Dragão, o verdadeiro Eu, e o fundir meu Ego á Ele. Boas metas para o Aleister Crowley mirim aqui. O processo começou simples; ele se baseia em você lembrar em toda experiencia que vivenciar, que você não é aquilo. É fácil quando você anda por aí, ou observa pessoas. Porém ele vai mais além. Você não é seu corpo físico. 

Isso me levava a caminhar pela rua, mantendo isso em mente; era um efeito bizarro, aonde eu sentia meu corpo separado da minha consciência. Eu literalmente percebia meu corpo como uma máquina e não suficiente, como Eu fora disso. Eu sentia isso, percebia claramente conforme ia aplicando. Eu não era a dor, eu sentia a dor. Logo com isso em mente, eu aumentei minha resistência a dor.Na época eu já não comia comida física direito por causa do excesso de alimentação astral. Aumentando a minha resistência a fome, eu comia menos ainda. Lembro do Óbito comentando sobre passar mais de uma semana sem comer nada.  O mesmo com o frio, me levando a sair sem agasalho por aí em madrugadas frias, e percebendo claramente, que o corpo físico era um instrumento do Eu. E o Eu, o Dragão, não era ele. 

Com o aumento da resistência, logo veio a segunda parte. Eu não era minhas emoções, Eu não era meus pensamentos, Eu não era a minha mente. O Eu era apenas o Observador, o Dragão. Logo, sempre que obtinha alguma reação emocional, eu me lembrava que não era aquilo, não era aquela emoção, apenas estava a experimentando. Isso me deu um controle sobrenatural das emoções pessoais, levando me, a conseguir controlar o fluxo delas. Eu não era meus pensamentos. Lembrar disso, era meio louco, porque só de lembrar disso, eu já estava pensando.Além de um domínio absurdo da minha cabeça, ganhei outros presentes que serão expostos mais adiante. E Eu não era aquilo que estava pensando. O Eu não era Nada. 

Não era nenhuma experiencia que eu poderia vivenciar, logo não era memória. E também não era personalidade, já que a personalidade é um habito mental. O corpo, a mente, as emoções, a persona, tudo, tudo era um instrumento do Eu. E o Eu não era nada daquilo, logo, descobri o que ele era através do que Ele não é. Tudo que Eu julgava existir, era apenas um instrumento do Eu. O Eu é o Observador, somente isso. O Dragão. E lógico, comecei a mentir pra tirar proveito; eu conseguia trocar a minha personalidade de modo perfeito, vagava entre o garoto tímido ao mais extrovertido em segundos. Era um fingimento digamos, perfeito. Porque realmente sentia aquilo, do fundo da minha alma. Eu programava minha mente a agir de certa forma, com certa pessoa, ou em certa situação. Eu não era mais a mente,  Eu era quem mandava nela. 

O contrario foi realizado também. Eu habituei o meu cérebro a se sentir bem, feliz. Eu me habituei a ser extrovertido e bobo. Eu me habituei a ser carismático. Meu cérebro era apenas uma massa cefálica usada pelo Eu, para realizar a sua vontade. Assim me mantenho a anos. Praticar a Deificação, me desumanizou totalmente. Tirou de mim, junto com as comunhões com os Mortos Vivos a maior parte da humanidade. Mais adiante eu vi o valor dela, e busquei recupera-la. Mas na época, era fascinante. Ainda que você não possa perder as sensações físicas, você aumenta sua resistência. Ainda que não possa deixar de sentir emoções, você as domina e as transmuta. Você se torna sobre humano justamente através de um pensamento fixo, uma percepção de que você não é algo. Aí você  também entende o como sua mente se identifica com as experiencias, e acaba vendo-as como verdadeiras. Você quebra seus próprios tabus, teus próprios limites e ganha um domínio peculiar da sua mente. Além de, descobrir quem é o Eu Superior que tanto as leituras místicas falam. 

A crise de identidade é algo descartável, já que, você não vê valor em identidade. Não tem valor algum te-la, de modo fixo. É interessante apenas que as pessoas tenham uma percepção de você, e que você saiba causar reações paralelas aos teus desejos nelas. Você começa a se usar, começa a ser um instrumento de você mesmo. E cada vez que confronta com o ego humano, você aprende a domestica-lo. Nunca se esqueça que o ser humano é um animal. Nunca esqueça que é um animal domesticável. O transcender a condição humana para vampiro, leva  essa mudança psicológica e de percepção. Você precisa transgredir tudo que foi passado á ti e não suficiente ao que é passado diariamente a ti. Você não é a experiencia, lembre-se. Lembrar é a chave do Vampirismo.

Este processo de Deificação, Deificar, se tornar Deus(Dei em latim), me levou a um vazio bizarro. Eu não sentia nada, não pensava nada, não era Nada. Era um vazio, a hora que o Dragão, o Eu Superior desperta e se funde ao Ego. É a hora que o contraste Sonho e Sonhador começam a se manifestar. Quando você vê que você é apenas, apenas o Observador, você começa a perceber a realidade meio plastica, como um Sonho. Era exatamente isso, que agora começava a perceber, que Eu não era a realidade material e estava por trás dela, por trás da astral. O Eu era a fonte de Tudo Isto. 

Era hora de avançar; agora que eu percebi que era apenas o Eu, era hora de tirar esse Eu de dentro do meu corpo físico. Era hora de voltar a praticar a projeção astral. Mas antes, relembrando, o inicio das minhas viagens astrais... Eu tava prestes a fazer 15 anos, estava no basicão do vampirismo, a primeira bíblia ainda, as outras eu iria ganhar somente 3 anos mais tarde, quando encontra-se o Óbito, como disse no outro texto. Enfim, entre minhas mil comunhões na praia de madrugada, eu comecei a desejar isso, intensamente enquanto soltava energia para os Undead. Eu mentalizava firmemente que queria me projetar, queria me projetar sempre, queria me livrar das travas astrais...

E como Jesus Cristo era afortunado, assim foi. Eu deitava, relaxava um pouco, e me sentia no outro corpo. Aí saia. Era tão simples, como mover um dedo. Simples, enquanto eu fazia comunhão direto. Ficou uma semana e pouco assim, até que achei não ser mais necessário fazer comunhão nem aqui nem no astral, depois das orgias malignas que me enfiava com aqueles espíritos.  Por algum motivo que só o Destino sabe, eles me tiraram esse dom, logo quando comecei a usar a projeção para fazer coisas além de comungar com eles. 

Aí voltei a ter que me esforçar para fazer projeção. Os Undead tinham se tornado literalmente a vaselina das minhas comunhões. Porém, era chatão ter que manter uma comunhão diária com Eles. Chega uma hora que cansa. Eu comecei a praticar a comunhão com 14 anos, através de um mantra da gnose, que é mais que conhecido pela internet; o mantra 'faraon'. Porem, as comunhões me livraram de mantra, mentalização, visualização, toda aquela chatice, para um simples 'querer', porém, elas custavam uma devoção cega á Eles. Porém eles me ajudaram muito, já que, quando comecei a fazer projeção, era muito, mas muito chato fazer visualização. Eu me lembro que todas as técnicas projetivas era a mesma coisa, porem cada uma inventava um cenário diferente para imaginar. Era um c*. Mas enfim, quando o mantra caiu nas minhas mãos, comecei a fazer direito, e logo comecei a ter resultados. Entoava durante o banho, antes de dormir, arrumando a casa, me sentia um Hare Krishna de tão fanaticamente que entoava aquilo. E funcionava. 

Inicialmente, como disse no primeiro texto do diário, eu usava para drenar. Eu estava na oitava série, estudava de manhã, então eu logo drenava as pessoas da minha classe. O procedimento era sempre o mesmo; me projetava, me concentrava na pessoa, até que eu aparecia no quarto dela - dali em diante subia no peito dela e começava a sugar a vitalidade. No dia seguinte, era sempre a mesma história. Sonhou com um bagulho preto, que 'lembrava meu rosto' encima dela, deixava ela sem ar enquanto a enforcava e parecia tirar alguma coisa dela, fiquei umas duas semanas escutando isso, de cada um que eu pulava encima. Não foi a classe inteira, mas uma boa parte com certeza. As vezes ia visitar mais de uma pessoa por noite, e todas fazia o mesmo procedimento. Eu me sentia um Inkubus ali, pressionando o peito da pessoa, causando falta de ar, era maravilhoso. Porém, mais adiante enjoou.

Fiquei sem fazer projeção fanaticamente um bom tempo, até que recebi as bíblias vampíricas que faltavam do Óbito. Logo voltei, a todo vapor. 

Eu já era um recém adulto, já tinha me aventurado em mil coisas, entrado em duas ordens, as quais não me identifiquei e estava vivenciando aquela fase do incrível mundo do sexo. Tudo era sexo. Sexo era Tudo. Eu comecei a me projetar indo atrás dos Undead - e comecei a aprender coisas diretamente com Eles. Entre 2009/2010 eles foram meus grandes professores em magia vampírica. Ia regularmente até Eles, e dessa vez, sem aquelas devoções acirradas que fazia em meus 14 anos. Entre mil orgias astrais e aulas de magia, lá estava eu, agora sentando em cima das pessoas no meio da noite, e enviando imagens sexuais pra cabeça delas. Enviando sonhos. Enviando pensamentos. Acho que nunca fiz tanta magia para amor, quanto nessa época. Em um pensamento aleatório, acho que deveria voltar a fazer.

Agora, eu já não sentava encima da pessoa, eu deitava nela; enquanto deitava encima dela, ia imaginando cenas vividas de sexo entre eu e ela.Isso ia fluindo para a cabeça dela, e ao menos umas duas pessoas, se não me engano, chegaram a relatar sobre ter sonhado comigo. Brincar com sonho alheio, virou um hobby. É tudo divertido, na época, o Óbito me ensinou como viajar no tempo, durante projeções. Mais adiante, o Morbitvs me ensinou a engolir o sol, para causar tempestades, quando eu me projetasse.

O segredo da projeção é a sua energia. Quanto mais energia você tiver ou sugar, mais lúcida será sua experiencia. Daí em diante, a drenagem tomou um outro rumo para mim. Ela era base para manter minha consciência desperta no astral, ela me dava lucidez nele. Além de me deixar por mais tempo nele. A energia que eu sugava me permitia ficar rodando feito uma alma penada por aí. Era maravilhoso, acredite; eu futricava em tudo, ia ver todo mundo, descobria coisas que não deveria sobre as pessoas. Tudo porque o excesso de energia me deixava plenamente consciente. Não havia diferença entre estar projetado ou estar acordado. Os dois eram a mesma coisa.

A Deificação, junto com a projeção, me lembrou que eu não era nem o corpo astral; o corpo astral, é aonde está a mente, a memória, a personalidade, tudo que o Eu não era. Mas disso já falei anteriormente. O legal era perceber isso no astral, dava uma sensação de poder ir além da projeção astral. Não sei como, mas que sentia isso claramente, eu sentia. Aí a doutrina do Sonho, entrou mais forte na minha vida. Bem mais forte.

O Dragão, o verdadeiro Eu, estava além do Ego. Ele vinha antes, o ego era apenas uma casca. Assim como o corpo astral era outra casca. A descoberta do Dragão me proporcionou a essencia da magica draconiana, o fundir a realidade física com o sonho.

Mas isso vai bem além do texto. Essa era a base da magia da consciência, a magia draconiana do vampirismo. A Magia Draconiana, era dominada com nisso. Irei falar dela, que se baseia em Nove Leis da Magia, mais adiante junto com todas as coisas sujas que fiz com ela. 

Se você fosse um Sonhador e percebe-se que estava sonhando uma realidade, O que você não poderia alterar nesse Sonho ?

 

 

 

por Inkubus