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siga a estrada de tijolos amarelos: Vampirismo Vampirismo Astral Diário de um Vampiro Canalha O Mar de Sangue, a Maestria Vampírica

O Mar de Sangue, a Maestria Vampírica

marChegou a tão esperada Bíblia da Feitiçaria, e junto com ela as três formas de magia vampírica; a Magia de Concordância, a Magia de Controle e a Magia de Consciência. Essas três formas de magia, são explicadas dentro das nove leis da magia, que são, em primeira impressão, apenas técnicas de feitiçaria. Na segunda, você percebe que elas são a própria estrutura da realidade. Na terceira, você percebe que todos praticam e que, ninguém percebe. 

E foi fazendo pequenos caprichos que fui entendendo o como a magia vampírica funcionava e como deveria aplica-la. Eu fazia pequenos testes, porque a magia é uma ciência. Não uma arte. Então eu testava em tudo, em todos, e cada sucesso me ensinava ainda mais. O sucesso era minha única prova.

Logicamente, eu já parti para as leis do controle, em uma em especial, que afirma "reconhecendo a ilusão do espaço e tempo, pode ultrapassar isto para mudar a realidade", como é a quinta lei. Observando essa lei, você percebe que você está conectado com tudo que já tocou anteriormente. Indo mais adiante nela, você percebe que pode influenciar qualquer um, em que já teve contato. Tudo que você toca, você pode controlar. Se você tocou em algo anteriormente, por não existir tempo, muito menos espaço, você ainda está tocando naquilo. Você pode controlar, qualquer pessoa. Qualquer uma.

O Controle se baseia no fato em que, você pode alterar algo, ou receber informações dele. Alterar uma pessoa significa alterar um padrão-pensamento-sentimento dela, levando a agir conforme tuas regras. Você vai injetando dose de pensamentos/sentimentos, até ela sucumbir e começar a agira da forma desejada. É como adestrar um animal. Veja, experimento de Pavlov, e aplique isso em seres humanos. É exatamente isso.

Se eu estou tocando em tudo que já tive contato, já que, para a mente, não existe espaço-tempo, estou tocando em qualquer pessoa. Logo, eu deveria pensar dentro da cabeça dela. Isso significa, que, eu não iria falar algo como "Gabriela, me ame, me deseje". Não, nunca; ali eu faria "Eu amo o Inkubus, preciso dele demais". Yeeah, é assim mesmo. Todo mundo pensa em primeira pessoa, logo, se quero pensar dentro do cérebro de alguém, eu deveria pensar como se eu fosse a pessoa; no padrão de voz dela, do jeito dela. Todas as mentes são uma única mente. 

A percepção de que não existe espaço e tempo, me abriu as margens do Mar de Sangue. Eu olhava para a foto de alguém, depois fechava os olhos. E começava a me alimentar. Sugava todo o sangue da pessoa, pensando nela, já que se eu penso em alguém, eu estou tocando nela. Pensar/visualizar alguém, é tocar nela com a sua mente. Eu tinha atingido o mais alto nível de vampirismo, que é a drenagem apenas pelo contato mental. Cheio de sangue, era hora de eu influenciar a pessoa. A energia drenada é a faca que irá cicatrizar a mente da pessoa. Quanto mais fundo, forte, for o pensamento colocado, mais rápido/fácil a coisa ocorria. 

O Mar de Sangue é a metáfora para o contingente humano, o alimento. Mergulhar nele, é ganhar a maestria sobre o conceito de espaço-tempo, percebendo que os dois são ambas ilusão para a mente. Entrar no Mar, é perceber que tudo está conectado e qualquer ponto do espaço-tempo faz parte de você. Assim sendo, toda a força vital do universo, está a teu dispor. Você pode sugar qualquer um, em qualquer canto, apenas lembrando da pessoa. Assim como pode influencia-lo ou ser influenciado. É uma orgia de força vital ao qual você experimenta a realidade física.

Logo mais, eu deixei de influenciar, para ser influenciado. Eu comecei a me concentrar numa pessoa, e receber coisas dela; eu sentia o que ela sentia, percebia os órgãos do corpo dela, sentia o estado de saúde, o estado emocional, a corrente sanguínea e em certos casos, eu vi cenas do cérebro dela. Eu comecei a testar minha habilidade com inúmeras pessoas, amigos íntimos que geralmente, pediam para eu olhar a mente/coração de seus amantes. Quanto mais, eu me abria para esse potencial receptivo, melhor eu percebia a pessoa. Conforme fui treinando eu comecei a ver a personalidade, o padrão de pensamento/sentimento e como agir com alguém. Eu canalizava a energia que sugava dos outros para expandir minha percepção/recepção mental de outrem.  É engraçado que não sei, até hoje, se eu recebo influencias conscientes, inconscientes ou subconscientes, ou um pouco de cada - muito dessa habilidade vinha tão exclusivamente de não estar envolvido emocionalmente com tal pessoa. Me permitia não travar, na hora de olhar a cabeça de outrem. Quanto menos interesse eu tiver na pessoa, melhor. A ansiedade me bloqueava um pouco, então quando era algo que eu estava envolvido, eu procurava relaxar muito. Depois olhar.

A possibilidade ilimitada, assusta. Estamos acostumados com algo limitado, básico, é estranho encontrar alguma coisa que não te dê limites. Geralmente, existe, 'magia para amor', 'magia para destruição', 'magia para compaixão' citando LaVey, mas nunca, vi uma forma/força que pudesse ser canalizada para qualquer gênero. Eu não usava velas, nem incensos, não chamava entidades. Eu usava a minha mente. A magia vampírica, é literalmente, uma tecnologia mental. 

A sexta lei indicava que, se eu me enche-se de sangue, e mentaliza-se algo, aquilo se tornaria uma realidade. Toda a força vital que eu suguei, iria como uma torrente para preencher e manifestar a forma que desejava. Eu precisava testar isso;

O teste foi feito da seguinte forma, eu assisti jornal nacional e vi o tempo que iria dar no dia seguinte; iria dar sol. Eu suguei força vital demais e mentalizei chuva. Acordei com uma grande tempestade na cidade. Não suficiente, eu comecei a controlar o clima durante uma seguida, todo dia assistia o jornal nacional e contradizia a previsão do tempo. Se ia chover, eu fazia sair o sol, se ia sair sol, eu construía chuva. Durante sete dias exatos eu fui intercalando, depois mandei um relatório para o Morbitvs, que logo então, fez um texto sobre, intitulado 'dança da chuva para não índios'. Eu parei de sugar uma pessoa em especifico e comecei a sugar grupos. Eu lembrava de um grupo e me alimentava de todos eles de uma vez. Creia, isso foi aumentando até Jesus Cristo se alimentar de uma cidade toda de uma vez.

Eu precisava de mais provas, além de brincar de Baal e ficar alterando o clima. Estava na hora de dar um passo á mais nessa forma de magica. Foi a hora que sugando uma balada inteira enquanto dançava, eu desejei um black out. E assim foi, do jeitinho que imaginei, tumulto, gritaria e um celular como presente pelo sucesso. Isso quebrou meu conceito de que magia precisava de tempo para se manifestar. Entendia que o 'tempo' que a magia precisava era extremamente relativo. Com um grupo de pessoas, eu cheguei a formar tempestades em menos de 30 minutos, em dias extremamente ensolarados. A realidade realmente era mais plastica do que podia imaginar. Eu estava tomando consciência de que tudo isto, é um Sonho. 

Essa é a grande meta do vampirismo, conquistar a consciência completa sobre a realidade ser um sonho e mais que isso manter essa consciência após conquista-la. Manter o controle após conquista-lo. Manter a Concordância após conquista-la. Essa era uma luta travada o tempo todo, e é a tradução exata do que dizem ser 'Acordar no Sonho'. Mais do que acordar, você tem que manter a consciência de que está sonhando, para não dormir novamente. O caminho do vampirismo é feito de forma básica; primeiro você busca o controle, e consequentemente ganha a consciência; o controle vem de você conseguir alterar a realidade, e conforme você vai alterando você acaba percebendo de fato o que ela é. 

O mais interessante de tudo no vampirismo, é que a crença, a concordância, é um efeito colateral após o controle. Você não precisa acreditar para ter resultados. Se uma coisa é real, ela não precisa ser acreditada. Ela simplesmente é. As leis da Concordância, afirmam o seguinte: se existe alguém para acreditar, algo se torna real. Se existe muita gente acreditando, aquilo se torna realidade absoluta para todos aqueles que se alinharem aquela crença e para aqueles que não tomarem uma atitude perante á essa crença. A base dessa magia é você fazer alguém acreditar em algo, para que aquilo se torne real. Ela se baseia em você utilizar o subconsciente das pessoas a sua volta. Você as marca, quando conversar com cada uma, e usa a mente delas para gerar alguma coisa. A chave é você fazer a pessoa acreditar naquilo que você quer, e na possibilidade ou na realidade já firmada disso. A mente de outro se torna um canal para manifestação do teu desejo, ou para sustento de algum capricho. O vampirismo não é contra o escravagismo.

Depois de ter passado pela quinta e sexta lei, eu me voltei para a quarta; ela afirma que se objetos físicos e situações forem nomeadas e tratadas como seres vivos, eles irão responder de tal forma. Eu não tinha noção nenhuma de como fazer, porém eu tinha que fazer. Fazia parte da coisa, logo, eu resolvi começar a fazer testes simples. Eu peguei um celular e chamei ele de 'marcelo', e mandei ele parar de funcionar. Bom fiquei insistindo três dias até o Marcelo parar mesmo de funcionar. Mais adiante eu tinha que fazer ele voltar. Levou mais dois dias. 

Mas eu não estava satisfeito na época e precisava testar mais, e havia um rapaz, na sala de faculdade que foi meu experimento.Ele tinha acabado de comprar um carro, se gabava dia e noite. Era tudo que eu precisava; eu comecei nomeei o carro do Ivan de 'matheus' e mandei todo dia, ele quebrar, mas tinha que ser algo que me mostrasse exatamente que a magia funcionava. O carro era novo, tinha menos de dois meses de uso, iria demorar para fundir o motor. Não se eu nomeasse e manda-se. E assim foi, uma semana todo dia mandando no' Matheus', até o Ivan me ligar contando que além de fundir o motor, tinha fodido outro lance no carro. Foi magnifico. A melhor parte da questão era justamente afetar em detalhes, aquilo que me propus a fazer. Eu não tinha exatamente planejado quebrar o carro de modo geral, mas sim, fundir um motor novo. Esse resultado detalhado me proporcionou um novo ponto de vista de como fazer a magica. Eu comecei a tratar todos os objetos como vivos, e eles respondiam de acordo. Depois de causar um black out numa balada, simplesmente conversando com a energia elétrica do lugar, eu fui aumentando, jogando a realidade contra mim e vendo quem é que ganhava na queda de braço. 

Estava na hora de ver se isso funcionaria com situações: o pai da minha ex estava com problema de coração, a situação cardíaca dele estava complicadíssima. A pressão dele chegou a um nível complicado e ela me ligou chorando com medo. Ele teria que se afastar do trabalho, por causa de stress. Teria. Eu nomeei a situação cardíaca dele de 'Equilíbrio' e mandei ela se regularizar, comecei a mandar a pressão reduzir, a cabeça dele melhorar... Fiz isso alguns dias, até que, no exame seguinte, estava tudo Okay. O médico ficou assustado, não poderia estar tão light, se ele quase infartou poucos dias antes. Mas estava. o Sr. Luiz estava muito bem. E continuou trabalhando.

Isso foi uma das mil brincadeiras, que me levaram a tratar a realidade como viva o tempo todo. Eu não mais fazia magia, eu vivia a magia. Eu era a magia. A magia vampírica tornava o meu respirar em drenagem, as minhas idéias em facas, ela unia o dia a dia com o mundo paranormal. E mesclando esses conceitos, você atingia o que chamam de Maestria, que é aonde a percepção da magia como um fenômeno casual, era a base de tudo. Você deixava de fazer magia uma hora ou outra, e fazia o tempo todo. E assim foi. 

Eu comecei a usar o meu próprio corpo, quando alarguei as orelhas, as nomeei e mandei desinflamar rápido. E assim foi. O mesmo fiz com minha tatuagem, ao qual chamei de 'Sírius'. E com alguns corações por aí, que fiz se apaixonarem de um modo mais viril. Eu comecei a tratar a própria realidade como viva e ela mesmo me respondia da mesma forma. O vampirismo se baseia em três formas de magia, Controle e Concordância, já expliquei. Agora vem a Consciência.

A Consciência está por trás de todas as formas de magia, ela é Todas. Simplesmente porque tudo que você faz, você espera um resultado. Esse Esperar, ansiar algo, á o que faz aquilo acontecer. Ao contrario de todas as linhas de magia atuais, que visualizando a ansiedade como prejudicial, e que tudo, deve ser feito apenas uma única vez e aguardado, o vampirismo segue a rota oposta; quanto mais fizer, mais rápido acontecerá; e a realidade é um espelho do que você sente. 

Eu comecei a pratica da magia de consciência observando as coisas, no meio da rua, e lembrando que tudo aquilo era um sonho. Aos poucos, sua visão começa a distorcer, e você começa a sentir aquilo. É uma sensação de irrealidade, e parece que tudo vai distorcer. Aquilo era a chave que precisava para manifestar um desejo. O sentimento é a chave da magia. Sentir algo, a manifestação daquilo é o que faz aquilo se manifestar. O sentir é acompanhado de um pensamento, ou uma forte imaginação. A partir do momento em que você firmar em tua mente o pressuposto da realidade ser um sonho, você apenas deseja algo para que aquilo se manifeste.

O maior ensinamento do vampirismo, é conhecido como a Doutrina do Sonho. No coração do vampirismo, está o reconhecimento da verdade que a realidade é um Sonho, um reconhecimento emocional de que, tudo, é somente um Sonho.  E como num Sonho, duas coisas se refletem; tudo é possível e tudo que você espera emocionalmente, tende a acontecer. A maior luta de um vampiro é manter-se atento, consciente dessa verdade, para que ele possa usa-la ao seu favor. Estar consciente de que Tudo é um Sonho, nos faz perceber que nosso Eu, o Sonhador, faz parte desse Sonho. E que ele pode alterar o Sonho por sua Vontade. E não somente pelo que quer, mas sim pelo que espera. Principalmente pelo que espera. A maior forma de magia no vampirismo, é chamada de magia de consciência, que é nada mais, que utilizar esta verdade, sobre a verdadeira face da realidade ao teu favor. 

Essa magia nos propõe alguns desafios; o primeiro é perceber diretamente isso. Partindo da premissa de que Tudo é um Sonho, o vampiro deve se confrontar com a própria mente. Ela agora se torna inimiga da sua consciência, e ela agora desafia ele a conquista-la. Toda cultura humana agora vem adiante, desafiando o novo padrão mental a ser estabelecido. A tua mente se torna seu maior inimigo. O primeiro fator, obviamente é o próprio esquecimento. A pratica vampírica te leva a acoplar essa nova premissa da realidade, em teu ser. É uma lavagem cerebral auto imposta com fins lucrativos.

O segundo fator é o medo; o medo de falhar é o que mais proporciona falhas nas pessoas. A confiança é conquistada da seguinte forma; faça aos poucos. Se quer fazer uma tempestade, inicialmente tente mudar o clima deixando-o nublado. Logo mais, tente fazer chover, depois cause alguns raios, depois desabe o mundo. Conforme você vai fortalecendo sua própria crença na magia e em si mesmo, você vai aumentando o tamanho do desejo, do obstaculo. Foi realizando pequenas coisas que, me levaram mais adiante, realizar grandes coisas. Até grandes demais. Conforme sua mente vai dilatando, penetrar novas idéias é mais fácil. 

O vampirismo é um caminho pratico, com um único objetivo; a praticidade do vampirismo exige que você o vivencie, ao invés de teorizar demasiadamente. Não há, rituais além dos Mortos Vivos. Não há espíritos para pedir ajuda, ou banimentos e invocações. Ele não é o caminho da magia comum. Ele não é a magia que vemos por aí. O Dragão está por trás de tudo isso.

Eu estava mergulhado no mar de Sangue. Eu estava me afogando e ao mesmo tempo me salvando. Eu era Jesus Cristo ali, morto para humanidade e aberto para a Doutrina do Sonho. Osíris tinha meu nome, eu tinha entendido o véu. Eu acordava todos os dias com uma outra visão. Eu era o Todo e por ser o Todo, eu era Nada. Nemo.

 

 

Por Inkubus